Moraes esperava Senado menos hostil ao STF
Bela Megale
O Globo
Em conversas com interlocutores do mundo jurídico, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se mostrou surpreso com a eleição do Senado e afirmou que houve uma “reversão” do cenário imaginado.
O magistrado dividiu com pessoas próximas a leitura que recebeu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de que senadores de centro seriam eleitos e que não haveria uma maioria contrária ao STF na Casa.
REELEIÇÃO DE ALCOLUMBRE – Também avaliava que Alcolumbre, seu aliado e amigo, conseguiria se reeleger como presidente do Senado, o que seria uma importante barreira de contenção para pedidos de impeachment, já que o presidente do Senado precisa pautar o tema.
Como informou a coluna, as expectativas de Moraes foram frustradas e mais de 50 senadores que defendem o impeachment de ministros da corte ocuparão as cadeiras do Senado a partir de 2027.
Nas conversas que têm tido com ministros do STF, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN) sinaliza que há disposição de dialogar com a corte, mas que não abrirão mão do impeachment de Alexandre de Moraes.
Flávio tem 52,7% dos votos válidos no 2º turno, contra 47,3% de Lula, diz Ipespe
Folha de S. Paulo, 10/10/2026 16h36 Por Marcos Hermanson
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O empresário Fábio Carvalho, dono da Veja, participou de um jantar com Flávio Bolsonaro antes de a revista publicar uma reportagem que tentou ligar Lula a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A informação sobre o encontro foi revelada por João Moreira Salles em artigo na revista Piauí e ganhou peso diante das suspeitas sobre possíveis interesses políticos por trás da publicacão.
A Veja afirmou que Vorcaro teria financiado irregularmente um documentário sobre Lula em troca de acesso a negócios no governo. Mas a Policia Federal, a PGR e a própria defesa do banqueiro contestaram pontos centrais da versão publicada. A PF afirmou que Vorcaro não prestou depoimento nem entregou documentos com aquele conteúdo, e a PGR negou que o suposto anexo citado pela revista tenha integrado as propostas de delação.
Além disso, a extração do celular de Vorcaro feita pela PF não encontrou menção a pagamento ou patrocínio do documentário sobre Lula no período investigado. A própria reportagem da Veja também não apresentou prova de um suposto encontro entre Lula e Vorcaro.
A sequência dos fatos colocou sob suspeita a relação entre o dono da revista, o candidato e uma fake news eleitoral lançada em plena reta final da campanha.
A Veja negociou com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a obtenção de um canal de televisão aberta em troca da publicação da reportagem com acusações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contra o presidente Lula (PT). A denúncia foi relatada por uma fonte ao DCM, que afirma ter recebido a informação diretamente de um diretor da revista.
Segundo a fonte, Flávio prometeu à empresa a concessão de um canal de TV aberta, semelhante ao da Jovem Pan.
Com informacões da revista Piauí, Terra, Folha de S.Paulo, UOL, Agência Lupa e DCM .