
Charge do Sponholz (Arquivo Google)
Carlos Newton
Lula ganhou a eleição, mas a vitória não garante a sobrevivência do partido que ele criou em fevereiro de 1980, com apoio entusiástico do regime militar, para enfraquecer o PTB de Leonel Brizola, que acabara de voltar ao Brasil e era franco favorito em qualquer eleição.
A manobra de criação do Partido dos Trabalhadores foi planejada pelo general Golbery do Coutto e Silva, ideólogo do regime militar e diretor do Serviço Nacional de Informações (SNI). E assim o PT já surgiu fortalecido pelas greves de metalúrgicos do ABC paulista, apoiado por sindicalistas, intelectuais, artistas, religiosos e movimentos sociais.
Naquela época, Lula já se tornara o maior líder contra o governo militar, porque ainda não se sabia que na verdade ele atuava como agente infiltrado pelo SNI no sindicalismo.
FALSO SINDICALISTA – O envolvimento de Lula com o regime militar somente viria a ser conhecido em 1988, com o lançamento do livro “Jogo Duro”, do empresário paulista Mário Garnero, que relatava seu relacionamento com Lula desde que o jovem metalúrgico se tornara sindicalista para ajudar o patrão, Paulo Villares, no relacionamento com os trabalhadores.
A partir da página 130, pode-se saber quem era Lula e o que fazia, segundo o relato de Garnero, que está vivo, tem 89 anos e naquela época representava as empresas automobilísticas nas reuniões com o falso sindicalista.
Ele conta tudo sobre os serviços prestados por Lula ao regime militar e aos empresários. Cita até a encenada prisão de Lula pelo filho do delegado federal Romeu Tuma, que era seu mentor e costumava convidar o jovem Lula a frequentar sua casa nos almoços de domingo .
TUDO VERDADE – Lula jamais tentou desmentir Garnero, até porque as revelações do empresário paulista foram inteiramente confirmadas pelo delegado Romeu Tuma Júnior, autor dos livros “Assassinato de Reputações” (2013) e “Assassinato de Reputações II” (2016).
Foi Tuma Júnior quem prendeu Lula, em abril de 1980, numa farsa para fortalecer o petista como ídolo antiditadura, após a volta de Brizola.
No Google, há grande dificuldade para conseguir essas informações, mas com paciência é possível até ler os livros de Garnero e Tuma Jr. Nada disso, porém, atrapalhou a carreira de Lula, que está entrando na História pela porta da frente, quando deveria fazê-lo pela porta dos fundos.
SEM SUCESSOR – Agora, Lula ganhou sua última eleição, já com data de validade vencida. Como o presidente não tem herdeiros políticos e não permitiu que surgisse uma nova liderança, o clima no partido é de pânico.
No próximo dia 13, o Diretório Nacional se reúne para debater como garantir a sobrevivência do PT após Lula deixar o governo. Bem, os petistas podem se reunir à vontade, porém jamais chegarão a nenhum consenso. Não há como salvar o PT.
Nesta eleição, já saíram derrotados Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, José Dirceu, Delúbio Soares, Marina Silva, Simone Tebet, Rui Falcão, Paulo Teixeira, Jorge Viana, Vicentinho, Benedita da Silva, Paulo Pimenta e Jean Wyllys. Ou seja, o povo adora Lula, mas detesta o PT.
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P.S. 1 – No próximo dia 13, o PT reúne o Diretório Nacional para discutir a sobrevivência sem Lula. O objetivo é fazer uma avaliação da inquietante questão e organizar a realização de um congresso no ano que vem sobre renovação partidária e outros temas.
P.S. 2 – Será um esforço inútil, igual ao desafio da Esfinge: “Decifra-me ou te devoro”. O fato concreto é que o PT se tornou um paciente em estado terminal, que ameaça o país. Como não conseguirão sobreviver na política sem a presença de Lula, os petistas certamente vão aproveitar seu último governo para roubar até a rampa do Planalto, sob proteção do Supremo. (C.N.)
O antibolsonarismo reelegeu Lula em 2026
Barba foi derrotado no 1º turno e só venceu no segundo graças à forte rejeição dos eleitores à família Bolsonaro, o que lhe garantiu 10,4 milhões de votos adicionais.
Rejeição ao bolsonarismo levou 10,4 milhões de votos a mais para o moinho de Lula no 2º turno
Os 10,4 milhões de votos a mais obtidos por Lula no segundo turno foram impulsionados pelo antibolsonarismo — uma forte aversão à abominável “famiglia” Bolsonaro — e não exatamente por eleitores petistas.
Essa aversão só deve aumentar com as agressões e os ataques que vêm ocorrendo após a acachapante derrota de Flávio Rachadinha nas eleições.
Foi uma onda antibolsonarista que varreu para bem longe a candidatura inventada de Flávio Rachadinha no segundo turno, junto com seu abominável discurso de ódio, de fraude eleitoral e de fake News.
Acorda, Brasil! Presta atenção!
Quem varreu, inconstitucionalmente?
https://youtube.com/shorts/16lFst4Hric?is=zP84YIGba2YEM5jN
Tucker Carlson alerta que Trump pode ordenar ataque nuclear contra o Irã nos próximos dias https://www.brasil247.com/mundo/tucker-carlson-alerta-que-trump-pode-ordenar-ataque-nuclear-contra-o-ira-nos-proximos-dias/
Tucker Carlson alerta que Trump pode ordenar ataque nuclear contra o Irã nos próximos dias
Jornalista afirma que Netanyahu pressiona os Estados Unidos por uma ofensiva nuclear e adverte para o risco de uma Terceira Guerra Mundial
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Aquiles Lins
Aquiles Lins
02/11/2026 06h16
A noite de chuva em que os estudantes começaram a virar a eleição
Alunos de Direito da UFF iniciaram mobilização de rua que tomou o país e ajudou a barrar a volta do bolsonarismo
Quando os historiadores do futuro forem narrar a virada eleitoral de 2026, um capítulo terá que ser dedicado ao levante dos estudantes. Eles começaram a sair da toca em Niterói, na noite chuvosa de segunda-feira que se seguiu ao primeiro turno.
Alarmados com a votação do candidato da extrema direita, alunos da Universidade Federal Fluminense convocaram um ato público diante da Faculdade de Direito. O espaço ficou pequeno, e a turma resolveu sair em passeata rumo à Praia de Icaraí.
“Estávamos todos chocados com o resultado”, conta Valentina Cruz, diretora do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga. “Terminamos a apuração em estado de desespero, mas não podíamos deixar esse sentimento nos paralisar”, justifica.
A chuva engrossou, mas o cortejo ganhou a adesão de estudantes de outros cursos e de moradores que desciam dos prédios para se juntar aos jovens. “Uma das cenas mais bonitas que vi foi a de uma senhora de bengala. Ela disse, chorando, que a minha geração precisava defender a democracia”, lembra Valentina, que tem 19 anos e não é filiada a nenhum partido.
Como nem tudo são flores, bolsonaristas arremessaram ovos e papel higiênico molhado contra a garotada. Ninguém se machucou, e a marcha se estendeu até o fim da noite.
Os jovens ainda estavam na luta quando as imagens da passeata começaram a correr as redes sociais. “Quando abri o celular, o ato já tinha viralizado. Recebi uma enxurrada de mensagens e de vídeos filmados das ruas e das janelas.
Até meus amigos da Bahia estavam repostando, sem saber que eu estava lá”, diz a diretora do centro acadêmico, que nasceu em Porto Seguro e se matriculou na UFF pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
No dia seguinte, novas mobilizaçõ contra o bolsonarismo pipocaram em todo o país. Na quarta-feira, universitários e secundaristas se concentraram na Candelária, fecharam a Avenida Presidente Vargas e desceram a Rio Branco, cenário das grandes manifestações estudantis de 1968.
O ato não foi convocado pela campanha, mas atraiu ambulantes munidos de broches, bonés e camisetas com o nome de Lula. Era um sinal de que o Rio, antes dominado pelo bolsonarismo, ensaiava uma guinada à esquerda no segundo turno.
Nos últimos dias, o noticiário destacou a atuação do deputado André Janones, que se impôs à burocracia petista e comandou a reação nas redes. O esforço digital foi importante, mas não resolveria a parada sem a garra dos jovens que tomaram as ruas e estimularam eleitores de todas as idades a votarem contra a volta do bolsonarismo.
No ato que deu início ao movimento, os estudantes de Niterói desfraldaram uma bandeira laranja e preta com a inscrição “Direito UFF — Antifascista”. O estandarte ficou famoso em 2018, quando chegou a ser recolhido por ordem de uma juíza eleitoral. Embora não citasse nomes, foi considerado “propaganda negativa” contra o candidato que defendia a ditadura.
A ministra Cármen Lúcia derrubou a censura, em decisão referendada por unanimidade no Supremo. “Impedir ou dificultar a manifestação plural de pensamento é trancar a universidade, silenciar estudantes e amordaçar professores”, sentenciou.
O Globo, Política, Opinião, 01/11/2026 00h00 Por Bernardo Mello Franco
Prezado CN, bom dia!
…
A astúcia do Golbery fez o PT substituir o MDB como grande partido.
…
Lula e Brizola nunca foram filiados ao MDB.
Cumpre lembrar, uma vez mais, para bolsotários não esquecerem:
O presidente do TSE (Nunes Marques) e o vice-presidente (André Mendonça), que comandaram as eleições de 2026, foram indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Querem que desenhe?
Carlos Newton, redigiu um bem elaborado Epitáfio!
…perfeito C.N. Bem, se roubarem “só” a rampa do Planalto, sairemos no lucro. Mas a rapina será muito maior, a começar pelas obras de arte que tomarão doril. Nem Jesus salva!!
O livro de Garnero carece de provas documentais e contradiz relatórios do DOPs. Soa mais como uma vingança contra forças surgidas da oposição como Lula.
Até hoje não há prova qualquer que Lula pactuou com militares, especialmente com Golbery. Só narrativas e interpretações. Mas é do jogo político, para que provas? Basta a acusação e pronto. lembremos que o raciocínio é escravo das emoções.
Claro que o interesse dos militares era dividir as oposições à esquerda. Golbery ao promover a anistia e normalização lenta da abertura política pensara que pautas trabalhistas enfraqueceriam pautas políticas dos quais o maior representante estava no exílio, Leonel Brizola. E de fato, quando voltou, Brizola não tinha mais a hegemonia da esquerda. Mas Golbery confessou posteriormente que errara a análise. Lula voltou-se para pautas políticas, em vez de seguir exclusivamente as pautas sindicais.
Quanto ao herdeiro de Lula, nem precisa ser do PT, basta que seja representante da política nacionalista e inclusiva do atual presidente.