
Charge do Claudio (Folha)
Pedro do Coutto
A decisão da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), de manter neutralidade na disputa presidencial de 2026 representa um revés importante para a candidatura de Flávio Bolsonaro. Não porque os dois partidos tenham rompido definitivamente com o campo político da direita, mas porque escolheram não colocar a estrutura nacional de suas máquinas partidárias a serviço do projeto presidencial do filho de Jair Bolsonaro.
Na prática, Flávio perde um apoio que poderia ampliar seu tempo de propaganda no rádio e na televisão, fortalecer sua presença territorial e oferecer uma estrutura política mais ampla para enfrentar a eleição de outubro. É importante, contudo, compreender a dimensão exata do movimento.
POSIÇÕES DIFERENTES – A decisão da União Progressista não significa que União Brasil e PP estejam, em todos os estados, contra Flávio Bolsonaro. Em São Paulo, por exemplo, os diretórios estaduais das duas legendas oficializaram apoio à candidatura do senador. A posição nacional é outra: a federação prefere manter-se neutra na corrida presidencial e preservar liberdade para seus integrantes nas disputas estaduais. Essa diferença entre o plano nacional e o regional é reveladora da estratégia adotada pelo Centrão.
O cálculo é essencialmente pragmático. Partidos como União Brasil e PP não costumam organizar suas estratégias nacionais apenas em torno de afinidades ideológicas. Seu principal ativo é a capacidade de negociação política. Ao evitar um compromisso antecipado com Flávio, a federação mantém abertas as portas para diferentes cenários eleitorais e preserva espaço de negociação para 2027, quando estarão em jogo a formação do novo governo, a composição do Congresso e a disputa pelo comando das duas Casas legislativas.
É justamente aí que está o significado político mais profundo do episódio. O bolsonarismo continua capaz de mobilizar uma parcela expressiva do eleitorado e de produzir uma identidade política reconhecível, mas isso não significa que consiga, automaticamente, converter essa força social em uma coalizão partidária nacional. Uma eleição presidencial exige mais do que militância digital, capacidade de mobilização nas redes e um eleitorado fiel. Exige palanques, alianças, recursos, capilaridade e uma articulação capaz de atravessar diferentes regiões e interesses.
LIMITES NATURAIS – O problema de Flávio Bolsonaro, portanto, não está apenas no tempo de televisão que deixa de conquistar. Está na dificuldade de construir uma candidatura que ultrapasse os limites naturais do bolsonarismo mais fiel. A televisão e o rádio continuam relevantes, especialmente para alcançar eleitores menos conectados às redes sociais, e a ausência de grandes partidos na aliança nacional reduz a capacidade de comunicação da campanha. Segundo levantamento publicado pela Folha, caso permaneça isolado, Flávio poderá ter cerca de 20% menos tempo de propaganda eleitoral do que Luiz Inácio Lula da Silva.
O episódio também evidencia uma contradição que acompanha a candidatura desde o início. De um lado, Flávio precisa preservar a identidade política construída pelo pai e manter mobilizada a base bolsonarista. De outro, precisa convencer setores mais moderados do eleitorado e partidos do Centrão de que sua candidatura pode ser competitiva e eleitoralmente segura. O desafio é encontrar um ponto de equilíbrio entre fidelidade ao núcleo duro do bolsonarismo e capacidade de ampliar a própria base.
MODERAÇÃO – Essa equação já havia aparecido nas negociações anteriores. Em abril, quando PP e União Brasil ainda sinalizavam aproximação, as condições colocadas pelas lideranças partidárias envolviam justamente a necessidade de uma campanha mais moderada e menos dependente do discurso radical. A mudança de cenário mostra como a construção da candidatura de Flávio permanece sujeita a cálculos políticos que vão muito além da relação familiar com Jair Bolsonaro.
Há ainda um componente simbólico que não pode ser ignorado. Durante anos, o bolsonarismo se apresentou como uma força capaz de desafiar o sistema político tradicional. Agora, seu principal candidato precisa justamente desse sistema para ampliar suas chances eleitorais. A dependência de partidos do Centrão, do tempo de propaganda e das alianças regionais expõe um paradoxo: a força que nasceu em oposição à política tradicional precisa negociar com ela para chegar ao Palácio do Planalto.
O afastamento nacional de União Brasil e PP também deve ser lido dentro de uma disputa mais ampla pela reorganização da direita brasileira. O Centrão não parece disposto a entregar antecipadamente seu capital político a uma candidatura que ainda enfrenta dificuldades para consolidar alianças e definir sua chapa. A recusa da senadora Tereza Cristina em ser vice de Flávio, por exemplo, acrescentou outra dificuldade à construção da chapa presidencial e reforçou a percepção de que o PL ainda precisa ampliar sua capacidade de articulação.
APROXIMAÇÕES FUTURAS – Isso não significa, evidentemente, que a eleição esteja decidida ou que o bolsonarismo tenha perdido sua capacidade de competição. Política eleitoral é dinâmica, e alianças podem ser refeitas. O próprio comportamento do Centrão demonstra isso: a neutralidade de hoje não impede aproximações futuras, especialmente se as pesquisas, os palanques estaduais ou a conjuntura política alterarem os cálculos dos partidos.
