Conselho do MPF analisará nesta semana o caso Gonet, citado nas mensagens de Vorcaro

2 thoughts on “Conselho do MPF analisará nesta semana o caso Gonet, citado nas mensagens de Vorcaro

  1. Após negação, Lula parece entender risco de derrota

    Que aceno Lula fará ao PIB?

    Expectativa para jantar do presidente com empresários é de reconhecimento de necessidade de mudança na política fiscal e, se possível, de nome para comandar a economia

    Em dezembro, o clima no Planalto e no PT era de “já ganhou”. Não demorou três meses para a maré virar. Os ganhos de avaliação obtidos no semestre anterior rapidamente se esvaíram.

    Depois de um período de negação da própria dificuldade, o presidente parece ter entendido o risco real de derrota.

    A decisão de Lula se reunir na sexta-feira (25/9) com um grupo de empresários ligados ao grupo Esfera, com organização do grupo Prerrogativas, vem da constatação de que é preciso propor pontes e defender a política econômica e fiscal.

    A ideia é sensibilizar o setor produtivo, que predomina no Esfera em relação ao financeiro. O quórum confirmado é de quase 300 empresários (…).

    Empresários que confirmaram presença no encontro esperam compromissos mais concretos. Sonham que Lula possa anunciar o futuro ministro da Fazenda e arriscam até o nome: Luiz Carlos Trabuco Cappi, ex-presidente do Bradesco.

    Esta, sim, seria uma cartada capaz de balançar o extremo ceticismo que existe hoje não só no mercado, mas também no empresariado, com mais quatro anos de Lula no poder.

    Fazer um gesto de impacto como esse seria descer do salto, admitir a chance de derrota, alertar quem tem o dinheiro sobre o risco da volta da instabilidade bolsonarista e comprometer-se com mudanças profundas — cuja necessidade ainda não reconheceu — para conter gastos e a expansão da dívida.

    Fonte: O Globo, Opinião, 23/09/2026 01h08 Por Vera Magalhães

  2. O elo inquebrantável entre os Bolsonaro e o crime que já usou farda

    De Adriano da Nóbrega a Robson Calixto, o “Peixe”, as conexões de Flávio Bolsonaro com as milícias do Rio não são acidentes de percurso

    É normal um miliciano ter o contato de uma assessora de um senador? É normal um senador enviar o dinheiro de uma emenda ao Orçamento da União para um miliciano? Não se espante nem um tantinho assim: no universo bolsonarista, é claro que é normal. Eu me arriscaria a dizer que é quase corriqueiro.

    Flávio Bolsonaro destinou quase R$ 200 mil para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, miliciano condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.

    A Polícia Federal (PF) encontrou as mensagens trocadas entre “Peixe” e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado. E, sem surpresa, a PF suspeita que o dinheiro tenha sido desviado.

    E que justificativa ofereceu Flávio para isso? Algo parecido com a que ele deu sobre a aplicação dos mais de R$ 61 milhões destinados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, de exaltação da vida de seu pai — condenado e preso pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023? Não, é claro.

    Desta vez, diante da falta da prestação de contas detalhada que havia prometido no caso do filme, Flávio foi mais cuidadoso e não se limitou a dizer que se trata de “uma página virada”.

    Preferiu inovar: por meio de sua assessoria, afirmou que “a emenda foi destinada dentro da legislação vigente” – e ponto final. Satisfeito?

    Ora, a pergunta não foi sobre se a emenda contrariou “a legislação vigente”. Foi sobre o que ele achava do fato de o dinheiro público ter ido parar nas mãos de um miliciano. Não adianta insistir.

    A essa altura, ocupado como anda, certamente Flávio deve considerar o assunto “uma página virada”, e vamos para o próximo.

    O miliciano é apontado como o homem que apresentou os mandantes do crime aos executores e providenciou a submetralhadora usada para assassinar a vereadora e o motorista Anderson Gomes.

    “Amiga, vê com o nosso senador se consegue nos ajudar”, ele pediu a Maria de Fátima, segundo apurou o repórter Breno Pires. O dinheiro foi para uma ONG na Taquara, área de milícia no Rio de Janeiro.

    O apoio a facções criminosas que já vestiram farda e cobram taxa de segurança não é um acidente de percurso, mas o alicerce da carreira política de Flávio. Como deputado estadual, ele homenageou o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega com a Medalha Tiradentes enquanto este estava preso por homicídio. Quem não sabe?

    E quando os crimes de Adriano já eram largamente conhecidos, Flávio ainda empregou a mãe e a ex-mulher de Adriano em seu gabinete com salários de mais de R$ 6 mil, na época do famoso esquema das “rachadinhas” operado por Fabrício Queiroz.

    Amigo de longa data da família Bolsonaro, Queiroz foi uma espécie de faz-tudo de Flávio.

    Em 2022, Queiroz concorreu a deputado estadual e não se elegeu. Nas eleições municipais de 2024, tentou uma vaga de vereador em Saquarema pelo Partido Liberal (PL), mas obteve apenas 588 votos e terminou como suplente.

    Hoje, candidato a presidente da República, Flávio raramente o encontra, e, quando o faz, é às escondidas.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 23/09/2026 04:30 Por Ricardo Noblat

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