
União cedeu dois terrenos no Lago Sul em 2024
Guilherme Pimenta
Adriana Fernandes
Folha
O TCU (Tribunal de Contas da União) quer construir casas para seus ministros em uma área nobre de Brasília, ampliando a lista de imóveis funcionais disponíveis para a cúpula da corte, que é responsável por controlar o uso do dinheiro público federal. A intenção do tribunal é erguer duas novas residências oficiais em terrenos que foram cedidos pela União em 2024. Eles estão localizados no Lago Sul, bairro com um dos metros quadrados mais caros de Brasília e um dos mais valorizados do país.
A Folha esteve nos locais no último dia 28 e encontrou dois terrenos desocupados. De acordo com vizinhos, as casas que estavam construídas nesses terrenos, e que antes pertenciam à União, foram demolidas no ano passado.
ELITE POLÍTICA – Às margens do lago Paranoá, o Lago Sul abriga residências luxuosas, em lotes amplos, onde mora parte da elite política, empresarial e diplomática da capital, além de embaixadas. Casas são anunciadas no bairro por valores que frequentemente superam R$ 15 mil o metro quadrado, de acordo com dados de imobiliárias.
Praticamente todos os imóveis vizinhos aos terrenos onde serão construídas as casas têm piscinas. Uma delas tem uma quadra de tênis e, em outra, há um pequeno campo de futebol. Os dois terrenos foram cedidos pela União para uso funcional. Em contrapartida, o tribunal assumiu o compromisso de reformar dois outros imóveis federais em Belém. Isso ocorreu no âmbito de um acordo de cooperação técnica firmado entre o tribunal e a SPU (Secretaria do Patrimônio da União), em 2024.
ESTUDOS PRELIMINARES – O tribunal confirmou, em nota, a intenção de construir as residências oficiais. Os projetos, segundo o TCU, estão em fase de estudos preliminares, e ainda não foi iniciado o processo de licitação. O órgão também afirmou que não há estimativa de quanto poderá ser gasto com a eventual construção das duas residências. Segundo a corte, elas terão a finalidade esclarecida em uma resolução interna que regulamenta a concessão de imóveis funcionais a ministros, ministros-substitutos e membros do Ministério Público junto ao TCU.
O tribunal conta com nove ministros titulares. Atualmente, o TCU dispõe de quatro apartamentos funcionais em Brasília, na Asa Sul. Três deles estão ocupados, pelos ministros Vital do Rêgo, Bruno Dantas e Augusto Nardes. O ministro Antonio Anastasia reside em um apartamento do Senado enquanto aguarda a conclusão da reforma de uma das unidades funcionais do TCU, para a qual vai se mudar.
O ex-deputado Odair Cunha, recém-empossado no tribunal, deixou o apartamento funcional da Câmara em que vivia e agora aluga um imóvel na cidade, recebendo auxílio-moradia. O ministro Jhonatan de Jesus também recebe o benefício. Já os ministros Benjamin Zymler, Walton Alencar e Jorge Oliveira moram em residências particulares, sem receber o benefício.
FUTUROS MORADORES – O tribunal informou que ainda não definiu quem ocupará as futuras residências nem quais serão os critérios para a escolha dos beneficiários. Embora o projeto das residências ainda esteja em fase inicial, os preparativos já começaram. Em outubro de 2024, o tribunal contratou a empresa Mega Retro Ltda por R$ 78,5 mil para demolir uma das casas, que estava construída em um dos terrenos. Já em 2025, uma ordem de serviço interna autorizou a demolição de uma edificação no segundo terreno, com custo estimado de R$ 102,5 mil.
Segundo o Ministério da Gestão e Inovação, o TCU pediu a cessão dos terrenos com a alegação de que não possuía imóveis funcionais suficientes para o número de ministros. “Em contrapartida, a União não dispõe de recursos financeiros para reformar muitos imóveis que estão sem uso e se deteriorando”, disse a pasta, em nota, justificando o acordo para a renovação das propriedades em Belém.
“O Acordo de Cooperação Técnica se dá, portanto, como medida de transferência patrimonial e recuperação de imóveis considerando a necessidade de assegurar a racionalidade na destinação de bens sob a administração do governo federal e os princípios da eficiência e da economicidade que devem orientar a utilização dos recursos públicos”, informou o ministério.
AINDA EM OBRAS – Um dos imóveis reformados, que abriga a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) no Pará, já teve a reforma concluída. O outro, parte da sede do TCU no estado, ainda passa por obras e será destinado ao uso compartilhado por órgãos da administração pública federal.
Decisões recentes do TCU ampliaram benesses para a alta cúpula do tribunal e outras autoridades. Primeiro, a corte de contas liberou remunerações acima do teto constitucional para servidores da Câmara, do Senado e do próprio tribunal.
No mesmo dia, encaminhou ao Congresso um projeto de lei para aumentar em cerca de 35% a 40% o valor de penduricalhos, benefícios que se somam à remuneração principal e, em muitos casos, superam o teto do serviço público estabelecido na Constituição. Esta proposta, caso aprovada, prevê impacto anual de R$ 27,7 milhões a partir de 2027.
1) Li alhures que na Suécia os Ministros moram em pequenos apartamentos e vão ao trabalho de bicicleta…
2) No Brasil vemos um desperdício com as autoridades…
É que estamos no Estado mais poderoso, perdulário, violento e cruel de toda a História da Terra.
O Estado brasileiro.
O Tribunal de Contas é o primeiro a desmoralizar no final das contas.
