
Charge do Cazo (Zero Hora)
Malu Gaspar
O Globo
A eleição até tenta se descolar do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o Supremo não deixa. Quando assuntos como o aumento do Bolsa Família, a proibição das bets e os voos de Flávio Bolsonaro (PL) no avião usado por Daniel Vorcaro começavam a desviar o foco, o vaivém de decisões a respeito das fake news sobre Nossa Senhora Aparecida colocou de volta o tribunal no epicentro da disputa eleitoral.
Por obra dos ministros do STF, o que deveria ser uma discussão importante sobre os limites entre a liberdade de expressão e a disseminação de notícias falsas se converteu em nova guerra de liminares entre as facções que se digladiam na Corte desde que ela foi atingida pela lama do caso do Banco Master.
POSTAGENS NAS REDES – Primeiro foi André Mendonça quem mandou suprimir — e depois liberou — as postagens do humorista Antonio Tabet em que a imagem de Nossa Senhora vinha com a legenda: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
A decisão suscitou uma controvérsia legítima. Tabet não repetiu expressamente a fake news de que Flávio, se eleito, poderia tirar da santa o posto de padroeira do Brasil ou acabar com o feriado dedicado a ela. Seu post era uma óbvia referência à história — mas era fake news? E ainda: admitindo que a postagem em si pudesse ser enquadrada como notícia falsa, a ordem que levou à derrubada de outros 1.125 posts não foi excessiva?
Não são questões irrelevantes nem ultrapassadas. É importante saber o que está valendo. Afinal, na eleição passada o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu que um documentário da produtora de direita Brasil Paralelo sobre a facada em Jair Bolsonaro estreasse uma semana antes do segundo turno, num caso claro de censura prévia.
RESOLUÇÃO – Foi também na disputa de 2022 que o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, criou a resolução que autorizava a si mesmo e à Corte mandar remover conteúdos de ofício, sem reclamação formal de nenhum partido ou do Ministério Público.
Vivia-se então um período de ataques sistemáticos à confiabilidade das urnas e do processo eleitoral, e Jair Bolsonaro fez de sua campanha à reeleição também uma campanha contra o TSE, com o objetivo declarado de criar brechas para contestar o resultado em caso de derrota.
Hoje, o TSE está de novo sob ataque — só que agora, por mais bizarro que seja, dos próprios ministros do Supremo. Os motivos estão à vista de todos. O caso Master fez com que o resultado da eleição se tornasse questão de sobrevivência de uns e de outros, já que o risco de impeachment aumenta ou diminui a depender de quem ganhar.
CARTAS NA MESA – Talvez seja por isso que o fato de estarem fora do comando no TSE atormenta tanto Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Este último, de acordo com o colunista Lauro Jardim, fez questão de pôr as cartas na mesa em junho, ao procurar o presidente Lula e cobrar lealdade na tormenta do Master: “O senhor andou falando do STF, mas será o Supremo quem vai, se for preciso, vigiar o TSE nestas eleições”.
Por vigiar o TSE, entenda-se, por exemplo, adiar infinitamente uma decisão sobre o que fazer com a vacância de poder no Rio de Janeiro depois da renúncia de Cláudio Castro (PL), para impedir que a Assembleia Legislativa colocasse no governo do estado um bolsonarista.
DECISÃO ANULADA – A polêmica sobre Nossa Senhora elevou a “vigilância” a outro patamar. Em menos de 48 horas, Dino anulou a decisão de Mendonça com uma liminar em uma ação que nada tinha a ver com a história, sem nem esperar o caso ser votado no plenário da Corte eleitoral.
Luiz Fux reagiu anulando a decisão de Dino noutro processo sem qualquer relação com o caso. Dino contra-atacou mandando abrir inquérito sobre uma onda de intolerância religiosa — usando casos reais e graves, mas que ocorreram antes de essa história começar, e portanto sem relação com a fake news da santa.
TROCA – Como se não bastasse, ainda espera uma decisão de Dino um pedido do Solidariedade para que seja trocada toda a comissão de fiscalização da propaganda eleitoral, apeando de seus postos Kassio Nunes Marques e Mendonça.
Numa análise rápida, toda essa bagunça pode parecer apenas mais um capítulo da vergonhosa guerra do Supremo. Mas é mais que isso. Se não for interrompido, o avanço do STF sobre o tribunal eleitoral pode abrir uma brecha para que, lá na frente, um candidato insatisfeito com o resultado conteste a eleição. É inadmissível que os próprios personagens que comandaram o esforço contra o golpismo agora estejam dispostos a pôr tudo isso em risco para salvar a própria pele.
