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Marques cria restrições para o canal “Exército de Lula”
Pedro do Coutto
A poucos dias do segundo turno presidencial, a disputa entre Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou mais um capítulo de tensão institucional. O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones para mobilizar apoiadores do presidente, tornou-se o centro de um conflito dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois de decisões divergentes sobre a sua permanência no ar.
O episódio ultrapassa a disputa entre as campanhas e coloca em evidência uma questão essencial para a democracia: os limites da intervenção judicial no debate político durante uma eleição. No domingo, 11 de outubro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.
“SUSPEITAS” – O magistrado considerou necessário interromper o seu funcionamento diante de suspeitas de disseminação coordenada de conteúdos considerados falsos. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a medida e autorizou a retomada das atividades, enquanto solicitava informações adicionais e encaminhava a controvérsia para apreciação do plenário. A sucessão de decisões expôs divergências sobre a urgência e a proporcionalidade da restrição imposta a um canal com milhões de seguidores.
Nesta terça-feira, 13 de outubro, Nunes Marques voltou a determinar a retirada do canal do ar, estabelecendo condições para uma eventual reativação. Entre elas, está o registo formal da plataforma como meio oficial da campanha de Lula junto à Justiça Eleitoral. O ministro também determinou medidas de acompanhamento sobre o funcionamento do canal e de outros espaços digitais ligados às candidaturas. A decisão recolocou o caso no centro da controvérsia e aprofundou o impasse entre integrantes da própria Corte.
FUNDAMENTAÇÃO – O problema institucional não reside apenas na existência de decisões diferentes, algo possível num sistema judicial que admite recursos e revisão de medidas cautelares. A questão é saber se as restrições foram fundamentadas em elementos suficientemente sólidos, se são proporcionais aos riscos identificados e se os mesmos critérios são aplicados às duas candidaturas. Em matéria eleitoral, a celeridade é necessária para impedir que eventuais irregularidades produzam efeitos irreversíveis, mas a rapidez não pode substituir a demonstração dos factos nem dispensar uma fundamentação rigorosa.
A controvérsia exige, por isso, distinguir duas questões que frequentemente se confundem no debate político. Uma é a obrigação de combater a desinformação e impedir o uso ilegal de estruturas financiadas por terceiros em benefício de uma candidatura. Outra, igualmente importante, é a proteção da liberdade de expressão e da participação política de cidadãos que se organizam espontaneamente para defender um candidato.
NATUREZA DAS MENSAGENS – A existência de apoio político a Lula não torna automaticamente ilegal um canal de mobilização; da mesma forma, a dimensão de uma comunidade digital não a coloca acima das regras eleitorais. O enquadramento jurídico depende da natureza das mensagens, da eventual coordenação com a campanha, da origem dos recursos e das provas disponíveis.
O caso torna-se ainda mais delicado porque a intervenção judicial ocorre num ambiente de polarização e de intensa disputa pela comunicação digital. Com milhões de utilizadores, os canais de WhatsApp podem ampliar rapidamente mensagens políticas, verdadeiras ou falsas, e influenciar a circulação de informações entre eleitores.
A Justiça Eleitoral tem legitimidade para atuar diante de violações comprovadas, mas precisa de explicar com clareza por que determinada medida é necessária, quais elementos a sustentam e em que condições poderá ser revista. Sem essa transparência, mesmo decisões juridicamente justificáveis ficam expostas à suspeita de tratamento desigual.
QUESTIONAMENTO – A divergência entre Nunes Marques e Cueva não permite, por si só, concluir que um dos ministros agiu para beneficiar determinada candidatura. Permite, contudo, questionar a consistência dos procedimentos e a necessidade de critérios públicos, verificáveis e uniformes. A confiança numa instituição eleitoral não depende da ausência de conflitos entre os seus integrantes, mas da capacidade de resolver esses conflitos por meio de regras claras, fundamentação jurídica e decisões sujeitas ao escrutínio institucional.
Na reta final de uma eleição presidencial, cada restrição à circulação de informação pode ter consequências que uma decisão posterior dificilmente conseguirá reparar por completo. Por isso, a defesa da integridade eleitoral não deve ser colocada em oposição à liberdade de expressão: ambas são condições de uma disputa democrática legítima.
O desafio do TSE é demonstrar que fiscaliza comportamentos e aplica a lei, e não que escolhe quais vozes políticas podem alcançar os eleitores. É essa imparcialidade, demonstrada na prática e não apenas afirmada nos discursos, que sustenta a credibilidade da Justiça Eleitoral.
O totalitário Aparato Petista, no seu projeto de controle integral do Estado, para delinquir sem ser incomodado, conseguiu sequestrar o TSE e o STF, que, em 2022, funcionou como seu aparelho repressivo e censor, cujo maior escalabro fora o ditatorial Inquérito das Fakes News, tocando inconstitucionalmente pelo tirano Alexandre de Moraes.
Entretanto, no meio do caminho havia uma pedra e não conseguiram terminar o projeto de venezuelização.
O prócere do adágio “nós derrotamos o bolsonarismo” pediu pra sair. Os demais estão com seus bós na PF
https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/elijonasmaia/politica/caso-master-pf-produzira-relatorios-sobre-seis-ministros-do-stf-e-stj/
A estratégia do asquerosa do Aparato Petista, de exterminar qualquer adversário, transformando-os ilegalmente em párias criminosos, só funcionaria numa ditadura e não conseguiram completar o projeto de destruição da nossa.
Ao invés de derrotar o bolsonarismo, o vez crescer e hoje já reverteu, no Congresso, a hegemonia da vagabundagem.
E, ao que tudo indica, reverterá no Executivo.
As ideias e práticas, cegos pela febre do ouro, são muito toscas. Sempre darão tiro no pé. (Aqui entra análises mais profundas à cerca da formação do “pensamento”, se assim podemos dizer, que envolve metafísica, idealismo etc..).
Estão clamando inocência e quase pedindo a volta da censura seletiva.
Sendo que Nunes Marques nem disse (ainda?): “Nós vencemos o petismo”.
O máximo de nível que o PT tem são seus gênios imbecilizados (pra Darcy Ribeiro, mulas sem cabeça) totalmente apartados da realidade.
Imaginem o resto!
Lula terceirizou a presidência e a repressão e censura pra semideuses analfabetos em Relpolitik.
Agora tem uma campanha animal: jumentos querendo reeleger um jacu de gaiola.
… Relpolitik ….