PT difama Andréia Sadi e GloboNews devido ao PowerPoint do caso Master

GloboNews admite erro em arte que ligou Lula ao caso Banco Master e Andréia  Sadi pede

Petistas procuram desconhecer suas ligações com Vorcaro

Mario Sabino
Metrópoles

Petistas usam as redes sociais e os seus blogs sujos para atacar a jornalista Andréia Sadi, que apresenta um programa diário na GloboNews. O motivo foi a exibição de um PowerPoint que mostrava as conexões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, com personalidades impolutas da vida nacional.

Como no PowerPoint apareciam destacados Lula, Guido Mantega, Gabriel Galípolo e a estrela do PT, sem que nele figurassem figuras da direita, os petistas ficaram tiriricas. Disseram que a GloboNews fez associações indevidas para colocar o governo e o partido no centro do escândalo, ao passo que a emissora teria omitido cinicamente Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto, Flávio Bolsonaro, e por aí vai.

RADICALISMO – Reclamar é legítimo; o que não é aceitável — ou não deveria ser — é partir para a difamação, a calúnia, a intimidação, os métodos habituais dessa gente que adora liberdade de expressão e de imprensa.

Não adiantou Andréia Sadi pedir desculpas no ar, nem a GloboNews demitir a editora supostamente responsável pelo PowerPoint (na minha opinião, uma providência injusta na sua drasticidade): a jornalista continua a ser xingada e ameaçada. Ela e a emissora foram puxadas para ao meio da batalha entre petismo e bolsonarismo sobre a paternidade de mais essa sem-vergonhice bilionária.

Conheço bem o amor petista, e ele dura para sempre, a menos que você passe vergonhosamente para o lado do partido.

PERSEGUIÇÃO – Sou objeto desse amor desde os meus tempos de Veja, quando fui apontado como se fosse a origem de todas as reportagens da revista sobre o mensalão e outras roubalheiras perpetradas durante os dois primeiros mandatos de Lula.

Em geral, os jornalistas ficam com receio de que essas campanhas difamatórias e caluniadoras lhes causem um desgaste de imagem irreparável; os mais assustados temem pela sua própria integridade física.

É compreensível, mas dou um conselho que ninguém pediu: se você acertou, tome os ataques como homenagem e siga adiante sem dar bola para essa gente. Lembre-se de que, quando todo mundo é corcunda, a bela postura torna-se o defeito (d’après Balzac).

SEM HUMILHAR-SE – No caso de você ter errado, peça desculpas, mas sem humilhar-se ou fazer concessões a partir daí, e vá em frente. Não se renda. Até porque, em se tratando de políticos, os fatos lá adiante podem provar que você estava em boa parte certo, não completamente errado.

Uma última observação em relação ao PowerPoint da GloboNews: os petistas o compararam com o PowerPoint de Deltan Dallagnol, exibido na oferecimento da denúncia contra Lula, no âmbito da Lava Jato. O PowerPoint de Deltan estava completamente certo, apesar de toda a demonização de que foi alvo. Além disso, é a mais bela obra de arte brasileira, como escrevi anos atrás. Vale bem mais do que os R$ 100 mil que Deltan teve de pagar a Lula de indenização.

A sua tosquice ilustra melhor o nosso caráter nacional do que a do Abaporu, de Tarsila do Amaral, “o quadro mais feio do mundo”, na definição de Millôr Fernandes. O feio é bonito

Lula mira controle do Senado, critica poder dos parlamentares e amplia alianças

Aproximação de ACM Neto com Ronaldo Caiado acirra disputa com Flávio Bolsonaro

ACM Neto diz que tem relação histórica com Caiado

Luísa Marzullo
O Globo

Pré-candidato ao governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) sinalizou nesta terça-feira que vai apoiar a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), mas afirmou que ainda vai ouvir o União Brasil. Ele atribuiu essa inclinação à relação de longa data entre os dois.

— Tenho uma relação histórica com Caiado, de mais de 25 anos de amizade, o que nos aproxima, o que torna muito difícil não estar com ele. A pré-candidatura dele até foi lançada em Salvador — disse ao GLOBO, ressaltando que vai respeitar o posicionamento de seus aliados assim como dos demais partidos da aliança.

APOIO – A sinalização ocorre após Caiado afirmar que pretende apoiar ACM Neto na disputa pelo governo da Bahia. Na segunda-feira, ao lançar sua candidatura à Presidência, o governador de Goiás declarou que estará com o ex-prefeito no estado.

No União Brasil, não há definição sobre o apoio presidencial. De um lado, há um grupo que defende o alinhamento com Caiado. De outro, aliados que trabalham pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Há ainda uma terceira ala que prefere deixar os diretórios regionais livres para decidir. Caiado deixou o União Brasil neste ano rumo ao PSD com o objetivo de se cacifar na corrida pelo Planalto.

No grupo de ACM, também há dispersão. Parte dos aliados, como o ex-ministro João Roma, já sinalizou que estará com Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, interlocutores vislumbram um cenário de palanque duplo, em que ambos os candidatos passem pelo estado, em eventos da chapa. No entanto, ainda não há definição de como será este arranjo na prática.

