
Político teve forte influência digital nas ações de engajamento
Ítalo Leite
Folha
André Janones (Rede-MG) afirmou que não pretende ser ministro no governo Lula. A declaração foi dada em uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (1º), que abordou a atuação do deputado federal na campanha digital no 2º turno do então candidato do PT. “Eu não vou aceitar ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, afirmou o parlamentar.
Na entrevista, que aconteceu dias após a vitória de Lula no domingo (25), em outubro, Janones também abordou o impacto do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado por ele para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.
“EXÉRCITO DO LULA” – O deputado falou sobre sua declaração ao Fantástico no canal “Exército do Lula”, no início da madrugada desta segunda-feira (2). Janones afirmou, por meio de um áudio, que sua atuação política poderia ficar limitada em um eventual ministério, o impedindo de “ser um guerrilheiro”, como apontou, na frente de defesa do governo.
“Eu preciso continuar entregando para o presidente o que ele espera do nosso exército. Nós vencemos uma batalha. A guerra não foi vencida ainda. Agora, a gente precisa dar governabilidade para o presidente, para ele não vivenciar o que ele vivenciou nos últimos quatro anos, onde ele derrubou a inflação, melhorou as taxas de emprego e não foi reconhecido”, defendeu o deputado.
O advogado comentou ainda na entrevista sobre sua relação com figuras da direita, como Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito em Minas Gerais. “É um cara que está se propondo a fazer o que o país precisa muito, que é pacificar, que é superar essa questão ideológica, essa polarização que tem feito tão mal para o povo brasileiro”, disse Janones sobre Cleitinho.
LEALDADE – O deputado falou ainda sobre a possibilidade de deixar seu atual partido, o Rede Sustentabilidade. “Eu vou ficar na Rede Sustentabilidade. Por dois motivos. Primeiro, porque eu prezo muito pela minha independência. Segundo, porque eu sou um cara muito leal. Eu não solto as mãos daqueles que me estenderam as mãos”, comentou.
Durante o discurso da vitória na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula agradeceu a atuação do deputado e o chamou de general. O presidente também afirmou que a comunicação digital terá espaço importante em seu novo governo.
Nas últimas semanas que antecederam as eleições do 2º turno, o canal de Janones ganhou projeção entre os apoiadores do petista, especialmente após Lula ficar atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição. A iniciativa se tornou uma das ferramentas de mobilização digital da campanha, com o objetivo de ampliar a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente.
MILHÕES DE SEGUIDORES – Janones envia mensagens e vídeos aos participantes, que são incentivados a compartilhar publicações e convidar novos integrantes. Durante a campanha do segundo turno, o canal ultrapassou a marca de dez milhões de seguidores. A iniciativa também foi alvo de questionamentos da campanha adversária na Justiça Eleitoral.
Natural de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, Janones ganhou projeção nacional em 2018, durante a greve dos caminhoneiros, quando publicou vídeos sobre a paralisação nas redes sociais. Naquele ano, foi eleito deputado federal por Minas Gerais pelo Avante, com 178.660 votos. Antes de entrar na política, atuou como advogado e afirma ter prestado assistência jurídica gratuita a pessoas que buscavam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2022, Janones lançou uma pré-candidatura à Presidência, mas desistiu da disputa para apoiar Lula ainda no primeiro turno e integrar a estratégia digital da campanha petista. Foi reeleito deputado federal naquele ano e novamente em 2026, com 78.780 votos em Minas Gerais.
Douglas Almeida
Trabalha na empresa Vistoriador online
Estudou na instituição de ensino UNINOVE
🚨👮♂️ “ENTREI NA POLÍCIA PARA TRABALHAR, NÃO PARA FAZER AMIZADE!” 😳👏
Uma declaração do delegado Rafael Bianchi chamou atenção ao comentar uma investigação que resultou na detenção de colegas da própria corporação! ⚖️🇧🇷
🎙️ Durante entrevista à Rede Mais, o delegado falou sobre os desafios de investigar pessoas que trabalham na mesma instituição.
👮♂️ O caso aconteceu em junho de 2026 e envolveu a detenção de um delegado e de outros integrantes da corporação.
⚖️ Bianchi destacou que a responsabilidade profissional e o compromisso com a lei devem estar acima de qualquer amizade ou vínculo pessoal.
💬 “ENTREI NA CORPORAÇÃO PARA TRABALHAR, NÃO PARA FAZER AMIZADE!”
🇧🇷 A declaração levanta uma discussão importante sobre ética, imparcialidade e responsabilidade no serviço público.
👏 AFINAL, A LEI DEVE VALER PARA TODOS, INDEPENDENTEMENTE DO CARGO OU DA PROFISSÃO!
🤔 AGORA QUERO SABER: VOCÊ CONCORDA COM A POSTURA DO DELEGADO DE INVESTIGAR ATÉ MESMO OS PRÓPRIOS COLEGAS?
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🎥 Fonte: Rede Mais.
#PoliciaCivil #Delegado #Justica #SegurancaPublica #EticaProfissional Brasil Noticias
A famílícia não dorme hoje.
Estão todos com o kou na mão…
Kkkkkkk
E dá-lhe Rivotril!
Se os democratas ganharem, vai ser a metamorfose do laranjão: o homem vai ser espremido até virar suco de M.
Vai fazer o maior fuzuê da história.
O escroto é capaz de jogar até bomba atômica nos outros.
