Lula quer alcançar eleitors além de sua base tradicional
Pedro do Coutto
O reconhecimento feito porLula da Silva de que sua campanha foi “a menos organizada” de que participou desde 1989 é mais do que uma autocrítica circunstancial. A declaração, feita em reunião com parlamentares aliados após o primeiro turno, revela que o resultado das urnas obrigou o presidente a rever uma premissa que orientou boa parte da estratégia petista: a expectativa de que a força política de Lula, associada às realizações do governo, seria suficiente para conduzi-lo à liderança. Não foi. Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, diferença de cerca de 2,25 milhões de votos.
O aspecto mais importante da declaração, portanto, está menos na admissão do erro administrativo e mais na constatação de uma falha de comunicação política. O próprio Lula reconheceu que as realizações do governo não foram suficientemente compreendidas por parte do eleitorado. Essa distância entre aquilo que o governo considera ter entregue e aquilo que o eleitor efetivamente percebeu tornou-se um dos problemas centrais da campanha. A eleição mostrou que resultado administrativo e capacidade de comunicação não são variáveis equivalentes.
COORDENAÇÃO – As informações divulgadas nos últimos dias ajudam a dimensionar o problema. A Folha relata dificuldades de coordenação entre diferentes estruturas da campanha, problemas logísticos e até desencontros na convocação de dirigentes e parlamentares. A Reuters, por sua vez, registrou que a campanha pretende reformular sua comunicação para alcançar grupos nos quais encontrou maior dificuldade, especialmente jovens e mulheres, além de ampliar sua presença digital.
Esse diagnóstico também explica a mudança rápida de linguagem observada depois do primeiro turno. Lula passou a utilizar vídeos gravados pelo próprio celular, em formato mais informal, enquanto aliados mais jovens ganharam espaço na tentativa de aproximar a campanha das redes sociais. A mudança é significativa porque reconhece uma transformação no modo como parcelas importantes do eleitorado consomem informação política.
REORGANIZAÇÃO – Há, porém, um problema adicional: reorganizar uma campanha em três semanas não significa apenas trocar peças publicitárias ou aumentar a presença digital. O segundo turno exige uma definição mais clara de prioridades. A campanha precisa decidir quais temas podem ampliar o eleitorado de Lula para além de sua base tradicional e quais mensagens são capazes de dialogar com eleitores que votaram em outros candidatos ou simplesmente não compareceram às urnas. Cerca de 21% dos eleitores se abstiveram no primeiro turno, enquanto os demais candidatos somaram milhões de votos que agora entram no cálculo da segunda rodada.
A dificuldade é que o tempo também reduz o espaço para improvisações. A disputa deixou de ser uma eleição de primeiro turno, marcada por múltiplas candidaturas, e passou a ser uma escolha direta entre Lula e Flávio Bolsonaro. Isso modifica completamente a lógica da comunicação: cada gesto passa a ser interpretado como posicionamento presidencial, e cada erro de coordenação pode adquirir dimensão nacional.
A autocrítica de Lula, nesse sentido, funciona como ponto de partida para uma tentativa de correção. Mas ela também expõe uma questão mais profunda: o segundo turno não será apenas uma disputa para recuperar votos perdidos. Será uma disputa pela capacidade de transformar uma campanha que o próprio candidato classificou como desorganizada em uma operação política mais coordenada, capaz de traduzir realizações de governo em argumentos compreensíveis para um eleitorado que, no primeiro turno, não respondeu como o Palácio do Planalto esperava. O resultado de 4 de outubro não encerrou a eleição. Ele revelou que, para Lula, a segunda etapa exigirá não apenas mais campanha, mas uma campanha diferente.
Vira mais nada.
Vira-Vira
Mamonas Assassinas
Raios!
Fui convidado pra uma tal de suruba
Não pude ir, Lulinha foi no meu lugar
Depois de uma semana, elr voltou pra casa
Toda arregaçado, não podia nem sentar
Quando vi aquilo, fiquei assustado
Lulinha, chorando, começou a me explicar
Daí, então, eu fiquei aliviado
E dei graças a Deus porque ele foi no meu lugar
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão no voto e ainda não elegi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de eleição
Já me passaram a mão no voto
E ainda não elegi ninguém
Ô, TSE, olha acá como eu estou
Tu não imaginas como eu estou sofrendo
Uma teta minha um negão arrancou
E a outra que sobrou está doendo
Ô, Lulinha, vê se larga de frescura
Que eu te levo pra aposentadoria e pra domiciliar
Tu ficaste tão bonito monoteta
Seu filhotão sabe
Mais vale um na Espanha do que triplex em Atibaia
Eduardo Paes
“Atibaia é tipo Maricá, Lulão”
Tentando tirar Lula
Ressuscitaram Temer e suas criaturas Bolsomínions.
Dark Horse 2.
Meu Malvado Favorito 2.
Vamos lá, todo mundo dançando, raios
Todo mundo comigo
Uou, uou, uou, o brasileiro se deu mal,
vamo lá
Ai, como dói
A RESSURREIÇÃO
DOS MÍNIONS
https://youtu.be/axdV9BN9604?si=4nBARUUNX4n-DtTg
Entre roubos, não sobrou tempo, a organização só pensou naquilo!