Lula usa promessa de cortes de Flávio para expor riscos à população mais pobre

Lula escala Bruno Moretti para atacar plano fiscal de Flávio

Fabio Graner
O Globo

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para reforçar o enfrentamento à campanha de Flávio Bolsonaro no campo fiscal. Um vídeo no qual o candidato do PL fala de cortar gastos, mas enfatiza que o ajuste viria com redução de despesas com juros, foi considerado no petismo um flanco aberto para se explorar contra o adversário.

Moretti gravou um vídeo no qual destaca a mistura de conceitos entre despesa primária (gastos com saúde, educação, pessoal, previdência e outros) e financeira (juros) na fala de Flávio. Além de provocar os economistas que o assessoram, o responsável pela elaboração do orçamento do próximo ano disse que o candidato do PL estaria mentindo ao apontar que o corte de R$ 250 bilhões seria mais concentrado nos juros e não nas despesas primárias.

DESPESAS PRIMÁRIAS – O ministro, cuja fala também foi distribuída em texto pela campanha petista, lista dados de cortes de despesas primárias no governo do pai dele, Jair Bolsonaro, que tinha enviado o orçamento de 2023 com cortes de “mais de 60% no Farmácia Popular, não tinha dinheiro para elevar o salário mínimo acima da inflação, não tinha dinheiro para pagar o Bolsa Família reajustado”, entre outras despesas.

— É importante não se deixar enganar. Quando se diz que vai cortar mais de R$ 200 bilhões, esses cortes vão afetar a vida da população brasileira — salientou o ministro, que também tem sido um dos principais responsáveis pelas medidas econômicas tomadas pelo governo nas últimas semanas, a mais recente a desoneração total da gasolina, anunciada na última sexta-feira.

“TESOURAÇO” – A campanha à reeleição de Lula nesse segundo turno tem explorado a promessa de “tesouraço” e a sinalização de corte de despesas de 1,5% do PIB no primeiro ano, feita pela campanha bolsonarista, para tentar colar em Flávio a imagem de alguém que está contra os trabalhadores e a população mais pobre.

Com a pressão nesse flanco, Flávio tem assumido alguns compromissos para tentar evitar que a operação petista seja bem-sucedida. O candidato do PL passou a dizer, por exemplo, que o salário mínimo terá reajuste real, ou seja, acima da inflação.

Ele não explica, porém, qual o nível de alta acima do índice de preços com que pretende trabalhar e nem se compromete com a regra atual de correção (inflação mais PIB de dois anos antes, limitado à regra do teto de gastos). Também tem ressaltado que não acabará com Bolsa Família, salientando que pretende “aprimorar” esse e outros programas sociais.

SEM DETALHES – A campanha bolsonarista, assim como a petista, tem evitado detalhar quais medidas serão efetivamente tomadas no campo fiscal. A lógica é exatamente evitar polêmicas que possam custar votos. Mas, como foi sinalizado ao longo da campanha, tanto em entrevistas da coordenadora econômica, Daniella Marques, como em conversas reservadas no mercado financeiro, o número de 1,5% de ajuste no primeiro ano, o campo bolsonarista passou a ser questionado como entregaria essa promessa.

No petismo, não tem havido promessas de ajuste fiscal mais duro, mas tem se trabalhado com a trajetória de aumento no resultado primário ao longo do próximo mandato, previsto no orçamento enviado e que, para ser viável, demanda medidas de controle de despesas ainda não detalhadas.

Nos bastidores, ideias como reduzir o ritmo de crescimento do teto de gastos, hoje em 2,5% acima da inflação, chegaram a ser mencionadas para o mercado financeiro pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas por recomendação da campanha pararam de ser citadas.

10 thoughts on “Lula usa promessa de cortes de Flávio para expor riscos à população mais pobre”

  1. Lula, o que disse que os manuais de Economia estão superados, está quebrando o país de novo.

    Incapaz de efetivamente incluir o lumpensinato no mercado de trabalho m dando-lhes a oportunidade de desenvolverem suas potencialidades humanos.

    Este verme asqueroso vive da extração da mais valia absolutíssima da Indústria da Miséria.

    Só de ouvir o nome deste crápula, vomito. Isto não é só canalhice é falta de qualquer resquício de humanidade.

    A propósito de como se poderá dar dignidade e tirar milhões do lumpesinato, fábrica de voto pro jacu de gaiola.

    COMO INCORPORAR 25 MILHÕES DE ADULTOS AO MERCADO DE TRABALHO?
    📊 Uma simulação de desenvolvimento econômico para 10 a 20 anos:
    👥 Meta hipotética: ampliar o emprego produtivo entre 25 milhões de adultos de famílias beneficiárias, verificando quantos realmente precisam de novas oportunidades.
    💰 Investimento total preliminar: R$ 1,5 trilhão a R$ 4 trilhões em dez anos, entre qualificação, infraestrutura e expansão produtiva.
    🏛️ Estado: participação hipotética de 20% a 30%, equivalente a R$ 300 bilhões a R$ 1,2 trilhão em dez anos, destinada a qualificação, creches, infraestrutura e incentivos.
    🏭 Setor privado: participação de 70% a 80%, por meio de investimentos em empresas, tecnologia, equipamentos e criação de empregos.
    📈 Impacto econômico de longo prazo:
    ✅ PIB maior: mais trabalhadores produzindo bens e serviços ampliam a capacidade produtiva nacional.
    ✅ Mercado consumidor: o aumento da renda estimula o comércio, a indústria e os serviços, criando novas oportunidades de emprego.
    ✅ Arrecadação maior: empregos formais geram contribuições previdenciárias e impostos, ajudando a financiar políticas públicas.
    ✅ Menor pobreza: salários e qualificação podem ampliar a autonomia financeira das famílias e reduzir a dependência de transferências.
    ✅ Mais produtividade: com educação, tecnologia e investimentos, o Brasil pode produzir mais valor por trabalhador e elevar a renda per capita.
    ⚠️ O resultado não é automático. Se os empregos forem pouco produtivos, os investimentos insuficientes ou a economia não absorver a mão de obra, os ganhos serão menores. A incorporação também não significa retirar benefícios de quem já trabalha ou de quem não pode trabalhar.
    🌎 O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, enquanto a taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, segundo o IBGE. O Banco Mundial destaca a produtividade, a educação e a infraestrutura como fatores importantes para sustentar o crescimento brasileiro. Fontes: IBGE — https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/ ; Banco Mundial — https://www.worldbank.org/en/Country/brazil/overview
    🎯 Conclusão: transformar uma população vulnerável em força de trabalho produtiva pode gerar um ciclo de mais renda, consumo, produção e arrecadação. O desafio é financiar essa transição sem agravar o desequilíbrio fiscal e criar empregos cujo valor produzido sustente salários melhores e crescimento duradouro.
    Os valores de investimento e a divisão entre Estado e empresas são hipóteses ilustrativas, não projeções oficiais. O efeito sobre o PIB e a arrecadação dependerá da produtividade alcançada e do número real de adultos que precisam de novas oportunidades.

