Fluminense se apresenta bem, perde com pênalti “roubado” e merece parabéns

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O erro do VAR foi clamoroso: se a bola passasse, o craque Thiago Silva poderia marcar

Carlos Newton

Não é verdade que tenha sido um pênalti roubado. Na verdade, foi roubadíssimo, porque jamais poderia ser aceita a justificativa de que não prejudicou o lance. Sinceramente, o juiz francês François Letexier puxou o tapete do tricolor.

Ele marcou acertadamente o pênalti, que poderia deixar empatada a partida, não quis nenhum ouvir as reclamações dos jogadores do Chelsea.

SEM MORAL – Contudo, ao ser chamado pela cabine do VAR para rever as imagens, não teve moral para dizer que a análise do VAR estava equivocada. Jamais caberia a anulação sob pretexto de que o braço aberto não causou impacto decisivo no lance.

Primeiro, porque o braço não deveria estar aberto, a posição correta do defensor é com os braços para trás. E o impacto no lance foi decisivo, pois havia dois jogadores do Fluminense atrás do zagueiro inglês, um deles era Thiago Silva, e qualquer um deles poderia marcar, se a bola passasse.

O árbitro François Letexier assistiu muito rapidamente o VAR e não se fixou nessa imagem definitiva. Portanto, a posição do juiz tem de ser mais questionadora em relação ao VAR, cujos técnicos também erram. Ou seja, foi um juiz cagão ou ladrão, como diria Mario Vianna com dois enes.

MUITA REPERCUSSÃO – A anulação causou grande repercussão nas redes sociais, com muitos torcedores e jornalistas se posicionando em relação ao lance. O mais importante é que a Copa de Clubes veio para ficar. Nessa primeira edição, o Brasil fez bonito, único país a ter quatro equipes nas oitavas, três nas quartas-de-final. Deu para entender que essa famosa diferença de “intensidade” para os europeus é uma balela. O fato é que eles marcam mais e erram menos.

O Flamengo perdeu para o Chelsea com três vacilos quando tinha a bola dominada. O primeiro do lateral Wesley, o segundo do goleiro Rossi e o terceiro do ponta Luiz Araújo. E o Fluminense perdeu também após dois vacilos com bola dominada na intermediária, que pararam nos pés de João Pedro, creio eu, caso não esteja enganado como o VAR.

Marcando mais e errando menos, temos futebol para enfrentar qualquer time do mundo.

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P.S. –
E o gol que o maravilhoso lateral Cucarella salvou em cima da linha? (C.N.)

Ministros do STF não temem Trump, porque sanções só atingirão Moraes

Alfabetizado pela avó, fã de futebol e querido pelos alunos: A ...

Dino ri da própria piada que inventou sobre Moraes

Ana Pompeu e Catia Seabra
Folha

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) minimizaram as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no caso da trama golpista. A avaliação é a de que as declarações fazem parte de uma narrativa política e não merecem reação institucional da corte.

Afirmam ainda que não houve nenhuma medida concreta contra o Brasil ou os ministros. Para os magistrados, portanto, a resposta deve ser dada pela política ou pela diplomacia. Ou seja, pelo presidente Lula (PT) ou pelo Itamaraty —algo que o petista fez pouco depois da mensagem de Trump.

DISSE TRUMP – Nesta segunda-feira (7), Trump afirmou que o Brasil está fazendo uma “coisa horrível” no tratamento dado ao ex-presidente. O americano também disse que o Supremo persegue Bolsonaro.

“Eu tenho assistido, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano. Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”, afirmou Trump em um post na Truth Social.

A publicação do presidente americano também não tem poder, segundo a análise de ministros ouvidos pela Folha, de interferir no processo por tentativa de golpe de Estado contra Bolsonaro. Dessa forma, os magistrados afirmam se tratar de “barulho”.

