Centrão muda de cálculo e já discute apoio a Flávio contra Lula no segundo turno

6 thoughts on “Centrão muda de cálculo e já discute apoio a Flávio contra Lula no segundo turno

  1. O principal adversário de Lula não é Flávio, é o Barba mesmo

    Na reta final das eleições, a polarização Lula versus Bolsonaro virou Lula versus Lula (…).

    É surpreendente que os R$ 134 milhões do contrato de Moraes façam mais estrago na campanha de Lula do que os R$ 131 milhões do filme “Dark Horse” na de Flávio Bolsonaro.

    Um suspeito é ministro do STF que nem sequer foi nomeado por Lula. O outro (Flávio) é, ele próprio, candidato à Presidência.

    Nada parece colar em Flávio, nem a mentira de nunca ter conhecido o “irmão” Vorcaro, nem pedido de milhões a ele, nem o destino do dinheiro, nem o envolvimento direto dele e o 93, Eduardo, nos ataques virulentos dos EUA ao Brasil. A foto da viagem “familiar” com gente do escândalo do INSS não faz nem cosquinha.

    O passado condena, mas o de um candidato custa muito mais votos. Lula tem mensalão, petrolão, Lava Jato e 580 dias preso pelo triplex. Flávio tem rachadinhas, casa de milhões com financiamento duvidoso do BRB e escritura em cartório distante, negócios estonteantes com imóveis, parte em dinheiro vivo. Sempre passou ileso.

    Lula carrega o filho, Lulinha, desde os primeiros mandatos e agora ele citado no escândalo do INSS e da amigona Roberta Luchsinger.

    E Flávio carrega o pai, um desastre na pandemia e agora preso por uma trama de golpe confirmada, até em livro, pelo brigadeiro Carlos Baptista Jr., um militar exemplar.

    Flávio não convence, mas o voto “anti-Lula” parece mais forte do que o “anti-Bolsonaro”. É Lula contra Lula.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 20/09/2026 | 00h12 Por Eliane Cantanhêde

  2. Veja as pesquisas presidenciais previstas para esta semana

    Quaest
    Data de divulgação: segunda-feira (21/9)
    Data de registro: 15 de setembro
    As entrevistas foram realizadas entre 17 e 20 de setembro
    Número de identificação: BR-06004/2026
    Número de entrevistados: 2004

    Real Time Big Data
    Data de divulgação: quinta-feira (24/9)
    Data de registro: 18 de setembro
    As entrevistas foram realizadas entre 19 e 23 de setembro
    Número de identificação: BR-04202/2026
    Número de entrevistados: 2 mil

    Datafolha
    Data de divulgação: quinta-feira (24/9)
    Data de registro: 18 de setembro
    As entrevistas foram realizadas entre 22 e 24 de setembro
    Número de identificação: BR-00304/2026
    Número de entrevistados: 2002

    Metrópoles, 20/09/2026.

  3. Senadores dirão o que será o amanhã da Presidência e do STF

    Embora não tenha centralidade na decisão da maioria dos eleitores, a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) impactou a disputa pelo Senado, que tem o poder de homologar a indicção de seus magistrados e mesmo aprovar o impeachment.

    Caso seja reeleito, o presidente Lula, por exemplo, terá a possibilidade de indicar mais quatro ministros; Flávio Bolsonaro, se vitorioso, já disse que pretende indicar seis, para essas quatro vagas, e mais duas que pretende abrir com os impeachments dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

    Estão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, duas por estado e pelo Distrito Federal. As pesquisas mostram vantagem da direita e da centro-direita em número expressivo de estados, mas também revelam disputas muito abertas pelas segundas vagas.

    (…)

    Os favoritos

    1 – No Norte, candidatos do PL, PP, Republicanos e outros partidos conservadores aparecem com força no Acre, em Rondônia, Roraima e Tocantins.

    No Pará, Helder Barbalho (MDB) lidera com folga, mas a segunda cadeira é disputada pelo delegado Éder Mauro (PL), Chicão (União Brasil), Zequinha Marinho (Podemos) e Celso Sabino (PDT).

    No Amazonas, Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) representam uma composição mais próxima do centro político, enquanto, no Amapá, Raíssa Furlan (MDB) lidera, enquanto Randolfe Rodrigues (PT) enfrenta uma disputa apertada com Lucas Barreto (PSD).

    2 – A situação é semelhante no Centro-Oeste. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) lidera, seguida por Leila do Vôlei (PDT), Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT).

    A eleição brasiliense concentra, em quatro candidaturas, as principais correntes da política nacional: o bolsonarismo, o centro independente e a esquerda.

    Em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, candidatos ligados ao agronegócio e aos partidos de centro-direita ocupam as posições mais competitivas.

    3 – No Sul, a direita também parte em vantagem. No Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo) lidera, mas Manuela D’Ávila (PSol), Sanderson (PL), Paulo Pimenta (PT) e Germano Rigotto (MDB) disputam a outra cadeira.

    No Paraná, Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (PSD), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT) formam o primeiro pelotão. Em Santa Catarina, o eleitorado conservador favorece os candidatos vinculados ao PL e ao PP.

    4 – O Nordeste oferece o principal contraponto ao avanço da direita. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, lideram, embora João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) permaneçam competitivos.

    No Ceará, Cid Gomes (PSB) ocupa a primeira posição, enquanto Capitão Wagner (União Brasil) e Luizianne Lins (PT) disputam a segunda vaga.

    Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) aparecem à frente, ameaçados por Mendonça Filho (PL). No Piauí, Ciro Nogueira (PP), Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) estão praticamente empatados.

    O Maranhão apresenta um dos quadros mais fragmentados: Roseana Sarney (MDB), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama(PT) aparecem tecnicamente empatados.

    No Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD) largaram em posição favorável. Em Sergipe, Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT) tentam a reeleição.

    Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) lidera, mas enfrenta uma oposição fortalecida com Marina JHC (PSDB) e Arthur Lira (PP) na disputa.

    5 – As maiores incertezas, porém, estão no Sudeste. Em São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) lideram numericamente, mas André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) estão muito próximos.

    Em Minas Gerais, Marília Campos (PT) aparece à frente, seguida por Carlos Viana (PSD), Aécio Neves (PSDB) e Domingos Sávio (PL).

    No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) lidera, enquanto Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, disputam a segunda cadeira. No Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) lidera — Sérgio Menegelli (PSD), Fabiano Contarato (PT) e Rose de Freitas (MDB) disputam a segunda vaga.

    Fonte: Correio Braziliense, Nas Entrelinhas, 20/09/2026 – 07:58 Por Luiz Carlos Azedo

  4. Democracia se esvai

    A nação brasileira parece caminhar para uma ditadura iminente de forma apática, sob a falsa ilusão de que os precarizados poderes Executivo, Legislativo e Judiciário teriam força suficiente para sustentar a democracia que já se esvai.

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