Mas há uma diferença importante entre ter força eleitoral e conseguir organizar uma candidatura presidencial competitiva. Flávio Bolsonaro terá de demonstrar que pode fazer essa transição. Seu desafio não será apenas manter o eleitorado que herdou do pai, mas convencer uma parcela maior do país de que sua candidatura tem condições de vencer. Para isso, precisará construir uma coalizão que vá além do núcleo mais fiel do bolsonarismo.
O episódio envolvendo União Brasil e PP, nesse sentido, funciona como um sinal de alerta. O Centrão não está necessariamente abandonando a direita, muito menos rompendo com o bolsonarismo em todos os estados. Está, antes, recusando-se a apostar todas as fichas, neste momento, em uma candidatura presidencial que ainda não conseguiu reunir uma frente partidária nacional robusta.
RECADO – Na política brasileira, essa diferença é decisiva. O apoio popular pode lançar uma candidatura, mas são as alianças que frequentemente determinam sua capacidade de sobreviver à campanha. Ao chegar à reta decisiva sem o apoio nacional de dois dos maiores partidos do Centrão e ainda enfrentando dificuldades para completar sua chapa, Flávio Bolsonaro recebe um recado claro: o sobrenome Bolsonaro continua sendo um ativo eleitoral, mas já não basta, sozinho, para organizar ao seu redor o conjunto da direita e do centro político.
O golpe, portanto, é menos sobre a propaganda eleitoral e mais sobre a demonstração de força. Ao escolher a neutralidade, União Brasil e PP preservam seus próprios interesses e deixam Flávio diante de uma tarefa que pode ser a mais difícil de sua campanha: provar que o bolsonarismo, sem Jair Bolsonaro como candidato, continua capaz de construir uma maioria política nacional.
O centrão é igual a prostituta, quem paga mais leva
Aliás, o centrão já negociou com o Lula e se o Ladrão for eleito o centrão vai governar. O Ladrão e a Esbanja vão só passear.
No desespero, Flávio se arrasta aos pés de Micheque implorando por perdão e apoio
Flávio procurou descaradamente se retratar com Michelle, pediu desculpas e suplicou o apoio dela para fortalecer sua candidatura, que não decola.
Resta saber se Michelle cairá na conversa de Rachadinha, sabendo que o caráter dele é mais falso do que uma nota de três dólares.
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Mas, sendo o que de fato são, a retratação pode ter sido apenas um jogo de cena
O pedido público de desculpas e apoio a Micheque parece mais um teatro político para tentar ludibriar bolsotários mais radicais.
Nos bastidores, contudo, é provável que tenha ocorrido efetivamente uma negociação com proposta ($) e promessas de vantagens em troca do ora ‘valiosíssimo’ apoio eleitoral dela.
Acorda, Brasil! Presta Atenção!
Ótima notícia. Quanto mais distante do Centrão o Flávio estiver, melhor. Ciro “Nojeira” e o pastor petralha do Republicanos são dois corruPTos carimbados. Para atrapalhar, basta estar obrigado a aturar o Gagaldemar.
Distanciamento
No PL, aliados classificam articulação de Flávio com Centrão como ‘tragédia’ e já admitem candidatura avulsa.
Após fracasso com União Progressista, dirigentes veem vitória de Lula por apoios e Republicanos e Podemos mais distante.
(O Globo)
Centro, ou “bucha”, conforme:
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Flávio Bolsonaro emitiu 41 notas fiscais e quer ser candidato sem dizer quanto recebeu e quem pagou
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está, de novo, às voltas com o Banco Master. Dessa vez, não é áudio, vídeo ou conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro. São notas fiscais. Quem emitiu? O próprio senador.
A história começa há cinco anos. Eleito em 2018 para oito anos de mandato no Senado, o filho mais velho de Jair Bolsonaro entendeu que era possível ter atuação parlamentar e, ao mesmo tempo, abrir um escritório de advocacia. Fez isso em abril de 2021.
O endereço da empresa individual tem quatro consoantes: SMDB. Em Brasília é a sigla para o Setor de Mansões Dom Bosco, localidade onde está a casa de Flávio Bolsonaro. Ou seja, o senador teoricamente tem um home office.
A existência do tal escritório veio a público quando o próprio político disse que essa era uma das suas fontes de renda. Fazia parte da explicação da origem de recursos para quitar a mansão comprada com financiamento do Banco Regional de Brasília.
Agora, sabe-se que a Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia emitiu, entre 2021 e 2025 pelo menos 41 notas fiscais. Três delas vieram a público. Uma, no valor de R$ 500 mil, seria fruto de uma consultoria jurídica. Outras duas, de mesmo valor, foram emitidas, mas canceladas na sequência.
O que tem de relevante nisso? As notas foram emitidas para empresas que estão vinculadas ao caso Master.
Uma nota oficial, um vídeo e uma live em rede social. Neles pragueja contra quem quer criminalizar sua atividade como advogado, fala em perseguição para afastar a família Bolsonaro da presidência. Mas o que realmente interessa Flávio não conta.
