
Nas eleições, a direita deu um banho e Flávio é favorito
Deu na Folha
Depois de passar quase toda a campanha em segundo lugar na grande maioria das pesquisas eleitorais, Flávio Bolsonaro (PL) conquistou 47% dos votos válidos no primeiro turno, à frente dos 45% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não muito distante da maioria necessária para encerrar a disputa presidencial neste domingo (4).
Não se pode falar em surpresa. Nos últimos pleitos, o bolsonarismo mostrou mais força nas urnas do que nas sondagens de intenções, seja devido a eleitores que não declaravam abertamente suas preferências, ao voto útil antipetista ou a maiores taxas de abstenção no campo adversário.
SEM BRILHO – O feito é particularmente notável porque a candidatura de Flávio mal foi levada a sério quando lançada por seu pai. Trata-se, afinal, de um político não apenas sem brilho próprio, dependente do sobrenome, mas também despreparado e, se não bastasse, com longo histórico de ligações com personagens das milícias do Rio — e, mais recentemente, com o corruptor Daniel Vorcaro.
O patriarca da família foi corretamente condenado por tentativa de golpe de Estado, e o indulto prometido pelo filho será uma afronta à democracia. Com tais credenciais, Flávio não conseguiu apoio de nenhum outro partido.
Seu PL, legenda secundária no país até abrigar o bolsonarismo, ampliou seu poderio nacional. Garantiu já no primeiro turno os governos dos três estados do Sul, de Roraima e Rondônia; estará no segundo turno no Rio e no Amazonas. Michelle e Carlos Bolsonaro conquistaram mandatos no Senado, para o qual a sigla teve votação avassaladora.
OUTRAS VITÓRIAS – A direita obteve outras vitórias importantes, a começar pelos governos de São Paulo e Minas, os dois maiores colégios eleitorais, assegurados pelo Republicanos. Nos dois estados, postulantes conservadores conseguiram 3 das 4 vagas de senador.
O PT de Lula, por ora, se mantém restrito ao Nordeste, preservando Bahia, Ceará e Piauí. Disputará o segundo turno no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte. Ex-ministras de Lula, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), foram derrotadas na disputa paulista pelo Senado.
O presidente da República terá uma tarefa difícil na segunda rodada do pleito —até hoje, nunca o segundo colocado no primeiro turno conseguiu vencer a eleição presidencial.
SEM MUNIÇÃO – Cartuchos importantes já foram queimados, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, o reajuste do Bolsa Família e a proibição das bets, sem resultados palpáveis. A próxima empreitada será a votação do fim da escala de trabalho 6×1.
Desde a recessão catastrófica produzida por Dilma Rousseff (PT) e a ascensão da direita populista, o discurso econômico e social do partido de Lula tem menos apelo —ainda mais quando os juros resultantes de sua política gastadora sufocam as famílias.
E os demais postulantes da corrida ao Planalto reúnem mais votos conservadores, que tendem a migrar para Flávio.
Depois dizem que as despesas no Supermercado não faz diferença nas eleições.
Como disse a Múmia Lixão, guerrilheira e fanzoca do Carniceiro Josefino Stalinho..
” o preto, branco, pobre e favelado estão apenas com sensação de que os preços estão aumentando”..
a inflação está bem baixa…
Espero que isso seja um sinal do fim desses corruptos