Depois do telefonema com Lula, Trump manda reabrir negociação sobre tarifaço

Flávio Bolsonaro mobiliza oposição para barrar fim da escala 6×1 no Senado

Flávio Bolsonaro tenta ganhar tempo

Bernardo Lima
O Globo

A sinalização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de que pode votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6×1 mobilizou integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A medida é bandeira eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi destravada no Senado após o petista iniciar uma reaproximação com o chefe do Legislativo.

Do lado da campanha de Flávio, a articulação envolvendo a PEC está concentrada no senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da candidatura do PL. O parlamentar apresentou uma PEC alternativa e tenta mudar a rota do debate no Senado.

PREVISÃO – O Congresso pausou as atividades durante as eleições e definiu que só vai realizar duas semanas de esforço concentrado para realizar votações antes do pleito. A primeira semana aconteceu no início de agosto e a segunda está prevista para a semana que começa no dia 31 de agosto.

Durante a primeira semana de esforço concentrado, Marinho tentou um acordo com Alcolumbre para que a proposta que muda a escala de trabalho não fosse votada em meio ao período eleitoral.

Em um revés para a estratégia da campanha de Flávio, na mesma semana, Alcolumbre teve reuniões com Lula e se comprometeu a destravar a PEC. Após o encontro, o presidente do Senado remeteu a iniciativa, que estava travada desde maio, para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deu aval para que um relator aliado do Planalto fosse escolhido, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

MOBILIZAÇÃO – Apesar disso, a ideia é que a oposição se mobilize para impedir que a PEC seja votada. Aliados de Flávio contam com o pouco tempo que a iniciativa tem para ser analisada para impedir a conclusão da tramitação. A ideia é tentar fazer pedidos de vista para adiar a votação na CCJ, apresentar emendas para alterar o texto e tentar ganhar tempo para impedir que o texto seja analisado pela comissão e pelo plenário na última semana de esforço concentrado.

Mesmo aliados do governo, como o presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), e o relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM), dizem que o cenário está indefinido e não é possível saber se haverá acordo para aprovar a iniciativa antes das eleições. Aziz diz que vai apresentar o relatório durante a semana de esforço concentrado, mas que a definição de quando ela será votada caberá aos líderes das bancadas.

“DEBATE MAIOR” – O discurso na campanha presidencial de Flávio é que a iniciativa é complexa e exige um debate maior. Aliados do presidenciável evitam ir contra o teor da proposta, já que reconhecem que é um tema caro ao trabalhador, mas dizem que o assunto precisa ser debatido fora do período eleitoral e sem estar contaminado por uma discussão política.

“Lula está desesperado, o seu governo foi um desastre. Teve quatro anos para viabilizar pautas positivas e não fez. Agora, quer, às vésperas da eleição, alardear o seu interesse nessas pautas”, disse o deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio, que votou a favor da medida quando a PEC foi aprovada pela Câmara.

PEC DO MARINHO –  O texto alternativo apresentado por Marinho propõe que empregados escolham entre o regime tradicional da CLT e um modelo baseado em horas efetivamente trabalhadas. Pela PEC articulada pelo coordenador da campanha de Flávio, a compensação de horários e a redução da jornada poderão ocorrer por acordo individual, convenção coletiva ou negociação direta entre empregado e empregador.

A iniciativa do coordenador da campanha de Flávio se encontra na CCJ do Senado, mas o presidente da comissão, Otto Alencar, disse que não vai designar um relator para a proposta. Alencar, no entanto, disse que, se tiver acordo, o relator pode incluir trechos dela na PEC que o governo deseja aprovar.

Em reuniões com empresários, a campanha de Flávio também tem se posicionado contra votar a medida no período eleitoral. “É um debate populista, inócuo na realidade atual das famílias brasileiras. O cara tem que ter liberdade para trabalhar o quanto ele quiser. É uma ficção dizer que está se concedendo alguma coisa (com a redução da jornada) enquanto quem produz não vai ter condição (de arcar com o aumento do custo de mão de obra). Vai ter um custo enorme em relação a isso”, disse Daniella Marques, da equipe econômica do candidato, durante evento promovido pelo grupo empresarial Lide na última sexta-feira.

