
Cármen Lúcia deu a declaração num Fórum da BBC
Carlos Newton
O Supremo Tribunal Federal prepara-se para discutir e decidir sobre uma das mais importantes polêmicas desde sua fundação, em 1981, organizada por Ruy Barbosa, que se baseou na Suprema Corte norte-americana. O assunto em debate é fundamental para a democracia, cuja existência depende diretamente da liberdade de imprensa, que inclui o sigilo da fonte, conforme está expresso na Constituição Federal.
A polêmica surgiu na terça-feira passada, dia 11, quando o ministro Alexandre de Moraes (ele, sempre ele) autorizou monocraticamente uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão.
Cutrim foi apontado como uma das fontes do jornalista Luís Pablo, autor de reportagens sobre o ministro Flávio Dino, que usa veículos blindados do Tribunal maranhense para conduzir sua família nas visitas a São Luís, com motorista e combustível pagos pela Justiça estadual.
DEMOCRACIA VIOLADA – O ministro Moraes já havia violado a Constituição e a democracia, ao autorizar busca e apreensão na residência do jornalista, para recolher o celular do jornalista e descobrir a fonte dele. E depois voltou a violar, ao determinar a busca e apreensão na residência do ex-secretário estadual Raimundo Cutrim.
A decisão de Moraes revoltou alguns ministros do Supremo e dois deles se pronunciaram à imprensa. O presidente Edson Fachin afirmou que a decisão monocrática de Moraes, tomada no Inquérito das Fake News, que está ilegalmente aberto desde 2019, precisa ser submetida a Plenário. Já a ministra Cármen Lúcia se mostrou ainda mais incisiva, ao dizer que o STF jamais concordará com essas decisões autoritárias de Moraes.
As declarações da ministra foram feitas na sexta-feira, dia 14, no Fórum Desafio da Credibilidade, ao ser questionada pela editora-chefe da BBC News Brasil em São Paulo, Flávia Marreiro, sobre a proteção ao sigilo da fonte.
DISSE A MINISTRA – “A liberdade de imprensa não está em questão no Brasil por uma simples razão: o artigo 220 da Constituição é expresso ao garantir que não existe democracia sem liberdade de imprensa. E o inciso XIV do artigo 5º também diz que é garantido o direito ao trabalho, ao ofício e à profissão, além do sigilo da fonte quando necessário ao exercício da função”, afirmou, ressaltando que não estava falando de nenhum caso específico. E acrescentou, segundo a repórter Iara Diniz, da BBC.
“Eu sou proibida por lei de falar sobre o que está sub judice no Supremo […] Mas, quando este caso especificamente chegar lá, eu vou ter que votar. Todo mundo sabe da minha posição e da posição do Supremo, que historicamente defende o direito de imprensa porque é um direito constitucional, é um direito democrático.”
O caso vai ser levado por Moraes para análise da Primeira Turma do STF, da qual Cármen Lúcia faz parte. Mas depois será examinado no Plenário, segundo declarações de Fachin.
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P.S. 1 – Na vida, não existe poder absoluto, porque tudo tem limites. Com sua desmedida arrogância, o ministro Alexandre de Moraes pensou (?) que sua autoridade era ilimitada, a ponto de emitir ordens judiciais a serem cumpridas pela Justiça dos Estados Unidos. E o resultado é o processo aberto contra ele nos EUA.
P.S. 2 – Agora, volta a exorbitar de seus poderes, ao desconhecer a Constituição e tentar a blindagem de Flávio Dino, outro ministro que ultrapassou os limites de suas prerrogativas. Mas a pronta reação de Edson Fachin e Cármen Lúcia mostra que o STF pode voltar a cumprir as obrigações específicas, sem extrapolar seus poderes. E o ministro Alexandre de Moraes enfim perceberá que tem de cumprir as leis ou então sofrerá impeachment, a bem do serviço público, porque ninguém aguenta mais tanta prepotência. (C.N.)
Assim como a liberdade de expressão absoluta é danosa, a liberdade absoluta da imprensa também o é.
Cometer crime em nome de tais liberdades absolutas não pode ser admitido.
E prender sem motivo, pra ti, pode? Muito me admiro das pessoas que adoram prender os seus opositores. Roubar, pode, mentir, pode e prender desde que não seja do partido, também pode.
Prender sem motivo? Claro que não deve. Mas diga quem foi preso sem motivo?