“”…Lula (drão) usa velhos métodos políticos condenados e superados na democracia. Nunca permitiu sucessor e vai levar o PT para o túmulo.
A Profecia do Milênio do nosso Editor-Chefe já ecoa pelas Avenidas da Grande Rede Mundial…
Para refrescar a memória dos soças-comunas patéticos sanguessugas vagabundos
“….. Antigamente, o PT obedecia a Lula, porque sabia que o presidente era mais importante do que o partido. Mas a idade avança, Lula já não diz coisa com coisa, chamou o Macron de Sarcozy, e o partido já está perdendo o respeito, o que é um erro, porque o PT acaba assim que Lula for desta para a melhor, como se dizia outrora. (C.N.)…””
PS.
o (drão) foi por minha conta para não perder o frete……
GEORGE ORWELL (1903–1950)
O escritor que mostrou como o poder pode manipular a verdade
Quando o poder consegue mudar as palavras, controlar a informação e distorcer os fatos, até a própria realidade pode se tornar objeto de disputa.
Nascido na Índia britânica, em 1903, George Orwell foi escritor, jornalista e ensaísta. Sua obra tornou-se uma das mais marcantes reflexões literárias sobre autoritarismo, propaganda e liberdade de pensamento.
Em A Revolução dos Bichos, utilizou uma fábula para mostrar como ideais podem ser corrompidos por aqueles que concentram o poder.
Já em 1984, imaginou uma sociedade submetida à vigilância constante, à manipulação da linguagem e à alteração sistemática da verdade.
Orwell compreendeu que controlar a informação é também influenciar a maneira como as pessoas interpretam o mundo.
Sua literatura não se limita a um regime ou a uma época. Ela provoca uma reflexão permanente sobre os perigos da censura, da propaganda e da submissão intelectual.
Morreu em 1950, aos 46 anos, mas suas obras continuam sendo lidas e debatidas em todo o mundo.
George Orwell deixou um alerta que atravessa gerações: quando deixamos de questionar o poder e de verificar os fatos, corremos o risco de perder algo essencial — a liberdade de pensar por nós mesmos.”
Mais uma contribuição do nosso Amigão do Leme..
Amigo Armando,
O nine não vai pendurar o boné.
Não vai largar o osso de jeito nenhum!
Vai continuar até que a morte os separe (da política).
Essa porcaria vai até o fim!
Que coisa triste!
Talvez o pt acabe (exploda) quando o ladrão for se encontrar com a marisa, aquela que ficou rica vendendo produtos da Avon.
Mas o perigo é que sejamos atingidos por fragmentos petistas e os caciques órfãos, que serão muitos, queiram reinventar o pt em vários partidos, com a mesma ideologia: ROUBAR O POVO.
Este país se presta pra apoiar salvadores da pátria, politiqueiros e populistas em geral.
A massa gosta disso.
Todos querem bolsas mil e uma utilidades, ninguém quer trabalhar e fazem funcionar a todo vapor a máquina de filhos, que garantam dez bolsas por família.
Assim, não há pais que aguente.
Milhões de partidos
Milhöes de políticos.
Milhões de dinastías familiares.
Milhões de bolsas esmolas.
Milhões de analfabetos.
Milhões de brasileiros morando em favelas.
Milhões de brasileiros que pagam a conta, que é altíssima.
Trilhões, arrecadados pra absolutamente nada!
Só para serem surrupiados!
Estamos cada vez mais africanos. Com todo respeito a África.
O rio de janeiro é uma síntese do Brasil.
Em cada bairro de bom poder aquisitivo há incrustadas pelo menos uma ou duas favelas gigantescas. Cada uma abriga de cem a cento cinquenta mil pessoas.
Só na Rocinha são mais de trezentas mil pessoas… enfim, é gente que não acaba mais.
Veja que estou falando apenas da zona sul e não mencionei todas e não incluí as favelas do subúrbio ou periferia.
Moram pessimamente mal de forma insalubre e com a bandidagem comendo solta, eles tocam o terror e ditam as regras. São sociedades que vivem a margem do poder público. A maioria já nasce sem esperança e por isso mesmo, são facilmente cooptados pelo tráfico, geralmente esse exército tem vida curta e não passam dos vinte e cinco anos de vida.
Coloquei o rj como exemplo, porque vejo claramente, que com o andar da carruagem, muitas outras metrópoles vão pelo mesmo caminho.
