
Projeto desloca discussão que cabe à democracia brasileira
Marcelo Copelli
Revista Fórum
Um projeto de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,2 milhões, entrou numa lista de financiamentos do Departamento de Estado americano voltados à contestação da atuação do Supremo Tribunal Federal. O valor importa, mas não é o que torna o caso relevante. O que está em questão é a decisão de um governo estrangeiro de colocar dinheiro público numa disputa sobre os limites de uma instituição constitucional brasileira, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. Onde termina a cooperação entre Estados e começa a interferência na vida institucional de outro país?
A informação foi revelada pelo jornal britânico The Guardian, com base em documentos oficiais, e repercutiu na imprensa brasileira nesta quinta-feira (1º). O projeto se chama “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” e pretende apoiar organizações da sociedade civil que contestam o que os documentos descrevem como excesso de atuação judicial e censura por parte da Corte. Faz parte de um conjunto de 43 financiamentos, que somam US$ 176,9 milhões, correspondentes à maior parte dos cerca de US$ 205 milhões apropriados pelo Congresso americano para o Fundo de Direitos Humanos e Democracia.
DELIBERAÇÃO – Convém separar o que está documentado do que não está. Em sua posição oficial, o Departamento de Estado não comentou o caso brasileiro isoladamente e afirmou que os programas ainda estão em deliberação ativa, com beneficiários sujeitos aos procedimentos de verificação aplicáveis a recursos federais.
Segundo o Guardian, uma fonte familiarizada com as negociações informou que os recursos foram comprometidos pelo Departamento de Estado na quarta-feira (30), último dia do ano fiscal dos Estados Unidos.
Os relatos disponíveis não identificam quais organizações da sociedade civil seriam beneficiadas. Ainda assim, o essencial permanece: segundo a apuração, um governo estrangeiro comprometeu verba pública para fortalecer um dos lados de uma discussão sobre os limites de uma Corte constitucional brasileira.
HISTÓRICO RECENTE – O dado ganha peso ao lado do histórico recente. Em julho de 2025, o Tesouro americano incluiu o ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, sob a acusação de conduzir uma campanha de censura e perseguição política.
Em 12 de dezembro de 2025, Moraes foi retirado da lista de sanções, em meio à reaproximação entre Donald Trump e Lula, que incluiu o recuo das principais sobretaxas sobre produtos brasileiros. O contraste é instrutivo: depois de recorrer a instrumentos de pressão diretamente dirigidos a um magistrado brasileiro, Washington agora aparece associado ao financiamento de uma agenda que contesta a atuação da Corte.
O Fundo de Direitos Humanos e Democracia serve, por definição, à sociedade civil e a causas democráticas no exterior. A novidade está nos critérios de seleção. O pacote privilegia pautas conservadoras, do anticomunismo à imigração, também em democracias consolidadas, e não apenas em regimes autoritários.
DINHEIRO DO CONTRIBUINTE – A senadora Jeanne Shaheen, principal democrata da Comissão de Relações Exteriores do Senado, classificou a iniciativa como uso de dinheiro do contribuinte para promover organizações de extrema direita. Uma fonte parlamentar relatou que o secretário de Estado, Marco Rubio, assinou um memorando para superar bloqueios impostos por ela a parte dos repasses. O material consultado não esclarece se o projeto brasileiro estava entre eles.
Do lado brasileiro, a inquietação antecede a reportagem. A Reuters informou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em encontro realizado em Brasília entre 9 e 11 de setembro com uma delegação da União Europeia que incluía representantes franceses e alemães, relatou suspeitas de interferência dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral.
Segundo um relatório elaborado por um dos participantes, integrantes da Abin afirmaram que a atuação americana iria da instrumentalização do sistema jurídico à interferência admitida abertamente. O documento não detalhou a suposta atuação russa. São alegações atribuídas à inteligência brasileira e registradas em um relatório, não conclusões verificadas independentemente pela Reuters. Ainda assim, o episódio mostra que a possibilidade de influência estrangeira já integra as preocupações de autoridades brasileiras e europeias envolvidas no acompanhamento do processo eleitoral.
