Augusto Cury acredita que Lula “vai destruir” Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno

‘Se o pai perdeu, o filho também vai’, disse o presidenciável

Deu no O Globo

Candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury disse acreditar que Flávio Bolsonaro (PL) será derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso o senador vá para um eventual segundo turno contra o presidente em outubro.

Em sabatina promovida pela revista Veja, o escritor argumentou ser uma opção mais viável para os eleitores que desejam a vitória de um projeto alternativo ao da gestão atual petista, em meio à investida bolsonarista para impulsionar o “voto útil” pró-Flávio na reta final.

ARTILHARIA – Flávio passou a dividir com Lula o posto de alvo da artilharia dos rivais nos últimos dias, a partir da ofensiva da campanha para concentrar o eleitorado de direita em torno de sua candidatura ainda no primeiro turno. Cury, que despontou como terceiro lugar na corrida ao Planalto, disse durante a sabatina que o candidato à reeleição vai “destruir” o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O modelo de Lula da Silva está falido, o modelo de Flávio Bolsonaro também. Se o pai perdeu, o filho também vai perder e tudo o que o Lula quer é pegar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Ele vai destruir Flávio”, afirmou.

APOIO – Na entrevista, Cury defendeu que seja ele a avançar à etapa final da eleição. Disse que tem sido procurado por aliados dos dois campos políticos, mas que sua resposta tem sido negativa sobre qualquer apoio em eventual segundo turno. O escritor voltou a dizer que gostaria de enfrentar Lula na fase decisiva do pleito. “Eu quero Lula no segundo turno porque nós vamos aposentá-lo. Não há possibilidade, de maneira clara, de apoiar nenhum e nem outro”, disse.

O candidato do Avante disse que Lula fez um primeiro mandato “muito interessante”, citando a participação do então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Depois, segundo Cury, “foi piorando”.

DARK HORSE – Questionado se a promessa de “aposentar” o petista seria um aceno de apoio a Flávio, ele negou, destacou que “nem o Flávio deve ser apoiado em hipótese alguma” e criticou o concorrente pela falta de explicações sobre o financiamento do filme que conta a história de Jair Bolsonaro. “Ele não explicou nada dessa planilha do Dark Horse”, ressaltou.

Pesquisas do Datafolha sobre a disputa presidencial deste ano mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) atrai mais votos dos candidatos à “terceira via” num eventual segundo turno que o principal oponente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O instituto estimou a migração de votos de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) no primeiro turno para os dois líderes das sondagens com base nos dois levantamentos realizados neste mês de setembro: no embate direto, Flávio capta 43% dos eleitores dos concorrentes e Lula, 30%.

5 thoughts on “Augusto Cury acredita que Lula “vai destruir” Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno

  1. Após negação, Lula parece entender risco de derrota

    Que aceno Lula fará ao PIB?

    Expectativa para jantar do presidente com empresários é de reconhecimento de necessidade de mudança na política fiscal e, se possível, de nome para comandar a economia

    Em dezembro, o clima no Planalto e no PT era de “já ganhou”. Não demorou três meses para a maré virar. Os ganhos de avaliação obtidos no semestre anterior rapidamente se esvaíram.

    Depois de um período de negação da própria dificuldade, o presidente parece ter entendido o risco real de derrota.

    A decisão de Lula se reunir na sexta-feira (25/9) com um grupo de empresários ligados ao grupo Esfera, com organização do grupo Prerrogativas, vem da constatação de que é preciso propor pontes e defender a política econômica e fiscal.

    A ideia é sensibilizar o setor produtivo, que predomina no Esfera em relação ao financeiro. O quórum confirmado é de quase 300 empresários (…).

    Empresários que confirmaram presença no encontro esperam compromissos mais concretos. Sonham que Lula possa anunciar o futuro ministro da Fazenda e arriscam até o nome: Luiz Carlos Trabuco Cappi, ex-presidente do Bradesco.

    Esta, sim, seria uma cartada capaz de balançar o extremo ceticismo que existe hoje não só no mercado, mas também no empresariado, com mais quatro anos de Lula no poder.

    Fazer um gesto de impacto como esse seria descer do salto, admitir a chance de derrota, alertar quem tem o dinheiro sobre o risco da volta da instabilidade bolsonarista e comprometer-se com mudanças profundas — cuja necessidade ainda não reconheceu — para conter gastos e a expansão da dívida.

    Fonte: O Globo, Opinião, 23/09/2026 01h08 Por Vera Magalhães

    • Hilário!
      Basta ganhar a eleição ou colocar quem ele quiser e decidir tudo por si mesmo.
      imagino que a Faria Lima não seja tão idiota! a ponto de aceitar um blá blá blá de um ignorante.

  2. Eleito, Rachadinha vai pôr todo mundo para fora:

    O ex-mito fora da prisão domiciliar, anistiado;

    Os “generais” fora da cadeia, anistiados;

    Os “bolsotários” do 8 de Janeiro fora das prisões, anistiados;

    E o Xandão fora do STF, com o impeachment aprovado.

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