Charge do Jean Galvão (Arquivo Google)
Vicente Limongi Netto
Estão de volta as letrinhas mágicas de um tesouro que os magistrados adoram – os penduricalhos. De repente, os solidários e bondosos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) descobriram novas brechas para flexibilizar os penduricalhos que estavam proibidos, pagos a juízes e membros do Ministério Público
Coitados, eles merecem. Todos trabalham muito, mas sempre no sistema “home office”, em casa, assistindo a Copa e fazendo despachos, um atrás do outro, tipo pai-de-santo baiano. Ficam esgotados de tanto trabalhar e reclamam que ganham migalhas.
A vida hoje é boa, alegre e com bolso forrado, para a gulosa curriola togada. Para o resto do povo, os penduricalhos são os passageiros que ficam pendurados nos trens, ônibus e metrôs superlotados, no final do expediente de cada dia.
BAIXARIAS DO CLÃ – Dia 26, sexta-feira, escrevi aqui na Tribuna da internet sobre a medonha lavagem de roupa suja do clã Bolsonaro, entre a madrasta Michelle e o enteado Flávio.
Dia 27, com o título “Há algo de podre no reino dos Bolsonaros”, o Estado de São Paulo destacou em editorial:
“Felizmente, a senhora Michelle Bolsonaro resolveu fazer um grande favor ao Brasil ao gravar e divulgar seu depoimento a respeito de Flávio Bolsonaro. Assim, deu aos eleitores conservadores a chance de ver, com os próprios olhos, de que material é feito o bolsonarismo original. Quem sabe os estimule, finalmente, a procurar alternativas que estejam genuinamente interessadas em governar o Brasil com bom senso e dignidade – qualidades estranhas a Jair Bolsonaro e sua grei”.
O Poder Judiciário caiu muito no conceito popular. Falta eficiência, celeridade e sobra parcialidade, penduricalhos e privilégios. A toga passou a cometer os pecados do Legislativo e do Executivo. Quem paga a farra do boi é o povo, contribuinte e eleitor.
A disputa pelo espólio político do chefe do Clã, guarda semelhança com o Rei Lear. Há sim, algo de podre no Reino da Dinamarca.
O Estadão nomeia a madastra, de Lady Mackbet. É a união das tragédias de Shaskpeare :
Otelo, Mackbet e Rei Lear.
Os filhos e a Madastra lutam pelo Poder. Cada um dos filhos têm seus interesses políticos e financeiros, sempre nas estruturas do Estado, Legislativo e Executivo. Nenhum deles trabalhou na vida, vivendo de mandatos eletivos na Câmara dos Vereadores, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e no Senado.
A tragédia começa com a eleição presidencial de seu Jair em 2018. A tentativa de Golpe depois de quatro anos, planejando a continuidade pelas urnas ou pelas armas, trouxe uma consequência: prisão do chefe do clã.
Começa então, a luta dos filhos contra a madrasta pelo que sobrou do Bolsonarismo. O vídeo da Lady Mackbet, muito bem estudado com símbolos religiosos, uso de teleprompter, expôs a guerra intestinal na família desunida. Lady Bolsonaro mandou recados para o candidato presidencial e os irmãos. ” Tenho vida política própria e não preciso de você, pelo contrário, tenho controle do PL Mulher, das mulheres evangélicas e você, 01, vai precisar do meu apoio.
O apoio dela a candidatura do senador Eduardo Girão, ao governo do Ceará, contra a aliança do PL de apoio a candidatura de Ciro Gomes, não é o principal motivo do racha na família do capitão reformado. Trata-se de quem vai assumir o controle dos votos bolsonaristas no futuro, quando o cacique se aposentar de vez da vida pública. Me parece, que a Madastra, a Lady Mackbet, deu um passo a frente com seu discurso religioso: Deus, Pátria e Família.
Seguirá firme contra o Estado Laico e lutará pelo volta da Religião no seio do Estado, um retrocesso brutal e medieval. Uma volta para a Idade Média.
A desunião do clã, impede o retorno do atraso, que tanto mal causou a sociedade em quatro longos anos de trevas. Enfim, a luz se faz presente. Mas, até quando?
Sr Roberto, a direita nao se emenda. De Maluf a Collor, De Bolsonaro pai para Bolsonaro filho ( ou esposa). Lula tem sorte.
Independente da fofoca (vertamente assistem novelas) Lula é Ladrão™, mas admito que tem muitos cúmplices e oportunistas tal como ele. Aliás, até a janja, mesmo que conheça pouco o idioma francês.
“Voici un portrait. C’est le visage de Pierre Vincent”: assim começava a primeira lição do livro de Gaston Mauger.
(certamente assistem novelas)
Tá levando quanto ?
Depois de ler globo, folha, estadão e outros fico com vontade de me tornar um cangaceiro, sabendo-se que sou de direita e conservador, montar uma sortida e fazer uma visita à essa família de malfeitores desgraçados e quebrar todos eles com porrada, tiro e bomba, o que fugirem atravesso com um punhal de 20 polegadas.
Feito isso posso continuar a frequentar essa tribuna aqui sabendo que Vicente Limongi e Roberto Nascimento foram vingados do que sofreram na mão dos Bolsonaro.
Aviso à praça, não me venham como se eu fosse um justiceiro que vive desse tipo de empreitada, essa ação foi por ter ficado penalizado deles, só isso.