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  2. A propósito da asquerosa produção, manutenção e exploração do lumpesinato pelo jacu de gaiola, seu aparato e as oligarquias cleptopatrimonialistas.

    📚 MARX E O LUMPEMPROLETARIADO: ECONOMIA E POLÍTICA
    🔹 Economicamente, Marx denominava lumpemproletariado determinadas camadas marginalizadas ou com vínculos precários com a produção, distintas do proletariado organizado.
    🔹 Politicamente, considerava que esses segmentos poderiam ser mobilizados por lideranças interessadas em conquistar ou conservar o poder, inclusive contra movimentos populares.
    🔹 Em O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (1852), Marx analisa como Luís Bonaparte mobilizou diferentes grupos sociais, incluindo elementos do lumpemproletariado, para construir sua base política.
    ⚠️ Aplicação ao Brasil: o conceito pode contribuir para investigar relações entre marginalização econômica, clientelismo e dependência política. Entretanto, pobreza, desemprego, informalidade ou recebimento de benefícios sociais não tornam automaticamente alguém lumpemproletário.
    📖 Referências:
    • Marx — O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (1852): https://www.marxists.org/portugues/marx/1852/brumario/index.htm
    • Marx e Engels — Manifesto do Partido Comunista (1848), seção “Burgueses e proletários”: https://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/cap1.htm
    💡 Questão central: como as condições econômicas influenciam a autonomia política e a possibilidade de instrumentalização de determinados grupos sociais?

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  3. Flávio pisa na bola

    Ao dizer agora, numa reviravolta, que apoia o fim da escala 6×1 e que não deverá ir ao debate da Band, Rachadinha não só trai a confiança de seus eleitores antes mesmo de tomar posse, como seria o esperado, mas também expõe medo e incapacidade de debater com Barba.

  4. Flávio pisou na bola novamente

    Candidatos que lideram as pesquisas dificilmente comparecem a debates na TV.

    Se, após recusar o debate da Band, Flávio Rachadinha muda de ideia em uma nova reviravolta e confirma presença, é porque certamente não está seguro de sua liderança na corrida presidencial.

  5. Está claro que os vagabundos – e a imunda esquerda, desculpem-me o pleonasmo – querem tudo de graça, até mesmo o “direito” de te assaltar, porque acham pouco o roubo que o governo federal aplica sob forma de “impostos” a quem trabalha. Tem que haver contrapartida sempre !

    Durante o regime militar, o equivalente mais próximo em termos de financiamento estudantil para o ensino superior era o Creduc (Programa de Crédito Educativo), criado em 1976.

    Diferente do ProUni (que concede bolsas de estudo gratuitas), o Creduc funcionava como um financiamento:

    Objetivo: Facilitar o acesso de estudantes de baixa renda a faculdades particulares.

    Funcionamento: O governo financiava as mensalidades e o aluno precisava devolver (pagar) o valor após a conclusão do curso.

    • Gestão: Inicialmente operado com recursos do Fundo de Assistência Social, passou a ser administrado pela Caixa Econômica Federal após a Constituição de 1988 e deu origem, mais tarde, ao Fies em 1999.

  6. Dólar e juros voltam a subir, e bolsa a cair

    ‘Trade Flávio’ perde parte do impulso com pesquisas mais apertadas e dúvidas sobre ajuste fiscal

    Gestores e analistas veem redução do apetite por risco após euforia com primeiro turno; juros futuros sobem, dólar volta aos R$ 5 e Bolsa recua

    A aposta do mercado financeiro em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial começou a perder parte do fôlego nesta terça-feira, 13.

    Depois de uma forte valorização dos ativos brasileiros na esteira do primeiro turno, investidores passaram a demonstrar maior cautela diante de pesquisas que apontam uma disputa mais apertada contra o presidente Lula.

    Às incertezas eleitorais somam-se dúvidas sobre a execução do ajuste fiscal prometido pela equipe de Flávio (mentiroso contumaz e propagador de fake News?).

    Entre gestores e analistas do mercado financeiro, ganha espaço a avaliação de que parte do entusiasmo que tomou conta dos investidores após o primeiro turno pode ter sido excessiva.

    (…)

    Fonte: Revista Veja Negócios, Radar Econômico, 13 out 2026, 16h31 Por Machado da Costa

    https://veja.abril.com.br/economia/trade-flavio-perde-parte-do-impulso-com-pesquisas-mais-apertadas-e-duvidas-sobre-ajuste-fiscal/

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