Fachin afirma que pretende encerrar investigação
Mariana Muniz
O Globo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, indicou nesta sexta-feira que o acesso integral aos inquéritos das fake news e da trama golpista, solicitado pelo ministro Luiz Fux, só será garantido após a conclusão de uma análise de 104 procedimentos vinculados à investigação e seu arquivamento definitivo. A manifestação foi feita em resposta a uma decisão de Fux, que havia determinado a liberação dos documentos, inclusive sigilosos, em um prazo de 48 horas.
No despacho, Fachin afirmou que pretende encerrar definitivamente o inquérito, aberto em 2019 e conduzido durante anos pelo ministro Alexandre de Moraes. O presidente do Supremo, no entanto, não estabeleceu prazo para a conclusão dos trabalhos e indicou que a publicidade integral dos documentos dependerá do cumprimento das etapas processuais ainda pendentes.
ETAPAS PROCESSUAIS – “Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos e o acesso integral a que almeja o Ministro Luiz Fux”, escreveu Fachin.
A manifestação sinaliza que, embora Fux tenha determinado o acesso em 48 horas, a presidência do STF entende que a liberação integral dos documentos do inquérito das fake news e a investigação da trama golpista deve ocorrer somente depois da conclusão da revisão em andamento. Fachin não negou expressamente o pedido do colega, mas vinculou o acesso à finalização das providências necessárias ao encerramento da investigação.
Na resposta, o presidente do Supremo esclareceu que, dos quatro procedimentos mencionados por Fux, três são públicos e podem ser consultados imediatamente. A exceção é o inquérito das fake news, que permanece sob sigilo.
REVISÃO DOS AUTOS – Segundo Fachin, o inquérito das fake news passou à relatoria da presidência do STF em 9 de setembro deste ano. Até então, o procedimento estava sob a condução de Moraes. Desde a transferência, a presidência iniciou uma revisão dos autos e das investigações relacionadas ao caso. O levantamento identificou 104 procedimentos vinculados ao inquérito, entre petições e outras investigações preliminares.
Parte desse material precisou passar por digitalização e organização. Segundo Fachin, o trabalho exige uma análise individualizada para identificar quais procedimentos já possuem elementos suficientes para uma decisão e quais ainda dependem de diligências complementares.
Concluída essa etapa, os casos deverão ser encaminhados à autoridade policial e, posteriormente, à Procuradoria-Geral da República (PGR), que poderá avaliar as providências cabíveis, incluindo eventual oferecimento de denúncia ou pedido de arquivamento.
VALIDADE – Fachin também ressaltou que a transferência da investigação para a presidência não invalida os atos praticados anteriormente, inclusive as decisões que determinaram sigilo sobre os documentos. “A mudança não altera os atos regularmente praticados até 9 de setembro, que permanecem válidos, inclusive a atribuição de sigilo”, afirmou.
Como mostrou O Globo, a decisão de Fux provocou incômodo entre ministros do Supremo, que avaliam que a iniciativa pode abrir caminho para questionamentos sobre a validade de atos praticados por Alexandre de Moraes nas investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Nos bastidores da Corte, há a avaliação de que a medida pode ser utilizada futuramente para tentar colocar em xeque decisões tomadas pelo colega.
A preocupação de uma ala de ministros é de que a iniciativa de Fux ultrapasse a discussão sobre a regularidade dos procedimentos investigativos e abra uma nova frente de contestação a decisões já tomadas pelo Supremo. Embora o ministro ainda não tenha se pronunciado sobre o mérito da ação, a determinação foi interpretada por integrantes do tribunal como um sinal de que ele pretende examinar a atuação de Moraes em investigações que serviram de base para o processo da tentativa de golpe de Estado.
Especula-se que Rachadinha não teria, de fato, um plano de governo.
Como não tem?
O plano dele é tornar-se ditador do país. O mesmo objetivo do “ex-mito” que não teve competência suficiente para concretizá-lo, resultando em sua fuga do país no final de 2022.”
Zzz… eita mentirada! Zzz…
TRE-RJ retotaliza votos e Douglas Ruas vence no 1º turno…
Para quem estava perdendo as eleições com 10 pontos de diferença foi uma grande novidade.
Sr. Panorama
O Bolsorachado não tem peito para isso.
È igual ao pai um frouxo, cagão, se borra todo…….
È tão desqualificado como o pai e o irmão que frita hamburguer..
aliás, esse é outro frouxo, traseiro flácido.
aquele abraço
No dia que tirarem o sigilo do Inquérito das Fake News, o careca do Master vai direto pra cadeia. SEM ANISTIA!