
Caiado tem um pelotão de 51 policiais à sua disposição
Ana Gabriela Oliveira Lima
Folha
O Ministério Público de Goiás propôs uma ação contra o pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, pelo que foi considerado emprego excessivo de policiais militares do estado como seguranças dele e de familiares. Segundo o órgão, a conduta configura ato de improbidade administrativa causador de enriquecimento ilícito e lesão ao erário.
O pelotão de 51 policiais foi divulgado pela Folha, que teve acesso a um documento que aponta gasto total com o salário dos agentes de R$ 797,5 mil por mês, fora acréscimos de funções comissionadas, gratificações e diárias.
RESSARCIMENTO – A petição do Ministério Público foi enviada pela promotora Leila Maria de Oliveira. Ela pede o ressarcimento ao erário dos gastos com a medida e a suspensão dos agentes que extrapolam a previsão legal. A ação mira Caiado, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, também beneficiária do esquema de segurança, e o coronel Marco Aurélio Godinho, secretário-chefe da Casa Militar de Goiás.
A Folha tentou o contato com Godinho, por meio da Casa Militar, e com as assessorias de Ronaldo e Gracinha Caiado, que não responderam até a publicação da reportagem. Questionado anteriormente sobre o efetivo, o ex-governador afirmou que ‘escolta não é mordomia’ e falou da necessidade de segurança em razão de sua gestão ter combatido o crime organizado.
PORTARIA – Em 1º de abril, um dia após a renúncia de Caiado do governo de Goiás para concorrer à Presidência, Godinho assinou no Diário Oficial do estado uma portaria com novas regras para a segurança de ex-governadores. Ele estipulou que as ações também se estendem a familiares do ex-governador, que pode indicar quais policiais militares vão compor a equipe, em caso de disponibilidade.
A portaria determinou ainda que ficam a cargo da Casa Militar do estado “a estrutura de transporte e hospedagem”, assim como “os demais recursos logísticos necessários à execução das medidas de segurança”. O benefício é válido pelo tempo em que o político tiver exercido o cargo de governador, desde que o período seja superior a três anos. Caiado ficou no cargo por sete anos e três meses.
O Ministério Público diz que a portaria “ampliou indevidamente o rol de beneficiários da proteção estatal e possibilitou o emprego de recursos públicos para finalidades estranhas ao interesse público”.
PREVISÃO LEGAL – O órgão afirma não haver previsão legal para que a garantia se estenda a familiares do ex-governador e acrescenta que os fatos têm “especial relevância diante da circunstância de que sua ocorrência coincide com período de intensa atividade de campanha político-eleitoral dos beneficiários”, em referência à pré-campanha de Caiado à Presidência e de Gracinha ao Senado.
O Ministério Público manifestou o entendimento de que a regra estadual mantém norma estipulada em 2011 que previa quatro seguranças a ex-governadores e conclui que a ampliação a familiares inovou “na ordem jurídica em matéria não autorizada” pela Constituição Estadual.
O órgão cita ainda diárias da Secami (Secretaria de Estado da Casa Militar), responsável pelo serviço, no estado de São Paulo, para onde Caiado se mudou para coordenar a pré-campanha à Presidência.
TUTELA DE URGÊNCIA – A peça pede a concessão de tutela de urgência para suspender os efeitos da portaria e limitar o quantitativo de segurança a quatro agentes para o ex-governador, sem extensão aos familiares.
Solicita ainda a incompatibilidade da portaria de Godinho e, no final do processo, a condenação dele, de Caiado e de Gracinha por improbidade administrativa, com ressarcimento integral dos danos, ainda a serem calculados, ao erário. O valor da causa é de R$ 1.290.856,55. A promotora Leila Maria de Oliveira já foi alvo do ex-governador, que criticou, em 2025, uma ação dela questionando a falta de licitação em obras no estado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como é que o Caiado se mete numa burrice desse tipo, totalmente desnecessária?Deveria ter recusado essa “cortesia” do seu substituto no governo de Goiás. Foi uma mancada sem tamanho. (C.N.)
Mas essa gente estão mal acostumadas em meter as mãos nos bolsos dos contribuintes , uma vez que o ex-governador e pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado é carreirista e velhaco na política , tanto é que encheu a administração do Estado de Goiás com parentes apaniguados , para ajuda-los a saquearem e roubarem os cofres públicos de Goiás na forma da Lei .
Barba lidera, no 1º turno, com 46,3%, seguido de Flávio com 36,6%.
E Caiado, com 2,9%, é uma piada.
Pesquisa Atlas/Bloomberg
“Chapa Caiado-Kassab é fadada ao fracasso e sinal de ‘debilidade’”
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Nem o camisa 9 da Seleção escapou da turma do Flávio. 🚨
Richarlison comprou uma mansão de R$ 10 milhões. Pagou, documentou, é dono. Só que, por trás dele, apareceu a empresa de Willer Tomás, advogado e amigo pessoal do senador Flávio Bolsonaro, reivindicando a posse do imóvel com base num papel de 1968.
Coincidência? Flávio visitou a mansão antes da compra do jogador. Depois, voltou ao local acompanhado do próprio Willer Tomás — que, “coincidentemente”, se interessou pelo imóvel. Resultado: Richarlison, mesmo sendo o dono, está brigando na Justiça para não perder o que é seu.
Se um jogador da Seleção Brasileira, com dinheiro, advogado e visibilidade, precisa gravar vídeo e marcar senador nos stories para tentar reaver seu próprio patrimônio, imagina quem não tem microfone.
Fica a pergunta: quantas outras “disputas de posse” envolvendo amigos do clã Bolsonaro andam por aí, silenciosas, contra quem não tem 32 milhões de seguidores para denunciar?
Flávio nega qualquer envolvimento no processo e diz manter apenas amizade com Willer Tomás. A Justiça ainda vai decidir o caso.
Seria combinado e proposital, à exemplo do “Fator Michele”, como num acocorado abre-alas à tsunami vermelho?