STF chama Lavareda para se tratar, mas não existe analista que dê jeito…

Cientista político que trabalhou com Temer e FHC é citado em relatório do  Coaf - Época

Lavareda tentou atender, mas nem Freud poderia explicar

Eliane Cantanhêde
Estadão

Atingido em cheio pelo escândalo Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu consultar um psicanalista, ops!, o analista político e do humor popular Antonio Lavareda, que passou uma receita paliativa: os ministros precisam falar menos e a instituição tem de dialogar mais com a sociedade, especialmente com o centro, ou “os independentes”.

Segundo a coluna apurou, Lavareda defendeu que é perda de tempo tentar separar o STF, de um lado, de erros de ministros, do outro, para lulistas incondicionais, acuados e sem reação em casos assim desde mensalão e Lava Jato, ou para bolsonaristas, que são “antissistema” (logo, antiJudiciário) e usam a crise, eleitoralmente, contra Lula e o governo.

“INDEPENDENTES” – O foco da defensiva do STF tem de ser os “independentes”, não dogmáticos, que preservam alguma racionalidade e flutuam menos ao condenar ou aplaudir o que quer que seja. Mas, para isso, e para melhorar o “diálogo”, o STF precisa corresponder às expectativas, com pautas de grande apelo e aprovando mudanças de atitudes e regras, por exemplo, com um código de conduta a ser levado a sério.

Os últimos movimentos do STF resvalam nisso, como a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, defendida além da bolha bolsonarista, e a intervenção que Flávio Dino tentou fazer, e o plenário amenizou, contra os “penduricalhos” que fazem a festa e a fortuna de juízes e procuradores e se estende aos demais poderes, driblando o teto constitucional

O resultado, porém, foi decepcionante, cortando uma parte, mantendo outra e até recriando o velho “quinquênio” (extras por tempo de serviço).

APENAS REMENDO – A sociedade apoia o fim de mamatas, mas não é boba. Sabe o que é “fim” e o que é remendo para inglês ver. Se era para apagar o incêndio do Master no STF, virou gota d’água.

A reunião com Lavareda foi na presidência do STF, com Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Christiano Zanin.

Tão curioso como a presença de Moraes é a ausência de Dino, que mais dialoga com a sociedade, ao combater emendas, supersalários e penduricalhos e não ouviu Lavareda dizer que o estrago das ligações de ministros com Daniel Vorcaro, do Master, foi de bom tamanho, mas a imagem do Supremo já foi pior.

DIZ O RIVAL – Pode não ser o pior momento, mas, pela pesquisa do AtlasIntel, instituto rival do Ipespe de Antonio Lavareda, 47% consideram que o STF está “totalmente envolvido” com o Master, 60% não confiam e só 34% confiam na instituição.

Entre os atuais dez atuais ministros, apenas um, André Mendonça, novo relator do caso Master, consegue ter aprovação superior à desaprovação: 43% a 36%.

Está feia a coisa e não há remédio, propaganda, psicanalista e mandinga que deem jeito. A ferida está aberta.

Piada do Ano!!! Moraes e sua mulher costumavam “alugar” jatos de Vorcaro

Caiu tudo: entenda o que derrubou o site da esposa do ministro Moraes

O casal Moraes parece já ter perdido a noção do ridículo

Lucas Marchesini e Mônica Bergamo
Folha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, voaram em jatos executivos de empresas do dono do Banco Master , Daniel Vorcaro , ou ligadas a ele, entre maio e outubro de 2025, indicam documentos obtidos pela Folha. E, para encontrar os voos, foram feitos cruzamentos de três bancos de dados.

O primeiro é da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e contém os nomes de todas as pessoas que foram registradas nas listas de embarque do terminal executivo do Aeroporto de Brasília. O segundo é o registro de todos os voos que decolam do mesmo local e é compilado pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), vinculado ao Comando da Aeronáutica. Por fim, a reportagem consultou os donos das aeronaves no Registro Aeronáutico Brasileiro, mantido pela Anac.

OITO VIAGENS – Os cruzamentos revelam que Moraes e Viviane foram registrados pela Anac como passageiros do hangar de jatos executivos de Brasília oito vezes.

Em sete delas, houve decolagens na sequência de aviões da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo da qual Vorcaro era sócio através do fundo Patrimonial Blue. Os aviões da empresa têm autorização para realizar táxi aéreo. A casa utilizada pelo banqueiro em Brasília também pertence à Prime.

A única exceção é um voo de 7 de agosto de 2025. Nessa ocasião, o avião que decolou foi um Falcon 2000 da Dassault prefixo PS-FSW. Ele pertence a uma empresa chamada FSW SPE, administrada pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e que foi preso na mesma operação.

NOS JATINHOS – O primeiro voo identificado pela Folha nos documentos ocorreu em 16 de maio de 2025, uma sexta-feira. Moraes e Viviane foram os únicos registrados pela Anac como passageiros no terminal executivo às 9h30. Só um avião decolou de Brasília até as 11h daquele dia: o de prefixo PR-SAD, da Prime Aviation, às 9h37, com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Em 22 de maio, uma quinta-feira, o nome de Moraes foi registrado como passageiro no hangar de jatos privados de Brasília, com entrada às 19h, segundo documentos da Anac. Às 19h33, uma aeronave operada pela Prime decolou para o aeroporto de Catarina, em São Paulo, que recebe exclusivamente aviões executivos.

