
Chico Salles não gostou da “ignorância”
Paulo Peres
Poemas& Canções
O engenheiro, cantor, compositor e cordelista paraibano Francisco de Salles Araújo, o Chico Salles (1951-2017), neste “Martelo Recado”, fez uma crítica oportuna aos novos nomes dos nossos estádios de futebol.
MARTELO RECADO
Chico Salles
Dizer que lugar longe é caixa prego
Ou então que bezerro é garrote
Chamar Cervantes de Dom Quixote
E que todo analfabeto é cego
Possa ser perdoado, eu não nego.
Falar que assistência é ambulância
É um papo de pouca substância
E assim prefiro sair de cena,
Mas, chamar os estádios de arena,
É uma absoluta ignorância.
Chamar o pederasta de baitoula
É falado muito assim no Ceará
Dizer que camundongo é preá
Que a base do tempero é a cebola
Falar que a cueca é ceroula
Que a origem do cheiro é a fragrância
É parecido mais eu sei que tem distância
Por isso não merece qualquer pena
Mas, chamar os estádios de arena,
É uma absoluta ignorância.
Chamar a fechadura de tramela
Ou dizer que o sapo é cururu
Que o lugar do caroço é no angu
Que o melhor do boi á a vitela
E que lugar de flor é na lapela
Que a frequência é o mesmo que constância
Que no feio também tem elegância
São as verdades da gota serena,
Mas, chamar os estádios de arena,
É uma absoluta ignorância.
Excelente!!
Também sempre achei uma estupidez sem tamanho chamar estádio de futebol de arena. Pior que isso, só aquele comentarista, ex-global, que chamava os jogadores de gladiadores do século XXI. Como dizem os argentinos, de bueno nada.
Metalinguagem no Judiciário
Diante do Eapelho
https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/magistrados-reagem-a-dino-apos-fala-sobre-corrupcao-no-judiciario