O senador prestou consultoria a empresas e recebeu por isso durante o governo de Jair Bolsonaro?
Os serviços tinham relação com a gestão do pai?
Quem são os clientes para quem o senador emitiu notas fiscais?
Que tipo de serviço prestou?
Deu consultoria de verdade ou apenas aconselhamentos de boca por R$ 500 mil?
Onde estão as provas de que o serviço existiu e foi prestado?
Até agora só se conhecem três notas fiscais. E as outras 38? Há novas notas neste ano de campanha eleitoral?
A lista de perguntas é longa. As respostas ainda não apareceram.
Se voltasse no tempo, nos idos de 2011, Flávio Bolsonaro iria se deparar com um político que se comportou como ele faz agora. Naquele ano, o então ministro da Casa Civil do governo Dilma, Antonio Palocci, tinha uma empresa, a Projeto.
E quando seu negócio veio a público alegou sigilos e confidencialidades para não dar detalhes das consultorias que fez. Palocci virou ex-ministro e mais tarde caiu na Lava Jato.
Flávio Bolsonaro também se esconde na sombra do segredo da atividade de advogado. Mas quem quer ser presidente da República precisa ter tudo aberto e passível de escrutínio do eleitor. Do contrário, a dúvida vira suspeita e o voto pode não vir.
O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 24/07/2026 | 09h30 Por Francisco Leali
https://www.estadao.com.br/politica/francisco-leali/flavio-bolsonaro-emitiu-41-notas-fiscais-e-quer-ser-candidato-sem-dizer-quanto-recebeu-e-quem-pagou/
Quanto Flávio vai pagar pelos novos 37,5% de Trump? E que candidato vai lucrar?
Somadas, as duas novas taxas vêm no pior momento de Flávio, alvo dos erros dele próprio, dos irmãos e de aliados e sem respostas convincentes
Duas perguntas rondam a política e as eleições de outubro no Brasil. Quanto as novas tarifas de 37,5%, aplicadas por Trump a produtos brasileiros, vão custar a Flávio Bolsonaro? E quem pode se beneficiar com a fragilidade crescente de Flávio, só Lula?
O novo ataque de Trump é um desastre histórico, empurra o Brasil mais e mais para a China e novos mercados e não pode, nem vai passar em branco nas eleições, como o próprio Flávio percebeu e tentou reverter, sem sucesso.
Escaldado pelo efeito do tarifaço de 50% na sua candidatura, Flávio intercedeu junto ao governo Trump para adiar os novos ataques ao Brasil para depois das eleições. Não deu certo e ele acionou o Plano B, de jogar a culpa no governo e em Lula. Também não está funcionando.
Assim, a soma dos 25%, sob alegação de “competição ilegal”, com mais 12,5%, sob o pretexto de “trabalhos forçados”, tende a cair no colo e nos índices de Flávio — como os 50% de 2025.
Ou os empresários e empregados afetados desconhecem os responsáveis e a gênese dos três tarifaços?
E mais: a taxação de 12,5% desabou no Brasil e na eleição justamente no dia em que o ministro André Mendonça, relator do escândalo Master, autorizou o STF a investigar a origem e o destino dos milhões de reais de Daniel Vorcaro para Flávio. Segundo ele, foram para o filme Dark Horse. Será?
As novas taxas vêm no pior momento de Flávio, alvo dos erros dele próprio e dos irmãos, todos sem respostas convincentes. Tanto que ele, sempre na defensiva, já desistiu de tentar explicar o inexplicável e de convencer alguém. Vai convencer a PF, a PGR e o STF?
Toda vez que Flávio abriu a boca não esclareceu nada e não apresentou dados e provas sobre rachadinhas, milícias, loja de chocolate, múltiplos imóveis, mansão e, agora, Vorcaro, Dark Horse, “pagamentos advocatícios”…. Como as relações da família com Trump e as consequências para o Brasil.
O “pedido de desculpas” para Michele só veio um mês depois do vídeo em que foi acusado por ela de “humilhá-la” e tratá-la como “idiota”. Demorou, não explicou e confirmou o que a sociedade já sabia, ou intuía: quem falou a verdade e quem mentiu.
Eis a síntese: Flávio faz, leva um susto quando estoura, reage negando e não consegue consertar.
Sua candidatura parece fazer água por todo lado e, se Lula tem sido o beneficiário mais óbvio, há alguém disputado a colheita: Ronaldo Caiado, do PSD.
O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 23/07/2026 | 21h26 Por Eliane Cantanhêde
O Pedro do Coutto está feliz. Vai ter mais quatro anos de Secom para sobrevier.
Eliane Cantanhede é uma jornalista macumbeira, só vive cantando ponto de macumba pra fazer o bolsonarismo subir.
Dona Eliane, a senhora está botando litro de cachaça no despacho pra pessoa e na encruzilhada errada.
Será que esse Pedro Couto também mama nas tetas da Lei Rounet? Se manca, não existe espaço no Brasil para a turma do muro e larápios. A solução é votar na direita ou deixar esse filho de uma figa, larápio nove dedos continuar roubando o dinheiro desse suado povo brasileiro. Não há outra saída. Tenho dito.