Na semana seguinte, em 29 de maio, a Anac registrou o nome do ministro e de sua esposa na lista de passageiros do terminal executivo do Aeroporto de Brasília, às 19h30, com outros cinco passageiros. O único voo para São Paulo feito depois desse horário foi o de prefixo PT-PVH, também da Prime Aviation, segundo registros oficiais do Decea.

LISTA DE EMBARQUE – Em 9 de julho, o nome de Moraes aparece no registro de embarques da Anac das 22h. Além dele, no mesmo horário consta somente o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e um terceiro passageiro. Ambos decolaram em uma aeronave do governo para Goiânia às 22h25, segundo confirmado pela assessoria de imprensa do agora candidato a presidente. O voo seguinte, com Moraes, foi o da aeronave prefixo PP-NLR, da Prime Aviation, realizado às 22h34, para o Aeroporto de Catarina, em São Paulo.

Em 1º de agosto, uma sexta-feira, o casal e uma terceira pessoa foram os únicos registrados pela Anac na lista de passageiros do hangar, às 12h40. O avião prefixo PR-SAD, um Embraer 505 operado pela Prime, decolou quatro minutos depois rumo a Congonhas (SP), de acordo com o Decea.

NO AVIÃO DE ZETTEL – Os nomes de Moraes e Viviane aparecem de novo nos registros da Anac às 19h de 7 de agosto, uma quinta-feira. O único voo para São Paulo na próxima hora foi o PS-FSW, às 19h16. O Falcon 2000 está registrado em nome da empresa SPE FSW, que tem Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, entre os sócios.

Às 19h30 de 20 de agosto, uma quarta-feira, o casal foi colocado pela Anac na lista de passageiros do hangar. Alexandre e Viviane foram os únicos registrados no horário. O avião PT-PVH, operado pela Prime Aviation, decolou na sequência para Congonhas.

De acordo ainda com o que indicam os documentos, Moraes e Viviane foram registrados como passageiros do hangar pela Anac também no dia 16 de outubro, uma quinta-feira. A aeronave PP-BIO, operada por uma empresa de Vorcaro, decolou às 19h26 para o aeroporto de Catarina.

ALEGA O MINISTRO – Em nota, o gabinete do ministro disse que “as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”. “O Ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, acrescentou.

Já o escritório de Viviane Barci de Moraes afirma que “contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation”.

E alega que “em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel”.

SEM VÍNCULO PESSOAL– Afirma ainda que “a contratação desses serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos”. E diz que nenhum dos advogados do escritório conhece Zettel.

A Prime disse que por questões de confidencialidade dos contratos e da Lei Geral de Proteção de Dados ela não divulga dados sobre os usuários das aeronaves do seu portfólio “sejam eles cotistas e seus convidados ou clientes de fretamento do serviço de táxi aéreo”.

A defesa de Daniel Vorcaro disse que não se pronunciará. O advogado de Fabiano Zettel não respondeu à mensagem enviada às 14h50 do dia 27 de março.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É mais uma Piada do Ano do criativo casal Moraes. Em tradução simultânea, pode-se dizer que a dra. Viviane e seu amado esposo, que tinham aquele modesto contrato de R$ 129,6 milhões com o banco Master, costumavam “alugar” jatinhos pertencentes a Daniel Vorcaro e seu cunhado Fazenda Zettel, para circular pelo Brasil. A piada é mesmo excelente e está decolando em velocidade supersônica. Como dizia Ibrahim Sued, pé no jato!!! (C.N.)

Flávio Bolsonaro tenta se moderar para atrair o Centrão, mas o discurso segue radical

Flávio não é um candidato de direita moderada

Diogo Schelp
Estadão

Os marqueteiros do PL terão muito treinamento a fazer com o senador Flávio Bolsonaro após o seu discurso no fórum da CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), que reuniu a direita trumpista no último sábado, 28, em Grapevine, no Texas.

Inquieto, o pré-candidato à Presidência balançava o corpo incessantemente para a esquerda e para a direita, e da direita para a esquerda, enquanto lia o discurso no teleprompter.

INSEGURANÇA – Especialistas em oratória diriam que esse comportamento transmite nervosismo e insegurança, além de desviar a atenção do público. Flávio talvez se sinta desconfortável em discursar em inglês. Mas a inquietude do senador e a dificuldade de manter os dois pés firmemente plantados no chão, com o peso do corpo bem distribuído entre eles, também podem ser uma metáfora para os dilemas que se impõem a ele na tentativa de construir a imagem de um político moderado.

Com a perspectiva de uma disputa eleitoral equilibrada, Flávio precisa conquistar o voto dos independentes, aqueles que não se consideram nem petistas, nem bolsonaristas, para vencer. Segundo pesquisa Genial/Quaest de início de março, porém, mais da metade dessa fatia do eleitorado considera o filho “01″ tão radical quanto o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Até agora, o que se viu de moderação na postura de Flávio está mais na forma do que no conteúdo.