A manifestação de Trump seria abusiva, na avaliação de um ministro ouvido sob reserva, mas teria efeito apenas simbólico. A declaração poderia, inclusive, “aumentar a antipatia” em relação a Bolsonaro e piorar sua situação, nas palavras desse mesmo integrante da corte.

EFEITO SIMBÓLICO – Em outros momentos, o governo americano já fez ameaças de sanções. Em maio, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país restringiria a entrada de “funcionários estrangeiros e pessoas cúmplices na censura de americanos” e que o ministro Alexandre de Moraes poderia ser punido.

O relator da trama golpista tem sido alvo de pressões por parte do governo americano. Em fevereiro, já sob Trump, o Departamento de Estado divulgou uma mensagem com referências explícitas à determinação do magistrado para bloquear a plataforma de vídeos Rumble, usada por influenciadores de direita.

Lula reagiu nesta segunda-feira. Em nota, o petista afirmou não aceitar interferências nas políticas internas do Brasil. “A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano”.

MARCA PONTOS – Há uma avaliação de integrantes do governo de que nos momentos em que Lula  se coloca de frente ao governo dos EUA, a repercussão é positiva para ele.

Outra resposta foi dada por Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Na mesma linha da defesa da soberania do Estado brasileiro, a ministra também recorreu à tática da comparação da postura do governo Lula com a do ex-presidente Bolsonaro na relação com os Estados Unidos.

“O tempo em que o Brasil foi subserviente aos EUA foi o tempo de Bolsonaro, que batia continência para sua bandeira e não defendia os interesses nacionais”, disse.

SANÇÕES A MORAES – A mensagem de Trump ocorre em meio à pressão e expectativa de bolsonaristas para que os Estados Unidos apliquem uma sanção a Moraes. A articulação conta com pessoas próximas ao presidente dos EUA, como o ex-assessor de Trump Jason Miller.

Se, no geral, os ministros têm optado pelo silêncio ou por reduzir esses episódios, em fevereiro, no entanto, depois da escalada da ofensiva de políticos dos EUA contra ele, Moraes fez comentários no plenário do STF. Sem mencionar os Estados Unidos, o ministro defendeu a soberania do Brasil e afirmou que o país deixou de ser colônia em 1822.

Moraes também citou a defesa feita pelo colega Flávio Dino por meio de redes sociais. Dino escreveu que os ministros do Supremo, ao tomarem posse, juram defender a Constituição e os princípios de autodeterminação dos povos, não intervenção e igualdade entre os Estados —incisos do artigo 4º da Constituição Federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
As repórteres Ana Pompeu e Catia Seabra contam que Dino é um tremendo gozador. Ele escreveu ainda que Moraes permanecerá proferindo palestras no Brasil e no exterior. “E se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão. Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome”, afirmou Dino, em referência aos estados homônimos dos Estados Unidos. Moraes rumo a Carolina, no Maranhão, é grande Piada do Ano. (C.N.)

Lula caiu na armadilha e respondeu imediatamente às críticas de Trump

Lula rebate defesa que Trump fez de Bolsonaro: “Não aceitamos tutela” | Agência Brasil

Lula rebate Trump e afirma: “Não aceitamos tutela” |

Vicente Limongi Netto

Engomados palacianos ou do Congresso garantem que não vão passar recibo. Mas o presidente Lula caiu na armadilha e lançou uma nota contra Donald Trump, alegando que o Brasil é uma democracia soberana, não admite interferência externa etc e tal.

A mídia amestrada, como diria Helio Fernandes, tentou disfarçar, mas ficou atônita. Queiram ou não os petistas e lulistas, é claro que a reprimenda de Trump para deixar Bolsonaro em paz dominará o noticiário.

SUPERHOMENS – Sábios do judiciário deram de ombros, fingiram desconhecer a importância de Trump. Alegam que são superhomens e não temem arreganhos de ninguém.

Notáveis de outros setores da vida brasileira debocharam da arrogância de Trump, lembrando que o presidente norte-americano não pretende obter cidadania brasileira para, então, vir votar no Brasil.