A longa lista de ausências no lançamento de Flávio: Ex-mito, Michelle, Tarcísio, Malafaia…
Bolsonaristas ‘ilustres’ não deram as caras em primeiro comício da corrida presidencial
Em prisão domiciliar, o ex-mito não foi a única ausência ‘ilustre’ no lançamento da campanha presidencial de Flávio neste domingo, no Rio.
Micheque e Tarcínico também não apareceram no trio elétrico montado na Praia de Copacabana.
Malafalha, que organizou as últimas grandes manifestações bolsonaristas, tampouco deu as caras.
O senador Romário, reeleito em 2022 pelo PL, foi mais uma ausência notada no trio elétrico. Na sexta-feira, ele pediu desfiliação do partido bolsonarista.
Sem aliados de peso no plano nacional, Flávio teve a companhia do vice, Alfredo Gaspar, do Boy de Mogi, e de ‘políticos bolsonaristas do Rio’.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 16/08/2026 14h10 Por Bernardo Mello Franco
Aleluia! Já teriam percebido que Rachadinha não é o ex-mito.
Opinião do Bernardo Mello Franco e do meu gato sobre física quântica têm o mesmo valor.
Além da aberração de “patriotários” com bandeiras dos Estados Unidos no ato de lançamento da campanha presidencial de Flávio.
Vaiado em São Januário, Flávio deixa estádio sem falar com a imprensa
Flávio Rachadinha assistiu à partida Vasco/Santos ao lado de Douglas Ruas, encontrou Neymar no vestiário e ouviu gritos de “onde está o Vorcaro?” vindos da arquibancada.
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Fonte: O Globo, Política, Opinião, 16/08/2026 18h29 Por Roberto Malfacini Jr. — Rio
É grave a informação de que setores do STF pressionaram Centrão a não apoiar Flávio
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É grave a informação do jornalista Caio Junqueira de que a manobra dos partidos do Centrão de se anunciarem neutros na eleição presidencial se deve também a uma pressão de setores do STF a favor de Lula, com ameaças de que os inquéritos contra parlamentares andariam mais rápido se eles apoiassem o candidato de oposição Flavio Bolsonaro.
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O Globo, Política, Opinião, 16/08/2026 04h30 Por Merval Pereira
“Juízes mandaram recados ao Centrão”, diz Caio Junqueira sobre pressão do Judiciário contra aliança com Flávio Bolsonaro
O jornalista Caio Junqueira afirmou, durante o programa WW, da CNN Brasil, que o Poder Judiciário atuou nos bastidores para impedir uma aliança entre partidos do Centrão investigados no caso Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro.
Segundo o relato, juízes em Brasília teriam avisado lideranças partidárias de que um acordo com Bolsonaro faria as investigações avançarem contra essas siglas.
O ponto jurídico da controvérsia está no uso da atividade investigativa como possível instrumento de pressão política, o que, se confirmado, representaria desvio de finalidade da função judicial e comprometeria a separação entre poderes.
A alegação parte do relato do jornalista e ainda não foi confirmada pelos magistrados citados.
Na prática, o episódio reabre a discussão sobre os limites de atuação do Judiciário em articulações eleitorais e sobre o peso de investigações em andamento nas decisões partidárias.
Portallawletter há 3 dias
Flávio teve 15% do público que o pai levou a Copacabana em 2022
Flávio Rachadinha quis emular o pai e deu o pontapé inicial de sua campanha presidencial na praia de Copacabana, onde o ex-mito comandou atos importantes do bolsonarismo.
Várias comparações são possíveis entre a manifestação de ontem e as do ex-presidente. Numa, porém, a distância entre elas é patente.
Em 7 de setembro de 2022, em plena campanha pela reeleição o ex-mito levou 64 mil pessoas à Avenida Atlântica.
Há dois anos, também no Dia da Independência, um ato pró-anistia comandado por Bolsonaro botou 32 mil bolsonaristas na orla de Copacabana.
Ontem, Flávio falou para cerca de nove mil pessoas. As três estimativas de público foram feitas pelo Monitor do Debate Político da USP.
Perdeu de longe do público de ato com o pai em 2022.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 17/08/2026 05h46 Por Lauro Jardim
Aleluia! Perceberam que Rachadinha não é o ex-mito. Demorô.
