
Sessão expõe sintonia de Lula, Alcolumbre e Motta
Victoria Azevedo
O Globo
A promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 reuniu autoridades do Executivo e do Legislativo, além de integrantes da coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sessão expôs o clima amistoso entre o petista e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e foi marcada pela ausência de aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do próprio presidenciável.
A sessão desta sexta-feira mostrou um alinhamento entre os chefes do Congresso e Lula em meio ao processo eleitoral, num momento em que os partidos dos dois parlamentares anunciaram apoio a Flávio. Antes de começar a sessão, Alcolumbre recebeu Lula na porta da sala da presidência do Senado. Eles ficaram no local por cerca de dez minutos e saíram andando lado a lado com Motta até entrarem no plenário.
INFLUÊNCIA – O presidente posou para fotos e cumprimentou aliados no caminho até a mesa das autoridades. Pouco antes de começar a sessão, o ex-ministro da Educação Camilo Santana se levantou e levou ao presidente uma cópia da Constituição — exemplar que Lula ergueu no momento em que foi promulgada a PEC e depois após encerrar seu discurso. Camilo passou a ser um dos aliados mais próximos do presidente e ganhou influência junto à coordenação da campanha do petista após o resultado das urnas no primeiro turno.
Ao longo da sessão, Alcolumbre e Lula cochicharam ao pé do ouvido algumas vezes. Em uma delas, as duas autoridades deram risadas. Os dois congressistas fizeram falas elogiosas a Lula. Motta disse que “quis Deus que nosso destino fosse cruzado com esse grande brasileiro” antes de citar o nome do petista. Alcolumbre, por sua vez, afirmou que a presença do presidente na sessão reforçava “imensamente a importância deste momento para o país”. O chefe da República abriu sua fala citando as autoridades presentes e chamou Motta e Alcolumbre de seus amigos.
PANO DE FUNDO – O clima amistoso tem como pano de fundo as eleições. Lula e Alcolumbre ficaram três meses sem se falar, mas retomaram o contato em agosto, com objetivo do presidente em destravar as propostas de um pacote eleitoral no Congresso. Motta declarou apoio público a Lula antes do primeiro turno, posou para fotos usando bonés vermelhos com o nome do petista e participou de atos eleitorais do presidente na Paraíba. Alcolumbre destravou as pautas de interesse de Lula. Às vésperas do primeiro turno, pautou a PEC do fim da escala 6×1, bandeira da campanha do petista.
Lula citou o momento de ruído na relação com Alcolumbre no discurso e fez uma fala acenando a deputados e senadores ao dizer que o voto que elege o presidente da República é o mesmo que elege os parlamentares (“o voto de um não é melhor que o voto de outro, são iguais, é o mesmo povo que está votando”). “Outro dia, parecia que eu e você (Alcolumbre) éramos dois inimigos”, disse Lula.
DIVERGÊNCIAS – Alcolumbre, então, respondeu: “Eu não fui avisado disso”. O presidente seguiu: “De vez em quando tem uma futrica colocando a inimizade do presidente da República, os deputados, os senadores. Isso é uma bobagem (…) Muitas vezes é ruim a nossa convivência por conta da divergência, mas sem ela seria muito pior. Se eu não pudesse divergir de vocês e vocês de mim, a democracia estava sendo jogada no lixo. Quero parabenizar o Congresso Nacional, Senado e Câmara, por esses dois presentes que deram ao povo brasileiro”.
Além dos interesses eleitorais nos respectivos estados, os parlamentares querem apoio de Lula, do governo e do PT para buscar a recondução no comando da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2027. Por isso, contam com a eleição do petista. Os dois estão pressionados após o PL aumentar expressivamente a sua bancada e demonstrar interesse em lançar candidatos. Um integrante da campanha de Lula que acompanhou a cerimônia disse que a retomada da relação entre eles tem sido importante nesta reta final e fala do “modo sobrevivência” de Alcolumbre. O chefe do Senado enfrenta mais dificuldades para conseguir se reeleger.
O presidente vinha sendo aconselhado por aliados a acompanhar in loco a promulgação da PEC, reforçando a vinculação do tema ao seu governo. A proposta é uma bandeira eleitoral e vitrine de sua gestão. As duas primeiras fileiras do plenário foram ocupadas por ministros do governo —a primeira-dama, Janja da Silva, acompanhou a cerimônia em uma dessas cadeiras. Atrás, integrantes da campanha de Lula, como o presidente do PT, Edinho Silva, o ministro da Secom licenciado Sidônio Palmeira, o presidente do PSB, João Campos, e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
AUSÊNCIA DE FLÁVIO – A sessão desta sexta foi marcada também pela ausência de aliados de Flávio Bolsonaro e do próprio candidato à Presidência —nenhum senador alinhado ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu. Flávio está no Rio de Janeiro. Integrantes da oposição mais distantes de Flávio também não aparecerem, apesar da Casa ter se posicionado majoritariamente a favor da proposta, com 75 votos a favor e apenas um contra, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
O presidenciável tem sido criticado por Lula e aliados pela atuação contrária ao avanço do fim da escala de trabalho 6×1. O senador fez uma série de declarações críticas à PEC, defendeu uma proposta alternativa em que os trabalhadores negociem jornadas flexíveis junto a seus empregadores e atuou para adiar a votação da proposta.
Na véspera, entretanto, recuou e deu declaração favorável à medida, diante da pressão popular e mirando evitar desgastes nas urnas. Ele não participou da votação na quarta-feira, no entanto. Votou favorável à distância. A interlocutores do setor empresarial disse que a PEC poderá ser revisada pelo Congresso, caso ele seja eleito presidente da República.