Acamado, Bolsonaro ficou com o ego nas nuvens. Constata,  junto aos filhos e apaniguados, que na pior das hipóteses será recebido com todas as pompas pelo chefão Trump. caso venha a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e consiga fugir para os Estados Unidos, imitando o roteiro turístico de Carla Zambelli.

ABERRAÇÃO – Jair Bolsonaro chamou de “aberração jurídica”, o que a Suprema Corte faz com o couro dele. Já um valente ministro do STF, comodamente no anonimato, considerou “risível” declarações de Donald Trump defendendo Bolsonaro. É preciso que autoridades tenham cuidado com as palavras. Palavras escritas ficam. As faladas, voam. Algumas vezes, as palavras escritas voltam-se contra seus autores.
Exemplos: muitos julgam Bolsonaro como a aberração em pessoa. Outras tantas, afirmam de pés juntos que não há nada mais risível na vida brasileira, do que o atual Supremo Tribunal Federal e seus ministros. Até os buracos das ruas sabem disso.
ENVELHECER – Em recente coluna no Correio Braziliense, a jornalista Ana Dubeux deu lições de como viver saudável, com o forte e belo texto “envelhecer é moderno”. Dubeux afirmava: “Sempre amei pessoas mais velhas. Nunca escondi a idade. Não me envergonho no que me tornei.”

No último domingo, a jornalista voltou ao tema e contou haver vibrado porque foi ao teatro e garante aos céus que saiu mais jovem. Excelente notícia. Ana acentua que “ter relações duradouras, posso apostar, está na prescrição para uma vida longeva, assim como todos os hábitos que nos renovam, como fazer exercícios físicos, dormir bem, ter uma alimentação adequada”.

NATURALMENTE – De minha parte, um idoso caminhando para os 81 anos de idade, envelheço naturalmente. Sem traumas. Os labirintos da alma e do coração exigem que não me entregue ao desânimo.

Com a partida da minha amada e inesquecível mulher, companheira maravilhosa por 54 anos, precisei reformular hábitos e costumes. A ausência dela me maltrata muito. Há pouco tempo, Ana Dubeux me puxou as orelhas, pelo telefone: “Não se isole. Saia, passeie, viva mais”

Os preciosos desperdícios do poeta Manoel de Barros

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado e poeta mato-grossense Manoel Wenceslau Leite de Barros afirma ser na vida um “apanhador de desperdícios”, sempre inspirado na natureza e que através das palavras compõe seus silêncios.

O APANHADOR DE DESPERDÍCIOS
Manoel de Barros

Uso a palavra
para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.

Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos,
como as boas moscas.
Queria que a minha voz
tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra
para compor meus silêncios.

Eduardo Bolsonaro ironiza resposta de Lula: “Go home, yankees” não vai colar

PL escala Eduardo Bolsonaro para repetir Steve Bannon na área ...

Eduardo Bolsonaro deu entrevista a Steve Bannon

Johanns Eller
O Globo

Cotado para concorrer à Presidência da República em 2026 com o apoio do pai, Jair Bolsonaro, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) rebateu na noite da segunda-feira (7) a resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às críticas de Donald Trump ao processo do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgará o suposto envolvimento de Bolsonaro na trama golpista para impedir a posse do petista em 2023.

Em nota oficial divulgada horas após um post de Trump na rede social Truth Social acusando a Justiça brasileira de promover uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, Lula declarou que o Brasil “é um país soberano” que não aceitará “interferência ou tutela de quem quer que seja”.

“Temos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei — sobretudo aqueles que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito”, completou no comunicado.

COM BANNON – Em tom de pré-candidato, Eduardo disse que o discurso de interferência estrangeira não terá êxito no Brasil durante uma entrevista ao podcast War Room, apresentado pelo aliado de longa data Steve Bannon, ex-assessor de Trump na Casa Branca. Bannon, por sua vez, enfatizou várias vezes durante o programa que o brasileiro lidera pesquisas de segundo turno contra Lula, sem especificar quais.

