Gesto de Flávio Bolsonaro aprofunda o impasse no próprio bolsonarismo

4 thoughts on “Gesto de Flávio Bolsonaro aprofunda o impasse no próprio bolsonarismo”

  1. Valdemar é só alegria com a derrota de Flávio

    O ‘Boy’ de Mogi temia que, se eleito, Flávio Rachadinha pudesse lhe tomar o PL, mega partido do qual se acha dono; por isso, está tão exultante.

    Além disso, Michelle, Tarcísio, Malafaia e outros bolsonaristas também não conseguem conter a alegria com a derrota do preposto do ex-mito.

    Obviamente, correram para não chegar na campanha eleitoral de Rachadinha.

    Acorda, Brasil! Presta atenção!

  2. Derrotado na eleição, Flávio não deve esperar muita coisa de Trump

    Quando Jair Bolsonaro, também derrotado por Lula, fugiu para os Estados Unidos, no final de 2022, ele imaginava que Trump o abrigaria em seu resort Mar-a-Lago, em Palm Beach.

    No entanto, Trump nem tomou conhecimento da presença de Bolsonaro em solo americano.

    Diante disso, o ex-mito teve que se hospedar em Orlando, na casa de um ex-lutador de MMA, onde permaneceu por três meses e depois voltou, talvez por já não o suportarem mais por lá.

    Durante esse período, ele não recebeu nenhum telefonema, nem mesmo do motorista de Trump, segundo o jornalista Wilson Moherdaui, comentarista do Jornal da Cultura (TV Cultura).

    Flávio, portanto, talvez não deva ter grande expectativa quanto à sua estada e recepção de Trump nos EUA.

  3. Contato dos Bolsonaro nos EUA é o sub do sub Jason Miller, e não Trump ou Rubio, como tentam fazer parecer

    Ao contrário do que se poderia pensar, descobriu-se que o contato direto da família Bolsonaro nos Estados Unidos não é Donald Trump nem Marco Rubio, mas sim o ajudante de Trump, Jason Miller, que viabilizou o avião no episódio da fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil para os EUA no início da semana.

    Trump e Rubio têm mais o que fazer e não dispõem de tempo para perder com candidatos derrotados em eleições presidenciais, como Jair e Flávio, que não lhes trazem perspectivas de futuro.

    Por isso, delegaram o contato com os dois a um subalterno como Jason Miller.

    Acorda, Brasil! Presta atenção!

  4. “Ao vencedor, a revanche: o Wall Street Journal descreve o roteiro brasileiro.

    A imprensa internacional começa a enxergar o que parte da imprensa brasileira ainda trata como ‘normalidade institucional’: o uso seletivo do aparato de Estado contra opositores, com cronômetro político.

    Rodrigo Constantino para a Gazeta do Povo:

    O Wall Street Journal publicou nesta quarta-feira o editorial “To Brazil’s Victor Goes Political Revenge” (“Ao vencedor do Brasil, a vingança política”). O texto não é de um blogueiro de direita nem de um militante bolsonarista. É do conselho editorial de um dos jornais mais influentes e sóbrios do mundo, o mesmo que acompanha de perto a deterioração institucional do Brasil há anos. O que ele descreve é exatamente o que já está acontecendo – e o que o regime lulista anunciou com todas as letras.

    Os vencedores políticos deveriam ser magnânimos com os derrotados. No Brasil, processam. Lula venceu, em um pleito bizarro, o segundo turno no domingo (25). Em minutos, o aparato ordenou a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro. Alexandre de Moraes, aliado notório, assinou o pedido da Polícia Federal. Flávio não foi formalmente acusado de crime. Ainda assim, cruzou a fronteira com a Argentina na terça e chegou a Miami na quarta, onde os Estados Unidos concederam vistos à família – “oferta justificável de proteção política”, nas palavras do próprio WSJ.

    Flávio tem motivos concretos para duvidar de um julgamento justo. No debate da Globo, Lula deixou claro: assim que o adversário perdesse a imunidade parlamentar, enfrentaria investigações. “Lula escolheu o homem e prometeu encontrar o crime”, resume o editorial. Coisa de regime soviético. A competência para decidir processos criminais contra políticos federais é da Procuradoria-Geral da República. Moraes, no entanto, tem o hábito de expandir sua jurisdição quando convém politicamente. O passaporte foi só o primeiro ato. O recado é mais amplo: o candidato derrotado não tem o mesmo tratamento que o eleito.

    O WSJ lembra o contexto. Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pelo STF, por 4 a 1, por orquestrar uma tentativa de golpe. Um golpe impossível. Moraes presidiu. O ex-advogado pessoal de Lula e o ex-ministro da Justiça nomeado por ele votaram pela condenação. Flávio Dino chamava Bolsonaro de “demônio” e não se considerou suspeito. Luiz Fux escreveu um voto divergente de 452 páginas apontando falta de jurisdição, insuficiência de provas e violações ao devido processo. Jair cumpre 27 anos em prisão domiciliar. Foi ostracizado pelo regime durante a eleição.

    Flávio se junta a jornalistas, blogueiros e formadores de opinião que optaram pelo exílio depois que o STF anulou a condenação de Lula por corrupção e passou a censurar críticos. Nos próximos quatro anos Lula poderá indicar até quatro novos ministros ao STF. Caberá ao novo Senado defender a independência do Judiciário – se for capaz. Será? O teste será derrotar Alcolumbre na reeleição, o que só será possível se a oposição se unir.

    O editorial termina com o roteiro clássico da passagem da liberdade à autocracia: um demagogo vence nas urnas (normalmente de forma suspeita), controla o Judiciário e prende os inimigos. “Onde as instituições são fortes, o Estado de Direito pode sobreviver. Não está claro se o Brasil conseguirá. ”Não se trata de opinião isolada. O mesmo jornal já apontou a reação negativa dos mercados à reeleição (queda de ações, desvalorização do real, deterioração fiscal). A imprensa internacional começa a enxergar o que parte da imprensa brasileira ainda trata como “normalidade institucional”: o uso seletivo do aparato de Estado contra opositores, com cronômetro político.

    Sete minutos após o resultado do TSE, a representação da PF já estava assinada. Quem acredita que a perseguição diminui porque Flávio perdeu está enganado. Sem o risco de chegar ao Planalto, o custo político de avançar cai. A imunidade acaba em fevereiro de 2027. Os inquéritos já estão no STF.O Estado de Direito exige igualdade perante a lei. O que se vê é o aparato usado de forma assimétrica contra um lado.

    Enquanto Flávio tem o passaporte apreendido em minutos e se junta à lista de exilados, casos envolvendo o entorno do poder seguem sem a mesma pressa ou rigor. Lulinha está protegido na Espanha. Moraes sequer é investigado. Isso não é justiça. É instrumento de poder. Países que seguem esse caminho não voltam facilmente. O WSJ apenas descreveu o roteiro que já está em andamento. Resta saber se o Brasil ainda tem instituições – e vontade política – capazes de interrompê-lo.”
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