Ele fala de um jeito mais manso e menos agressivo do que Jair. Não é tão comum ouvir dele comentários ultrajantes ou ofensivos como os que o ex-presidente costuma (ou costumava) disparar, inclusive quando na Presidência, sobre jornalistas mulheres, gays, vítimas da covid-19 e adversários políticos. Em algumas dessas ocasiões, Flávio apareceu para defender, contextualizar ou minimizar as declarações do pai, geralmente com a ideia de “traduzir” para uma linguagem mais moderada o que Jair, de fato, queria dizer.

BOLSONARISTA ATÉ A MEDULA – Mas o conteúdo, ou seja, as ideias que Flávio sempre defendeu e segue defendendo, pelo menos até agora, não são capazes de transformá-lo em um pré-candidato de direita moderada. Ele é bolsonarista até a medula, e não só no sobrenome. O discurso na CPAC é uma prova disso. Flávio afirmou que o pai está preso por se opor ao sistema e que as mesmas pessoas que o condenaram à cadeia tiraram Lula da carceragem e o colocaram de volta na Presidência (mas o senador omitiu que, entre uma coisa e outra, houve uma eleição incontestável que deu vitória a Lula contra um Bolsonaro com alto índice de rejeição).

Ao elencar o que ele considera serem os grandes feitos do seu pai, Flávio afirmou que ele lutou contra a “tirania da covid”, contra os interesses da “elite global”, contra a “agenda ambiental radical” e contra a pauta woke. Ou seja, focou nas guerras culturais que estabelecem um fosso entre as duas principais forças políticas do País, mas não disse uma única palavra sobre a defesa de uma política econômica liberal.

O substituto de Jair Bolsonaro na disputa presidencial também deu asas à teoria conspiratória de que o “Estado profundo” do ex-presidente americano Joe Biden, adversário de Donald Trump, interferiu nas eleições brasileiras para levar o “socialista” Lula de volta ao poder. E pediu que os americanos monitorem as eleições deste ano, dando a entender que, se não vier a ser declarado vencedor, é porque os votos não foram contados corretamente.

VALORES CONSERVADORES – O discurso na CPAC serviu para relembrar o fato de que Flávio Bolsonaro não pertence à direita moderada – que, entre outras coisas, se caracteriza por defender os valores conservadores de forma negociada, com respeito ao pluralismo existente na sociedade, e por colocar a agenda econômica liberal e o compromisso com o jogo democrático em primeiro plano.

A retórica antissistema, conspiracionista e de culto personalista a um líder carismático, como se viu no discurso de Flávio, não é um traço da direita tradicional e moderada. Tampouco o é a estratégia de lançar dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro, que em 2022 evoluiu para uma tentativa fracassada de golpe de Estado.

Os marqueteiros provavelmente vão treinar Flávio Bolsonaro em oratória e postura de palco, para não mais balançar de um lado para o outro enquanto discursa. Mas transformá-lo em um moderado, no “Flávio paz e amor”, vai ser uma tarefa bem mais desafiadora. O conteúdo contradiz a forma.

Haddad mira o agro para vice e tenta romper resistência do interior paulista

Disputa por vaga no TCU divide Centrão e reacende debate sobre emendas

Sem alternativa, agora Lula tem de apostar na polarização para se fortalecer

Planalto avisa que, após 4 meses, Lula envia ao Senado a indicação de Messias

Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025 — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Messias tem currículo fraco, mas tem muta força no PT

Victoria Azevedo
O Globo

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça-feira (31) ao Congresso Nacional o nome do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o Palácio do Planalto. A oficialização ocorre quatro meses depois de o presidente anunciar o nome do ministro.

Lula anunciou a seus auxiliares que enviaria o nome do chefe da AGU durante reunião ministerial nesta terça-feira. De acordo com relatos de dois participantes, o presidente desejou êxito a Messias e cobrou empenho do ministro nessa nova etapa junto aos senadores.

APROVAÇÃO – O chefe do Executivo também pediu que os ministros trabalhem junto a seus aliados no Senado para garantir a aprovação do nome de Messias.

O petista anunciou o nome de Messias para a vaga na Corte aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso em 20 de novembro, contrariando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e a cúpula da Casa, que apostavam no nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

De lá para cá, houve um distanciamento de Alcolumbre com o Palácio do Planalto, embora o senador tivesse sido um dos principais pontos de governabilidade do Executivo no Congresso neste Lula 3.

ALARME FALSO – O presidente do Senado chegou a marcar a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa em 10 de dezembro, prazo considerado apertado para governistas.

Diante dessa resistência e de um cenário desfavorável para o chefe da AGU, o Planalto segurou o envio da mensagem presidencial formal como estratégia para ganhar tempo. Agora, com o envio da mensagem, é esperado que o rito regimental seja destravado.

Ainda não há clareza, no entanto, de quando essa sabatina será marcada. Alcolumbre já havia indicado a integrantes do governo que deixaria esse processo para acontecer somente após as eleições, em outubro.