“Lula da Silva não terá êxito em construir uma narrativa aos brasileiros de ‘vamos nos unir contra um inimigo externo, go home, yankees’. Ele não pode fazer isso porque a vida real do povo é péssima. É tão ruim que até Bolsonaro e seu filho, eu, estão liderando as pesquisas”, disparou o deputado licenciado.

“As próximas pesquisas serão ainda melhores para nós. Este é um governo morto e não há possibilidade de permanecerem no poder no ano que vem. A única forma seria impedir que um candidato da direita e um membro da família Bolsonaro concorra através do Judiciário”.

PAULO FIGUEIREDO – Popular na direita americana, o War Room também recebeu o jornalista brasileiro Paulo Figueiredo, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da trama golpista.

Figueiredo fez coro à cobrança de Eduardo por sanções econômicas dos EUA contra o ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Em dado momento, a transmissão ao vivo era acompanhada por mais de 20 mil pessoas.

Falando para uma audiência majoritariamente americana com parcos conhecimentos sobre a política interna do Brasil, Eduardo buscou criticar o desempenho de Lula neste terceiro mandato.

BOA LEMBRANÇA – “[Na eleição de 2022] Lula contava com uma boa lembrança por parte dos mais pobres porque no seu primeiro e segundo mandato ele teve muita sorte. A China estava comprando todas as commodities, cujos preços estavam em alta, e ele tinha dinheiro suficiente para executar programas assistencialistas. Agora que não temos essa verba, as pessoas estão percebendo que ele não está entregando o que prometeu durante a campanha. Lula disse claramente que traria de volta o churrasquinho do final de semana, mas a carne está cara”, criticou.

Apesar de remeter à campanha eleitoral na qual o petista derrotou Bolsonaro, Eduardo não rebateu Steve Bannon quando o aliado de Trump declarou que as eleições de 2022 foram “roubadas” do então presidente brasileiro.

TRUMP E LULA – Nas redes, em referência ao inquérito da trama golpista, Trump afirmou que “o único julgamento que deveria estar ocorrendo neste momento é o julgamento [de Bolsonaro] pelos eleitores do Brasil – o que chamamos de eleições.

“DEIXEM BOLSONARO EM PAZ!”, concluiu Trump, em maiúsculas.

Antes da divulgação na nota oficial, na Cúpula dos Brics no Rio de Janeiro, Lula ironizou o posicionamento de Donald Trump. “Não vou comentar essa coisa do Trump e do Bolsonaro. Tenho coisas mais importantes para comentar do que isso. Esse país tem leis, regras e um dono chamado povo brasileiro, portanto dê palpite na sua vida, e não na nossa”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A novela vai render muito. O Brasil precisará importar pipocas. (C.N.)

Previdência: o desafio está no equilíbrio, não apenas na despesa

Acredite se quiser! Mais uma vez, a Tribuna está sob ataques de hackers

Memorial da Democracia - Nova lei criminaliza a livre expressão

Charge do Fortuna (O Pasquim)

Carlos Newton

Não é nenhuma novidade. Sempre que se aproximam as eleições — sejam municipais ou gerais, não interessa — aumenta a disputa de espaço na web e a Tribuna da Internet começa a sofrer ataques de hackers. De uma forma ou outra, esses bucaneiros cibernéticos sempre acabam nos tirando do ar.

Esse tipo de investida é recebido aqui na TI com naturalidade. Não nos interessa saber de onde partem os ataques e quais são os autores. Jamais nos preocupamos com isso. Pessoalmente, sou adepto da teoria budista da impermanência. Assim como o pessoal do clube de Esquina, sei que nada será como antes, amanhã, na belíssima composição de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.

