‘Vamos nos posicionar’, diz Flávio a artistas de direita
Isabela Faggiani
Folha
Flávio Bolsonaro (PL) pediu que artistas de direita declarem publicamente apoio à sua candidatura à presidência. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quarta-feira (14), o senador cobrou um posicionamento dos famosos na reta final do segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e chamou a cantora Juliette Freire de “mentirosa”.
“Eu quero pedir aos artistas que estão me assistindo agora que são de direita, vamos tomar um risco, vamos botar a cara. Os artistas que estão ligados à esquerda estão botando a cara”, afirmou o candidato, após defender que seus apoiadores intensifiquem a campanha nos últimos dias eantes da votação.
CRÍTICA – Na sequência, Flávio citou Juliette, vencedora do BBB 21, e criticou sua participação em um vídeo publicado na segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida. O conteúdo, narrado pela cantora, questiona a relação do candidato com o bispo JB Carvalho e declarações atribuídas ao religioso sobre a padroeira do Brasil.
“Eu vi hoje aquela menina ex-Big Brother, acho que é Juliette o nome dela, mentindo de novo sobre Nossa Senhora Aparecida. Uma acusação sem pé nem cabeça”, disse. Flávio não detalhou, no trecho da transmissão, qual informação apresentada no vídeo considerava falsa.
O senador, que é evangélico, afirmou respeitar todas as religiões e acusou a esquerda de tentar provocar um conflito entre católicos e evangélicos. “Obviamente que vai passar a eleição, no dia seguinte à eleição, e para sempre Nossa Senhora Aparecida vai continuar sendo a padroeira do Brasil”, declarou.
VISITAS AO PAI – Flávio também criticou o uso da religião durante a campanha e acusou o PT de explorar politicamente a imagem da santa. Na mesma transmissão, comemorou uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que, segundo ele, voltou a permitir visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O pedido de apoio aos artistas ocorre após manifestações públicas de personalidades favoráveis à reeleição de Lula. Ao convocar os famosos alinhados à direita, Flávio afirmou que a disputa ainda não está decidida e pediu maior participação de seus apoiadores na campanha.
A situação de Flávio se complicou e ele — sem saída — teve que votar a favor da PEC de Lula
Com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas aprovada no Congresso, a situação da candidatura de Flávio Rachadinha à presidência poderá piorar ainda mais.
Tanto que, antevendo o problema, seu pai, o ex-mito, mandou que Rachadinha “se fantasiasse de petista” e votasse a favor da PEC lulista do fim da escala 6×1 no Senado.
1 – Flávio cai 2% nos votos totais e Lula mantém mesmo percentual.
2 – E Flávio cai 1% e Lula sobe 1% nos votos válidos.
Flávio tem 51% (eram 52% na pesquisa anterior) e Lula, 49% dos votos válidos (eram 48% na anterior).
Flávio marca 47% nos votos totais (eram 49% na pesquisa anterior), ante 45% do Barba (que manteve o mesmo percentual).
Datafolha, 15/10/2026.
Rachadinha para ter começado a piorar depois que voltou a visitar o ex-mito.
Rachadinha parece ter começado a piorar depois que voltou a visitar o ex-mito.
Ministério Teológico da Prosperidade
Ou Ministério da Rachadinha.
Direto da Lagoinha
Para fazer políticos e amistosos prosperarem.
Ainda mais.
Após críticas internas, a TV Globo afasta César Tralli das entrevistas com os candidatos à Presidência; apenas Renata Vasconcellos entrevistará Lula hoje.
Flávio recua, diferença para Lula cai e o Centrão sente cheiro de virada
Líderes do Centrão já tinham dado apoio a Flávio, mas repensam a posição, movidos pela hipótese, que consideram real, de vitória do presidente Lula
Os líderes do Centrão já tinham dado apoio a Flávio Bolsonaro, mas não são bobos nem nada, têm faro político e fazem uma pausa para pensar, ou repensar sua posição, movidos pela indefinição do segundo turno e a hipótese, que consideram real, de vitória do presidente Lula.
Os dois fatores decisivos para o bloco são as pesquisas e o temor de ficar a reboque do PL no Congresso.
O PSD teve 9,4 milhões para a Câmara no primeiro turno e o encontro de quinta-feira entre Gilberto Kassab e o petista Rafael Fonteles, reeleito para o governo do Piauí e capturado para a linha de frente da campanha de Lula, não foi um chá das cinco.
Kassab, que sempre tem um pé em cada canoa, já tinha mais simpatia por Lula e avalia que ele passou a ser favorito.
Flávio continua à frente, mas a distância para Lula vem se estreitando, com o efeito de manter a esperança e o embalo da campanha petista no segundo turno, empurrada pelas manifestações, pelo medo de derrota e por bandeiras conquistadas com uma gastança desenfreada do governo e votações recordes no Congresso a seu favor.
Segundo o Datafolha, Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos. A distância, de quatro pontos na semana passada, caiu para apenas dois, o que sugere o óbvio: a eleição não está decidida. Flávio não soube capitanear a vitória do primeiro turno para disparar e estacionou.
Lula não entregou os pontos, deu um freio de arrumação na campanha, ativou a militância pelo País afora e perdeu qualquer prurido para criar gastos que custarão muito caro a partir de 2027 e garantir duas bandeiras fortes no Congresso, o fim da escala 6X1 e o favorecimento de microempreendedores individuais (MEI). São eleitorados estratégicos.
Lula avançou entre os menores de 24 anos, a partir dos atos organizados por estudantes em locais de grande simbologia, como Avenida Paulista e Copacabana. Flávio tinha 54% a 46% nesse segmento, mas caiu 13 pontos, Lula subiu sete e passou à frente, com 12 pontos a mais: 53% a 41%.
Flávio a seu favor a vitória no primeiro turno, o Sudeste e o Sul, a rejeição ao PT e o fato de que a quebra de votos entre as pesquisas e as urnas é historicamente contra Lula, cujo eleitor é de menor renda e menor escolaridade, ou seja, tem mais dificuldade para ir votar e é mais sujeito a errar na urna.
Lula, porém, também tem vantagens. Evitou a onda negativa depois do susto no primeiro turno, tem o Nordeste, deu novo ânimo a sua campanha e o debate sobre democracia, direitos, igualdade e o fator Vorcaro contam contra Flávio, que perdeu dois pontos, em vez de subir.
Mas Lula precisa mais do que da queda do opositor. Ele parou em 49% e precisa subir.
O Globo, Política, 15/10/2026 | 21h19 Por Eliane Cantanhêde
Estou ansiosa para ler a matéria que o Carlos Newton vai fazer sobre a entrevista do Lula no JN.. A Renata Lopreste foi sensacional.
Abraços Newton.
Loola já ganhou?