ESVAZIAMENTO – Um aliado do presidente do Senado, no entanto, diz que há um movimento para tentar convencer o parlamentar do contrário, já que o Congresso deverá ficar esvaziado a partir de junho por causa do processo eleitoral.

Na semana passada, Lula recebeu no Palácio do Planalto um grupo de parlamentares e ministros do MDB para conversar sobre o cenário político.

De acordo com relatos de um participante, houve um apelo ao presidente para que houvesse um movimento de distensionamento com Alcolumbre para viabilizar a a sabatina de Messias, diante da preocupação de o STF ficar com um ministro a menos em meio ao avanço das investigações do caso Banco Master. Alcolumbre foi informado do encontro.

RETOMAR DIÁLOGO – De acordo com aliados de Messias, a expectativa é que, com o envio da documentação ao Senado, o ministro retome o contato com senadores, algo que foi interrompido no fim do ano passado com o recesso parlamentar.

Pelos cálculos de seus apoiadores, ele já conversou com 75 dos 81 senadores desde que seu nome foi anunciado pelo petista. Parlamentares da base dizem acreditar que, apesar de resistências pontuais, o nome de Messias é viável e deve avançar no Senado, desde que o governo atue para garantir um ambiente político favorável à sabatina e à votação em plenário. A leitura predominante é que Lula busca evitar novos ruídos e assegurar uma aprovação sem sobressaltos.

Aliados de Alcolumbre, no entanto, dizem que ainda não há garantias. Eles afirmam que há uma insatisfação da cúpula da Casa com a atuação da Polícia Federal e dizem enxergar influência do Planalto e de Lula no avanço de investigações que miram parlamentares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Messias não é nenhuma Brastemp, sem notório saber e sem reputação ilibada, pois é um militante petista, desde sempre ligado ao partido. Mesmo assim, é provável que seja aprovado, se o Planalto atender a alguns pedidos de Alcolumbre, que não costuma bater prego sem estopa. (C.N.)

Edinho Silva reconhece isolamento e diz que MDB estará fora da aliança de Lula

No desespero, Lula foi levado a manter Alckmin outra vez como vice na chapa

Lula confirma Alckmin como vice na chapa para disputar reeleição em 2026

Para tentar reduzir a rejeição, Lula apela para Alckmin

Mariana Brasil e Isadora Albernaz
Folha

O presidente Lula (PT) confirmou nesta terça-feira (31) Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice na chapa para a disputa eleitoral deste ano. “O companheiro Alckmin vai ter que deixar o Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, declarou.

Aliados de Lula já afirmavam que a tendência seria repetir a parceria com Alckmin, uma vez que os resultados obtidos pelo vice no terceiro mandato agradaram ao presidente.

MDB FICA FORA – A equipe do petista chegou a cogitar que o posto de vice fosse ocupado por algum nome do MDB, em gesto à sigla, o que acabou descartado.

Pessoas próximas a Lula, como o ministro Camilo Santana (Educação), chegaram a afirmar publicamente que o partido seria a saída “mais viável” para a vice, com menção a nomes como o do ministro Renan Filho (Transportes) e o governador do Pará, Helder Barbalho.

Tentativas de aproximação também foram feitas por parte do presidente do PT, Edinho Silva, mas o próprio partido apontou resistências a se aliar a Lula — mais da metade dos diretórios estaduais do MDB assinaram manifesto a favor da neutralidade do partido nas eleições presidenciais.

SÓ NOS ESTADOS – O presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, afirmou recentemente que essa aliança de seu partido com o PT se daria apenas nos estados, o que deve se manter, de acordo com a situação política de cada um.

A confirmação de Alckmin foi anunciada durante encontro de Lula com sua equipe para reafirmar a estratégia da necessidade de defesa das ações do governo.

A orientação é endereçada especialmente aos 16 ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Lula está no desespero por vários motivos, principalmente em função da pesquisa revelando que a rejeição a seu nome é maior do que a rejeição a seu governo, um dado negativo que realmente balança qualquer político. Ficou desapontadíssimo com o desprezo do MDB, que não acredita em sua vitória e vai esperar o resultado do primeiro turno para decidir se volta a apoiar Lula ou dá preferência ao adversário dele, que deve ser Flávio Bolsonaro ou Ronaldo Caiado, se não houver novidades no front ocidental… De toda maneira, a indicação de Alckmin é importantíssima, e vamos analisá-la com maior profundidade em nosso próximo artigo, nesta quarta-feira. (C.N.)

Andrei Rodrigues, da PF, denuncia ataques “covardes” em meio a investigações sensíveis

Moraes cobra esclarecimentos imediatos de Bolsonaro sobre declarações do filho Eduardo

Sem noção, Eduardo fez um vídeo para mostrar ao pai

Sarah Teófilo
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre um possível descumprimento das medidas cautelares impostas durante a prisão domiciliar concedida ao ex-mandatário.

A decisão foi tomada após a divulgação, nas redes sociais, de um vídeo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, gravado durante participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos. Na gravação, Eduardo afirma que estava fazendo o vídeo para mostrar ao pai.