Para saberem quem dirige esses eventos, segue parte do Capítulo XII, dos “Protocolos”, conforme:
“Para dirigir nesse rumo nosso exército de jornalistas, deveremos organizar essa obra com cuidado muito especial.Sob o nome de escritório central de imprensa, organizaremos reuniões literárias, nas quais nossos agentes dirão, sem que ninguém desconfie, a palavra de ordem e os sinais. Discutindo e contradizendo nossa iniciativa de modo superficial, sem penetrar no âmago das questões, nossos órgãos entreterão vaga polêmica com os jornais oficiais, a fim de nos dar os meios de nos pronunciarmos mais claramente do que o poderíamos fazer nas nossas primeiras declarações oficiais.
Esses ataques desempenharão ainda o papel de fazer com que nossos súditos se julguem garantidos de falar livremente; isso dará, demais, a nossos agentes motivo para dizerem e afirmarem que os órgãos que se declaram contra nós nada mais fazem do que falar a toa, pois que não podem achar verdadeiras razões para refutar seriamente nossas medidas.
Tais processos, despercebidos da opinião pública, porém seguros, certamente atrairão para nós a atenção e a confiança pública.Graças a eles, excitaremos e acalmaremos, conforme for preciso, os espíritos, nas questões políticas, persuadindo-os ou desanimando-os, imprimindo ora a verdade, ora a mentira, confirmando os fatos, ou contestando, segundo a impressão que fizerem no público, apalpando sempre prudentemente o terreno antes de dar um passo…Venceremos infalivelmente nossos adversários, porque eles não terão à sua disposição órgãos em que se possam pronunciar até o fim, devido as medidas a que já aludimos. Não teremos necessidade de refutá-los profundamente…
Refutaremos enérgicamente em nossos órgãos oficiosos os balões de ensaio lançados por nós na terceira categoria de nossa imprensa, em caso de necessidade.
Já agora, nas formas do jornalismo francês, pelo menos existe uma solidariedade franco-maçônica. Todos os órgãos da imprensa estão ligados entre si pelo segredo profissional; semelhantes aos antigos augures, nenhum de seus membros revelará o segredo de suas informações, se não receber ordem para isso. Nenhum jornalista ousará trair esse segredo, porque nenhum deles será admitido na órbita da literatura, se não tiver uma mancha em seu passado; essa mancha seria imediatamente revelada. Enquanto tais manchas forem conhecidas somente por alguns, a auréola do jornalista atrairá a opinião da maioria do país e ele será seguido com entusiasmo. (10).”
Exército reduz em mais de 50% a presença de militares na disputa eleitoral de 2026
Nas eleições deste ano, o Exército Brasileiro terá o menor número de militares concorrendo a cargos eletivos. Ao todo serão 50 integrantes da Força na disputa eleitoral de 2026, sendo só cinco da ativa e os demais da reserva.
O número mostra uma redução de mais de 53% em relação à eleição de 2022, quando 107 integrantes do Exército concorreram.
A queda é ainda mais elevada em comparação ao pleito de 2018, quando 115 militares da Força disputaram cargos eletivos. Foi naquele ano que o ex-mito se elegeu presidente.
Os dados fazem parte de um levantamento do Exército ao qual a coluna teve acesso com exclusividade. O prazo para registro de candidaturas terminou no sábado (15).
Os números chegaram ao Ministério da Defesa, que viu os dados como o resultado do trabalho da cúpula militar para despolitizar as Forças Armadas.
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Fonte: O Globo, Política, Opinião, 17/08/2026 04h00 Por Bela Megale
“Gato escaldado tem medo de água fria”
“Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça”
Flávio Dino, outro ministro que ultrapassou os limites de suas prerrogativas.
Sr. Newton
Perguntar não ofende
Será que os soças-comunas ainda vão fazer “estátuas” para o Sinistrão do Maranhão..??
aquele abraço
PS.
Enquanto o sinistrão anda de carro blindado , com motorista e seguranças, o povo do Maranhão anda em ônibus lotados todos os dias para trabalhar e receber um salário mínimo de 1.621,00 sem penduricalhos….
aquele abraço
Em um país em que uma imensa torcida justifica a desonestidade com a expressão “Roubado é mais gostoso”, toda corrupção é pouca.
A Carmem Lúcia deixou a censora entrar em 2022, ela mesma criou um precedente para o traficante Xandão do PCC defecar sobre as leis. Na hora H, para a felicidade dos jumentinhos petralhas e contra a sua vontade, votará pela quebra do sigilo da fonte
Qual é de fato a diferença de ” liberdade de imprensa ” da liberdade de expressão ?