
Ministros aliados a Moraes pressionaram Fachin ao máximo
Márcio Falcão e Pedro Henrique Gomes
TV Globo e g1
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada.
“É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, escreveu Fachin.
CONFLITOS – “Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, continuou Fachin.
Edson Fachin também levou para si a relatoria de investigações do chamado “Inquérito das Fake News” e suspendeu “todo e qualquer procedimento” de investigação sobre integrantes do STF.
Além disso, Fachin também foi suspensa a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possível interferência na produção do relatório da PF que apontou uma relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.
BANCO MASTER – A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master.
O caso passou a envolver também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal (PGR), Andrei Rodrigues, o presidente do STF, Edson Fachin, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.
Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master. Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
SEM SIGILO – Em 1º de setembro, André Mendonça retirou o sigilo de um procedimento no qual havia sido incluído um relatório da PF produzido a partir de dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O documento apresentava 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Alexandre de Moraes. As respostas do ministro não apareciam no material divulgado.
As mensagens também continham referências a Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Em uma das mensagens, Vorcaro mencionava uma possível atuação junto a Gonet e Andrei. O relatório não indicava que Moraes fosse alvo da investigação.
NOVAS PROVAS – Na decisão que retirou o sigilo, Mendonça afirmou que os novos elementos deveriam ser analisados pelo plenário do STF. Segundo o ministro, caberia ao presidente do tribunal, Edson Fachin, definir a data e o procedimento para a deliberação.
No mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR), em peça assinada por Gonet, se manifestou pela nulidade da investigação determinada por Mendonça. O procurador-geral afirmou que o relator não poderia ordenar o aprofundamento de apurações envolvendo outro ministro do Supremo sem pedido do Ministério Público ou da própria PF.
ARGUMENTOS – A PGR sustentou que cabe à polícia judiciária realizar investigações na fase pré-processual e ao Ministério Público buscar elementos para uma eventual acusação.
Gonet também afirmou que, conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, indícios de crime envolvendo um magistrado deveriam ser submetidos ao órgão competente para julgá-lo. No caso de um ministro do Supremo, esse órgão seria o plenário do STF.
Depois da manifestação da PGR, Mendonça manteve a indicação de que o relatório deveria ser levado ao plenário. Fachin passou a ser responsável por decidir se o material seria analisado pelos ministros e qual seria o rito da discussão.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, Fachin botou ordem na zona. Mendonça quer apurar graves irregularidades e crimes envolvendo os ministros Moraes e Toffoli, mas a bancada petista do STF tenta tumultuar a questão, alegando que Mendonça quer eleger Flávio Bolsonaro. Essa investida de Gilmar & Cia. não dará certo, porque 13 ministros aposentados do STF estão defendendo que haja investigações, e a OAB e a Associação dos Delegados da Polícia Federal também apoiam as apurações, formando um movimento que deixa a bancada petista do STF em péssima situação, porque é crime apoiar a ocorrência de atividades criminosas, especialmente quando são magistrados do STF que cometem e apoiam esses crimes. (C.N.)
Deu a louca no Supremo! Na crise em que todos se acusam, nenhuma peça para em pé
O STF vive um efeito dominó que interferiu no rumo das eleições e exige providências agora e as devidas punições
A crise na mais alta corte de Justiça no Brasil se agrava a cada dia, com uma certeza que se espalha pelo País: é o típico caso em que todos se acusam e todos têm razão e ninguém tem razão. Uma guerra de perde-perde.
O estrago é imenso, fere gravemente o Supremo, as instituições e a própria democracia, às vésperas da eleição presidencial.
O erro começa lá atrás, quando o Supremo articulou um acordão para jogar debaixo do tapete as revelações contra o ministro Dias Toffoli, que já vinha tropeçando nas próprias pernas com decisões favoráveis à J&F e desabou com a sociedade em um resort de alto luxo que cruza sua história com a de Daniel Vorcaro.
Depois veio o tombo estrondoso de Alexandre de Moraes, flagrado como cúmplice pago a peso de ouro por Vorcaro e, a partir daí, o Supremo vive um efeito dominó em que nenhuma peça para de pé, a partir do titubeante Edson Fachin.
O presidente do STF parece aturdido, pequeno para o tamanho da crise, incapaz de assumir o controle. O decano Gilmar Mendes lidera o grupo de Moraes e é um dos fatores da crise.
O relator dos casos Master e INSS, André Mendonça, deixou seus quinze minutos de glória subir à cabeça e acha que pode tudo.
Após a divulgação de parte do material de Vorcaro para Moraes pelo Estadão, Mendonça determinou a quebra de sigilo, deixou o País estarrecido com a intimidade do banqueiro com o ministro e interferiu no rumo das eleições.
Aliás, sem que a sociedade seja informada sobre o tamanho e os reais efeitos da “amizade” entre Flávio e Vorcaro.
Sem ter o que dizer, e afundando no descrédito, Moraes usou um documento da inteligência da PF, sem timbre, assinatura e valor, não para se defender, mas para atacar o relator Mendonça.
Só piorou sua própria situação: afundou mais ainda e fez emergir uma onda popular de apoios a Mendonça – e, de quebra, à candidatura de Flávio.
