
Aliados discutem Alcolumbre no TCU e Pacheco no STF
Andréia Sadi
O Globo
Os cenários para o dia seguinte à eleição, que acontece neste domingo (25), já começaram a ser discutidos nos bastidores de Brasília. Uma das possibilidades colocadas na mesa, em caso de derrota do presidente Lula (PT), é a indicação do ex-senador Rodrigo Pacheco, hoje no TCU, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Mas há outra hipótese que passou a circular nas conversas políticas: uma eventual ida do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para o Tribunal de Contas da União (TCU). A avaliação de interlocutores envolvidos nessas discussões é que Alcolumbre enfrentaria um cenário mais difícil para permanecer no comando do Senado, especialmente em caso de vitória de Flávio Bolsonaro.
DISPUTA DE FORÇAS – Embora tenha interesse em continuar à frente da Casa, Alcolumbre teria de lidar com a força de nomes como Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), e Tereza Cristina (PP-MS), que circulam nas articulações para o comando do Senado em um eventual governo do candidato do PL.
Mesmo se Lula for reeleito, o cenário não é simples. A composição do Senado, com forte presença de parlamentares de direita, pode dificultar a permanência de Alcolumbre na presidência.
Há ainda um componente político e institucional importante nessa equação. Alcolumbre mantém uma relação de proximidade com ministros do Supremo, especialmente Alexandre de Moraes, e não é visto por seus interlocutores como alguém disposto a dar andamento a pautas de impeachment de integrantes da Corte.
INDICAÇÃO AO TCU – É nesse contexto que começou a ser discutida a possibilidade de uma indicação ao TCU. Segundo relatos, a hipótese é considerada também sob a perspectiva da proteção institucional que o cargo oferece. Ministros do TCU têm foro por prerrogativa de função no STF, o que, na avaliação de interlocutores que discutem o cenário, poderia representar uma forma de blindagem jurídica.
A discussão ainda é preliminar. Não há decisão tomada nem indicação formal encaminhada. Mas a hipótese revela como os movimentos de bastidores já levam em conta não apenas o resultado da eleição presidencial, mas também a disputa pelo controle do Senado e o futuro da relação entre Congresso e Supremo.
A eleição ainda não terminou: está enrolada. Mas a apuração começou, e parou. É só bateção de cabeça.
Com esse imbróglio geral, tem eleitor que está preocupado se não vai ter que voltar à noite na seção para votar de novo.
Das duas, uma: ou é falta de competência ou excesso de pilantragem.
Apuração paralisada
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Kassio orienta TREs a fecharem as urnas as 19h
“Só vale para urnas abertas”. Para as fechadas, não.
É inacreditável.
Desta vez se superaram e passam a encabeçar a lista de PIADA DO ANO.
Virou baderna?
O perdedor poderá pedir a anulação da eleição?
Confusão generalizada.
A pergunta que não quer calar: QUANDO SERÁ O TERCEIRO TURNO?
Esculhambação e desmoralização total.