Campanha de Lula aposta em doações de apoiadores para reforçar caixa eleitoral

Partido arrecadou R$ 6,8 milhões na eleição passada

Samuel Lima
O Globo

O PT disparou um aviso aos militantes, nesta terça-feira (25), convocando doações para uma “vaquinha virtual” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua tentativa de reeleição este ano. O site permite enviar de R$ 13 a R$ 1.064 numa única operação.

O método é permitido pela Justiça Eleitoral desde 2017 e já foi usado nas participações de 2018, quando teve o nome barrado nas urnas e levantou R$ R$ 1,5 milhão, e 2022, quando o candidato arrecadou R$ 6,8 milhões.

FUNDO ELEITORAL – Ainda que consiga uma quantia semelhante ao volume de quatro anos atrás, a participação do financiamento coletivo nas receitas dos presidenciáveis costuma ser mínima, diante de um fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões a ser distribuído pelos partidos entre todos os candidatos de 2026. O PT, por exemplo, recebeu R$ 615 milhões para bancar as campanhas em todo o país, a segunda maior fatia, atrás apenas do PL. O valor tem relação direta com a representação das bancadas no Congresso.

Outros concorrentes também abriram “vaquinhas” para ampliar os gastos. Renan Santos, do Missão, lidera com R$ 1,26 milhão arrecadados entre 20,5 mil apoiadores. Ele é seguido por Flávio Bolsonaro, do PL (R$ 201 mil), Samara Martins, da UP ($ 82 mil), Edmilson Costa, do PCB (R$ 13,4 mil), Rui Costa Pimenta, do PCO (R$ 5,5 mil), Ronaldo Caiado, do PSD (R$ 4,8 mil), Augusto Cury, do Avante (R$ 4,5 mil), Hertz Dias, do PSTU (R$ 2 mil), e Clariana Barão, do DC (R$ 127).

A arrecadação do PT ocorre em plataforma própria que não divulga o total recolhido. As informações de transparência constam em uma lista em tempo real que não possibilita copiar e trabalhar os dados para fazer o cálculo. Ainda assim, as cinco maiores doações tiveram o valor máximo e permitem afirmar que, em cerca de 24h, a “vaquinha” de Lula já supera às de Caiado e Cury. Além de disponibilizar os doadores, o montante deve ser relatado à Justiça Eleitoral na prestação de contas.

Dark Horse: o que a PF pediu à Ancine para esclarecer sobre o filme de Bolsonaro

Flávio Bolsonaro acusa governo Lula de usar máquina pública em campanha e aciona TSE

Dark Horse: Flávio é cobrado sobre dinheiro de filme e reage atacando Lula e Banco Master

A desvairada e insana fantasia de Augusto dos Anjos, o “poeta da morte”

A Esperança não murcha, ela não... Augusto dos Anjos - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, professor e poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) era conhecido como o “poeta da morte”. Foi um dos principais expoentes do simbolismo e do pré-modernismo brasileiro. Seu poema mais famoso é “Psicologia de um Vencido”, amplamente conhecido por seus versos iniciais marcantes (“Eu, filho do carbono e do amoníaco”). Outro forte concorrente em popularidade é “Versos Íntimos”, famoso pelo trecho final ácido (“A mão que afaga é a mesma que apedreja”

Também é famoso o soneto “Insânia”, em que ele mergulha suas fantasias e parte em busca do passado para alcançar o futuro.

 
INSÂNIA
Augusto dos Anjos

No mundo vago das idealidades
Afundei minha louca fantasia;
Cedo atraiu-me a auréola fulgidia
Da refulgência antiga das idades.

Mas ao esplendor das velhas majestades
Vacila a mente e o seu ardor esfria;
Busquei então na nebulosa fria
Das ilusões, sonhar novas idades.

Que desespero insano me apavora!
Aqui, chora um ocaso sepultado;
Ali, pompeia a luz da branca aurora.

E eu tremo entre um mistério escuro:
– Quero partir em busca do Passado,
– Quero correr em busca do Futuro.

Recuo do PT destrava bilhões do Fundo Eleitoral e PL fica com a maior fatia

PF rastreia negócios bilionários envolvendo Lulinha, Careca do INSS e lobista

PF aponta dinheiro em espécie e despesas pagas por lobista para Lulinha

Defesa diz que setores da PF tentam interferir em eleição

José Marques
Folha

Investigação da Polícia Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger fazia “significativas movimentações de dinheiro em espécie” e que usou uma parte desses valores para pagar uma agência de turismo que bancou a viagem de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula.