Adendos, em:
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Há “dendos”, em:
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Disputa presidencial ainda está indefinida
As pesquisas e análises do cenário político de outubro de 2026 de fato confirmam a sua percepção:
A disputa presidencial não está definida e aponta para um empate técnico no segundo turno entre o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
Embora discursos e palanques tentem projetar vitórias antecipadas, os dados oficiais de institutos de pesquisa mostram uma realidade de profunda polarização e equilíbrio a poucos dias da eleição.
O que dizem as pesquisas mais recentes (Votos Totais)
A disputa segue indefinida, variando dentro da margem de erro dependendo do instituto levantado:
Datafolha (15/10/2026): Apresentou Flávio Bolsonaro com 47% contra 45% de Lula. Considerando apenas os votos válidos, o placar fica em 51% a 49% a favor do senador.
Quaest (14/10/2026): Registrou Flávio com 46% e Lula com 44%.
PoderData/AYA (16/10/2026): Apontou um empate numérico de 47% a 47% nas intenções gerais de voto, configurando exatos 50% a 50% em votos válidos.
Por que a eleição parece distante de estar ganha para Lula?
Resultado do Primeiro Turno: No dia 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou numericamente à frente, alcançando 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões) contra 45,16% de Lula (53,8 milhões). Isso deu tração e uma percepção de favoritismo para a oposição na largada do segundo turno.
Avaliação do Governo: A desaprovação da gestão atual pesa contra a campanha de reeleição. Conforme o Datafolha, 41% dos eleitores avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 35% consideram ótimo ou bom. No índice de aprovação pessoal, 50% desaprovam o presidente e 48% aprovam. Historicamente, presidentes que buscam a reeleição com taxas de desaprovação maiores que as de aprovação enfrentam disputas severas.
Divisão Demográfica e Regional: O eleitorado está rigidamente dividido. Flávio mantém forte liderança nas regiões Sudeste (51% a 41%) e Sul (62% a 29%), além do eleitorado evangélico (62% a 29%). Já Lula mantém sua fortaleza na região Nordeste (61% a 32%), entre os eleitores de menor renda (53% a 38%) e entre o público católico (52% a 42%).
A Estratégia de Reta Final
Para tentar reverter a vantagem numérica obtida pela oposição no primeiro turno, o governo Lula acelerou nas últimas semanas a entrega e votação de medidas de forte apelo popular, como a articulação no Senado para a aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1 e anúncios voltados à redução de impostos sobre combustíveis.
Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro foca o discurso em segurança pública, teto de gastos e pautas de costumes.
Com o cenário estatístico cravado em empate técnico, analistas apontam que a decisão final dependerá diretamente da mobilização de rua e da conversão dos poucos eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco/nulo na reta finalíssima.
Lula e Flávio empatam em 50% dos votos válidos
A 9 dias do 2º turno, candidatos do PT e do PL têm a mesma pontuação e eleição está indefinida
Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta 6ª feira (16.out.2026), mostra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio (PL) empatados, com 50% dos votos válidos cada um.
(…)
Fonte: Poder360, Política, 16.out.2026 – 7h15 Por Jonathan Karter. de Brasília
Ao levar a disputa para o empate técnico, Barba coloca Rachadinha “nas cordas”.
A fina flor da corrupção
Flávio tem almoço com a cúpula da Globo antes da sabatina do JN
Almoço de Flávio Bolsonaro com cúpula da TV Globo aconteceu na sexta-feira (16/10), horas antes da sabatina do senador no Jornal Nacional
Igor Gadelha. Metrópoles
https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/flavio-tem-almoco-reservado-com-a-cupula-da-globo-antes-da-sabatina-do-jn
kkkkkkkkk
Flávio correu pra almoçar com a cúpula da Globo horas antes da sabatina do JN. Não foi pedir respeito, não foi pedir equilíbrio. foi pedir pra cadeira virar vaso sanitário, pra poder se acomodar melhor na função que ele mais entende.
É patifaria pura. Foi receber as perguntas antecipadas, ensaiar o teatrinho e ainda assim vai se enrolar todo, porque o limite cognitivo não permite fingir inteligência por mais de dois minutos seguidos. Nem com cola ele consegue.
E ainda tem gente que acredita que essa aberração de rachador, ladrão, miliciano e ditador de alma, vai “mudar o Brasil pra melhor”.
Só alma de golpista mesmo, daquelas que se excitam com milícia, com mentira e com o cheiro de ditadura.
Que vergonha, Rede Globo. Que vergonha profunda.
Vendida, bajuladora e cúmplice.
Mas não adianta. A tsunami vermelha vai inundar as urnas mesmo assim.
Jaula pra dois, por gentileza.
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
José Luis
Talvez a cupula da Globo quisesse se certificar se o filho tem ou não a mesma intenção do pai de caçar a concessão da emissora.
Claro que ele não confirmaria, pois se confirmasse seria liquidado já na entrevista.
Acorda, Brasil! Presta atenção!
Se comfirmasse a intenção, seria atropelado por um caminhão de lixo logo na saída da emissora.
kkkkkkk
José Luis
Tralli e Renata são afastados das entrevistas com candidatos
Após críticas internas, a TV Globo decidiu afastar César Tralli e Renata Vasconcellos das entrevistas com os candidatos à Presidência, substituindo-os por Renata Lo Prete, que entrevistou Lula ontem.
Os traficantes Luladrão, Narcolumbre e Hugo Bosta serão despejados e presos. Estamos assistindo o abraço dos afogados.