Ministro da Justiça entrOU em campo para conter desgaste
Marcelo Cosme
G1
Depois de semanas de tensão entre a cúpula da Polícia Federal (PF) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, uma reunião nesta semana deve colocar todos os lados na mesma sala para conversar e nivelar as informações.
A realização da reunião foi decidida na última quinta-feira (6), durante encontro entre o Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e André Mendonça. Segundo fontes que tiveram acesso a relatos da conversa, Mendonça reclamou muito do ritmo das investigações da PF e do efetivo disponível.
RECADO – Por outro lado, o recado enviado pela PF foi de que existem limites e de que não é possível atender imediatamente todos os pedidos do relator. Apesar da tensão em alguns momentos, ficou combinado que nesta semana o ministro André Mendonça, o ministro da Justiça, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e as equipes de trabalho do STF e da PF vão fazer uma grande reunião para buscar um alinhamento nos trabalhos.
No gabinete de André Mendonça, se falou de todos os casos de maior repercussão, como as investigações sobre o Master e o esquema de fraudes em descontos do INSS. Mas o argumento é que esses não são os únicos casos que exigem esforço imediato da PF.
Foi citado, por exemplo, que o caso das emendas parlamentares com Flávio Dino e as investigações sobre ministros do STJ também demandam agilidade. Jorge Messias é amigo pessoal de André Mendonça. O AGU é quem deve ajudar a distensionar a relação entre STF e PF.
O falso patriotismo (dos Bolsonaros)
O falso patriota cobre-se com a bandeira, proclama-se intérprete exclusivo da vontade nacional e apresenta os adversários como inimigos do país. Confunde a pátria com seu partido, seu grupo ou sua própria pessoa.
O patriotismo de fachada transforma-se, assim, em instrumento de absolvição: quem se apresenta como salvador da pátria espera que seus erros sejam esquecidos em nome de uma missão superior.
Na retórica bolsonarista, a pátria aparece associada à religião, à autoridade, à ordem, à segurança e à preservação da família. O candidato tenta converter o sobrenome em patrimônio eleitoral e transformar a lealdade ao pai em compromisso com o Brasil.
Também aí existe uma operação de apropriação simbólica. Ninguém possui o monopólio da família, da fé ou da moralidade.
O falso patriotismo alimenta-se da polarização. Precisa dividir a sociedade entre patriotas e traidores, pessoas de bem e agentes do mal, defensores do povo e inimigos dos pobres.
Essa linguagem simplifica a realidade e dispensa a prestação de contas. Se o líder representa a pátria, criticá-lo passa a ser interpretado como agressão ao próprio país. Se encarna o povo, investigar seus atos torna-se perseguição.
A pátria pertence a todos. Quando um político tenta tomá-la para si, é prudente verificar o que pretende esconder sob seu manto.
Fonte: Metrópoles, Opinião, 09/08/2026 10:00 Por Gaudêncio Torquato
Esperar um plano de governo de um político incompetente como Flávio é tolice, típica de seus aliados.
O objetivo dos Bolsonaro sempre foi claro: dar um golpe de Estado e impor uma ditadura.
Fracassados nessa tentativa, buscam derrotar Lula com o apoio do governo Trump, prometendo dar em troca – ao trumpismo – a soberania e os recursos do Brasil.