O silêncio após o amor, na poesia romântica de J.G. de Araújo Jorge

Tribuna da Internet | Uma poética confissão de amor, por J.G. de Araújo  JorgePaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, político e poeta acreano José Guilherme de Araujo Jorge (1914-1987) ou, simplesmente, J. G. de Araújo Jorge, ficou conhecido como o Poeta do Povo e da Mocidade, por sua mensagem social e política e por sua obra romântica, como no poema “O Resto é Silêncio”, no qual  J.G. sabe que estão um no outro, com se estivessem sozinhos, o resto é silêncio.

O RESTO É SILÊNCIO
J.G. de Araújo Jorge

E então ficamos os dois em silêncio,
tão quietos como dois pássaros na sombra, recolhidos ao mesmo ninho,
como dois caminhos na noite,
dois caminhos que se juntam
num mesmo caminho…

Já não ouso… já não coras…
E o silêncio é tão nosso,
e a quietude tamanha
que qualquer palavra bateria estranha
como um viajante, altas horas…

Nada há mais a dizer,
depois que as próprias mãos
silenciaram seus carinhos…
Estamos um no outro
como se estivéssemos sozinhos…

One thought on “O silêncio após o amor, na poesia romântica de J.G. de Araújo Jorge

  1. O amor morre com a rotina
    =====================

    Sem jeito nos abraçamos
    Nossos corpos se enlaçaram
    Breve tempo assim ficamos
    E nossos lábios se tocaram

    Beijamos um beijo molhado
    Com sabor não sei de quê
    Era morno e condimentado
    Com o tempero de você

    Afagos e carícias trocamos
    Todo o gozo do amor tivemos
    Mas à rotina nos acostumamos
    E, pouco a pouco, o perdemos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *