
Sonho do general com a volta dos militares era pesadelo
Carlos Newton
Os militares adoram o poder, mas se recolheram aos quartéis e sumiram do mapa político devido ao fracasso da ditadura de 1964, que começou bem, ao fomentar o chamado “milagre brasileiro”, que transformou o Brasil no país de maior desenvolvimento econômico no século 20, mas depois se tornou um retumbante fracasso, com inflação descontrolada e moratória na dívida externa.
Essa passividade militar durou até 2015, no governo Dilma Rousseff, quando a então presidente nomeou o general Eduardo Villas Boas para o comando do Exército.
LINHA DURA – Villas Boas era um dos oficiais que jamais se conformaram com a devolução do poder aos civis, e decidiu assumir uma posição pró-ativa. O primeiro passo foi mandar a inteligência do Exército pesquisar se havia brasileiros saudosos do regime militar. E o resultado foi positivo.
A pesquisa mostrou que expressiva parcela de cidadãos estava disposta a votar num candidato militar que pudesse colocar ordem na atividade política, diminuir a corrupção etc. e tal.
De posse dessas informações, o comandante do Exército chegou à conclusão de que poderia utilizar a experiência de um militar na política, o capitão Jair Bolsonaro, que já estava no quinto mandato de deputado federal. Villas Boas convocou uma reunião com ele e o instruiu a lançar sua candidatura à Presidência, dizendo que as Forças Armadas iriam apoiá-lo com força total.
AVALIAÇÃO CORRETA – O general Villas Boas acertara em cheio a sua avaliação. Estávamos no apogeu da Lava Jato e a candidatura de Bolsonaro para pôr fim à corrupção logo ganhou apoio. Contraditoriamente, a corrupção era justamente uma especialidade secreta do deputado, já enriquecido ilicitamente com as rachadinhas e os negócios imobiliários em dinheiro vivo, mas o comandante do Exército não sabia nada disso, nem dava importância.
Quando essas peculiaridades vieram a público, mesmo assim Villas Boas não esmoreceu e continuou incentivando Bolsonaro. Houve então o atentado a faca, até hoje muito mal explicado, e Bolsonaro chegou ao poder nas urnas.
Simultaneamente, Villas Boas limpara o nome de Bolsonaro, dando por concluído o curso dele na Academia Militar das Agulhas Negras, e ainda lhe concedeu a Medalha do Pacificador, maior honraria do Exército, vejam bem a que ponto de desfaçatez a política pode levar.
CONTRATAÇÃO – A essa altura, o general já estava com a gravíssima doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Mesmo assim, Bolsonaro o contratou para supostamente trabalhar no Gabinete de Segurança Institucional, mas o objetivo era que o general continuasse morando no Comando Militar, onde recebia assistência médica permanente e gratuita.
A doença do general e as maluquices de Bolsonaro e dos filhos na trama do golpe jogaram no lixo o sonho militar de voltar ao poder, e assim Lula conseguiu se reeleger, apesar da rejeição cada vez maior a ele e ao PT.
Flávio Bolsonaro perdeu a eleição, mas nada mudou. A família é tão despreparada e alucinada que continua acreditando em golpe militar, com ajuda de Donald Trump, Tio Patinhas, Homem-Aranha e Mulher-Maravilha, sem que nenhum parente ou amigo chame a ambulância psiquiátrica para internar essa gente.
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P.S. – Em meio ao festival de besteiras que hoje caracteriza o noticiário político, surge a informação de que Lula vai substituir os comandantes militares. Para quê? Ora, para nada… Na verdade, Lula é tão despreparado quanto Bolsonaro. Até hoje, aos 81 anos, o petista ainda não descobriu que não se mexe em time que está ganhando. É desanimador. (C.N.)
Fuga de Flávio aos EUA após derrota leva militares a abraçarem Tarcísio
Integrantes das Forças Armadas criticam ‘abandono de tropa’ por Flávio Rachadinha e pregam afastamento de família
Tarcísio de Freitas, governador de SP e capitão da reserva do Exército, que já era preferido, ganha mais força na caserna
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Folha de S. Paulo, Política, 2.nov.2026 às 15h39 Por Fabio Victor
A articulação para filiar Michelle Bolsonaro ao Republicanos
Está em curso uma articulação para tirar Michelle Bolsonaro do PL e levá-la para o Republicanos. Um dos pilotos das conversas é Damares Alves, amiga próxima da senadora eleita.
Ajuda essa possibilidade o fato de Michelle estar, na visão de um político que acompanha o movimento, “descontente com os filhos do marido e com a condução do PL por Valdemar [Costa Neto]”.
O Globo, Política, 03/11/2026 05h52 Por Lauro Jardim
Micheque adquiriu estabilidade de 8 anos no emprego de senadora pelo DF após a posse no RH do Senado.
Ora pois. se tudo dessa forma assim ocorreu, diria Nhô Vitor: Partindo de quem partiram essas rocambolescas idéias de jerico, cá também com meus botões concluo que não passaram de um jogo combinado de propositado desmantelamento do “sentimento pátria”, que vinha num “decrescendo” desde que “finou-se” Tancredo Neves e daí o inconsequente paulatino avanço da maré vermelha, melanciando descaradamente todas as roças ao locupletar os revesados mercenários.
PS. Quem, nesse generalizado destrambelhamento está a defender ordem e progresso?
Penso que se esse General representasse as patrióticas Forças Armadas Brasileiras, jamais deveria ter aceito o convite de quem em sua vida mostrou-se subversiva e terrorista, tendo atuado implicitamente contra essas mesmas forças!
Deduz-se que o propósito de lá pra cá, é deixar o Brasil sem eira, nem beira, em mãos alheias e subalterno khazarianamente!
Bolsonaro, por sua vez, serviu aos mesmos objetivos, sei lá se consciente ou inadvertida e combinadamente?
Se assim não tivesse ocorrido. haveria cabimento para isso?
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Senhor Panorama , mas será que os militares não tomaram vergonha na cara e não aprenderam , com a trágica passagem de Jair Bolsonaro na presidência da república do Brasil e agora desesperadamente vão abraçar e apoiar o ” golpista , traidor , lesa – pátria e gigolô ” governador de São Paulo Tarcísio de Freitas , como se não houvessem mais ninguém que de fato , deseja , zele pelo patrimônio do Brasil e quer o bem – estar de seu povo .
A reprise da Entrevista com o saudoso Teotônio Vilela, feita pelo Canal Livre, há 43 anos, em 1983, mais atual do que nunca, seria muito mais útil ao Brasil, neste momento histórico, do que a perda de tempo com mais e mais blá-blá-blá, gogó e trololó dos me$mo$ que não leva o país, a política e a vida do brasileiro a lugar novo e alvissareiro nenhum. https://www.facebook.com/reel/1465614695701978
Não acredito que militares que não aspiram a carregar mala de presidente lamentem a saída (definitiva?) do tal Flávio.
Nessa era da IA os milicos devem estar bem avançados tecnologicamente para acreditarem em qualquer bobo metido a macho.
Que a saída seja definitiva, I hope…
Para que obtivessem esses resultados os requisitados era tidos e havidos “Homens de Confiança”, para até “sacrificando-se” sutilmente fazer seguir a “maré vermelha”!
PS. Que outra explicação há para o que vem se seguindo?
Quem souber, responda!