Ladeira abaixo!
O pior de tudo isso, é que ninguém quer sair das favelas, poucas famílias se mudariam pra mais longe em condomínio populares, mesmo que o governo desse de presente (utopía) a moradia.
Os políticos tem seus redutos eleitoras nesses guetos, que valem ouro (votos).
A violência se mistura à desesperança e essa terrível fusão, vai se infiltrando como ácido nítrico nas cidades mais pacatas do interior do país.
Sou bastante pessimista e imagino o Brasil se tornando um enorme rj.
Eu já perdi qualquer expectativa de um país melhor para todos.
Isso é balela!
VIVEMOS UMA GRANDE MENTIRA!
A prova do que estou dizendo é que a violência vem avançando a passos largos e já ultrapassou a barreira do inimaginável e também atingem os políticos.
Antes os assassinatos eram mais sutis, hoje, são descarados.
Eles também estão sendo assassinados mesmo com seguranças. Não se salva ninguém, nem policiais e nem os juízes.
O sistema é mafioso, e bruto, e veremos mais assassinatos pela frente.
Os juízes (não todos) mas muitos, estão metidos neste ambiente mafioso, até o talo. Qualquer um sabe disso.
Juízes, políticos, chefes de policías, exército e todos aqueles que tenham algum poder compõem um quadro mafioso que não terminará nunca.
Só vai piorar.
Voltando ao assunto inicial, quando o molusco for pra terra das almas mais honestas, não tenha nenhuma dúvida que brotarão populistas como cupins.
O povo adora esses lixos, porque não tem discernimento de nada, gostam de mentiras e falsas promessas pra ir levando o barco, vivem um dia de cada vez e não sabem o que significa a palavra futuro e se sabem, nem ligam, porque é intangível pra eles.
Os políticos deixaram nosso povo tão miserável que a forma de vida que encontraram são as parcas esmolas…
Esse é o Brasil que vejo, país da desesperança…
É uma triste realidade.
Um abraço, meu amigo.
Extensivo também para todos os tribunários e nosso Editor Sr. Carlos Newton, independentemente da ideologia de cada um.
José Luis
Entenderam como se rouba uma eleição? Necessariamente o roubo não precisa passar pelas urnas e sim pelo controle dos meios de comunicação. Num país onde o judiciário se alia a um Ladrão, e as FFAA são comandadas por covardes e inúteis, ganhar uma eleição se tornou uma coisa muito fácil. Aliás, poderíamos economizar muito dinheiro que poderia ser usado em saúde e educação se acabássemos com as eleições e, voltar aos tempos medievais, nomeando um rei e seus vassalos.
A imprensa parece ter descoberto, com o habitual atraso, aquilo que já não é novidade em Banânia. A ditadura da toga há muito se instalou em Luar sobre Parador — silenciosa, togada e convenientemente travestida de normalidade institucional.
Como sempre, alguém percebe o incêndio quando o fogaréu começa a aquecer os próprios pés.
A recusa de Lula em participar do debate
O sentimento do presidente Lula é mais de soberba que de receio. Ele acha um absurdo estar empatado com Flávio e expor-se a ser criticado por todos os outros candidatos que, além de ser apoiadores do bolsonarista no segundo turno, têm hoje quase traço nas pesquisas.
Lula está convencido de que fez um bom governo e não aguenta a ideia de que Flávio possa enfrentá-lo de igual para igual, como se fossem equivalentes.
Terminar a vida política com uma derrota para o filho do adversário do ex-mito será devastador psicologicamente para Lula.
E, paradoxalmente, a posição de superioridade passa ao adversário, que se sente repentinamente fortalecido diante da fragilidade psicológica de seu oponente.
A recusa ao debate, porém, pode levá-lo a uma derrota que não está decretada, mas é uma probabilidade que ele poderia reduzir com uma apresentação à maior plateia televisiva da campanha eleitoral.
As pesquisas são unânimes em mostrar um quadro de empate no segundo turno, mas já se sabe que essa perspectiva não corresponde à realidade das urnas. Pode dar qualquer um (…).
A polarização congelou as posições do eleitorado, fazendo com que a campanha mais morna e monótona dos últimos tempos teste a paciência de um eleitor irritadiço, desconfiado, desiludido.
Fonte: O Globo, Opinião, 01/10/2026 04h30 Por Merval Pereira
O cancelamento do debate da Globo; o abuso de poder e a censura praticados por ministros do STF
https://www.youtube.com/watch?v=XJQJVlT9-RM