INTENÇÃO ELEITORAL – O primeiro turno será no domingo (4), três dias depois da revelação. A coincidência não prova intenção eleitoral, mas autoriza a pergunta sobre o efeito político de recursos externos aplicados numa agenda de contestação à Corte às vésperas de uma escolha presidencial.
Reconhecer isso não equivale a blindar o Supremo. A Corte pode e deve ser criticada por suas decisões sobre liberdade de expressão, remoção de conteúdo, responsabilização de plataformas e alcance de medidas cautelares. O Brasil dispõe de instrumentos próprios para isso: Congresso, Ministério Público, advocacia, universidades, imprensa e entidades civis podem contestar decisões, propor mudanças legislativas e cobrar limites. Essa capacidade interna de revisão distingue uma democracia institucionalizada de um sistema que depende de árbitro externo.
Por isso, o problema não está nos críticos do STF, e sim em quem decide financiá-los. Governos estrangeiros podem manifestar posição, manter relações diplomáticas, aplicar sanções dentro de sua própria legislação e cooperar em organismos internacionais. Usar dinheiro público para reforçar, dentro de outro país, um dos lados de uma discussão sobre o funcionamento de uma instituição constitucional é outra coisa.
CONTROVÉRSIA – A crítica não se torna ilegítima por receber apoio de fora, assim como uma decisão do Supremo não se torna certa ou errada pela aprovação ou rejeição de Washington. O que se altera é a natureza da relação: o Estado estrangeiro deixa de ser apenas observador e passa a aportar recursos a uma das frentes dessa controvérsia.
O critério precisa valer para qualquer governo, de qualquer orientação. Se uma administração americana destinasse recursos a organizações brasileiras favoráveis ao governo de turno, contrárias ao Congresso ou críticas às Forças Armadas, a objeção seria idêntica. Soberania institucional é princípio, não preferência partidária.
Há ainda um efeito colateral sobre o próprio Supremo. Ao tornar a Corte objeto de um programa de governo estrangeiro, Washington internacionaliza uma controvérsia doméstica e a inscreve numa disputa geopolítica mais ampla, que envolve plataformas digitais, liberdade de expressão e a influência dos Estados Unidos na América Latina.
EFEITO POTENCIAL – O valor, por si só, não dimensiona o efeito potencial: US$ 1 milhão pode ser modesto diante da escala da política brasileira, mas o que conta é o que a verba pode movimentar em informação, litigância, comunicação e mobilização. A dimensão desse efeito dependerá de quem receber os recursos e de como eles forem aplicados — respostas que ainda não são públicas.
Restam, portanto, duas perguntas que não devem ser misturadas. A primeira é interna: quais são os limites legítimos do poder do Supremo? A segunda é externa: até onde um governo estrangeiro pode participar dessa discussão?
O Brasil pode ouvir vozes de fora, negociar com o mundo e divergir de qualquer potência. Mas os limites do Supremo não precisam de patrocínio estrangeiro para ser discutidos. E, sobretudo, não podem ser definidos de fora. O árbitro dessa disputa deve continuar sendo a própria democracia.
O grande temor do pernambucano Lula é ter o mesmo destino do caraquenho Nicolás Maduro: ser capturado e preso no Centro Metropolitano de Detenção no Brooklyn, em Nova York, nos EUA.
Temor poderia estar também acometendo, atualmente, membros do Supremo?