VÍDEO – “Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

A manifestação ocorreu em meio às restrições impostas pela decisão de Moraes, que autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias, após a alta hospitalar, para recuperação de um quadro de broncopneumonia. O ministro determinou que Bolsonaro não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa. Ele também está proibido de usar as redes sociais. O ministro determinou, então, que os advogados do ex-presidente expliquem a publicação de Eduardo.

REAVALIAÇÃO – Na decisão que autorizou a prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes estabeleceu que, ao fim desse período de 90 dias, a situação será reavaliada, inclusive com possibilidade de nova perícia médica, para verificar a necessidade de manutenção da medida. A domiciliar deverá ser cumprida na residência do ex-presidente, com imposição de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

O ministro apontou que, devido à idade de Bolsonaro, ao histórico médico e ao quadro de saúde apresentado por ele, o ambiente domiciliar é mais adequado neste momento para sua recuperação. Segundo Moraes, o boletim médico confirmou o diagnóstico de broncopneumonia aspirativa, com base em exame de imagem, indicando que Bolsonaro está em estado geral estável, mas ainda necessita de tratamento com antibióticos e monitoramento clínico por até duas semanas, a depender da evolução.

Oposição reage ao STF e articula contra-ataque para blindar o poder das CPIs

Quer brilhar? Diga que os homens brancos heterossexuais são os culpados por tudo…

Nani Humor: O fim da filosofia

Charge do Nani (nanihumor.com)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Você quer dicas de como atingir uma maior pureza ideológica? Vou dar algumas, por pura generosidade, e porque quero ver você brilhar nos espetáculos culturais que saem nas colunas sociais. E mais: quero que você ganhe espaço nas editoras, nos prêmios e nos jantares inteligentes!

Começando por geopolítica. Se existir um regime de ditadores que matam, torturam e sequestram seu povo, inclusive, e com especial requintes de crueldade, as mulheres — estuprando-as em nome de um deus qualquer —, mas, se esse regime xingar os americanos, e, hoje em dia, especificamente, o Trump, seja a favor dos torturadores amigos.

SIGA O ITAMARATY – Defenda a legitimidade desse regime, faça memes contra os americanos, evite informações que exponham o caráter perverso do regime, acuse-as de fake news.

Vamos dar nomes aos bois? Defenda o regime dos aiatolás, torça descaradamente pelo Irã, espalhe a notícia falsa de que Bibi Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, morreu, enfim, diga quase tudo que a diplomacia brasileira diz hoje.

Seja a favor da China, mesmo que o regime, notoriamente, seja totalitário, controle as redes sociais, invista em países que financiam o terrorismo, como o Irã. Tenha verdadeiros orgasmos quando falar da inteligência artificial chinesa. Sonhe com um mundo em que todos os povos livres do imperialismo americano viverão sob a batuta da democracia e tolerância chinesas.

ANTISSIONISTA – Seja antissemita, mas diga que é “antissionista”, termo para enganar bobo. Espalhe por aí, sem dizê-lo, que os judeus dominam o mundo, os bancos, a mídia, o que faz de você um simpatizante dos famosos “Protocolos dos sábios de Sião”, peça antissemita típica da Rússia czarista do início do século 20.

Se trabalhar na mídia, não dê notícias sobre ataques a sinagogas que possam sujar o nome dos parceiros ideológicos, os terroristas. O antissemitismo significativo hoje é de esquerda, logo, se você for de esquerda, seja antissemita.

e for feminista, defenda todas as mulheres, só largue a mão das judias, se israelenses, torça pelo estupro delas. Silencie quando terroristas islâmicos as matarem e violentarem. Mas, cuidado pra ninguém sacar você muito facilmente.

ODEIE ISRAEL – Se for estudante universitário, xingue os colegas judeus, impeça-os de entrar nos campi. Faça manifestação contra professores judeus.

Se nasceu judeu, repita todos os dias, em todas as mídias, que você odeia Israel e o Bibi, pra ninguém duvidar da sua pureza ideológica. Combata o colonialismo na Palestina, torça para a aniquilação da “entidade sionista”, como dizem os irmãos, os aiatolás.

Deixando a geopolítica de lado. Mesmo que você denuncie a ditadura nas suas obras artísticas, defenda absolutamente o STF, mesmo se ele for pego com batom na cueca. Qualquer crítica a este, argumente entusiasticamente que quem fez a crítica é um fascista. Afirme que todos os abusos do judiciário são em defesa do Estado de Direito.

DEFENDA AS TRANS – Por falar em fascista, nunca entre em discussões sobre identidade feminina. Não caia no pecado capital merecedor da fogueira de questionar o que faz uma mulher ser mulher. Fuja disso como o diabo foge da cruz. Use expressões como “pessoas que engravidam”, “pessoas com vagina”. Defenda mulheres trans no esporte feminino.

Tudo que acontecer de ruim, ponha a culpa nos homens cis, brancos e heterossexuais. Melhor, e de forma mais sintética e conceitual, ponha a culpa no patriarcado. Diga que homens cis heterossexuais brancos são culpados de tudo —nunca é demais repetir essa máxima se você quiser disputar o Oscar da pureza ideológica.