O Estado de S. Paulo, Opinião, 09/09/2026 | 14h45 Por Eliane Cantanhêde
O STF virou uma carcaça; só se espere mais putrefação
O autoritarismo, o patrimonialismo e a corrupção, inclusive dos modos, mataram o STF tal como o conhecíamos antes do inquérito das fake news
Flávio Dino, que trata o Maranhão como se fosse capitania hereditária, resolveu dar a sua colaboração ao caos que reina no STF desde que a prioridade de boa parte dos ministros se tornou salvar a pele de Moraes.
Com a sua decisão de hoje, escrita com a pena da arrogância, de reintegrar Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da PF, o ministro afrontou a maioria colegiada da 2ª Turma e também o presidente do STF, Edson Fachin, responsável pelo julgamento do recurso da AGU contra a determinação de André Mendonça.
Decisão tomada sob o pretexto risível de evitar “danos irreparáveis” a processos, Dino tenta lançar uma sombra de suspeição sobre o colega, agora inimigo, requentando a história do encontro que Mendonça teve com Daniel Vorcaro, quando o fraudador se passava por banqueiro, na sede do instituto do qual o ministro era sócio.
Estamos no terreno das equivalências desonestas, onde Dino manobra o seu trator como ninguém, certamente para os aplausos, e também para as gargalhadas dos companheiros de luta pela democracia em causas próprias, das quais a mais urgente, repita-se, é a de Moraes, que não admite ver investigada a relação promíscua que mantinha com o perpetrador da maior fraude financeira da história do país.
Só os ingênuos nutrem ilusões que já deveriam estar perdidas. O autoritarismo, o patrimonialismo e a corrupção, inclusive dos modos e dos costumes, mataram o STF tal como o conhecíamos antes da abertura do inquérito das fake News, marco inicial da putrefação do tribunal.
Sete anos depois, o que existe é uma carcaça imersa no caos, que provoca engulhos cada vez que somos obrigados a passar perto dela. Só se espere mais decomposição.
Fonte: Metrópoles, Opinião, 09/09/2026 11:10 Por Mario Sabino
Acho que isso é pior d que uma zona
É CN, o corrupto Alexandre de Moraes mandou investigar Mendonça, Fux e Marques. É meus amigos, a verdade sempre aparece e a mentira também.
Mendonça é um brasileiro do nível de Dom Pedro II.
Respeitem, pelo menos, as piranhas. Elas têm um nome a zelar.
Fachin tirou o “inquérito das Fake News” das mãos de Moraes, deveria retirar o sigilo do inquérito também, para que todos os brasileiros soubessem os crimes cometidos, as irregularidades, as quebras da lei. Alexandre de Moraes é mafioso.
Prezado Sr. Carlos Newton, permita-me o contraditório da NR.
Ela está muito inclinada pra um lado só.
Eu penso o seguinte:
Os relatórios da PF, inconvenientemente, sugerem tratamento desigual entre ministros. Vorcaro e Flávio aparecem no mesmo romance; a NR preferiu o volume em que eles não saem de casa.
Quanto aos 13 ministros aposentados, à OAB e aos delegados, pediram apuração sob o devido processo, não um atestado de santidade a um lado e de quadrilha ao outro. Confundi-los com torcida organizada é um tropeço, sobretudo quando se acusa os demais de tumulto.
Respeitosamente,
José Luis
Amigão,
saudações luso-brasileira…
Lá naquela pocilga todos os 11 estão emporcalhados…
O chiqueiro fede á distãncia….
O Prédio do Supremo precisa urgente de uma desratização completa…..
só tem um para nos salvar….
Veja no video
https://www.youtube.com/watch?v=f9MyW6knTQY
aquele abraço
Muito bom!!!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Acho que você tem razão, amigão.
Concordo demais.
Só que os ex-ministros que assinaram essa tal carta também fede. E fede a OAB.
Daqui dá pra sentir o cheiro da imundície.
A única que ainda se salva é a PF… por enquanto.
Mas cuidado: os santos acabaram.
Pensando bem, nem o Batman nos salva.
Nem a Liga da Justiça.
Nem a Legião dos Super-Heróis.
Se aparecer o Super-Homem, vai olhar o cenário, suspirar e voltar pra Fortaleza da Solidão.
Tamo lascados!
Um forte abraço,
José Luis
Amigo José Luis,
Respeito e admiro sua opinião, mas há ocasiões em que você revela decepção em relação a todos os personagens. Eu defendo a tese de que devemos privilegiar os menos ruins. Não há outra saída.
Abs.
CN
Sr. Newton,
Será que nosso Amigão do Leme foi hipnotizado pelo Pai dos Burros Nine Fingers…??
eh!eh!eh!eh
aquele abraço
Fachin deu 48 horas para o Andrei se manifestar sobre os relatórios e investigação de ministros do $upremo Tayayá Federal. Quem vai prender o diretor da PF será o Fachin, não o Mendonça. Aconselho ao sr. Andrei a começar a abrir o bico. Antes que aconteça com ele o que aconteceu com o sicário.
Como se sabe, a escolha do presidente do STF não se baseia em critérios de produtividade, quantidade de votos ou “mérito” pessoal.
Em vez disso, adota-se um sistema de rodízio baseado na antiguidade.
Digam o que quiserem, mas um único ministro teve coragem para apontar “O imperador está nu ! O imperador está nu !“.
Todos morrem de medo do Lixo Careca, principalmente Aka Gonna. Um só o peitou.