Em documento que fundamentou a abertura de um inquérito contra Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, a PF destaca que em 25 de junho do ano passado o motorista de Roberta fez “duas coletas em espécie com terceiro desconhecido” nos valores de R$ 100 mil e R$ 200 mil.

REPASSE – Desse total, diz o órgão no texto ao qual a Folha teve acesso, R$ 50 mil foram repassados a uma agência de viagens que havia emitido passagens para Lulinha e Roberta —nesse mesmo dia, o serviço da agência foi usado para pagar passagens no valor de R$ 2.000 para os dois, de Brasília ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Em agosto do mesmo ano, Roberta afirmou em um diálogo transcrito pela PF que não iria mais poder gastar com passagens, porque já estava gastando R$ 100 mil por mês em uma casa usada por Lulinha. Essa conversa de agosto foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Procurada, a defesa de Lulinha disse que “setores da PF instrumentalizados por interesses políticos-eleitorais seguem tentando interferir nas eleições de 2026” e diz que não é provado nos autos que esse dinheiro foi usado para pagar as passagens.

QUEBRA-CABEÇA – “É um verdadeiro quebra-cabeça de ilações fruto da irresponsabilidade daqueles que não têm um verdadeiro projeto ou programa para o país. Isso nos remete ao pior que ocorria durante a época da finada Operação Lava Jato”, afirma o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho.

Também procurada, a defesa de Roberta Luchsinger disse que não iria comentar “conversas que supostamente são retiradas de um relatório que está sob sigilo”. Em representação que trata de investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência, a PF afirma que Roberta usava seu motorista, Ulisses Barbosa Viana Júnior, “para realizar significativas movimentações de dinheiro em espécie”.

A polícia destaca o recebimento dos R$ 300 mil em 2025. Na ocasião, Roberta diz a Ulisses: “Quando você pegar o dinheiro me avisa”. Ele responde: “Acabei de pegar tudo, tô levando pra sua residência. Não contei… pq está em pacotes lacrados”. “Chegando na residência eu passo o valor total. Uns 20 min”, diz o motorista, que, em seguida, afirma que são “100 + 200”.

“ATRÁS DAS ROUPAS” – Roberta pede para ele depositar R$ 50 mil na conta da consultoria dela e R$ 50 mil na conta da agência de viagens. Também pede para tirar outros valores e dar a pessoas não identificadas pela PF. Ulisses responde “ok”, depois manda uma foto de um armário e diz: “Restante tá atrás das roupas”.

A lobista também manda ao motorista uma captura de tela com o bilhete eletrônico do voo que fará com Lulinha. Ela diz que chegará com ele pela entrada das autoridades às 16h30, e avisa: “cê esteja lá, por favor”. A PF não menciona a qual casa se refere Roberta no diálogo de agosto, mas ela alugava uma em Brasília que também era usada por Lulinha, segundo um processo trabalhista apresentado contra a lobista.

Como a Folha mostrou, a PF apontou que Lulinha atuava em “comunhão de interesses econômicos” e conduzia negócios em conjunto com Roberta, que trabalhava para obter contratos com o governo federal.

“SOCIEDADE OCULTA” – O órgão indicou a suspeita de que Lulinha, Roberta e Fernando Bittar —empresário que era um dos donos do sítio de Atibaia (SP) investigado na Lava Jato— mantiveram uma “sociedade oculta” em negócios relacionados à Cannabis medicinal, que tentaram vender ao Ministério da Saúde.

O inquérito da PF trata de suspeitas dos crimes de corrupção e tráfico de influência nas tentativas de obter autorização para a comercialização com a pasta e está sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. As investidas no Ministério da Saúde não prosperaram. Lulinha é alvo de outros dois inquéritos na corte.

DESPESAS – A investigação da PF também aponta que a lobista Roberta Luchsinger pagou R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito, financiamento de um veículo e outras despesas para Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Os pagamentos ocorreram em 2024, mesmo período em que, de acordo com a PF, ela trabalhava para obter contratos relacionados à Cannabis medicinal.

A defesa de Marcola disse que ele “jamais encaminhou qualquer documento referente a compras ou licitações no âmbito do Ministério da Saúde ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, e que os valores são relativos a um empréstimo pessoal.

Mendonça desafia Gonet e ameaça manter a investigação de Lulinha no Supremo

“Vazamentos seletivos” aproximam petistas no caso Lulinha e bolsonaristas no caso Vorcaro

Interlocutores do presidente atacam PF por vazamentos

Gabriela Echenique
Folha

A campanha de Lula tem elevado o tom contra o que chama de vazamentos seletivos da investigação que apura a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas fraudes do INSS. A crítica é a mesma feita por bolsonaristas no início do ano após a divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em maio, o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN) pediu que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça apurasse a divulgação “seletiva” dos áudios. No mesmo mês, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes para atacar o site The Intercept Brasil, que divulgou os áudios e disse que o vazamento seletivo era feito para “assassinar a reputação de Flávio Bolsonaro”.

DESCONFIANÇA – A divulgação provocou uma crise na campanha e aumentou o clima de desconfiança no PL. Já o PT aproveitou o desgaste e passou a usar o caso para atacar o senador.

Agora, o cenário se inverteu. O que veio à tona sobre a atuação do filho do presidente Lula com lobistas que atuavam no esquema do INSS tem gerado desgaste na campanha petista. São os governistas que passaram a criticar os vazamentos, inclusive com acusações à PF (Polícia Federal).

“Nas últimas semanas ele vem sendo atacado pelo covarde expediente do vazamento seletivo de supostas informações. É covarde porque ele já se colocou à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos e nunca foi chamado; é covarde porque, assim, não lhe é dado o direito de defesa”, disse o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares.

Lulinha e o trânsito de influência que levou o Careca do INSS ao governo Lula

Sobrenome Bolsonaro já não basta para carregar na costas a campanha de Flávio

Lula diz que Trump é “muito respeitoso” e atribui crises entre Brasil e EUA ao segundo escalão

Lulinha paga R$ 35 mil por mês para morar em edifício de luxo em Madri

Apartamento de Lulinha tem 250 metros quadrados

Guilherme Waltenberg
Poder360

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vive com a mulher e os dois filhos em um condomínio de alto padrão no bairro de La Moraleja, em Madri, na Espanha.

O imóvel tem aproximadamente 250 metros quadrados e o custo mensal estimado com aluguel, taxas e despesas chega a cerca de 5.800 euros, o equivalente a aproximadamente R$ 35 mil.

PADRÃO CLASSE A – Lulinha iniciou o processo de mudança para a Espanha em 2024 e passou a viver definitivamente no país com a família em dezembro de 2025. O condomínio onde mora, El Jardín de La Moraleja, fica em uma área residencial de alto padrão conhecida por reunir empresários, artistas e jogadores de futebol.

Entre os moradores conhecidos da região estão os brasileiros Vinicius Junior e Rodrygo, jogadores do Real Madrid. O ator Richard Gere também possui residência em La Moraleja.

O apartamento de 250 metros quadrados ocupado por Lulinha fica na Camino de los Jardines, dentro de um condomínio fechado com controle de acesso e segurança.

ALUGUEL CARO – Segundo informações obtidas pelo Poder360 com uma corretora que atua no mercado imobiliário de Madri, o aluguel básico de um apartamento semelhante no empreendimento é de aproximadamente 5 mil euros mensais, cerca de R$ 30 mil.

Além do aluguel, o custo total pode incluir condomínio, impostos, manutenção e contas básicas. Considerando essas despesas, a estimativa é que a família desembolse aproximadamente 5.800 euros por mês.

O condomínio possui três piscinas, sendo uma coberta, sauna, academia, salão de festas, salas para reuniões, espaço de coworking e áreas verdes para circulação dos moradores.

NOVA EMPRESA – Lulinha também abriu uma empresa na Espanha. A Synapta foi registrada em janeiro de 2026 e tem como atividade principal o setor de informática.

A empresa possui endereço fiscal em um prédio de coworking localizado em uma área valorizada de Madri. Segundo a reportagem original, não há informações públicas que permitam determinar com precisão qual é a atividade desenvolvida pela empresa ou como ela gera receita. Também não foram esclarecidas publicamente as fontes de renda utilizadas por Lulinha para custear a permanência da família na Espanha.

