
Charge do Oliveira (Arquivo do Google)
Pedro do Coutto
Há um problema econômico no Brasil que já não pode ser tratado como assunto restrito a especialistas: o tamanho e, sobretudo, o custo da dívida pública. O país chegou a uma situação em que uma parcela crescente dos recursos públicos é consumida pelo serviço do endividamento, enquanto o espaço para investimentos, políticas públicas e obras de infraestrutura permanece comprimido.
Os números ajudam a dimensionar o problema. A Dívida Pública Federal encerrou junho de 2026 em R$ 9,033 trilhões, segundo o Tesouro Nacional. A Dívida Bruta do Governo Geral, conceito mais amplo, alcançou R$ 10,6 trilhões em maio, equivalentes a 81,1% do PIB, segundo o Banco Central. São conceitos diferentes, mas ambos revelam a dimensão que o endividamento alcançou.
TAXA ELEVADA – É nesse cenário que os juros ganham dimensão política. A Selic, depois de permanecer em 15% durante boa parte do ciclo anterior, foi reduzida pelo Copom para 14,25% em junho de 2026. Ainda é uma taxa extremamente elevada para uma economia que precisa recuperar investimentos e produtividade.
Não é correto, entretanto, multiplicar todo o estoque da dívida pela Selic e concluir que esse seria o gasto anual do governo com juros. A dívida possui diferentes indexadores, prazos e custos. O dado mais relevante é o efetivamente registrado pelo Banco Central: nos 12 meses encerrados em maio, os juros nominais apropriados pelo setor público consolidado chegaram a R$ 1,111 trilhão, equivalentes a 8,48% do PIB.
É uma conta gigantesca. E ajuda a explicar por que a política fiscal se tornou um dos principais desafios do país. O paradoxo brasileiro está justamente aí. O Banco Central mantém juros elevados quando identifica riscos para a inflação e para as expectativas. Ao mesmo tempo, taxas altas encarecem o crédito, desestimulam investimentos e aumentam o custo de financiamento do Estado. A política fiscal, por sua vez, precisa produzir resultados capazes de reduzir a percepção de risco e criar condições para que os juros possam cair de maneira sustentável.
SIMPLIFICAÇÕES – Também é preciso evitar simplificações sobre a inflação. O IPCA acumulava 4,64% em 12 meses até junho, enquanto a Selic estava em 14,25%. A diferença continua expressiva e produz juros reais muito elevados. Mas isso não significa que os juros sejam automaticamente responsáveis por toda a dinâmica da inflação, nem que a taxa básica incida diretamente sobre todo o estoque da dívida.
O problema mais preocupante aparece no longo prazo. Quanto maior a parcela dos recursos públicos comprometida com o serviço da dívida, menor o espaço para financiar aquilo que aumenta a capacidade produtiva do país. Uma estrada que não é construída, uma ferrovia adiada, um projeto de saneamento interrompido ou uma obra de infraestrutura que deixa de sair do papel podem não aparecer imediatamente na estatística da dívida. Mas representam oportunidades perdidas de crescimento.
Por isso, a discussão fiscal não deveria ser reduzida à velha disputa entre “gastar” e “não gastar”. A questão é saber o que o Estado consegue financiar, por quanto tempo e com qual retorno para a sociedade. Existem despesas sociais indispensáveis e investimentos capazes de gerar crescimento. Existem também despesas que precisam ser revistas e políticas públicas cujo custo não corresponde aos resultados entregues.
RESILIÊNCIA – O Fundo Monetário Internacional, em sua avaliação sobre o Brasil divulgada em julho, reconheceu a resiliência da economia, mas defendeu uma política fiscal mais ambiciosa para colocar a dívida em trajetória descendente e abrir espaço para investimentos prioritários.
O problema, portanto, não é simplesmente a existência da dívida. Países desenvolvidos convivem há décadas com níveis elevados de endividamento. A dificuldade brasileira está na combinação de dívida alta, crescimento potencial limitado, juros elevados e dificuldade política para produzir resultados fiscais consistentes.
Uma economia que cresce mais rapidamente consegue diluir uma dívida elevada com maior facilidade. Uma economia que cresce pouco e paga juros altos precisa produzir um esforço fiscal muito maior apenas para impedir que a relação entre dívida e PIB continue avançando.
SOLUÇÃO COMPLEXA – Não existe solução indolor. Reduzir o endividamento exige tempo, crescimento, aumento da produtividade, resultado fiscal e uma política monetária que possa convergir para juros menores sem comprometer a estabilidade de preços. Não se resolve o problema apenas aumentando impostos, assim como não se resolve simplesmente cortando despesas.
O Brasil ainda possui instrumentos importantes para enfrentar esse desafio. Tem uma economia diversificada, mercado interno amplo, reservas internacionais e instituições capazes de administrar a dívida. O risco, portanto, não é uma quebra amanhã. É algo mais silencioso: passar anos destinando recursos crescentes ao custo do endividamento enquanto investimentos essenciais são adiados e o crescimento potencial permanece baixo.
