Investigação aumenta pressão sobre campanha de Lula
Pedro do Coutto
Há crises políticas que explodem imediatamente e outras que se desenvolvem lentamente, acumulando elementos até que deixem de parecer episódios isolados. A investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pode pertencer à segunda categoria. É nesse sentido que ganha força a análise de Merval Pereira, em O Globo, ao tratar o episódio como uma bomba de efeito retardado sobre a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O problema para o presidente talvez não esteja apenas no que a investigação já revelou, mas naquilo que ainda poderá revelar.
É preciso, porém, separar fato, suspeita e consequência política. A Polícia Federal investiga Lulinha sob suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas à atuação de empresários no mercado de cannabis medicinal e a programas ligados ao Ministério da Saúde. Lulinha nega irregularidades, e sua defesa afirma que ele não participou de negociações nem recebeu valores em troca de qualquer atuação ilícita.
PROBLEMA POLÍTICO – Uma investigação não equivale a uma condenação. Mas uma eleição não é um tribunal, e a percepção do eleitor não espera necessariamente pelo encerramento de um processo judicial. Em uma campanha presidencial, a existência de uma investigação envolvendo o filho do presidente, sobretudo quando ela se cruza com pessoas que tiveram trânsito no governo, já representa um problema político.
O caso ganha maior dimensão porque está conectado às investigações da Operação Sem Desconto, que atingiram empresários e lobistas suspeitos de envolvimento em fraudes contra aposentados do INSS. A PF procura esclarecer se Lulinha atuou ao lado da empresária Roberta Luchsinger em favor de interesses ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado Careca do INSS, inclusive em questões relacionadas ao mercado de canabidiol e a programas do Ministério da Saúde.
QUESTIONAMENTO – Esse cruzamento é politicamente explosivo porque desloca a discussão de um problema estritamente familiar para uma pergunta sobre o funcionamento das relações de poder em Brasília: quem consegue chegar a quem, por quais caminhos e para defender quais interesses? É uma pergunta difícil para qualquer governo administrar.
Lula pode argumentar, legitimamente, que não controla as atividades privadas de um filho adulto. O próprio presidente afirmou que Lulinha deverá provar sua inocência e que não utilizará o cargo para protegê-lo. Institucionalmente, é a posição mais adequada. Politicamente, porém, ela só será sustentável se o governo mantiver distância efetiva dos fatos investigados. O problema é que essa distância fica menor quando aparecem personagens que circularam simultaneamente no entorno de Lulinha e no núcleo político do governo.
As informações sobre repasses feitos por Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que foi chefe de gabinete de Lula e posteriormente passou a atuar na campanha presidencial, ampliaram o desconforto. Ribeiro confirmou ter recebido valores da empresária e afirmou que se tratava de um empréstimo pessoal já quitado. O episódio, independentemente de sua conclusão jurídica, acrescenta um elo politicamente incômodo entre diferentes núcleos da investigação e pessoas próximas ao presidente.
EFEITO RETARDADO – É aí que a expressão “bomba de efeito retardado” ganha sentido. Uma crise dessa natureza não precisa explodir de uma vez. Pode crescer a cada novo depoimento, documento ou conexão entre investigados e pessoas próximas ao poder.
O ambiente eleitoral torna tudo mais sensível. Em 2026, informações complexas podem ser rapidamente reduzidas nas redes sociais a uma narrativa simples: “filho do presidente”, “lobista”, “Ministério da Saúde”, “INSS”, “governo”. A complexidade jurídica desaparece. A associação política permanece.
A oposição naturalmente tentará explorar essa associação. Romeu Zema, por exemplo, já utilizou a investigação contra Lulinha para atacar Lula. Outros adversários deverão fazer o mesmo.
DIANTEIRA – Mas seria precipitado concluir que o episódio, por si só, ameaça a reeleição. A pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto mostra Lula ainda à frente de Flávio Bolsonaro, com 39% contra 30% no primeiro turno e 44% contra 39% em um eventual segundo turno. Ao mesmo tempo, a vantagem presidencial diminuiu, indicando uma disputa mais competitiva.
Essa combinação é fundamental. Lula continua competitivo, mas sua margem de segurança encolheu. Em uma eleição mais apertada, escândalos deixam de ser apenas problemas de imagem e podem alterar estratégias, alianças e percepções.
