
Moraes pediu explicações sobre vídeo de IA pró-Flávio
Deu na CNN
O pedido de esclarecimento feito por Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao PL sobre o uso de imagem e voz de Jair Bolsonaro em um vídeo gerado por inteligência artificial, exibido na convenção do partido no último fim de semana, acendeu um debate sobre os limites da atuação do magistrado.
Em entrevista ao WW, a cientista política e professora da FGV-EESP Lara Mesquita analisou o episódio e concordou com a interpretação de que a solicitação abre margem para questionar até onde pode ir esse nível de interferência.
CONVENÇÃO X CAMPANHA – Lara Mesquita ressaltou que é preciso distinguir juridicamente o contexto em que o vídeo foi exibido. “Convenção não é campanha. Convenção é, inclusive, para definir quem vai ser o candidato”, afirmou. Para ela, classificar o vídeo como peça de campanha — que é o que a resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) regulamenta — seria “forçar um pouco a barra”.
O analista de Política da CNN Caio Junqueira destacou que já existe uma ação no TSE, promovida pelo PT, sobre o uso da inteligência artificial, e que a defesa já se manifestou.
Segundo Caio Junqueira, três advogados eleitorais sem vinculação partidária avaliaram que o conteúdo estaria em conformidade com a Resolução 23.610, uma vez que o evento era fechado, restrito a militantes, e o vídeo indicava tratar-se de IA. “A posição oficial deles é que Bolsonaro não autorizou”, acrescentou o analista, referindo-se à defesa.
CARTA – Além do episódio do vídeo, Lara Mesquita também questionou outros aspectos da atuação de Alexandre de Moraes. Ela citou o caso de uma carta escrita por Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, indagando: “Como assim uma pessoa que está presa não pode escrever uma carta?”
Para a cientista política, é fundamental refletir sobre até onde pode ir esse nível de interferência do magistrado. “Me preocupa bastante”, disse ela. Mesquita ressaltou que suas ponderações não minimizam a gravidade das condutas que levaram à condenação de Jair Bolsonaro. “Não quero com isso dizer que o que o ex-presidente Jair Bolsonaro fez, que levou à condenação dele, é algo pequeno, que não é sério”, afirmou. Ainda assim, para ela, é necessário resguardar os valores democráticos: “A gente está numa democracia e tem valores muito fortes numa democracia que a gente tem que resguardar”.
No contexto mais amplo, Caio Junqueira apontou que o STF — em especial Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes — tem tentado tomar decisões que afetam a arena eleitoral, mesmo sem estar mais no TSE. O TSE atual, comandado por Nunes Marques e com André Mendonça como vice, é visto pelo analista como menos intervencionista do que a postura adotada por Moraes em 2022, quando buscava regular o discurso nas redes sociais.
A taxa de rejeição de Fernando Haddad (PT) no estado de São Paulo varia entre 42,9% e 58%, dependendo do instituto de pesquisa recente de julho de 2026
Rejeição da Ratazana das Taxas segundo as Narco-Pesquisas.
Genial/Quaest (Julho de 2026): Aponta 58% de rejeição para o candidato petista
Paraná Pesquisas (Julho de 2026): Mostra índice de 42,9% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum
Datafolha (Julho de 2026): Registra taxa de 47% de rejeição ao ex-ministro.
Rejeição alta, aprovação de Tarcísio e estagnação: as más notícias da Quaest para o início da campanha de Haddad
Pesquisa aponta que atual governador de SP abriu 15 pontos de vantagem sobre ex-ministro da Fazenda
https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/07/29/rejeicao-alta-aprovacao-de-tarcisio-e-estagnacao-as-mas-noticias-da-quaest-para-o-inicio-da-campanha-de-haddad.ghtml
Datafolha: maioria avalia que Moraes agiu mal ao proibir Flávio de visitar Bolsonaro
Avaliação representa 59% dos brasileiros, diz levantamento; decisão do ministro ocorreu após senador divulgar carta de cunho eleitoral escrita pelo pai, que cumpre prisão domiciliar
Em que esse cara não extrapolou, é um cara que deve ter alguma espécie de carência e que descontar nas outras pessoas suas frustrações
Há muito se sabe que esse magistrado está indo muito além de suas sandálias. Prevalecimento não dura para sempre. E na maioria das vezes acaba mal para o prevalecido.