No Brasil, todo projeto destina-se ao fracasso, porque o país ficou inviável

Charges - UM BRASIL

Charge do Galhardo (Um Brasil)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Diante do pânico europeu e americano com a possibilidade de que o mundo melhor, tal como se pensou nas últimas décadas e séculos, venha a ruir, nós, brasileiros, temos uma grande vantagem adaptativa: sempre soubemos que o mundo nunca deu certo porque o Brasil nunca deu certo e nunca dará.

Um projeto de país aqui não passa de um tique nervoso, quando não apenas um nicho de mercado, entre outros.

VANGUARDA DO BEM – Alguns de nós, principalmente os bonzinhos, bonitinhos e inteligentinhos, fingem que não sabem como nós, brasileiros comuns, que o Brasil nunca deu certo e nunca dará. Protegidos pelos seus lobbies e seus bancos, têm o luxo de se vender como a vanguarda do bem no país.

O Carnaval no Brasil, quanto mais cresce como festa “popular”, mais se revela como uma celebração orgiástica do fim do mundo, regada a cachaça, fezes e urina. Pode-se exceder em tudo porque, na verdade, nunca houve Quarta-Feira de Cinzas aqui, já que entre nós a “consciência do pecado” nunca pegou —não há pecado abaixo do Equador, lembra?

Como diz um amigo meu esquisito, se Jesus Cristo viesse ao Brasil, se corromperia e entraria no esquema do Master, apesar de, ao mesmo tempo, posar de crítico da desigualdade e defender a democracia.

MORAL CORROÍDA – Este caráter corrosivo da moral tem sido o eixo dinâmico da nossa cultura. Onde, em terras alheias, se dá, muitas vezes, um combate constante entre Deus e o Diabo, cá, em nossas terras, nem o Diabo consegue cavar raízes, se dele tivermos a imagem de alguma coerência em sua atitude.

 Cá, a coerência seria uma fraqueza, na melhor das hipóteses, uma farsa barata. A “vida ética”, tão decantada na filosofia, cá se faz comportamento não adaptativo. Entre nós, a “vida ética” se fez puro marketing de causa.

Sabe-se muito bem que o patriotismo, ou nacionalismo — que não nos cansem com as diferenças conceituais entre um e outro — é o último reduto dos canalhas. Em 2022, patriotas eram os que pediam intervenção militar diante da derrota do Bolsonaro. Hoje, o mesmo adjetivo é aplicado àqueles que elegem a soberania nacional como eixo da sua campanha para presidência pela enésima vez — o Lula.

FALSA SOBERANIA -Toda vez que você ouvir alguém falar, com glória, a palavra “soberania” nos tempos vindouros, saiba que você está diante de um mentiroso. Dessa vez, pouco se dirá acerca dessa retórica falsa lulista, afora os bolsonaristas que viram seu máximo valor —a pátria— roubado deles.

Há que se reconhecer que, na boca dos bolsonaristas, este suposto valor sempre soou como a palavra de um bufão. Todavia, o Lula não deve se preocupar, porque para ele sempre se passará pano.

O Brasil desmoraliza qualquer iniciativa supostamente ética em política ou no que quer que seja. Por exemplo, a premissa republicana de que deva existir uma independência entre os três poderes — executivo, legislativo e judiciário — a fim de preservarmos a mecânica dos freios e contrapesos que um oferece aos demais, e vice-versa, se dissolve numa convergência canalha à luz do dia.

PODRES PODERES – O conluio babilônico em Brasília entre os integrantes dos três Poderes é regra geral de comportamento pessoal e institucional. Só os fracos não repetem essa compulsão à corrupção do caráter. O país pratica o niilismo em escala nacional. Se o Brasil é, de fato, o país do futuro, o é por conta do fracasso humano de se elevar acima das suas concupiscências mais comezinhas.

Até o mito do progresso entre nós se revela ainda mais na sua condição de mito. Se a corrupção de caráter sempre nos devastou, hoje ela se fez um sistema racional de conduta, abarcando instituições responsáveis pela civilização, assim como carreiras profissionais aspiracionais.

A impressão é de que, diferente do rei Midas —que transformava tudo que tocava em ouro, devido ao seu anseio patológico por riqueza—, cá, tudo que a esmagadora maioria daqueles que têm alguma forma de poder toca, transforma-se em nada. Daí o niilismo como inconsciente nacional.

HOMEM NIILISTA – Se um dia se disse que o brasileiro era o homem cordial, hoje o brasileiro se fez homem niilista. Com um sorriso na face, que vai de amargo ao cínico — no sentido do senso comum e não da filosofia grega — seguimos o dia a dia nos defendendo do poder em larga escala.

Se os grandes gregos, como diz o rei Agamemnon na tragédia maravilhosa e tocante de Eurípedes “Ifigênia em Aulis”, deveriam invejar os humildes, nascidos entre os obscuros do mundo, porque eles não eram obrigados a enxergar o real tal como ele é; cá só os cegos verão o futuro. No Brasil, há que se preservar as virtudes mais primevas, como a coragem, a humildade e a vergonha.