Se tiver uma editora, só publique livros woke. Se tiver uma livraria, só ponha à mostra livros woke. Se for da classe artística, torça contra os americanos em tudo, mas continue lambendo as botas do Oscar, maior marcador cultural americano de sucesso.

E MAIS… – Se for da classe acadêmica, só faça teses sobre decolonialidades, teoria de gênero, o ânus como órgão único da igualdade. Se for psicanalista, não pinte o cabelo e diga que a verdadeira clínica é a política.

Diga que toda forma de relação com homens objetifica a mulher. Torça para que as novelas e filmes só mostrem casais homoafetivos. Jamais seja evangélico. Se a vontade for incontrolável, compre algum kit de marketing que pinte sua imagem nas redes sociais como sendo um evangélico que vota no PT e é contra a Michele Bolsonaro.

Enfim, acorde de manhã gritando “genocida!”, “fascista!”, “sionista!”. Se não quiser ter filhos, diga que é porque você teme a crise climática, jamais confesse que é por preguiça pura e simples. E, acima de tudo, defenda a soberania nacional contra um ataque de mosquitos.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGHomem cis ou homem cisgênero são expressões usadas para descrever pessoas que não são trans, ou seja, estão identificados com o próprio gênero com que nasceram e não pretendem trocar de sexo. (C.N.)

Flávio Dino aponta falhas em emendas Pix e mira repasses ligados à Igreja da Lagoinha

Valdemar descarta Michelle como vice e pressiona família Bolsonaro a resolver conflitos

Valdemar diz que Eduardo só volta se Flávio vencer 

Hyndara Freitas
O Globo

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que a família Bolsonaro precisa “resolver todos os problemas” que tem entre seus integrantes e defendeu que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa ganhar a Presidência da República para que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) retorne ao Brasil.

“O Flávio vai ter que mostrar o que ele vai fazer, não deve estar atacando o (presidente) Lula (PT), não deve perder tempo com isso, e ele está se preparando para isso, está fazendo plano de governo para poder apresentar algo que seja real e viável. E ele está se preparando para isso de uma maneira muito especial. Eles (Bolsonaro) têm problema na família, lógico, mas vamos ter que resolver todos porque essa eleição vai ser decidida por muito pouco. Se nós não resolvermos esse problemas dentro da família, o Eduardo não volta mais para o Brasil, nós temos que ganhar as eleições”, falou durante evento do grupo Lide, em São Paulo, nesta segunda-feira (30).

DEFESA DE EDUARDO – Mais tarde, em conversa com jornalistas, Valdemar explicou que esses problemas acontecem porque há “muitos membros da família envolvidos na política”. O presidente do partido ainda saiu em defesa de Eduardo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter cobrado esclarecimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre um possível descumprimento das medidas cautelares impostas durante a prisão domiciliar concedida ao ex-mandatário.

Isso porque Eduardo gravou um vídeo, durante sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos, no qual disse que estava fazendo aquele conteúdo para “mostrar para o seu pai”. Entretanto, ao autorizar a prisão domiciliar para Bolsonaro, Moraes determinou que o ex-presidente não pode usar celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa, e também fica proibido de usar as redes sociais.

“SEM TELEFONE” – “Esse vídeo eu tenho certeza que o Bolsonaro não verá. Porque eu já perguntei, a presidente Michelle esteve no partido na semana passada, e ela me falou que não entra telefone lá de jeito nenhum. E o Bolsonaro nesse aspecto, sempre respeitou a lei. (Eduardo) pode ter se enganado, não mentido. Ele pode querer que um vídeo chegue ao pai, quer dizer, mas pode chegar até através da televisão. Mas não acredito que tenha mentido, não”, falou Valdemar.

No evento, o presidente do PL voltou a defender que Flávio tenha uma vice mulher. Nos últimos meses, o líder partidário vinha defendendo o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para o posto, mas nesta segunda afirmou que ela pretende concorrer ao Senado. Por outro lado, também descartou qualquer chance de Michelle ser a vice na chapa de Flávio.

“A Tereza Cristina falou para mim, na semana passada, que não pretende ser vice, que tem um projeto para o Senado. Ela vai ajudar bastante a gente no plano de governo, vai ajudar bastante, mas ela não será candidata à vice, eu tenho certeza, ela não quer”, disse. ” A Michelle não, é muito difícil. Quem vai escolher isso é o candidato, junto com o pai. A Michelle não, eu acho que não, porque ela já tem o mesmo nome. Tem que abrir para outros partidos”, acrescentou.

FLÁVIO E LULA – Ao comentar sobre a escolha de Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato à presidência da República, Valdemar disse que ele tem “muito prestígio e aprovação”, mas que tem “dúvidas” sobre a empreitada porque o segundo turno “vai ser Flávio e Lula”.

