A lição chilena sobre corrupção de ministros que o Supremo brasileiro não quis aprender

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    “A declaração de Nayib Bukele voltou a chamar atenção e reacendeu um debate que vai muito além de El Salvador. 🇸🇻

    Ao comentar sobre a necessidade de afastar juízes que considerava corruptos, o presidente salvadorenho afirmou que, sem remover esses magistrados, seria impossível

    “consertar o país”.

    Segundo Bukele, juízes envolvidos em corrupção poderiam formar uma espécie de “cartel” para bloquear reformas e proteger interesses dentro do próprio sistema.👨‍⚖️

    A fala é polêmica porque coloca uma questão delicada no centro do debate: até onde pode ir o poder de um Judiciário quando seus próprios integrantes passam a ser questionados?

    E esse assunto também encontra eco no Brasil.

    O Supremo Tribunal Federal atravessa uma das maiores crises de imagem dos últimos anos, em meio às revelações e disputas relacionadas ao caso Banco Master, além de questionamentos sobre o poder concentrado nas mãos dos ministros.

    Uma pesquisa recente do Datafolha mostrou que 76% dos brasileiros consideram que os ministros do STF têm poder excessivo.

    Nesse cenário, também chama atenção a atuação do ministro André Mendonça, conhecido por sua fé evangélica, que vem ocupando posição de destaque em algumas das discussões mais delicadas envolvendo o Supremo.

    A grande questão, no Brasil e em qualquer democracia, é como garantir que nenhum Poder esteja acima da lei — nem o Executivo, nem o Legislativo e nem o Judiciário.

    E você, concorda com Bukele ou acredita que uma declaração como essa pode colocar a própria democracia em risco❓

    Comente com respeito.”

    (Tiago Gomes TG)

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