
Flamengo virou depósito de craques sem garra
Vicente Limongi Netto
Indolência, falta de inspiração, jogando com um atleta a mais, fiquei na dúvida se estava em campo o medíocre Flamengo ou a medonha seleção do mafioso Carlo Ancelotti. O futebol brasileiro cai pelas tabelas. Os três jogadores do flamengo que perderam pênaltis, somados, ganham mais de R$ 3 milhões mensais.
É uma mediocridade oceânica. Com elenco milionário e cheio de estrelas, todos se achando, o Flamengo dá vexame com o Maracanã lotado. Nao jogam, fingem que jogam, diria Vampeta. Perder três pênaltis numa série de cinco cobranças é deplorável. Ruindade avassaladora.
SEM NOVELA – Sem novela nesta sexta-feira, por causa do debate. Tomara que valha a pena a troca, porque Lula disse que iria provar que Flavinho Rachadinha matou Arthur. Há-há-há.
A escória bolsonarista realmente é desprezível. Antevendo a derrota para Lula, o golpista fujão ordinário Eduardo Bolsonaro declara que urnas poderão ser fraudadas.
O canalhão Eduardo segue a linha imunda e irresponsável do pai dele, o golpista presidiário Jair, que fez idêntica molecagem nas eleições passadas.
Porque queres a ditadura?
Porque tanto ódio ao sofrido povo brasileiro?
Estas duas perguntas não nascem de provocação vazia. Nascem da perplexidade diante de quem, de uma tribuna que se apresenta como independente e livre, parece preferir a concentração de poder, o enfraquecimento das instituições e o desprezo pelo sofrimento cotidiano da maioria, em nome de uma “ordem” que nunca chegou de verdade e de um “povo” que só é invocado quando convém.
O povo brasileiro já conhece ditadura. Conheceu a de 1964-1985, com seus atos institucionais, censura, tortura e silêncio forçado. Conheceu também, em outras latitudes e tempos, as variantes de esquerda e de direita que prometiam limpeza, eficiência e salvação e entregaram repressão, miséria e culto à personalidade.
Em todos os casos, o discurso era o mesmo: “o povo sofre porque a democracia é fraca, corrupta e lenta; só um poder forte resolve”. O resultado, quase sempre, foi o contrário: o sofrimento aumentou e a saída ficou mais difícil.
Quando se defende, ou se relativiza, o retorno de práticas autoritárias,
seja sob o pretexto de combater o crime, de “limpar” o Judiciário, de “disciplinar” a imprensa ou de impor uma visão única de país, o que se pede, na prática, é a suspensão das garantias que protegem exatamente o cidadão comum.
O sofrido povo brasileiro não precisa de mais poder concentrado nas mãos de quem já demonstrou pouca capacidade de resistir à tentação do arbítrio.
Precisa de instituições que funcionem, de justiça que seja igual para todos, de economia que gere emprego e de política que não trate o eleitor como massa a ser mobilizada ou silenciada.
O ódio ao povo aparece quando se trata com desprezo as dificuldades reais da maioria: a violência que não escolhe ideologia, a inflação que come o salário, a educação precária, a saúde que falha, a desigualdade que persiste.
Aparece quando se prefere a narrativa de que “o povo é ignorante”, “manipulado” ou “merece o que tem”, em vez de reconhecer que o país sofre há décadas com elites de todos os lados que usam o Estado em benefício próprio.
Aparece quando se normaliza a ideia de que direitos e liberdades são luxo descartável em nome de um projeto de poder.
Não se combate corrupção, ineficiência ou ideologia adversária com ditadura.
Combate-se com transparência, separação de poderes, imprensa livre e voto.
Quem pede o contrário, mesmo que diga fazê-lo “pelo bem do povo”, precisa responder com clareza: por que, depois de tantas experiências históricas, ainda se acredita que concentrar o poder nas mãos de poucos irá, desta vez, proteger em vez de oprimir o mesmo povo que se diz querer salvar?
O Brasil já pagou caro demais por essa ilusão. O sofrido povo brasileiro merece mai democradia e nao menos democracia
Merece instituições que o respeitem e políticos e comentaristas que não confundam o desejo de ordem com a vontade de poder sem limites.
Porque o desejo de jogar o povo no abismo e colocá-lo nas mãos de uma pessoa que se mostra irresponsável e jamais trabalhou na vida, que sempre votou contra o povo e jamais criou um projeto durante a sua vida no parlamento, não é defesa da democracia nem amor ao país. É exatamente o contrário.
José Luis
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