Candidato afirma que a prestação de contas “já aconteceu”
Marcelo Copelli
Revista Fórum
Flávio Bolsonaro diz que “Dark Horse” é página virada. As contas, porém, continuam abertas. Em uma coletiva no Mercado Municipal de São Miguel Paulista, o senador e candidato à Presidência afirmou que a prestação de contas do filme “já aconteceu”. Não detalhou quanto foi efetivamente gasto, quem financiou a produção, por onde os recursos circularam nem quais documentos sustentariam sua afirmação. Limitou-se a dizer que um material teria vazado de um processo e que estaria tudo em ordem.
A afirmação contrasta com um compromisso assumido pelo próprio candidato. Em 19 de maio, diante da repercussão sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e os recursos destinados à produção sobre a trajetória política do pai, Flávio havia anunciado que a produtora apresentaria um relatório detalhando as despesas e a destinação dos valores.
PRAZO NÃO CUMPRIDO – O prazo terminou em 18 de junho. Mais de dois meses depois, esse detalhamento não veio. Em seu lugar, Flávio tomou como suficiente um material que já constava de outro processo e que não responde integralmente às perguntas que deram origem à cobrança. O ponto central está aí: sua declaração procura tratar como encerrada uma apuração que os elementos apresentados ainda não permitem esclarecer por completo.
Trata-se de uma perícia privada, contratada pela defesa da produtora, que aponta custo de aproximadamente R$ 75 milhões — R$ 20,9 milhões gastos no Brasil e o restante nos Estados Unidos. O laudo atribui a origem dos recursos analisados ao Havengate Development Fund, veículo americano administrado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, e sustenta que os valores examinados têm natureza privada.
O ponto decisivo está no que a perícia não esclarece. O documento não identifica integralmente os financiadores por trás do fundo nem oferece documentação suficiente para reconstruir, de ponta a ponta, a movimentação dos recursos. A lacuna ganha relevância porque o Banco Master, de Daniel Vorcaro, transferiu ao Havengate cerca de US$ 10,6 milhões — aproximadamente R$ 61 milhões — em operação relacionada ao financiamento da produção.
RESPOSTA PARCIAL – Um laudo que informa quanto foi gasto, mas não esclarece integralmente a origem dos recursos, não corresponde ao detalhamento que havia sido anunciado. É uma resposta parcial apresentada como suficiente. O ponto não é impedir Flávio de afirmar que as contas estão corretas. É exigir que essa afirmação seja acompanhada da documentação capaz de sustentá-la.
O compromisso anunciado ia além de informar o custo total da obra. Envolvia esclarecer como os recursos entraram, por onde circularam e a quem foram destinados — além de colocar à disposição das autoridades brasileiras os valores relacionados a Vorcaro. Nada disso está suficientemente esclarecido na perícia, nem foi detalhado na declaração do candidato. Há uma cifra, mas não há rastreabilidade suficiente para reconstruir toda a operação. Sem possibilidade de conferência independente, a transparência permanece incompleta.
Diante dessa lacuna, Flávio preferiu deslocar o foco para fatos e personagens de outras investigações, em vez de detalhar a origem e a destinação dos recursos que estão no centro da controvérsia. Essa mudança de eixo, porém, não responde às perguntas que permanecem abertas sobre os cerca de R$ 61 milhões transferidos por Vorcaro para o fundo relacionado à produção.
REPASSES – A controvérsia tampouco se limita ao debate político. A Polícia Federal apura os repasses relacionados à produção e eventual uso de emendas parlamentares em entidades ligadas à produtora, enquanto o episódio chegou à Câmara dos Deputados como objeto de fiscalização. Há, portanto, instituições formalmente examinando a origem e o trajeto de valores milionários enviados ao exterior. Nesse contexto, declarar o assunto encerrado não constitui uma conclusão: significa antecipar um desfecho que as investigações ainda não produziram.
A lisura de uma operação financeira se sustenta em documentos que possam ser examinados e confrontados, não apenas na palavra de quem dela participou. Se está tudo certo, como afirma o candidato, a resposta mais consistente seria apresentar os elementos que permitam essa verificação. É justamente isso que continua faltando.
Flávio pode sustentar que as contas estão corretas, contestar as investigações e considerar a controvérsia encerrada. Pode defender sua versão dos fatos e atribuir a outros as responsabilidades que entender cabíveis. O que não pode fazer é pedir que sua palavra ocupe o lugar dos documentos que a própria natureza da controvérsia exige.
RASTREAMENTO – Prestação de contas não é um ato de autoridade. Não se encerra quando quem deve explicações declara que já as deu. Exige que os números possam ser rastreados, os valores identificados e os documentos examinados por quem tem o direito de conferir. A transparência não nasce da confiança que o político reivindica, mas daquilo que ele consegue demonstrar.
É por isso que a questão permanece aberta. A explicação ainda não foi oferecida em toda a extensão que o compromisso anunciado exigia. No espaço público, uma controvérsia não se resolve por decreto: quando faltam elementos para conferir a conta, ela continua aberta.
É exatamente onde “Dark Horse” permanece: não na página que Flávio decidiu virar, mas na conta que ainda espera pelos documentos capazes de fechá-la.
O filme “Dark Horse” estréia no dia 11 de setembro. Não adianta a impren$a pix tentar intimidar.
https://www.imdb.com/pt/title/tt16390372/
O PERIGO DAS FAKE NEWS. Que país é este, Renato Russo ? Que violência é essa ? Que povo porra-louca é esse ? Que mentalidade maluca é essa, que parece sintomática ? Que covardia é essa ? Que crueldade é essa ? Que desumanidade é essa ? Que tragédia civilizatória de país e sociedade é essa ? Que classe política é essa que não se une nem mesmo diante da desgraça nacional para fazer o que tem que ser feito, como não fizeram durante décadas de omissão, não obstante o uso de golpes, ditaduras civil e militar ferrenhas, econômicas, midiáticas, estelionatos eleitorais, eleições e mais eleições, posto que não conseguiram e nem conseguem projetar nada sem projetar antes os próprios interesses pessoais em detrimento da solução do país e a da política, pela vida, pela consecução do bem comum de todos e pela convivência pacífica do conjunto da população ? Ora essa, se não têm desprendimento, nem culhões, nem interesse e nem projeto para fazer o que tem que ser feito pois então que me nomeiem, um homem simples do povo, vocacionado, como primeiro ministro com carta branca para fazer o que tem que ser feito, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, de graça, sem salário nenhum, apenas com ajuda de custo para sobreviver em Brasília e o misere que recebo do INSS, com a entrega do resultado em apenas 4 anos, com apoio de todos que realmente amam o nosso país e a nossa gente que, não obstante tudo, ainda acreditam que com projeto próprio, novo e alternativo posto em execução, podemos mais, muito mais, tendo como foco o sucesso pleno do bem comum do conjunto da população. https://www.facebook.com/reel/1044517801528018
Por falar em Bolsonaro, a impren$a pix esta caladinha sobre esse assunto…
COVID EXPOSTA: Aliado de Fauci admite ter escondido dados oficiais durante pandemia
https://www.youtube.com/watch?v=4iVv9eTcBnA
A verdade sempre aparece e a mentira também!
O Flavio Bolsonaro tem que prestar contas é para o Banco Master que foi quem emprestou o dinheiro. No máximo, ao Vorcaro. Ou todos que fizeram empréstimos no Master são ladrões e corruptos. Posso imaginar os aposentados que fizeram empréstimos no Master sendo condenados por corrupção pelo STF. Realmente, o Brasil é o país do futuro, lá pelo ano 3000, se o PT acabar logo.