Um mistério… Por que Lula e Bolsonaro são idolatrados por tantos brasileiros?

Eleições 2026: quando a política vira um grande stand-up | Jornal de  Brasília

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)

Carlos Newton

Já abordamos diversas vezes aqui na Tribuna da Internet o surrealismo da política brasileira, que hoje sofre essa inacreditável e inaceitável polarização entre dois políticos demagogos de baixíssimo nível, ambos sem o menor preparo intelectual para administrar um país problemático como o Brasil.

A realidade brasileira mostra que a política é uma ciência social estranha, porque sua prática é tumultuada e não segue a menor lógica, tornando-se um desafio sua análise por filósofos, antropólogos e cientistas sociais. Tanto Lula quanto Bolsonaro são exemplos dessas inexplicáveis contradições.

VÃS IDOLATRIAS – Vejam o caso específico de Lula. Seria até normal que os beneficiados pelo Bolsa Família o idolatrassem, embora o programa tenha sido criado pela mulher de Fernando Henrique Cardoso, a antropóloga e cientista social Ruth Cardoso. Mas Lula se apropriou da autoria, a imprensa amestrada o aplaude pelo programa, e estamos conversados.

No entanto, não existem explicações para a idolatria que o petista conquistou em outras camadas sociais de maior preparo, que têm conhecimento do escabroso painel de corrupção e baixarias nos governos do PT, iniciado no mensalão e parece não ter mais fim, porque seguiu na Lava Jato e agora se encadeou ao Banco Master e outros casos envolvendo os petistas Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Jaques Wagner, Rui Costa e até o velho mochileiro João Vaccari, sem falar nas performances pessoais dos filho de Lula, verdadeiros fenômenos que orgulham demais esse ramo da família Silva.

E BOLSONARO? – Do outro lado da moeda, a efígie de Jair Bolsonaro mereceria idêntico desprezo. Ele se tornou famoso quando era capitão e publicou um artigo na Veja, no final da ditadura militar, reivindicando maiores salários para as Forças Armadas. Depois, planejou atentados a bomba.

A esse respeito, o presidente Ernesto Geisel disse ao jornalista Elio Gaspari que Bolsonaro era “um mau militar”. Mesmo assim, ele não foi punido, pediu licença para se candidatar a vereador em 1988, foi eleito e reformado, ganhando de presente a aposentadoria como capitão aos 33 anos de idade, que maravilha viver, como dizia Vinicius de Moraes.

Seus sucessivos mandatos políticos foram decepcionantes. Bolsonaro não discursava, não apresentava projetos e colocou um capitão como chefe de gabinete, para organizar a rachadinha dos funcionários, que passou a ser tradição política do enriquecimento de sua família, ao lado da compra de imóveis em dinheiro vivo.

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P.S.
– Como se vê, as vidas públicas de Lula e de Bolsonaro não podem servir de exemplo para ninguém. Mas o fato concreto é que eles são idolatrados pela ampla maioria dos eleitores brasileiros, de forma incondicional. A meu ver, essa situação é insustentável e perigosa, porque estimula uma radicalização política cada vez maior, dividindo parentes e amigos, que deveriam raciocinar sobre o que está acontecendo na política brasileira, com graves efeitos nas relações sociais e familiares. Pensem sobre isso. (C.N.)

8 thoughts on “Um mistério… Por que Lula e Bolsonaro são idolatrados por tantos brasileiros?”

  1. Enquanto isso, a maré vermelha avança, para usufruto de surfistas nacionais e estrangeiros, com direito à prêmios e a bancada cêra de suas pranchas!
    Nadam, nadam e quem vem a morrer na praia, são os extasiados “especta-dores”!

