Polícia Federal entra em cena para evitar a desmoralização de Moraes e Dino

Moraes, o sigilo da fonte e o limite do poder – O BOLETIM

Charge reproduzida de O Boletim

Vicente Limongi Netto

A Polícia Federal evitou um absurdo maior ao dar por concluídas as investigações, apontando falta de provas para processar o jornalista maranhense Luis Pablo, acusado de perseguir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que ficou muito mal no filme.

Também se vê em péssima situação o colega Alexandre de Moraes, parceiro para o que der e vier, carne e unha, com Dino, que decidira conduzir as investigações contra o jornalista, quebrando ilegalmente o sigilo da fonte e tudo o mais. Amizade comovente é isso.

SIGILO MANTIDO – O detalhe mais grave da pantomima, que deixou Ruy Barbosa aflito e indignado no túmulo, foi justamente essa estranhíssima quebra do sigilo da fonte do repórter.

A inacreditável decisão de Moraes, que Dino festejou, descrumpre a Constituição, atinge a democracia e insulta a liberdade de imprensa. Estarrecedor papelão da dupla Dino & Moraes, que gosta de elogios e detesta críticas.

É um melancólico exemplo do comportamento antiético de dois expoentes da Suprema Corte, antigamente chamada, com méritos, de guardiã da Constituição e da soberania.  Francamente, tenho ânsia de vômito.

9 thoughts on “Polícia Federal entra em cena para evitar a desmoralização de Moraes e Dino”

  1. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) terá, entre 2 e 8 de setembro de 2026, sessão virtual da Corte Especial com recursos relacionados à Ação Penal nº 993/DF, processo que nasceu das investigações da Operação Sangria e tem entre os réus o ex-governador do Amazonas Wilson Miranda Lima (União Brasil). O processo trata de acusações relacionadas à compra de 28 respiradores durante a pandemia de Covid-19, mas a sessão de setembro não corresponde ao julgamento final de culpa ou inocência dos acusados.

    Não será condenado, porque, senão, Dino deveria também ser.

  2. A própria imprensa amestrada pela esquerda/Secom abriu o caminho para os descaminhos que estão sendo praticados pelo STF. Aqui se faz, aqui se paga.

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