No mercado imobiliário espanhol, é comum que proprietários e imobiliárias exijam comprovação de renda para a aprovação de contratos de locação. Uma referência frequentemente utilizada é que o custo do aluguel não ultrapasse aproximadamente um terço da renda do locatário, embora essa não seja uma regra legal geral.

RENDA MUITO ALTA –  Caso esse parâmetro tenha sido aplicado ao contrato de Lulinha, um custo mensal de 5.800 euros poderia exigir comprovação de renda ou faturamento próximo de 17.400 euros mensais, aproximadamente R$ 104 mil.

A mudança definitiva para a Espanha ocorreu no mesmo período em que veio à tona o escândalo envolvendo fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.

Lulinha é citado em três inquéritos da Polícia Federal, nos quais é investigado por suspeitas relacionadas a tráfico de influência e corrupção. Ele não é réu em nenhum deles e, até o momento, não houve condenação.

MESADA DO CARECA – Em dezembro de 2025, o Poder360 publicou o relato de uma testemunha que afirmou que Lulinha receberia uma mesada de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais personagens investigados no esquema. A acusação é objeto de investigação e não representa, por si só, comprovação de crime.

O filho de Lula também aparece em investigações relacionadas à atuação conjunta com a lobista Roberta Luchsinger, herdeira de um acionista do Credit Suisse.

Segundo informações divulgadas pelo Poder360, os dois teriam atuado na tentativa de viabilizar contratos milionários com o governo federal durante o atual mandato de Lula. A condição de filho do presidente é apontada como um possível fator de influência nas relações com integrantes do governo. No entanto, eventual enquadramento criminal dependeria da comprovação de que essa influência foi efetivamente utilizada para obter vantagem ou benefício indevido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Lulinha aprendeu tudo com o pai e se tornou um fenômeno nos negócios. Ganhava R$ 600 como empregado do Zoológico. Ficava olhando os macacos trepando nas árvores e assim aprendeu a subir na vida sem fazer força. É realmente um fenômeno, como diz o orgulhoso papai. (C.N.)

Debate-mico da Band transforma púlpitos vazios de Lula e Flávio em arma eleitoral

Dino libera PF para acessar dados de operação sobre produtora de filme de Bolsonaro

PF avança em investigação sobre emendas

Márcio Falcão
Reynaldo Turollo Jr
Valdo Cruz
G1

A Polícia Federal (PF) vai ter acesso a elementos reunidos pela Polícia Civil de São Paulo durante busca e apreensão no Instituto Conhecer Brasil (ICB), que é ligado à produtora do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os dados encontrados pela Polícia Civil de São Paulo vão ser analisados no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a suspeita de que emendas parlamentares podem ter abastecido a produção “Dark Horse”.

AUTORIZAÇÃO – O compartilhamento do material foi autorizado pelo ministro Flávio Dino no dia 21 de agosto. A decisão é sigilosa e foi revelada pelo Jornal O Globo. A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte dos recursos foi desviada para financiar o filme “Dark Horse”.

Ao STF, a PF argumentou que o Instituto está no centro da apuração sobre emendas e que os elementos recolhidos pela Polícia Civil em endereços da ONG, da empresária Karina Ferreira da Gama – dona do instituto e sócia da produtora Go UP -, e de outras empresas, podem ajudar a aprofundar e até acelerar a investigação.

A ideia é que os investigadores possam analisar dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros, que seriam relevantes para o inquérito. Foram liberados dados brutos e também relatórios já produzidos sobre as mídias apreendidas.

PERTINÊNCIA – O ministro Flávio Dino considerou que o pedido e a justificativa da PF eram pertinentes e estavam de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de compartilhamento.

O inquérito foi aberto depois que Dino pediu uma apuração da Controladoria-Geral da União sobre emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon, Bia Kicis destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades alegadamente vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama. A PF está detalhando todas as relações empresariais de Karina e suas empresas, além de analisar eventuais doações eleitorais relacionadas aos investigados.

TRE-SP mantém inelegibilidade de Marçal, que também perde acesso a fundos e propaganda eleitoral

Lula diz que Lulinha será punido se houver crime e afirma: “Ninguém está acima da lei”