12 thoughts on “No Brasil, todo projeto destina-se ao fracasso, porque o país ficou inviável”

    • Na mosca.!!!

      Os jumentinhos narco-fasci-soça-comunas-carniceiros-(e panascas) e os militantes das redações estão por ai com o pano e o kaol….

      eh!eh!eh

      aquele abraço

  1. FALSA SOBERANIA -Toda vez que você ouvir alguém falar, com glória, a palavra “soberania” nos tempos vindouros, saiba que você está diante de um mentiroso. Dessa vez, pouco se dirá acerca dessa retórica falsa lulista, afora os bolsonaristas que viram seu máximo valor —a pátria— roubado deles.

    Tragam um Oscar para o Sr. Pondé, ele merece…

    mentiroso caiu como uma luva para o Narcola 9F e seus jumentinhos adestrados

  2. Pondé é um daqueles viralatas metido. Late, late, mas no final foge. E essa de niilismo serve para carapuça dele. Um nada.

    Ao contrário do que ele escreve, os brasileiros sempre viveram na esperança de algo melhor.

  3. Tem aquela piada antiga que Deus dizia: “olha o povo que vou colocar la”. Mas, acho que se enganou, acho que deveria ter falado: “Olha os políticos que vou colocar lá”. Essa é a razão de nosso fracasso polítiocs incomPTentes

  4. DINHEIRO É BOM, mas a loucura pelo dito-cujo poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, é a mãe dos males e das desgraças que afligem o ser humano e a Humanidade, no Brasil e no mundo. E, na minha opinião, apenas a democracia de verdade, direta, com meritocracia e Deus na causa, tem o condão de estancar a sangria desatada e, por conseguinte, salvar o que ainda resta de Humanidade. “Políticos ligados a milicianos e facções. Influenciadores promovendo estilos de vida irrealizáveis. “Consultores” financeiros recomendando investimentos com lucros fabulosos em ativos sem lastro na economia real. Vendedores de cursos online sobre como ficar rico. Aliciadores de menores na internet. Sem falar em torcedores não mais de futebol, mas de “fubetol” (obrigado, Sérgio Rodrigues), cantores de sofrência pagos em milhões por prefeituras de cidades sem escolas e hospitais; mulheres com peitos pneumáticos, boca de peixe e bochechas de Fofão; etc.” “O Brasil picou ? , por Ruy Castro, pela FSP. NÃO CARO RUY, o Brasil não picou, e, ademais, a nosso ver, ainda tem jeito e até futuro alvissareiro, MAS não sob a égide da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, rendida à loucura norte-americana por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, que de fato perfaz um sistema de plutocracia putrefata, com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, fantasiado de democracia apenas para locupletar espertos e ludibriar a cognição de inocentes úteis, sistema esse que não apenas picou mas tb bichou geral, há muito tempo, tanto lá na matriz, USA, superada pela autocracia chinesa, quanto aqui na filial, Brasil, ao que parece, face ao andar da carruagem e ao que tudo leva a crer. https://www.academia.org.br/artigos/o-brasil-picou

  5. Esse “intelectual” é um dos mamateiros que assinaram a tal da “carta pela democracia”, escrita pelos ladrões e narcotraficantes petralhas.

    Fazuelli de novo picareta!

  6. “Grok afirma que os judeus asquenazes são 10% mais inteligentes do que outras pessoas.
    Isso, somado ao fato de os Rothschild terem conseguido o controle do nosso cartão de crédito nacional, fez toda a diferença.

    Quantos judeus ilustres você consegue nomear?

    Será que todos eles são maçons? Pessoas como Bob Dylan e Leonard Cohen eram Illuminati. Mas Herb Alpert e Arty Shaw? George Gershwin e Irving Berlin? Peter Thiel. Elon Musk. Sam Altman, Bill Gates, Bernie Madoff, Larry Ellison, Steven Spielberg, Surgei Brin, Larry Page, Mark Zuckerborg, Alex Karp, Barack Obama, LBJ, FDR, Eisenhower, Jeffrey Epstein, Donald Trump, Lauren Bacall, Bernie Sanders, Jerry Seinfeld, George Soros, Putin, Zelensky, o presidente do Fed Kevin Warsh, seu sogro, Ron Lauder, presidente do Congresso Judaico Mundial.

    O que está acontecendo? Quantos judeus existem de fato? Quantos são bilionários?

    Neste momento crítico, seria de se esperar que provas de que as guerras mundiais são orquestradas por maçons de ambos os lados, a serviço dos Rothschild, com o objetivo de minar a civilização cristã, matar fiéis e patriotas e trazer de volta o “Messias” (Lúcifer) fossem de interesse.

    Seria de se esperar que saber que Netanyahu, Trump, Putin e os líderes do Irã são maçons fosse algo de interesse.

    Você pensaria que o fato de Trump, Netanyahu e Putin pertencerem ao Chabad, um culto supremacista judaico abertamente dedicado a iniciar a Terceira Guerra Mundial, seria de seu interesse. A prova está no meu livro gratuito, que foi banido pela Amazon e pela Ingram.”

    Illuminati 4 Genocídio e Guerra (PDF Gratuito)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *