
Marinho declarou à Justiça ter comprado a TV por 35 dólares
Carlos Newton;
Herdeiros dos antigos controladores da TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo, canal 5), estão encaminhando representação à Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), pedindo que analise e julgue a documentação da transferência dos direitos dos acionistas fundadores daquela emissora, em favor do empresário Roberto Marinho, numa negociação que teria sido concretizada pelo valor equivalente a apenas 35 dólares.
Eram 673 acionistas, que jamais receberam qualquer pagamento pela suposta venda, promovida com documentação falsa usada para dar ares de legalidade a atos absolutamente ilícitos, com o explícito apoio da ditadura militar, e que agora, com suporte em parecer do Ministério das Comunicações, acabam de ser declarados oficialmente legais.
UM CLARO CONLUIO – O parecer ministerial demonstra claramente a existência de um conluio entre a Globo e o governo Lula. Na opinião dos diretores técnicos do Ministério das Comunicações, “à época da prática dos atos narrados, houve cumprimento das exigências legais e administrativas então vigentes, com o aval do órgão de Consultoria Jurídica”. E acentuam:
“Da análise dos fundamentos jurídicos apresentados pelo peticionário, verifica-se que a discussão cinge-se aos atos ilícitos supostamente praticados pelo jornalista Roberto Marinho para aquisição de ações da Rádio Televisão Paulista S/A, atual TV Globo de São Paulo. Esses fatos dizem respeito ao direito dos acionistas da concessionária que teriam sido lesados pela conduta ilícita imputada ao jornalista. Eventual irregularidade não tem o condão de macular a outorga do serviço, pois não foi relatada qualquer ilicitude no processo de concessão ou de renovação da outorga”.
FORA DA LEI – Ao contrário do que diz o parecer, as graves ilegalidades, cometidas a partir de 1964, e que se arrastaram por anos, estão bem à vista nos autos dos processos administrativos abertos e só foram toleradas por conveniente omissão dos golpistas de 1964, que agradeciam assim a explícita colaboração de Roberto Marinho aos militares, a ponto de seus três filhos terem publicado em 31 de gosto de 2013 um editorial dizendo que o apoio do pai ao regime militar foi um erro.
O editorial na primeira página de O Globo, em 31 de agosto de 2013, porém, deixou de assinalar que esse erro enriqueceu a família ilicitamente, a ponto de colocar os três filhos entre os empresários mais bem sucedidos do mundo, segundo a revista Forbes.
Mas os herdeiros dos controladores da TV Paulista, que foram prejudicados por Marinho, jamais se conformaram a abriram diversos processo contra ele e a Rede Globo.
AÇÃO “IMPROCEDENTE” – Na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, tramitou a Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, proposta pela família Ortiz Monteiro, mas julgada improcedente, sob alegação de que a TV Paulista teria sido adquirida da família Ortiz Monteiro pelo sr. Roberto Marinho, em 5 de dezembro de 1964, por Cr$ 60.396,00 (equivalentes a 35 dólares).
A sentença, transitada em julgado, contrariou reiterada afirmação do próprio Roberto Marinho nos autos processuais de 5.000 páginas, ao revelar que “jamais houve negócio de compra e venda de ações entre ele e Oswaldo Junqueira Ortiz Monteiro, e desse modo sequer poderia a julgadora declarar o vício de um negócio que jamais existiu”.
A controvérsia deriva do fato de que, dois meses antes, Roberto Marinho tinha firmado um contrato de gaveta, não levado ao conhecimento dos governantes da época, e segundo o qual o empresário Victor Costa Júnior, não acionista da emissora, já lhe teria vendido o capital majoritário da emissora, supostamente recebido por herança, o que se provou impossível, visto que seu pai, falecido em 1959, segundo o próprio Ministério das Comunicações, jamais possuiu ações majoritárias da emissora que viria a ser a mais importante do Grupo Globo.
FALSO “USUCAPIÃO” – Preocupada com as falsidades documentais usadas para fundamentar o apossamento da outorga e do controle societário da empresa, a defesa de Roberto Marinho não titubeou e chegou ao requinte de argumentar que, na pior das hipóteses, o empresário deveria ser considerado legítimo proprietário da concessão e da outorga da emissora por “usucapião”, pois já tinha a TV Paulista sob seu domínio há muitos anos, embora seja impossível transmitir concessão pública por simples ocupação.
A fraude cometida em 1965 por Roberto Marinho é mais do que flagrante e agora caberá à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA avaliar se o governo brasileiro, no caso em tela, feriu direitos humanos e de propriedade, ao chancelar entendimento absolutamente equivocado do Ministério das Comunicações de que, no caso da transferência do controle da Rádio Televisão Paulista S/A para o sr. Roberto Marinho, entre 1964 e 1977, “todas as exigências legais e administrativas foram cumpridas, uma vez que as operações autorizadas pelo Ministério se deram de forma regular e seguindo os ditames legais necessários, acompanhados dos pareceres do competente órgão jurídico e dos atos obrigatórios à sua regularidade”.
MISSÃO IMPOSSÍVEL – Não vai ser fácil provar que é regular e legal um pedido de transferência de outorga de concessão e de controle de emissora de televisão, lastreado em Assembleia-Geral Extraordinária, sem a presença de acionistas reais, com a presença de acionistas já mortos há anos e “representados” por um falso outorgado, titular de apenas duas ações num total de 30.000, e signatário exclusivo do viciado ato assemblear, posteriormente, aprovado pela presidência da República na época e agora reavaliado como “regular”.