O eleitor que já rejeita Lula provavelmente utilizará o episódio para confirmar uma opinião que já possuía. O verdadeiro campo de batalha está entre aqueles que ainda não decidiram seu voto ou que podem votar em Lula sem serem necessariamente petistas. Para esse eleitor, a questão não será a tecnicalidade do inquérito. Será algo mais simples: é possível confiar que o governo Lula está distante dessas relações? Essa pergunta pode se tornar perigosa se a investigação produzir novos vínculos.
CONTROVÉRSIAS – Também não se deve ignorar que a direita chega a 2026 carregando seus próprios problemas e controvérsias. A eleição não será disputada entre um candidato absolutamente imune a denúncias e outro contaminado. Será uma disputa de narrativas sobre quem oferece menor risco ao eleitor. Por isso, o caso Lulinha pode ser mais perigoso para Lula do que parece e, simultaneamente, ainda é cedo para tratá-lo como um ponto de inflexão eleitoral.
Se a investigação permanecer restrita a suspeitas contra Lulinha, sem demonstração de participação de Lula ou de integrantes do governo em qualquer ilegalidade, o impacto tende a ser administrável. O presidente poderá defender a apuração e insistir que ninguém está acima da lei.
Se, entretanto, surgirem provas de que pessoas próximas ao presidente atuaram conscientemente para facilitar negócios privados ou vender acesso a estruturas públicas, a natureza política do episódio muda completamente. O caso deixaria de ser apresentado como “o problema do filho de Lula” e passaria a ser tratado como “um problema do entorno de Lula”. Essa é a fronteira que o Palácio do Planalto precisa observar.
ERRO ESTRATÉGICO – Lula construiu parte importante de sua imagem atual sobre a reconstrução institucional do país. Por isso, atacar a investigação ou tentar transformá-la em perseguição política seria um erro estratégico.
Quanto mais o governo tentar interferir no processo, maior será a possibilidade de transformar uma investigação sobre terceiros em uma crise envolvendo diretamente o presidente. A melhor estratégia é exatamente a oposta: permitir que a investigação avance, exigir transparência dos aliados e preservar distância institucional de qualquer investigado.
A eleição de 2026 começa a adquirir características de uma disputa mais apertada do que a fotografia eleitoral de alguns meses atrás sugeria. Lula ainda lidera, mas a vantagem diminuiu. Nesse cenário, cada ponto percentual importa, e cada crise pode ser incorporada à narrativa de um dos lados.
POTENCIAL – Por isso, Merval está correto ao identificar o potencial político do episódio, mas é preciso ir além da metáfora da bomba. Uma bomba eleitoral só explode quando encontra combustível político. E o combustível, neste caso, é a repetição.
Uma investigação gera uma manchete. Novas conexões podem produzir uma narrativa. Quando diferentes episódios começam a apontar para pessoas próximas ao poder, parte do eleitorado deixa de percebê-los como fatos independentes e passa a enxergar um padrão. É esse risco que Lula precisa administrar.
HISTÓRIA EM CONSTRUÇÃO – O presidente não está, neste momento, diante de uma crise que determine sua derrota. Está diante de algo talvez mais perigoso para uma campanha: uma história ainda em construção, cujo desfecho não depende do discurso do Planalto, mas daquilo que investigadores, documentos e testemunhas ainda poderão revelar.
Em uma eleição apertada, isso basta para transformar Lulinha de um problema familiar em um problema político. E, se a investigação continuar avançando, a pergunta que hoje é feita sobre o filho poderá inevitavelmente começar a ser dirigida ao pai: até onde chegavam as relações entre esse círculo privado de interesses e o poder público durante o governo Lula? É essa pergunta — e não a investigação isoladamente — que pode fazer daquilo que hoje parece apenas um incômodo uma das histórias mais difíceis da campanha de 2026.
Nem precisa de muito para vencer Lula, há três décadas no puder, nesta eleição.
Basta mostrar a insegurança nossa de cada dia.
As facções criminosas que disputam territórios com drones lançadores de bombas em pleno domingo de dia dos pais, ontem, no Rio de Janeiro.
Vivemos em um ambiente muito mais perigoso do que na guerra da Ucrânia, de Gaze ou do Irã.
Porque aqui temos as disputas das terriveis e poderosíssimas facções criminosas de Brasília.
Bandido que gosta de bagunça.
Só muda a facção.
Um Estado que não oferece segurança.
Não serve para mais nada.
É um peso inútil.
*Gaza
Que a cada dia seja igual a festa de São João, uma nova bomba estoure no quintal desse corrupto
Novo marqueteiro define o slogan de Flávio na campanha
Nas peças que circulam internamente no PL, o candidato surge apenas com o prenome Flávio. O sobrenome Bolsonaro não aparece
“O Brasil vai vencer”. Esse é o slogan que Duda Lima criou para a campanha de Flávio.