É DESAGRADÁVEL – É claro que todo ataque de hackers é muito desagradável, porque esculhamba nosso trabalho, tira as informações do ar e os tribunários reclamam, sentem-se afrontados.

Já acostumado com censura de verdade desde os meus primeiros anos na antiga Tribuna da Imprensa de Helio Fernandes, não ligo e vou em frente. Apenas lamento o excesso de violência, como os ataques de alguns anos atrás, que corromperam e desformatizaram nossos arquivos.

Perdemos uma quantidade enorme de textos de Helio Fernandes, Carlos Chagas, Sebastião Nery, Pedro do Coutto, Vicente Limongi, José Carlos Werneck, Roberto Nascimento, Paulo Peres e tantos mais.

REVOLTA – Essa destruição dos arquivos realmente causa indignação. O mais revoltado é o jurista Jorge Béja, porque perdeu textos que eram únicos e contavam passagens de sua luta permanente pelos direitos humanos das classes mais pobres, incluindo seu esforço para criação das leis em defesa do consumidor, da criança e do idoso.

Agora, estamos novamente sob ataque de hackers. Nesta segunda-feira, levamos mais de quatro horas até ter acesso à edição do blog. 

O que nos anima é que somente nos tiram do ar episodicamente, pois os técnicos do servidor UOL acabam normalizando o acesso e a gente segue em frente.

BALANÇO DE JUNHO – Como sempre fazemos, vamos divulgar agora o balanço de junho, agradecendo muitíssimo a todos os que partilham conosco essa utopia de uma internet livre. De inicio, as contribuições recebidas na Caixa Econômica Federal:

DIA    REGISTRO   OPERAÇÃO         VALOR
02      0211648     DEP DIN LOT…… 100,00

10      101118       DEP DIN LOT…… 230,00
18      181648       DEP DIN LOT…….100,00

Agora, os depósitos no banco Itaú/Unibanco:

01      PIX TRANS JOSE F……………….150,00
02      TED 001.5977 JOSE ANT……..302,07
03      PIX TRANS PAULO ROBER……100,00
09      PIX TRANS JOAO NA……………..50,00
16      TED MARIO ACRO………………..300,00
30      PIX TRANS PAULO ROBER……100,00
30      TED 033.3591, ROBER SNA…200,00

Por fim, a contribuição no Bradesco:

06 TRANSF BDN JOSE DANTAS……….60,00

Agradecendo muitíssimo a todos, vamos enfrentar os hackers com serenidade, porque o maior mal que poderiam nos fazer eles já fizeram, que foi a corrupção dos arquivos. (C.N.)

Nem Trump tem direito de se meter no Brasil, nem Lula na Argentina…

Lula responde Trump após defesa a BolsonaroEliane Cantanhêde
Estadão

Quem atira a primeira pedra? Se o presidente dos EUA, Donald Trump, está errado – e está – ao chamar os processos contra Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal de “perseguição” e “caça às bruxas”, o que dizer do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou Cristina Kirchner e tirou foto com o cartaz “Cristina libre” em plena Buenos Aires?

Trump, que se sente imperador dos EUA e age como dono do mundo, ficou mal humorado com a reunião do Brics no Rio de Janeiro e ameaçou impor tarefas adicionais a países que se alinharem com o bloco, que tem China, Rússia e agora Irã. De quebra, se meteu também com a Justiça brasileira, ao defender Bolsonaro e dizer que ele, o ex-presidente, só queria o bem do povo brasileiro (?). Julgou, absolveu e anunciou sua sentença ao mundo.

LULA REAGIU – O STF – onde o principal alvo de trumpistas e bolsonaristas é Alexandre de Moraes — ficou calado, não reagiu, mas Lula pegou em armas e disparou pelas redes que “o Brasil tem soberania” e “não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja”.

Tem toda razão, mas deixou uma dúvida: e se Javier Milei respondesse no mesmo tom à visita, ao cartaz e à decisão de Lula que, como Trump, julgou, absolveu e anunciou sua sentença ao mundo ou, ao menos, à América Latina?