QUEBRA DE CONFIANÇA DO POVO NA DEMOCRACIA PARTIDÁRIA, conforme evidenciado pelo conjunto da sociedade isenta, de todos os segmentos socais, nas ruas do país durante as Jornadas de Junho de 2013, aos gritos de “sem partido, sem violência, sem corrupção, sem mentiras, sem golpes, sem ditaduras, sem estelionatos eleitorais, basta, chega dos me$mo$, vocês não nos representam”, é o que está acontecendo no Brasil. HAJA VISTO a eleição de Hugo Motta, associado a Daniel Vorcaro, o mafioso fantasiado de banqueiro, poderoso chefão da Irmandade Vorcariana, eleito com 444 votos de um total de 513, da Câmara dos Deputados, portanto mais que a maioria absoluta, rendidos e dominados pela loucura compulsiva e insaciável por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, que comprova o acerto dos gritos das ruas em Junho de 2013, dissidentes do sistema apodrecido dos me$mo$, fatos que demonstram, claramente, a necessidade urgente urgentíssima da implantação no país da Democracia de Verdade, Direta, com Meritocracia e Deus na causa, genuinamente brasileira, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, consentânea com a verdadeira essência e definição da democracia enquanto poder e governo do povo para o povo, avessa à plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocraciia, fantasiada de democracia apenas para locupletar esperto e ludibriar a equivocada, ingênua e incauto freguesia da falcatrua dos me$mo$, copiada mal e porcamente dos EUA, há 136 anos, ora dominado pelo tb mafioso internacional, Donald Trump, com o povo norte-americano tb dominado pelo dito-cujo sistema dos me$mo$. https://noticias.uol.com.br/colunas/fabio-serapiao/2026/10/02/vorcaro-apoiou-ida-de-motta-a-presidencia-da-camara-e-ofereceu-aviao-e-casa.htm
A quadrilha está apavorada.
EUA e Austrália fecham embaixadas e consulados por “segurança” às vésperas da eleição no Brasil
Após os Estados Unidos anunciarem a suspensão dos serviços consulares na embaixada do país norte-americano no Distrito Federal e nos consulados dos EUA espalhados pelo Brasil, nesta sexta-feira (2/10), a representação diplomática da Austrália também divulgou o fechamento da Embaixada em Brasília (DF).
A medida foi tomada devido a “preocupações com a segurança”.
O comunicado foi publicado no perfil diplomático oficial do governo da Austrália voltado para o atendimento no território brasileiro.
No aviso, a representação australiana ainda instruiu os australianos a evitarem de ir à Embaixada e outras instalações diplomáticas dos EUA.
(…)
Fonte: Metrópoles, Distrito Federal, 02/10/2026 09:22 Por Felipe Machado
https://www.metropoles.com/distrito-federal/apos-eua-australia-anuncia-fechamento-da-embaixada-por-seguranca
Parem de escutar esse Jornalistas de Narrativas das Cortes Protetoras de Lula. Quem está Intervindo nas Eleições do Brasil chama-se as Altas Cortes, sem pudor ou temor nenhum. Trump está preocupado como muitos Chefes de Estado inclusive da China e a Comunidade Europeia sobre a Situação Econômica do Brasil cujas Contas Públicas Mostram Claramente que estamos na beira da Falência e ainda se somando a Insegurança Administrativa, Jurídica, Judicial, Econômica, Financeira, Legislativa e Pública com a União de todos os Poderes agindo como Organizações Criminosas dilapidando por inteiro nossa Economia e o Futuro do Brasil e com os Cofres Arrombados nessa Cumplicidade Cínica de Autoproteção dos Criminosos de Lesa Pátria dos Três Poderes. Somos uma Nação de Fora das Leis Confessa e Explicitamente. A CIA, MOSSAD, INTERPOL , FBI e todas as Forças de Inteligência do Mundo estão acompanhando tudo o que se passa não somente sobre as Eleições e sim os Atos Inconstitucionais e Fora das Leis dos Poderes sobre o Comando e Domínio da CleptoCorrupção Generalizada incrustada e autoprotegida pelos Chefes dos Poderes da República, isso sim, preocupa a Comunidade Internacional, e, diante desse quadro eles tem certeza de que tudo pode acontecer com as Eleições, inclusive, o Candidato do Judiciário Lula da Silva ser Reeleito sem a escolha da maioria do Povo Brasileiro, vide um simples Debate ser levado ao desprezo das Liberdades Democráticas e do Cumprimento de nossa Constituição o que já coloca uma “suspeição grandiosa” do que virá após as urnas forem fechadas.