“Naquela mesa está faltando ele, e a saudade dele está doendo em mim”        

Sérgio Bittencourt pede perdão à sua mãe Adylia - Jornal GGN

Sérgio Bittencourt, jornalista e compositor

Paulo Peres
Poemas & Canções

]O jornalista e compositor carioca Sérgio Freitas   Bittencourt (1941-1979) compôs “Naquela Mesa” em homenagem póstuma ao seu pai, o célebre compositor e músico Jacob do Bandolim, e a saudade que ele deixou. Esta samba-choro foi gravado por Elizeth Cardoso em seu LP “Preciso aprender a ser só″, em 1972, pela Copacabana.

NAQUELA MESA
Sérgio Bittencourt

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre, o que é viver melhor.
Naquela mesa ele contava histórias,
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor.

Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã.
E nos seus olhos era tanto brilho,
Que mais que seu filho, eu fiquei seu fã.

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa no canto, uma casa e um jardim.
Se eu soubesse o quanto doi a vida,
Essa dor tão doída não doía assim.

Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala no seu bandolim.
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim.                        

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Esta publicação feita pelo poeta Paulo Peres, Poemas & Canções, traz lembranças maravilhosas do amigo e companheiro Sérgio Bittencourt, com quem trabalhei na antiga TVE, num programa lendário criado por Fernando Barbosa Lima – “A verdade de cada um”. Sérgio era não somente um grande jornalista e compositor, mas também um excepcional caráter. E viverá para sempre nas lindas composições que nos deixou. (C.N.)

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