Charge do Spacca (Instagram)
Fernanda Fonseca
CNN
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que informações privadas e sem relação com as investigações sejam retiradas dos materiais antes de eventual divulgação pública.
O pedido foi apresentado neste sábado (12), após a retirada do sigilo de dezenas de procedimentos ligados ao Banco Master. Os advogados dizem que não querem impedir a publicidade das investigações, mas defendem uma filtragem prévia para preservar conteúdos protegidos pela intimidade, pela vida privada ou por sigilo legal.
MENSAGENS ÍNTIMAS – A defesa cita imagens e informações de familiares de Vorcaro, inclusive dos filhos, e comunicações protegidas por sigilo profissional, como conversas com advogados. O documento também menciona a divulgação de mensagens íntimas trocadas entre Vorcaro e sua então namorada durante a Operação Compliance Zero. A ex-noiva e ex-namorada do banqueiro é a empresária, modelo e influenciadora digital Martha Graeff.
Conversas privadas entre os dois vieram a público após vazamentos de dados apreendidos em celulares de Vorcaro. Segundo a defesa, o episódio mostra que há risco de exposição de informações sem relação com os fatos investigados.
DISPUTA NO STF – O pedido ocorre em meio à disputa no Supremo sobre o acesso aos dados extraídos do celular de Vorcaro. Ministros da Corte pediram acesso à íntegra do material antes da sessão de terça-feira (15).
Neste sábado, o presidente do STF, Edson Fachin, deu 24 horas para que a Polícia Federal informe sobre a custódia e o estado desse material antes de decidir sobre os pedidos de acesso.
Fachin também assumiu a relatoria do procedimento sobre as mensagens envolvendo Vorcaro e Alexandre de Moraes e determinou a remessa à Presidência dos processos relacionados às investigações do Banco Master e das fraudes do INSS.
BRICS – A NOVA ORDEM MUNDIAL – BRASIL – RÚSSIA – INDIA – CHINA – ÁFRICA
Grupo Público
Sâmia Bomfim :
Com a quebra do sigilo das investigações sobre o caso Master, o histórico fugitivo dos bolsonaristas e a confirmação de Flávio Bolsonaro como investigado, acabo de acionar o STF pela apreensão de seu passaporte. Temos que impedir que mais um membro da familícia peça guarida a Donald Trump. Que a verdade venha à tona e os envolvidos responsabilizados!
Com o envolvimento direto do caso Dark Horse na farra das emendas e do Orçamento Secreto, acionei o ministro Flávio Dino para que tome as devidas providências para evitar uma possível fuga.
A nossa ação também mira no caso Master, ainda sob tutela do ministro André Mendonça, que esperamos que cumpra seu papel e não faça vistas grossas, como tem sido a regra.
Fachin dá tiro no pé e caso Moraes pode ficar para “Dia de São Nunca”
Ministros devem recorrer a pedidos sucessivos de vista após Fachin decidir restringir sessão à análise da conduta de Moraes
Ao discordar do pedido para incluir na pauta de terça-feira, 15/9, análise sobre a conduta do ministro André Mendonça, Fachin deu um tiro no pé. Já que a sessão será apenas para analisar se o ministro Moraes deve ser investigado, ministros irão pedir vista inviabilizando a votação.
Os ministros podem pedir vista um atrás do outro. Quando um devolve para julgar, outro pede. Há julgamentos no Supremo que levam décadas nesse vai e vem.
Pelo Regimento Interno do Supremo, o ministro que pedir vista tem prazo de 90 dias para devolver o processo para julgamento.
Encerrado esse período, os autos são automaticamente liberados para que o julgamento prossiga. Na prática, porém, um novo pedido de vista pode ser feito por outro ministro, prolongando novamente a análise do caso.
Um acordo para evitar os sucessivos pedidos de vista passa por incluir numa mesma sessão os casos de Moraes (ele pode ser investigado por suas relações com Vorcaro?) e Mendonça (ele mandou investigar Moraes sem o aval da Corte? Se fez isso, as provas são inválidas?).
Fonte: Metrópoles, Opinião, 12/09/2026 13:05 Por Andreza Matais
Leitura extremamente relevante.
Andreza Matais revela-se um azougue em sua análise.
Talvez não se deva deixar iludir
Para a maioria dos ministros do STF, Alexandre de Moraes é a figura central da Corte — visto como o responsável por proteger e reestruturar a instituição diante dos ataques bolsonaristas.
Por essa razão, a tendência é que os magistrados atuem para preservá-lo do atual desgaste político, seja mediante o adiamento indefinido de julgamentos ou de sua eventual absolvição.
Esse alinhamento deve culminar em sua eleição para a Presidência do Tribunal, em setembro de 2027, como inequívoca demonstração de reconhecimento e gratidão.