Os dois ex-presidentes fazem oposição aos atuais mandatários, a diferença está nos processos pelos quais Bolsonaro pode ser condenado e Cristina Kirchner, presa em casa, de tornozeleira eletrônica, já foi. Ela sucumbiu diante de uma enxurrada de provas de corrupção, o que remete aos dissabores do próprio Lula com a Lava Jato.

AUTODEFESA – Já Bolsonaro foi indiciado pela PF e denunciado pela PGR, também por uma enxurrada de provas, mas por tramar um golpe de Estado para evitar a posse do presidente eleito, inclusive com prisão ou até a morte de Lula, o que remete a Trump atiçando criminosos a invadirem o Capitólio após a derrota contra José Biden.

Ao defenderem Kirchner e Bolsonaro, Lula e Trump estariam se autodefendendo?

Nem Trump tem o direito de se meter em assuntos internos do Brasil, nem Lula nos da Argentina. São posições voluntariosas, arrogantes, contrárias a regras internacionais básicas e à política de boa convivência entre países. E no pior momento.

O mundo está de pernas para o ar, com guerras, conflitos e autocratas por toda parte e Trump brincando de embaralhar o comércio e desprezar a civilidade, dentro e fora dos EUA, sob a impotência de ONU, OMC e do multilateralismo que os EUA construíram e agora se empenham em destruir.

Será que Trump não tem mais o que fazer e o que se preocupar do que com a prestação de contas à Justiça de um presidente derrotado ao tentar a reeleição no Brasil? E Lula, não estaria melhor e sendo mais útil trabalhando pelo equilíbrio fiscal, uma relação produtiva com o Congresso e a aprovação de projetos de interesse nacional, do que confraternizando com uma condenada por corrupção, em outro país?

Fluminense jogou muito para disputar com os europeus a Copa do Mundo

A imagem mostra uma cena de celebração de uma equipe de futebol após uma vitória. Vários jogadores e membros da comissão técnica estão em um campo, alguns levantando os braços e expressando alegria. Um jogador em destaque, usando a camisa número 14, está no centro da imagem, gritando e fazendo gestos de comemoração. O fundo mostra um estádio com torcedores.

O time exibiuu uma grande garra nesta Copa do Mundo

Juca Kfouri
Folha

Dos quatro brasileiros que começaram a Copa do Mundo de Clubes, o Fluminense é o sobrevivente para disputar com o Chelsea a semifinal. Era o menos cotado, patinho feio, o de menor investimento etc e tal.

Jogou muito contra o Al Hilal para vencer por 2 a 1 depois de sair na frente, sofrer o empate e buscar a vitória.

COM A CABEÇA – Até fazer 1 a 0 com Martinelli o Flu jogou mais com a cabeça do que com os pés.

Cauteloso, ficou com a bola para evitar ser contra atacado pelo time saudita que tentava atraí-lo para explorar a velocidade dos brasileiros Malcom e Marcos Leonardo, além do poderio pelo alto do zagueiro senegalês Koulibaly.

Ao tomar o empate, pareceu fraquejar, esteve próximo de levar a virada, mas se equilibrou e quis a estrela de Renato Gaúcho que Hércules, substituto do amarelado Martinelli, fizesse o 2 a 1 depois de roubar a bola na intermediária saudita, recebê-la de volta, invadir a área e fazer o golaço.

CHEGANDO LÁ – Faltam dois jogos e o Chelsea não é o maior dos obstáculos, embora também seja favorito como foram o Borussia Dortmund e o Al Hilal.

A finalíssima sim, contra quem quer que seja parece intransponível, mas, francamente, respondam a rara leitora e o raro leitor se depois de escalar a montanha e quase chegar ao topo alguém dirá que o cume é inalcançável?