    • Penso que sejam bons ou ruins, conforme a opinião de cada um, todos eles representam o retrato acabado do sistema estabelecido há 136 anos, que, aliás, a nosso ver, transpira decadência terminal por todos os seus poros. NA MINHA OPINIÃO, ao que parece, os políticos do sistema político-partidário-eleitoral, apodrecido, jogam apenas fantoches, marionetes e bonecos de ventríloquo, usáveis e descartáveis, do sistema apodrecido, do capital velhaco, do establishment, da loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, e da imprensa falada, escrita e televisionada dos me$mo$, que perfazem o Quinteto do Diabo, que nos fazem a todos prisioneiros do dinheiro e do voto, fantasiados de democracia, vítimas, reféns, súditos e escravos dos me$mo$, que não deixam o país mudar para melhor de jeito nenhum, muito menos do jeito que liberta e coloca o povo no comando da bagaça como manda a democracia de verdade, direta, em sendo a democracia de verdade o poder e governo do povo para o povo. O FATO é que, no Brasil, ninguém suporta mais os efeitos maléficos da maldita polarização politiqueira nefasta, revanchista, imposta a todos pela república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, tipo doença congênita da dita-cuja. Todavia, em sendo a Política o carro-chefe da sociedade, e a democracia de verdade o poder e governo do povo para o povo, obviamente que a qualidade, o grau de consciência, a índole e a mentalidade dos políticos é de suma importância para realizar a finalidade precípua do estado que é a consecução do bem comum em sendo o resto apenas deturpação e desvio de finalidade. Nesse sentido, a mudança tem que ser radical, porque urge colocarmos na cena política um sistema político novo, gerido por uma nova classe política, capaz de conduzir a união, estados se municípios a contento, renovável de 5 em 5 anos, sem reeleição, até porque como diz o velho e sábio ditado popular “pedra que não vira cria muito limbo”, de modo que, não consigo ver outra fórmula capaz de realizar tão importante Missão senão via Concurso Público Padrão, o mais rigoroso do país, até para moralizar todos os demais concursos, aberto à participação ativa de todos, democraticamente, tipo Corrida de São Silvestre, todos podem participar livre e ativamente, em clima de festa, mas apenas os mais qualificados atingirão o pódio com direito a nos representar. https://tribunadainternet.com.br/2026/10/31/52565/?fbclid=IwY2xjawVS0pVleHRuA2FlbQIxMQBwZG9mAXNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR9nolMuzBHUVTmaq-7an6ROamb1kjo2JIiGysRMmVPH_2fhZQIGCuQPB6faow_aem_h7I0ilt1yS5-KeSmQFCVmQ#comments

  2. Flávio Rachadinha: A farsa de Miami e o herói de araque

    Com medo da cadeia, o candidato do ex-mito foge para a Flórida, e distribui bananas a 59 milhões de eleitores

    A primeira semana pós-vitória de Lula, reeleito para seu quarto mandato presidencial, infelizmente foi sequestrada por Rachadinha com a rocambolesca fuga que empreendeu na direção à América de Donald Trump, temeroso de ser preso aqui por tudo o que fez de indecente ao longo de sua vida desde que, pela primeira vez, se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

    Em menos de sete dias, Flávio jogou fora seu futuro político por inépcia e covardia. Recusou-se a enfrentar as investigações da Justiça sobre os supostos crimes que cometeu (…). Flávio escafedeu-se.

    Não bastasse, ao desembarcar em Miami acompanhado da mulher e de suas filhas, protagonizou mais um episódio ridículo e vergonhoso ao lançar um aberrante manifesto (…).

    Embora negue, assim agiu aconselhado por seu pai, logo após ser intimado a entregar o passaporte. O documento era o que lhe garantia livre trânsito, e a iminência da retenção precipitou a debandada.

    Flávio era a esperança do ex-mito para recuperar sua liberdade por meio de um indulto presidencial. Essa foi a única razão plausível para que o pai o lançasse candidato. Os dois governariam juntos o país a partir de 5 de janeiro próximo. O sonho acabou.

    O de Lula mal está começando, graças à determinação da maioria dos brasileiros de impor-lhe mais uma vitória.

    No primeiro turno, Lula perdeu para ele mesmo; ganhou o segundo de maneira inquestionável – e para sua própria surpresa.

    Agora, o presidente reeleito está em débito com todos os setores que o socorreram. Só não poderá decepcioná-los. Ai dele se, ao final, não for bem-sucedido. A porta da rua é a serventia da casa.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 01/11/2026 04:30 Por Ricardo Noblat

  3. Trump diz não ter plano de encontrar Flávio Bolsonaro, mas que o filho do Jair pode ficar nos EUA se quiser (desde que não encha o saco).