DISPUTA PELO FUTURO – A dívida pública não é apenas uma conta no balanço do Tesouro. É também uma disputa pelo futuro. Quanto maior a conta dos juros, menor o espaço para financiar o país que se pretende construir.
O Brasil não precisa de alarmismo. Precisa de honestidade. A dívida não é uma sentença de falência, mas tampouco é um detalhe contábil que possa ser empurrado indefinidamente para o próximo governo. Enfrentá-la gradualmente, com crescimento, responsabilidade fiscal e preservação dos investimentos estratégicos, será uma das escolhas decisivas da política econômica brasileira nos próximos anos.
O Pedro do Coutto acordou do seu eterno sonho petista/Lulista? Se até ele começou a ver que o governo do Ladrão é inviável é porque a coisa está pra lá de feia.
“O Brasil não precisa de alarmismo. Precisa de honestidade.”
Isso mesmo, Sr do Coutto. Continue demonizando o Bolsonaro, que reduziu a relação dívida-PIB, os juros, os impostos e entregou o país no azul e siga defendendo, com unhas e dentes, o representante do cartel de traficantes PT/STF e dos bancões e banquinhas da Farinha Lima, um corruPTo que só faz roubar, gastar e incentivar a criminalidade que destrói o país.
Lula é um sujeito “honesto”, segundo ele mesmo, “mais honesto do que Jesus Cristo”.
Adendos, em:
https://www.facebook.com/share/v/19NmrbWTzV/
Taí, como podemos apoiar o PT quando ele aprova a safadeza com o dinheiro publico. Taí uma manchete do Antagonista:
Governo libera R$ 884 mi em emendas de parlamentares que livraram Lulinha na CPMI.
GOVERNO LIBERA!
Meu Garoto, Meu Pai Pai, Meu garoto Meu Pai Pai
Narco-Baby está sendo bem protegido pelos malvadões aqui do Brasil…..
https://www.youtube.com/watch?v=-d-kr2f_q_8
A análise sensacional do jornalista Pedro do Couto, sobre todas as condicionantes da Dívida Pública,vestir que transcende governos, ideologias e principalmente a polarização, que divide inapelavelmente o país.
Conforme o arrazoado de Pedro do Couto, não existe uma receita de bolo. A solução para reduzir e até controlar a Dívida Pública exige. um esforço hercúleo , que precisa da União dos três Poderes e do conjunto da sociedade, tudo em prol da nação brasileira.
Parabéns, Pedro do Couto.
Programa de governo de Lula: balelas, lorotas e mentiras
O programa de governo de Lula é uma compilação de balelas realizadas, lorotas em andamento e mentiras a ser implantadas
O partido do chefão está no poder desde 2003, à exceção do intervalo de 5 anos e 7 meses, soma dos mandatos de Temer e do ex-mito, e o programa de governo de Lula dá a entender que o Brasil, já um sucesso fenomenal graças a ele e ao PT, irá galgar ainda mais andares no ranking das nações nos próximos quatro anos, caso o chefão petista seja reeleito.
O parágrafo mais desavergonhado é o que fala sobre a situação fiscal brasileira, essa conquista dos guerreiros do povo brasileiro. Ri para não chorar, clichê que virou hábito incorporado em vários aspectos da vida deste senhor cansado de indignar-se.
(…)
A “estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição dos gastos” consistiu em tirar uma série de despesas bilionárias, de caráter eleitoreiro, do teto fixado em lei. Há quem chame ternamente de puxadinhos.
É como se uma família ajustasse o orçamento doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite imposto pelas entradas salariais.
Oficialmente, os gastos excepcionais do governo Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de precatórios (herdados do governo do ex-mito), o total ultrapassará os R$ 300 bilhões.
Resultado no mundo de verdade: a dívida bruta do governo já soma 82% do PIB. São 25 pontos percentuais a mais do que a média de endividamento de países semelhantes ao Brasil, de renda média.
O mix de alta procura por crédito escasso, principalmente da parte de um governo voraz e deficitário, baixa poupança interna e necessidade de manter a inflação dentro da meta leva a que os juros sejam tão altos no Brasil — e, por causa deles, a situação do paciente se agrava progressivamente.
O paciente somos nós que pagamos a conta, uma vez que governo não produz riqueza, embora possa imprimir dinheiro tão desprovido de lastro quanto as palavras que não pagam dívidas.
(…)
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 10/08/2026 22:49 Por Mario Sabino
Sr. Pedro
Essa dívida que ultrapassa a barreira som, já está com os valores de quase 890 milhões que o NarcoLdarão deu para o Centrão “liberar” o Narco-Baby para viver uma vida de Sultão das Arábias na Espanha.??
A propósito, o Narco-Baby vive mil vezes “mais melhor de bom’ que o Sultão das Arábias…..
aquele abraço..