“Ninguém tem dúvida disso. E tenho certeza que o Caiado, que é de direita, vai nos acompanhar. O ideal para nós era que todos eles nos acompanhassem no primeiro turno, para dar chance para ganharmos a eleição no primeiro turno. Se separar, vai acontecer o seguinte: Lula e Flávio no segundo turno. E o Caiado é um grande candidato, tem uma grande aprovação. E não tenho dúvida que o Flávio, presidente da República, vai convidar todos esses governadores que tiveram sucesso para fazer parte do governo”, acrescentou.

Comissão da Câmara exige provas de que Sicário não foi “suicidado” na PF

Entenda a origem do termo “sicário”, apelido de aliado de Vorcaro preso  pela Polícia Federal - SCTODODIA

PF se recusa a exibir a gravação do suicídio de “Sicário”

Carolina Sott
Site nd+

A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ganhou um novo capítulo após deputados federais levantarem suspeitas de possível “queima de arquivo” e cobrarem esclarecimentos do Ministério da Justiça.

Na quarta-feira (25), a Comissão de Segurança Pública da Câmara enviou um requerimento pedindo informações detalhadas sobre as circunstâncias da morte de Sicário, do sepultamento e dos registros oficiais relacionados ao caso.

APURAÇÃO COMPLETA – No documento, assinado pelo presidente do colegiado, Coronel Meira (PL-PE), os parlamentares solicitam a “apuração das circunstâncias da custódia, do atendimento e dos registros relacionados ao óbito e sepultamento”.

Entre os principais pontos, a comissão questiona se houve abertura de investigação sobre a morte de Sicário por parte da Polícia Federal.

Os deputados pedem que o Ministério da Justiça, pasta comandada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, informe se foi instaurado “procedimento administrativo ou investigativo” para apurar os fatos, além de exigir a verificação da regularidade de toda a documentação oficial.

LAUDOS MÉDICOS – O requerimento também cobra a checagem da cadeia de registros do óbito, incluindo a emissão da DO (Declaração de Óbito), o registro em cartório e a compatibilidade entre laudos médicos, periciais e documentos oficiais.

Luiz Phillipi Mourão ficou conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro após ser preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Segundo as investigações, ele desempenhava papel central na organização criminosa.

De acordo com os investigadores, Mourão seria responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, realizar extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e conduzir ações de intimidação física e moral.

“LONGA MANUS” – Relatórios também apontam uma “dinâmica violenta” nas interações entre ele e Vorcaro.

As apurações indicam ainda que o “Sicário” atuava como uma espécie de “longa manus” da organização – termo jurídico usado para designar alguém que age em nome de outro – e que receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços ilícitos prestados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Faltou pedir o principal – a cópia da gravação da tal tentativa de suicídio, que o superintendente da Polícia Federal em Belo Horizonte disse existir, “sem pontos cegos”. Nada do que foi pedido é mais importante do que a gravação, para saber se o “Sicário” foi suicidado, em condições idênticas ao assassinato do jornalista Vladimir Herzog, no regime militar. Apenas isso. (C.N.)

Alckmin deixa ministério, pressiona Lula e mantém incógnita sobre 2026

Alckmin diz que seu futuro político será definido por Lula

Deu no O Globo

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 2 de abril para se dedicar às eleições. Ele seguirá como vice-presidente até o fim do mandato.

Ainda não está definido se Alckmin seguirá como vice do presidente Lula (PT) em sua chapa à reeleição em outubro ou se irá concorrer a outro cargo, mas para disputar qualquer cargo ele precisa se desincompatibilizar da função de ministro, de acordo com a Lei Eleitoral.

DESINCOMPATIBILIZAÇÃO – “Cumprindo a legislação, vice-presidência não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. Então, a data é 4 de abril, mas dia 3 é Sexta-feira Santa… então provavelmente dia 2.”, falou durante evento da Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo, sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia. Indagado sobre seu futuro político, Alckmin apenas afirmou que “o presidente define”.

Na noite da última sexta-feira, Alckmin participou da filiação de Simone Tebet ao PSB, que vai concorrer ao Senado por São Paulo. “Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo”, declarou Alckmin no evento, que ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

CANDIDATO AO SENADO – Há algumas semanas, Lula sinalizou que Alckmin também poderia ser candidato ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT) na eleição paulista. O vice-presidente, porém, deseja ficar no cargo de vice-presidente.

Dirigentes do PSB optaram por não rebater publicamente o assunto, mas admitem, sob reserva, que o presidente tensiona a relação e gera certa pressão e constrangimento com Alckmin. Isso porque, segundo interlocutores, o presidente nacional da sigla, João Campos, prefeito de Recife, já deixou claro a Lula que o único ponto não negociável da aliança eleitoral passa pela manutenção do vice-presidente no cargo.

O partido, nesse sentido, não pretende criar empecilhos para a segunda vaga ao Senado em São Paulo, nem pela composição com Haddad, assim como se coloca à disposição para impulsionar a campanha paulista do PT. Mas, segundo afirmam essas fontes consultadas pelo GLOBO, a alternativa de Alckmin, caso seja preterido em nome de uma articulação com uma sigla do Centrão, como o MDB, seria “voltar para casa”, e não encarar as urnas para outra função pública.