PELA REDENÇÃO DO SER HUMANO E DA HUMANIDADE, com a permissão, graça e proteção de Deus, o Senhor da Vida, do Planeta e do Universo, a Política, a Democracia e o Estado Democrático de Direito, não podem se deixar dominar pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$. Nesse sentido, vale lembrar que é profundo, avassalador, desanimador e até assustador o desencanto e o desânimo social, apartidário, contra a classe político-partidária-eleitoral em geral, nacional e internacional, arvorada em carro-chefe do conjunto da Humanidade, face a sensação generalizada de que todos, direita, esquerda e centro, oposição e situação, capitalismo, comunismo e cia, fracassaram no dever e missão política da realização do sucesso pleno do bem comum do conjunto da população, não obstante a abundância de chances que todos tiveram para mostrar a que vieram, inclusive com a ascensão de Donald Trump arvorado em aparente representação de besta do apocalipse político-partidário-eleitoral e até do possível fim do mundo, ou do ser humano, da vida e da Humanidade, tendo em vista a possível 3ª guerra mundial, nuclear, face à loucura compulsiva e insaciável por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, mundo este polarizado e rivalizado entre a plutocracia norte-americana e a autocracia chinesa. O pior de tudo é que ele$ não se fazem de rogados e nem se dão por achados, nem mesmo pegos no flagra de calças curtas com as respectivas bocas nas botijas… Aliás, ao vivo e em cores, via Canal Livre da Band TV, há mais de 40 anos, ao fim e ao cabo da vida, 100% conscientizado sobre a real situação do país, o saudoso Senador, Teotônio Vilela, avisou a todos os navegantes, inclusive ao FHC, que, posteriormente, no poder, por sua vez, tb deu as costas para a necessária mega solução, via evolução, deturpou e usou o “plano real” em benefício próprio, introduzindo inclusive, ardilosamente, o famigerado instituto da reeleição que tornou muito pior o que em si já era muito ruim, perdendo assim, por conseguinte, o controle do regulete do sistema de gastança, comilança e da impostança, não obstante avisado que foi, por Teotônio, de que seria impossível libertar o país, a política e a vida da população da encalacrada em que se encontravam metidos desde 1889, tipo bomba-relógio-financeira, armada há 136 anos, sem aviso prévio, com os mesmos remédios, medidas e métodos até então utilizados, tais sejam golpes, ditaduras, sofismas e estelionatos eleitorais. O problema, portanto, continua sendo como combinar saídas lúcidas, honradas e honrosas, mais evoluídas, mais humanas e mais civilizadas, na boa, na moral e no jogo limpo, para o país, a política e a vida do conjunto da população com a índole e a mentalidade do establishment dominante dominado pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$ ? Eis a questão. Quem sabe, agora, face ao adiantado da hora, a esta altura do campeonato da vida, com a intercessão sábia, pacífica e necessária das Igrejas fiéis a Jesus Cristo, e seus fiéis escudeiros, com Deus na Causa, seja possível conscientizar a classe político-partidária-eleitoral de que às mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, que se fazem necessárias há muito tempo, desta feita, tornaram-se inadiáveis e improrrogáveis ? https://www.youtube.com/watch?v=wC6-9w2Wrms https://tribunadainternet.com.br/2026/08/07/o-brasil-troca-a-esperanca-pelo-ressentimento-na-corrida-presidencial/?fbclid=IwY2xjawTlbEVwZG9mAWV4dG4DYWVtAjExAHNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR6ufVIrGJqugZYi_vtp7HVXJfWyDgbKxudRW-I2uNHNM_dyGjtvTOuurLno5Q_aem_v8EbQga1FEQvkN2zKWJFxQ#comments
Havia VÁRIOS apartamentos funcionais para os ministros do TCU na SQS 207 com quase 300 metros quadrados cada um mas foram vendidos por preço vil no governo Collor. Como havia inflação a avaliação foi feita no governo Sarney que distribuiu centenas de apartamentos funcionais aos amigos espalhados pelo plano piloto nas melhores seperquadras mas a venda só foi feita pelo Collor então os valores ficaram totalmente defasados. Cada apartamento (os maiores de Brasília) saiu pelo preço de um carro e ainda financiado a perder de vista com reajuste ínfimo. Foi doação na verdade. O STF fez um prédio para seus ministros na SQS 313 com apartamentos de mais de 500 metros quadrados e foram todos vendidos também. Eram 11 apartamentos e um foi transformado em biblioteca. Na época teve muita polêmica pois a lei que determinou a venda dizia que o servidor público deveria estar ocupando o imóvel naquela data e o primo do Collor (Marco Aurélio) que morava em outro imóvel menor na mesma superquadra conseguiu comprar um desses mega apartamentos do STF mesmo sem ter o direito já que só passou a morar em um deles após a data prevista em lei. Quanto ao TCU a polêmica foi que vários ministros não moravam nos imóveis mas sim seus filhos e mesmo assim conseguiram comprar (Ademar Guisi por exemplo dentre outros). Obviamente outros ministros foram chegando a Brasília e tiveram que providenciar novas moradias. Uma vergonha! Palhaçada! Os imóveis que não poderiam ter sido vendidos foram entregues a preço de nada e os que deveriam ter sido vendidos como esses terrenos citados na matéria continuam dando despesa ao contribuinte. Inacreditável!!! Tudo que falei no comentário foi amplamente divulgado há época mas não deu em nada.
No caso dos imóveis do STF eram 11 apartamentos (um para cada ministro) mais um que foi transformado em biblioteca somando 12 no total.
Toda privatização é doação.
Nada naus justo, só que não construiria essas casas em Brasília. Hoje com a tecnologia que temos, construiria num daqueles principados que tem na Europa ou numa ilha grega
“Donos do Poder.”