Com base nas doutrinas e nos princípios universais do Direito, a OEA terá de se posicionar-se ao lado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, em acórdãosobre a questão, salientou que “não pode ter subsistência um negócio jurídico cujo proprietário da coisa objeto do negócio sequer participou dacogitada alienação. A entender-se de outra forma estar-se-ia proclamando a legalidade do enriquecimento ilícito, o que não é possível sancionar-se, irrefutavelmente”.
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P.S. 1 – A OEA deverá levar em consideração o fato de que as instalações da TV Paulista, em São Paulo, foram consumidas por um incêndio em 1969, e o seguro rendeu a Marinho cerca de US$ 7 milhões. que corresponderiam hoje a US$ 63 milhões.
P.S. 2 – A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, se quiser, poderá ter acesso a um documentário de 85 minutos que descreve todo o portfólio de ilegalidades criadas e implementadas pelos novos donos da emissora, sem nenhuma reação das autoridades.
P.S. 3 – Para pressionar a família Ortiz Monteiro a desistir da ação, a Globo, na condição de ré, fez uso de um expediente devastador: deu à causa em 2001 o valor de R$ 70 milhões certa de que levaria os verdadeiros donos da emissora a desistirem da batalha judicia. Aplicando-se IPCA, entre 2001 e 2026, mais juros mensais de apenas meio por cento, chegaríamos ao total de cerca de R$600 milhões. Mas o Tribunal de Justiça do Rio, por unanimidade, indeferiu essa pretensão da família Marinho. O processo está disponível no portal do TJ-RJ. Vale a pena acessá-lo. (C.N.)
A propriedade capitalista é o roubo
A célebre frase do filósofo anarquista Pierre-Joseph Proudhon é, na verdade, “A propriedade é o roubo” (“La propriété, c’est le vol”), publicada em seu livro O que é a Propriedade? em 1840.
Embora o conceito dialogue diretamente com a ideia de que a acumulação de riqueza surge da exploração, a formulação exata foca no conceito jurídico e social de propriedade privada.
Proudhon não estava se referindo aos bens de uso pessoal (como sua casa, suas roupas ou suas ferramentas de trabalho), os quais ele chamava de “posse”. Ele atacava a propriedade capitalista, ou seja:
A terra e as fábricas mantidas por quem não trabalha nelas.
A receita gerada pelo trabalho alheio (juros, aluguéis e lucros).
A apropriação do excedente coletivo produzido pelos operários.
Hoje Dom Curro despeja muita grana, mucha plata, nas burras dos Marinhos.
A troco de quê?
De meter a ripa na cacunda dos bolsonaros?
E o vírus chinês?
O papa do vírus está às voltas com o prejú dado aos gringos e ao mundo com a pandemia que criou genocidas negacionistas.
Cheguei a conclusão que sou um mini genocida, não tomei vacina, tomei cloroquina, ivermectina e azitromicina, hehehe e não morri.
O Estadão está tocando no assunto do vírus de leve, deve estar com medo de estar apalpando a barriga da grávida errada.
Doutor Falci apelou cento e onze vezes a quinta emenda dos Estado Unidos, ficou mais trancado que cloaca de muriçoca.
Acho que isso deveria ser resolvido aqui, como nossa justiça é cega, lerda e cara, acaba acontecendo esse absurdo da OEA ter de resolver isso
Face às burras cheia$, mudar os cenários dos programas da globo é fácil, o difícil, quase impossível, é mudar o cenário do Brasil dominado pela globo, desde 1964, em parceria com a loucura norte-americana, compulsiva e insaciável, por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, adotada no Brasil desde 1889, que, por dinheiro, devorou a famigerada ditadura militar, a sua fada madrinha.
https://tribunadainternet.com.br/2026/08/04/oea-vai-apurar-venda-de-emissora-de-tv-a-roberto-marinho-por-apenas-35-dolares/#comments
A Censura está dominando a Tribuna da Internet, por que a total falta de artigos no caso Anthony Fauci?
A “queda” de Anthony Fauci refere-se ao seu recente depoimento perante o Senado dos EUA (29 de julho de 2026), onde ele invocou a Quinta Emenda e se recusou a responder perguntas por mais de três horas, alegando risco de autoincriminação.
O episódio foi desencadeado pela divulgação de diários pessoais de Fauci, publicados pelo senador Rand Paul, que revelaram anotações sobre sua fama e decisões durante a pandemia.
Lembrando, que os tidos “negacionistas”, dentre os quais me incluo, tinham razão!
Calma ,Sr. Dorivaldo
Nosso Editor-Chefe precisa estudar as matérias antes de por na tela…..
E como são centenas de milhões delas, essa ainda não teve o espaço.
Aqui não existe censura, estamos protegidos sob o signo da liberdade, ‘menas” para os soças-comunas-parasitas , esse são tratados com censura pior que os ditadores da Chinaisa, Coréia do Norte, Cuba, pois nosso Editor-Chefe é mais vingativo que Lex Luthor, Careca de Ouro, e o Boca de Sinuca, juntos…
Nosso Editor-Chefe é o Terror dos Soças-Comunas Parasitários…..
aquele abraço