
Charge do Kayser (Arquivo Google)
Carlos Newton
O famoso ditado germânico sobre a importância de existirem magistrados livres e independentes (“ainda há juízes em Berlim”) serve perfeitamente para descrever a realidade institucional aqui debaixo do Equador, porque também podemos dizer que “ainda há jornalistas no Brasil”.
À primeira vista, fica parecendo que ocorreu um acerto entre os principais veículos da grande imprensa brasileira, mas o que surgiu coletivamente foi a necessidade de dar um basta a uma situação que envergonha o Brasil, cuja importância mundial não pode ser menosprezada, pois é o quinto maior em extensão, o sétimo em habitantes e o décimo no ranking da economia.
JÁ É DEMAIS – Realmente, não é mais possível aceitar o conluio entre os três Poderes para transformar este país numa ditadura informal, comandada pelo Supremo e com apoio integral do presidente Lula da Silva, que tenta se eternizar no poder, embora já esteja com prazo de validade vencido, como o mais idoso governante na lista dos países da ONU, que são 193.
Nos últimos dias, a grande imprensa brasileira parece que despertou e os jornalões começaram a publicar editoriais advertindo para a atuação do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral visando a favorecer a reeleição de Lula.
Estadão, Folha, Zero Hora e outros veículos de importância começaram a protestar e as críticas chegaram ao auge com o debate entre os candidatos, cujo cancelamento resultou de uma manobra jurídico-institucional para proteger Lula, que não está dizendo coisa com coisa nesta campanha, chegando ao ponto de abordar nesta semana a questão do exame de próstata e os “toques” genitais que ele julga serem aceitos pelas mulheres desde pequenas. Diante dessa situação, é possível imaginar o que Lula diria, se tivesse de debater com os outros concorrentes. Seria um programa verdadeiramente humorístico.
EDITORIAIS FORTES – O posicionamento firme da imprensa brasileira, especialmente com o editorial da Folha na primeira página, nesta sexta-feira, vai ficar na História, por haver denunciado o abominável ministro Gilmar Mendes, do Supremo, e a também intolerável ministra Estela Aranha, do TSE.
Essa desconhecida juíza petista, uma militante que tem até patrocinado financeiramente o partido nas últimos campanhas, atendeu a um pedido da coligação lulista e proibiu a TV Globo de mostrar a cadeira vazia e identificada com o nome do presidente Lula, caso ele não comparecesse, assim como também impediu perguntas dirigidas ao candidato ausente, embora constassem entre as regras do debate, no contrato assinado pelos partidos.
Por fim, a imprensa internacional está de olho na eleição brasileira e a Organização dos Estados Americanos já enviou uma comissão de ex-chanceleres para acompanhar um pleito que ministros dos tribunais superiores tentam subverter, na maior desfaçatez.
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P.S. – Fica comprovado que ainda há jornalistas no Brasil, mas é lamentável o posicionamento da Organização Globo, que participa dessa armação institucional entre os três Poderes e faz o que pode para reeleger Lula. Sua reação ao cancelamento do debate foi patética e omissa. Em nenhum momento O Globo e a TV Globo denunciaram que há um notório conluio entre o Supremo, o TSE e o Planalto. Aliás, esse posicionamento covarde não é novidade na Organização Globo. Os filhos apenas seguem o exemplo do pai, Roberto Marinho, e somente se preocupam com a caixa registradora, que o governo Lula mantém preenchida, como maior patrocinador desse grupo empresarial supostamente jornalístico. (C.N.)
Fim da escala 6×1: qual é a mágica de Lula?
Será que foi apenas por causa da descoberta de petróleo na costa do Amapá que Alcolumbre aceitou pautar a PEC do fim da escala 6×1 para a próxima terça-feira (06/10), ou os dois fecharam um acordo?
A grande dúvida é se Alcolumbre prometeu apenas dar andamento ao projeto ou se a aprovação da PEC da jornada de trabalho também já está garantida.
Com a eventual aprovação da PEC de cinco dias de trabalho e dois de descanso, Lula já poderá se considerar reeleito para mais quatro anos de mandato.
“Classe Operária Vai ao Paraíso”?
São tempos tensos e difíceis
O confronto entre as duas chapas, as duas propostas e os 2 grupos evidencia que o lado democrático assegura a estabilidade, o respeito internacional, a soberania e o fortalecimento das políticas sociais.
O lado de Flávio Rachadinha representa a vitória da milícia, do preconceito, da volta da fome, da desesperança e da vassalagem, com o Brasil sendo entregue aos EUA em troca de um apoio à não prisão dos milicianos.
Embora vivamos um momento extremamente delicado, em que o grupo de direita sequestrou o debate democrático, destilando fake news e fanatismo, a decisão ainda está nas mãos do povo.
São tempos tensos e difíceis. O grupo bolsonarista está literalmente entre a cruz e a espada. Não é só uma disputa eleitoral. Se ganharem, eles entregam, com alegria e satisfação, o país à milícia, em parte, e as riquezas aos EUA.
Se perderem, não só o ex-mito continuará presidiário, como também grande parte da família e o grupo mais próximo terão de prestar contas dos inúmeros crimes que brotam na imprensa com força avassaladora.
Ninguém poderia imaginar os tentáculos que essa verdadeira organização criminosa tinha em praticamente todas as áreas.
Deixaram de punir as rachadinhas, os 51 imóveis comprados com dinheiro vivo, o apoio ostensivo à milícia e a matadores profissionais e agora tudo isso virou juizado de pequenas causas.
Como chegaram ao poder com a vitória à Presidência em 2018, mudaram o patamar das maquinações criminosas.
Agora, os R$ 61 milhões que receberam de Vorcaro para financiar falsamente um filme fajuto começam a parecer pequenos perto dos valores bilionários dos interesses envolvidos.
Preparem-se para um tempo de horror se esse grupo chegar ao poder. Depende de cada um de nós impedir essa tragédia.
Fonte: Poder360, Opinião, 2.out.2026 – 5h57 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.
O grande temor do pernambucano Lula é ter o mesmo destino do caraquenho Nicolás Maduro: ser capturado e preso no Centro Metropolitano de Detenção no Brooklyn, em Nova York, nos EUA.
Esse mesmo temor poderia estar acometendo, atualmente, membros do Supremo?
Caro CN … bom dia!
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Não há ditadura nenhuma pois o senhor sabe muito bem que este seu artigo não estaria publicado em qualquer ditadura.
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O que existe é até excesso democrático propiciado pela Constituição que é a única verdadeiramente CIDADÃ em nosso planeta kkk
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Quem o eleitorado escolhe tem exercido o poder em nome do nosso povo.
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Infelizmente a polarização da República existe desde o Marechal Deodoro que pediu para ser enterrado com trajes civis e seu sucessor Marechal Floriano da linha dura.
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Nós dos históricos do MDB liderados pelos heróis Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Saturnino Braga, Brossard, Quércia, Montoro, Miro Teixeira etc tentamos acabar com a polarização diabólico – visto que 😈 diabo significa o que divide kkk
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No entanto hoje até o MDB entrou nessa polarização com o fato do candidato a governador do Rio de Janeiro Eduardo Paes do PSD ter como candidata Jane Reis do MDB e aparecendo ao lado de Lula que o apoia kkk lembrar que o PSD tem candidato próprio à presidência o Ronaldo Caiado.
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Saudações amigáveis do chegamais.
Lula pede que suspensão de serviços consulares dos EUA sejam incluídos em investigação sobre interferência eleitoral
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“Estes fatos apenas são mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norte americano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro”, escreveu a defesa da campanha de Lula.
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Fonte: O Globo, Opinião, 02/10/2026 17h01 Por Bela Megale
No entanto hoje até o MDB entrou nessa polarização com o fato do candidato a governador do Rio de Janeiro Eduardo Paes do PSD ter como candidata para vice a Jane Reis do MDB e não aparecendo ao lado de Lula que o apoia kkk lembrar que o PSD tem candidato próprio à presidência o Ronaldo Caiado.
Íntegra do Editorial da Folha:
Ataque de juízes prejudica neutralidade da eleição
Intervenção de Gilmar e censura de ministra do TSE para proteger Lula maculam a toga e enfraquecem defesas da democracia
Um patrimônio da democracia brasileira está ameaçado. As constantes e cada vez mais audaciosas intervenções impróprias e partidárias de juízes do Supremo Tribunal Federal no processo eleitoral estão corroendo a autoridade da arbitragem do processo, que deveria ser neutra, previsível e equidistante.
O que Jair Bolsonaro (PL) cogitou fazer pela força, e por isso foi com razão processado e condenado, algumas autoridades que atuaram no seu julgamento o fazem agora, movidas pelo desespero da autopreservação. Rasgam a toga, atropelam os ritos e fazem o diabo para favorecer a candidatura de Lula (PT).
O ministro Gilmar Mendes acaba de atropelar decisão de sua colega Cármen Lúcia para obrigar a TV Globo a aceitar a presença do candidato do Missão, Renan Santos, no debate presidencial que estava marcado para esta quinta (1). Tomou atalho processual e monocrático de fazer corar a tradição centenária da corte.
Renan não tem respaldo da lei eleitoral para receber assento obrigatório no debate. Ganhou o tíquete de presente de Gilmar porque prometia atazanar Flávio Bolsonaro (PL) no programa. No pretexto do juiz, de preservar a liberdade de expressão, acredita apenas quem não assistiu ao festival de censuras protagonizado pelo Supremo, com o endosso do decano, nos últimos anos.
Mas censura de fato também não faltou nesse episódio abominável. A magistrada do TSE Estela Aranha, ligada a Flávio Dino, do STF, impediu, numa outra canetada solitária, a emissora carioca de exibir a cadeira vazia reservada a Lula, que decidira não comparecer ao evento.
Na agonia para favorecer o incumbente, agora se decide o que uma emissora pode transmitir ao público num debate. A cadeira vazia, símbolo do desprezo dos candidatos pela prestação de contas, tem uma longa tradição no Brasil. Mas a Lula, casuisticamente, não se aplica. O debate foi cancelado, e só os petistas comemoraram.
Onde a marcha do arbítrio vai parar não se sabe. Intervir com tal descaramento na mediação do processo em plena disputa eleitoral seria há pouco tempo impensável, algo associado a repúblicas de bananas. Não é mais.
Destruir o que a Nova República levou 40 anos para colocar de pé não pode ser o preço da luta pela sobrevivência individual. Tudo o que os inimigos da Constituição de 1988 desejam é que o regime se enfraqueça para que seja mais fácil subvertê-lo com seus projetos tirânicos.
É irônico, mas verdadeiro, que a autodestruição seja conduzida por quem tem o dever de defender a Carta.
Folha de S. Paulo, Opinião, 1º.out.2026 às 22h30 Por Editorial
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