    Fonte: Folha de S. Paulo, Política, 31.out.2026 às 22h48

  4. Flávio é só mais um imigrante nos EUA, enquanto Lula e Trump ‘olham para frente’

    Flávio se deu uma importância que não tinha, passou vergonha para o mundo e logo será apenas um imigrante a mais nos EUA, enquanto o pragmatismo de Lula e Donald Trump entra em ação e os reais interesses dos dois países serão postos na mesa da diplomacia, e não dos negócios, como seria entre Flávio e Trump.

    O caminho entre Brasil e o país, aliás, nunca esteve de fato interditado, apesar de Trump sonhar em ser o líder da extrema direita mundial, ouvir Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro daqui e dali e confrontar o Brasil com tarifaços e a classificação do PCC e do CV como terroristas – o que, em tese, pode ter graves consequências.

    Os dois presidentes se falam, Lula até critica mais Trump do que o contrário e o vice Geraldo Alckmin, o Itamaraty, o governo em geral e os variados setores privados nunca perderam contato com Washington. O trânsito continuou fluindo, mesmo com as trombadas políticas.

    Agora não vai ser diferente, mas com Lula revigorado pela vitória, as manifestações e o reconhecimento internacional, e Trump amargando seus piores índices de popularidade e a real possibilidade de derrota nas eleições legislativas de meio de mandato, na próxima terça-feira.

    Os EUA são a grande potência, mas Brasil e Lula estão em alta, e EUA e Trump, em baixa.

    Prestem atenção. Donald Trump bancou o visto e o avião desde a Argentina para Flávio, mulher e filhas e colocou em dúvida as eleições brasileiras, mas, assim como quem não quer nada, colocou ressalvas bem claras a favor de Lula. Não precisa ser um gênio da diplomacia para captar o recado.

    Quando disse que a eleição “parecia fraudulenta”, ele emendou: “Gosto muito do Lula, me dou bem com ele”. Depois, quando falou que o pleito foi “uma vergonha”, explicou que não tomara partido porque Lula lhe pedira e que iria falar com ele. Não são manifestações de inimigo, nem de quem está efetivamente indignado e caraminholando retaliações.

    Outros detalhes são que nem Trump nem Milei reconheceram o resultado, mas a Embaixada Americana admitiu que a vitória de Lula é “definitiva e impressionante”, e a reação do Brasil foi muito diferente diante da Argentina, que ajudou Flávio a fugir, e dos EUA, que, além disso, o acolheram.

    A conclusão é que o governo brasileiro dá de ombros para Milei, afundado em crise política, econômica e social, mas com os EUA não se brinca, esteja lá Trump ou quem quer que seja.

    No palco, a conversa é uma; nos bastidores, a realidade se impõe. Não interessa aos EUA e Brasil, a Trump e Lula colidir pelo imigrante Flávio, nem pelos Bolsonaros.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 31/10/2026 | 20h02 Por Eliane Cantanhêde

  5. Bem, por que voto em Lula? Porque é o que tem projetos que beneficiam o país. É só ver os investimentos em infraestrutura e tecnologia nacionais e é preciso, caso contrário o déficit em contas correntes continuará.. Quais os projetos dos outros? Vender toas as estatais que dão lucro? Comprar a coisa pronta e só exportar produtos primários?

    E também não prioriza a macroeconomia em desfavor da microeconomia, tungando os que podem menos. Por um tempo votei no Ciro Gomes, porque ele tinha projetos até semelhantes ao do governo atual, porém ele deu uma guinada no seu pensamento, incompatível com o que pregava. O resultado é que não conseguiu se eleger governador em seu estado natal.

    Quanto à corrupção, infelizmente sempre existiu (também no período da ditadura militar, onde a imprensa era tolhida) e a única maneira de combatê-la é a prevenção. Não custa muito tempo pesquisar para ver quem se envolveu nas falcatruas.

    No quarto mandato, com algumas correções em gastos, especialmente dando ênfase aos investimentos produtivos e áreas sensíveis como segurança, o governo terá tudo para fazer sucesso, desde que o Congresso não atrapalhe.

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