Como fala o Sr. Panorama:
PRESTA ATENÇÃO, BRASIL!
José Luis
URGENTE:
As pesquisas finais (véspera das midterms de 3 de novembro de 2026) mostram os democratas à frente de forma clara, especialmente na Câmara e com boas chances no Senado.
NYTimes
Câmara dos Representantes (generic ballot nacional)
A média das pesquisas coloca os democratas na frente por cerca de 8 a 9 pontos (em torno de 52% Dem vs 43% Rep). Exemplos recentes:
NBC News: 52%–45%
Emerson College: 52%–42%
Reuters/Ipsos: cerca de 52%–44% ou 53%–44%
AtlasIntel: 55,5%–41,4%
Modelos de previsão dão aos democratas 80% a mais de 90% de chance de conquistar a maioria na Câmara (eles precisam de poucos ganhos, já que os republicanos têm maioria estreita). Projeções de cadeiras variam, mas indicam ganhos substanciais.
Anews
Senado
Os republicanos têm 53 cadeiras hoje. Os democratas precisam de um ganho líquido de 4 cadeiras para a maioria (o vice-presidente JD Vance quebra empate 50-50).
As pesquisas finais do New York Times/Siena nos 7 estados mais importantes mostram os democratas à frente em todos:
Estado
Candidato Dem
Resultado
Vantagem
Michigan
Abdul El-Sayed
53%–42%
+11
Texas
James Talarico
50%–43%
+7
Maine
Troy Jackson
51%–45%
+6
Ohio
Sherrod Brown
49%–44%
+5
Kansas
Adam Hamilton
49%–44%
+5
Alasca
Mary Peltola
48%–46%
+2
Iowa
Josh Turek
48%–47%
+1
Vários desses estados (Texas, Kansas, Ohio etc.) são tradicionalmente republicanos, o que torna o cenário favorável aos democratas. Modelos de previsão dão entre 60% e cerca de 80% de chance aos democratas de tomarem o Senado, dependendo do modelo (alguns como o Silver Bulletin/Nate Silver estão na faixa mais alta).
Newsweek
Contexto geral
A aprovação de Trump está bem baixa (na faixa de 32–39% de aprovação, com desaprovação acima de 60% em várias pesquisas). O custo de vida e a economia aparecem como os principais temas. Isso reforça o cenário típico de midterms (partido no poder perde cadeiras), potencializado pela impopularidade do presidente.
USA Today
As prévias/pesquisas apontam para uma noite favorável aos democratas, com a Câmara praticamente decidida a seu favor e o Senado bem disputado, mas com vantagem democrática nas pesquisas finais. Como sempre, pesquisas podem errar (especialmente em estados vermelhos), e o resultado real sai amanhã.
O bolsonarismo perdeu a soberania isolada sobre as dinâmicas de engajamento por impacto e velocidade
O advento do “Exército do Lula” liderado por André Janones representou uma quebra no monopólio que o bolsonarismo detinha sobre as principais táticas de guerrilha digital nas campanhas eleitorais brasileiras.
Análises de especialistas e cientistas políticos apontam que, embora o bolsonarismo continue sendo uma força digital robusta, a estratégia janonista neutralizou o que antes era um diferencial assimétrico da direita de duas formas principais:
Simetria de Intensidade e Algoritmo: Tradicionalmente, a esquerda focava em conteúdos propositivos ou institucionais de longo formato.
Janones implementou uma estrutura de “comandos e missões diárias” via WhatsApp (reunindo mais de 10 milhões de pessoas) voltada para o engajamento rápido, criação de trends, lives massivas e o uso de cortes rápidos altamente emocionais. Isso forçou o algoritmo das plataformas a distribuir o conteúdo governista com o mesmo peso e velocidade que o da oposição.
Inversão da Pauta (Ataque vs. Defesa): O diferencial estratégico do bolsonarismo sempre foi ditar a agenda do debate público por meio do choque e da indignação.
O “janonismo” subverteu essa lógica ao colocar o bolsonarismo na defensiva, focando a comunicação na exploração exaustiva de contradições, falas errôneas e gerando forte rejeição aos adversários de forma antecipada.
Contrapontos e Limitações do Modelo
Apesar do sucesso em pulverizar a exclusividade estratégica da direita, pesquisadores alertam para as diferenças estruturais que impedem que o modelo da esquerda seja considerado uma substituição permanente:
Sustentabilidade Emocional: Estudos indicam que o modelo do “Exército do Lula” operou em sistema de “onda de curto prazo”.
Enquanto a militância bolsonarista demonstra um engajamento orgânico de longo prazo baseado em identidade cultural e ideológica constante, o grupo de Janones tendeu ao desgaste e à desmobilização após o cumprimento do objetivo eleitoral, devido ao alto custo emocional exigido dos participantes.
Institucionalização: O bolsonarismo estruturou um ecossistema midiático paralelo e permanente (composto por influenciadores locais, canais de cortes e páginas de nicho).
O janonismo, por outro lado, demonstrou ser uma tática centralizada na figura e no ritmo do próprio deputado, o que dificulta sua replicação institucional contínua fora dos períodos de pico eleitoral.
Portanto, o bolsonarismo perdeu a soberania isolada sobre as dinâmicas de engajamento por impacto e velocidade, mas preserva uma capilaridade orgânica e de longo prazo que a esquerda ainda enfrenta dificuldades para manter de forma permanente.
Texto relevante.