Marqueteiro de Flávio há apenas onze dias, o terceiro da campanha do filho do ex-mito, Duda explica o conceito da marca: “parte da forma da letra “V”, presente no nome Flávio, com o verde e o amarelo “reforçando a identidade nacional e o compromisso com o país”.
O slogan passará a fazer parte de toda a propaganda institucional.
Nas peças que circulam internamente no PL, o candidato surge apenas com o prenome Flávio. O sobrenome Bolsonaro não aparece (sic).
O Globo, Política, Opinião, 10/08/2026 07h43 Por Lauro Jardim
“O Brasil vai vencer”, entregue ao trumpismo?
Como assim não vai constar Bolsonaro? Sem o nome do ex-mito, Rachadinha é mais um Zema na vida.
Conceito da marca
“Parte da forma da letra “V”, presente no nome Flávio, com o verde e o amarelo “reforçando a identidade nacional e o compromisso com o país”.
A profundidade do slogan fake news chega a emocionar.
A bomba do Lulinha ainda nem estourou. Está armada para estourar no final de setembro para não dar tempo de reação.
Quando e trata de falar sobre a roubalheira da família do traficante Lula da Silva, o Sr do Coutto ou passa batido ou chega com um atraso de mais de ano. É o caso desse roubo do Lulinha e do Careca do INSS.
Alguém, por favor, avisa ao nobre jornalista Pedro do Coutto que a grana podre do roubo dos velhinhos entrou aos milhares em sacolas sujas no Gabinete do Presidente da República e, talvez, até no quarto conjugal da 1ª mulher-dama.
Em processo, empregada chama Lulinha de “marido” de Roberta Luchsinger
Empregada doméstica de anos de Roberta Luchsinger, Zildeni Gomes diz em processo contra a ex-patroa que Lulinha era “marido” dela.
Uma ex-empregada doméstica da lobista Roberta Luchsinger em Brasília chama o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de “marido” da lobista em processo judicial contra a ex-patroa.
(…)
Fonte: Metrópoles, Opinião, 06/08/2026 06:40 Por Andre Shalders, Andreza Matais
Corrupto desde jovem, Lulinha sempre consegue fugir da Polícia e da Justiça
P.S. – Nada de novo no front ocidental. Todos sabem que a família de Lula vive envolvida em corrupção e lavagem de dinheiro. Agora o alvo é Lulinha, que está foragido na Espanha, onde a família de Lula tem a proteção de uma fortíssima quadrilha internacional, que em 2025 faturou no Brasil algo em torno de um bilhão de reais, livre de impostos, dando “apoio” ao governo Lula e a governos estaduais e municipais. Na Espanha, Lulinha sente-se protegido e não vai mais voltar. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê, a República está apodrecida. Onde se lê que o filho do presidente “vive na Espanha”, deve-se ler que ele “está foragido na Espanha”, sob os auspícios dos estelionatários internacionais do grupo OEI, que faturaram cerca de R$ 1 bilhão no Brasil em 2025, prestando “serviços” ao governo de Lula, governadores e prefeitos, como Eduardo Paes, do Rio de Janeiro. Somente na organização da COP30, que foi um fenômeno de desorganização, a OEI levou, limpos, cerca de R$ 400 milhões, sem impostos, por ser uma entidade internacional. A coordenadora da OEI no Brasil é Janja da Silva, e fica tudo em família. Mas quem se interessa? (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Parece Piada do Ano! Estamos cansados de avisar aqui que Lulinha está foragido. Foi para a Espanha por causa da proteção da OEI (Organização de Estados Ibero-americanos), uma ONG que faturou no Brasil R$ 1 bilhão em 2025, e levou R$ 400 milhões somente para “organizar” a COP30, que foi aquele fracasso. Leia a Tribuna da Internet e fique bem informado. (C.N.)
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A comunada patética patife parasitária não aguentam o tranco…
eh!eh!eh!eh
E por falar em drone no RJ levando uma granada, adverti aqui e no Facebook:
Eis aqui o processo de desenvolvimento do CV (e também do PCC):
Os drones deixaram de ser hobby para virarem profissão e agora o governo federal destinou R$ 200 mil para um curso gratuito de formação de pilotos de drones, realizado pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública e Apoio Universitário do Rio (IBAP-RJ), para jovens e adultos de favelas cariocas.
Como não pago espaço, passou batido.
https://vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/da-favela-para-o-mercado-curso-gratuito-de-drone/