Motta anuncia posição do Republicanos na Paraíba
Letícia Pille
O Globo
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira que o Republicanos na Paraíba apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. A decisão ocorre depois de a direção nacional do partido, que vinha sendo cortejada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), optar pela neutralidade na disputa nacional e liberar os diretórios estaduais para escolherem o candidato que pretendem apoiar.
A declaração foi dada por Motta no evento de posse da desembargadora Giovanna Mayer no Tribunal Regional Eleitoral do estado. Motta afirmou que aguardava justamente a definição da direção nacional para tornar público o posicionamento do diretório estadual.
APOIO A LULA – “A tendência nossa aqui na Paraíba, isso já havia sido dito antes, é que caminhamos com o presidente Lula. Nós iremos declarar esse apoio ao presidente porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”, afirmou.
O deputado disse que a posição do partido em âmbito nacional permitiu que ele apresentasse agora a decisão paraibana. “Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição. E a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, declarou.
O apoio de Motta a Lula era esperado. A Paraíba é um dos estados em que o presidente mantém forte presença eleitoral, e o movimento também se relaciona aos interesses políticos de Motta no estado. O presidente da Câmara trabalha para eleger seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado em 2026 e busca construir uma aliança com Lula para a disputa.
POSTURA DE DIÁLOGO – A aproximação entre Motta e o presidente também vem sendo construída ao longo do último ano, quando, à frente da Câmara, o deputado adotou uma postura de diálogo com o governo e deu sinais de sintonia com algumas das pautas defendidas pelo Palácio do Planalto. Dentre elas esteve a discussão sobre o fim da escala 6×1, tema que Motta ajudou a impulsionar no Congresso.
A decisão paraibana também evidencia a estratégia adotada pelo Republicanos depois de meses de disputa pelo apoio da legenda na eleição presidencial. Flávio Bolsonaro vinha tentando atrair o partido para sua candidatura, mas a direção nacional decidiu não escolher um nome na corrida pelo Planalto. Com a neutralidade, cada diretório estadual ficou autorizado a definir seu próprio palanque.
Quem não é Lula no nordeste tem poucas chances de vitória nas eleições. Até Ciro teve que fazer trato com o “nine” para manter seu foro privilegiado e não ir em cana por ordem de algum juiz de primeira instância. Marcou audiência e foi pedir benção do encantador de otários. Motta quer que Lula apoie seu pai ao senado mas até agora Lula só se manifestou a favor do irmão do presidente do TCU.
Ciro do Piauí não o do Ceará .
O PL é culpado por esse cara está lá, pois o apoiou-o
Os corruPTos se protegem…
Por enquanto tudo na mesma….
Os comunas jumentinhos piram…..
A fumaça e o pó estão em festa na Academia….
eh!eh!eh
“Barbaridade”!
Psicopatas, perderam os resquícios de compostura!
Fazem lembrar Vinicius, em:
“Balada do enterrado vivo.”
Vinicius de Moraes
Poesia
BALADA DO ENTERRADO VIVO
“Na mais medonha das trevas
Acabei de despertar
Soterrado sob um túmulo.
De nada chego a lembrar
Sinto meu corpo pesar
Como se fosse de chumbo.
Não posso me levantar
Debalde tentei clamar
Aos habitantes do mundo.
Tenho um minuto de vida
Em breve estará perdida
Quando eu quiser respirar.
Meu caixão me prende os braços.
Enorme, a tampa fechada
Roça-me quase a cabeça.
Se ao menos a escuridão
Não estivesse tão espessa!
Se eu conseguisse fincar
Os joelhos nessa tampa
E os sete palmos de terra
Do fundo à campa rasgar!
Se um som eu chegasse a ouvir
No oco deste caixão
Que não fosse esse soturno
Bater do meu coração!
Se eu conseguisse esticar
Os braços num repelão
Inda rasgassem-me a carne
Os ossos que restarão!
Se eu pudesse me virar
As omoplatas romper
Na fúria de uma evasão
Ou se eu pudesse sorrir
Ou de ódio me estrangular
E de outra morte morrer!
Mas só me resta esperar
Suster a respiração
Sentindo o sangue subir-me
Como a lava de um vulcão
Enquanto a terra me esmaga
O caixão me oprime os membros
A gravata me asfixia
E um lenço me cerra os dentes!
Não há como me mover
E este lenço desatar
Não há como desmanchar
O laço que os pés me prende!
Bate, bate, mão aflita
No fundo deste caixão
Marca a angústia dos segundos
Que sem ar se extinguirão!
Lutai, pés espavoridos
Presos num nó de cordão
Que acima, os homens passando
Não ouvem vossa aflição!
Raspa, cara enlouquecida
Contra a lenha da prisão
Pesando sobre teus olhos
Há sete palmos de chão!
Corre, mente desvairada
Sem consolo e sem perdão
Que nem a prece te ocorre
À louca imaginação!
Busca o ar que se te finda
Na caverna do pulmão
O pouco que tens ainda
Te há de erguer na convulsão
Que romperá teu sepulcro
E os sete palmos de chão:
Não te restassem por cima
Setecentos de amplidão!”
OS IGUAIS, A FAMIGLIA QUE ROUBA UNIDA, PERMANECE UNIDA NA PRAÇA DOS PODRES PODERES !
É a dança do Motinha.
A vaca profana sabe a qual bezerro amamentar.