“Vamos precisar entrar na Justiça”: Vorcaro e advogado discutiram ofensiva contra o BC

3 thoughts on ““Vamos precisar entrar na Justiça”: Vorcaro e advogado discutiram ofensiva contra o BC

  1. O elo inquebrantável entre os Bolsonaro e o crime que já usou farda

    De Adriano da Nóbrega a Robson Calixto, o “Peixe”, as conexões de Flávio Bolsonaro com as milícias do Rio não são acidentes de percurso

    É normal um miliciano ter o contato de uma assessora de um senador? É normal um senador enviar o dinheiro de uma emenda ao Orçamento da União para um miliciano? Não se espante nem um tantinho assim: no universo bolsonarista, é claro que é normal. Eu me arriscaria a dizer que é quase corriqueiro.

    Flávio Bolsonaro destinou quase R$ 200 mil para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, miliciano condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.

    A Polícia Federal (PF) encontrou as mensagens trocadas entre “Peixe” e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado. E, sem surpresa, a PF suspeita que o dinheiro tenha sido desviado.

    E que justificativa ofereceu Flávio para isso? Algo parecido com a que ele deu sobre a aplicação dos mais de R$ 61 milhões destinados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, de exaltação da vida de seu pai — condenado e preso pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023? Não, é claro.

    Desta vez, diante da falta da prestação de contas detalhada que havia prometido no caso do filme, Flávio foi mais cuidadoso e não se limitou a dizer que se trata de “uma página virada”.

    Preferiu inovar: por meio de sua assessoria, afirmou que “a emenda foi destinada dentro da legislação vigente” – e ponto final. Satisfeito?

    Ora, a pergunta não foi sobre se a emenda contrariou “a legislação vigente”. Foi sobre o que ele achava do fato de o dinheiro público ter ido parar nas mãos de um miliciano. Não adianta insistir.

    A essa altura, ocupado como anda, certamente Flávio deve considerar o assunto “uma página virada”, e vamos para o próximo.

    O miliciano é apontado como o homem que apresentou os mandantes do crime aos executores e providenciou a submetralhadora usada para assassinar a vereadora e o motorista Anderson Gomes.

    “Amiga, vê com o nosso senador se consegue nos ajudar”, ele pediu a Maria de Fátima, segundo apurou o repórter Breno Pires. O dinheiro foi para uma ONG na Taquara, área de milícia no Rio de Janeiro.

    O apoio a facções criminosas que já vestiram farda e cobram taxa de segurança não é um acidente de percurso, mas o alicerce da carreira política de Flávio. Como deputado estadual, ele homenageou o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega com a Medalha Tiradentes enquanto este estava preso por homicídio. Quem não sabe?

    E quando os crimes de Adriano já eram largamente conhecidos, Flávio ainda empregou a mãe e a ex-mulher de Adriano em seu gabinete com salários de mais de R$ 6 mil, na época do famoso esquema das “rachadinhas” operado por Fabrício Queiroz.

    Amigo de longa data da família Bolsonaro, Queiroz foi uma espécie de faz-tudo de Flávio.

    Em 2022, Queiroz concorreu a deputado estadual e não se elegeu. Nas eleições municipais de 2024, tentou uma vaga de vereador em Saquarema pelo Partido Liberal (PL), mas obteve apenas 588 votos e terminou como suplente.

    Hoje, candidato a presidente da República, Flávio raramente o encontra, e, quando o faz, é às escondidas.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 23/09/2026 04:30 Por Ricardo Noblat

    • Flávio Bolsonaro voltou dos EUA com a família e advogado em jato de Vorcaro

      O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua mulher, Fernanda, e as duas filhas do casal voaram em janeiro de 2025 da Flórida, nos Estados Unidos, a Brasília no jato pertencente a Daniel Vorcaro que meses depois, em agosto, foi usado por Alexandre de Moraes e sua esposa.

      A aeronave tinha entre os donos cotistas a Prime You — empresa operadora do jato e da qual Vorcaro era um dos sócios — e o advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio que aparece como investigado no escândalo do INSS e também estava no voo.

      (…)

      Fonte: O Globo, Política, 24/09/2026 00h36 Por Patrik Camporez, Sarah Teófilo e Dimitrius Dantas — Brasília

  2. É sempre bom lembrar que…

    O Brasil de Lula está fora do Escudo das Américas de Trump

    Acorda, Brasil! Presta atenção!

    O “Escudo das Américas” é uma coalizão regional de segurança e defesa lançada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi oficialmente criada em março de 2026, durante uma cúpula realizada em um resort de Trump em Miami, na Flórida.

    A aliança funciona por meio de cooperação militar, compartilhamento de inteligência e operações coordenadas. O bloco conta atualmente com cerca de 19 países membros (incluindo Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e El Salvador).

    Quais são os objetivos principais?

    Combate ao Narcotráfico e Crime Organizado: O foco central declarado é desmantelar cartéis de drogas e redes criminosas transnacionais na América Latina, as quais o governo Trump classifica como “ameaças globais” ou o “Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental”.

    Contenção da Influência Estrangeira: Cientistas políticos e analistas apontam que o projeto também serve como uma ferramenta geopolítica para reassertar a hegemonia dos EUA na região e afastar a influência econômica e política da China e da Rússia na América Latina.

    Controle de Imigração: Atua no reforço de estratégias para conter fluxos migratórios em massa em direção à fronteira sul dos Estados Unidos.

    Acontecimentos Recentes e Sanções ao PCC e CV

    Em encontros paralelos à Assembleia Geral da ONU, os países integrantes do grupo assinaram uma declaração conjunta listando 24 grupos como “organizações narcoterroristas transnacionais”. A pedido direto de Trump, os membros concordaram em impor sanções severas a essas facções — o que inclui o congelamento de bens financeiros, restrições de imigração e de vistos, além de punições criminais para apoiadores logísticos. As facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) foram formalmente incluídas nessa lista de alvos.

    Por que o Brasil está de fora?

    O Brasil e o México decidiram não integrar a coalizão. Há duas razões principais para o distanciamento brasileiro:

    Divergência Jurídica: A lei brasileira define o crime de terrorismo sob critérios estritos baseados em motivações xenofóbicas, raciais ou religiosas.

    O ordenamento jurídico do Brasil não reconhece o termo “narcoterrorismo”, argumentando que facções criminosas como o PCC e o CV visam ao lucro financeiro e ao controle territorial, e não a fins ideológicos ou políticos.

    Soberania e Alinhamento Político: Críticos e governos de esquerda da região enxergam a iniciativa de Washington como uma reedição da Doutrina Monroe (uma política do século XIX de forte intervencionismo norte-americano).

    O governo brasileiro expressou preocupações com a soberania nacional e recusou a agenda de expansão militar e de posicionamento de tropas dos EUA no continente.

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