Campeão da Taça Rio em 1952, oxalá o Flu siga vitorioso até o fim e possa proclamar, finalmente com verdade, que também é campeão mundial, até hoje privilégio da metade dos 12 maiores clubes do país: Corinthians, Flamengo, Grêmio, Inter, Santos e São Paulo.

Lula teve uma reação infantil ao responder a artigo da “The Economist”

Dois homens brancos de terno diante de um painel azul. Um deles, de barba e cabelo grisalho, acena com o braço esquerdo

Lula pediu ao Chanceler que respondesse às críticas 

Elio Gaspari
O Globo

Lula 3.0 reagiu a um artigo da revista The Economist com uma carta do chanceler Mauro Vieira falando bem de Lula, na qual afirmou que sua “autoridade moral” é “indiscutível”. Indiscutível não é, tanto que a revista discutiu-a.

Cartas desse tipo são coisas de jecas e quase sempre são sopradas pelo Palácio do Planalto, afagando o ego dos presidentes. (Uma seleta das cartas de chanceleres e embaixadores brasileiros defendendo a ditadura fazem vergonha ao Itamaraty.)

ERA PIOR – A reação epistolar mostra que Lula 3.0 acalmou-se em relação ao Lula 1.0. Em 2004 ele reagiu a um artigo do correspondente do The New York Times, Larry Rohter, cancelando seu visto de permanência no Brasil. Salvou-o do vexame o ministro Márcio Thomaz Bastos, que estava na Suíça e apagou o incêndio ao retornar a Brasília.

Enquanto o Brasil procura um caminho para controlar a circulação de notícias falsas nas redes, um curioso listou a relação de Pindorama com a propagação de fake news.

O Brasil fica na América, continente batizado por um cartógrafo alemão em homenagem ao Américo Vespúcio. Como se sabe, quem primeiro chegou ao Novo Mundo foi Cristovão Colombo, em 1492. Vespúcio só passou por aqui nove anos depois.

MUITO CRIATIVO – Enquanto Colombo acreditava que tinha chegado à Índia, Vespúcio percebeu a massa continental da América do Sul.

Esbaldou-se com a narrativa de suas passagens pela chamada Terra dos Papagaios, a partir de 1501. Descreveu a costa do Brasil em cartas que viraram um livro, o “Mundus Novus”, traduzido em pelo menos sete idiomas com cerca de 60 edições. Inventou (ou alguém inventou em seu nome) que viu leões, ursos e gigantes. Disse que por aqui as pessoas viviam até 150 anos.

Naquele paraíso terrestre do navegador florentino, os nativos “não fazem nenhuma troca ou comércio para comprar ou vender, bastando-lhes o que a natureza oferece: desprezam ouro, pedras preciosas, joias que na Europa consideramos riquezas”.

TRUMP SAI DE CENA – No início de junho, de caso pensado ou não, o presidente americano Donald Trump pôs sua marca na diplomacia internacional. Abruptamente, ele deixou a reunião dos chefes de Estado do G7, no Canadá, e voltou para Washington, onde precisava cuidar da vida.

O G7 reúne os Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Japão e a União Europeia. Suas reuniões ecoam as conferências de Yalta e Potsdam, de 1945, quando os Três Grandes —Franklin Roosevelt (EUA), Winston Churchill (Inglaterra) e Stalin (União Soviética)— redesenharam o mapa da Europa.

Passou o tempo, os Três são sete e as reuniões de chefes de Estado viraram arroz de festa, dando aos governantes agendas irrelevantes, jantares e fotografias.

IRRELEVÂNCIAS – Pior: aqui e ali realizam-se reuniões da cúpula disso ou daquilo. Na semana passada reuniram-se em Buenos Aires os chefes de Estado do Mercosul. Mal ela terminou, começou no Rio a reunião de cúpula dos Brics.

Deveria reunir os chefes de Estado de 28 países, entre os quais estariam a China, Rússia, Egito, México e Turquia. Os governantes desses países e mais uns dez anunciaram que não viriam à reunião. Como Trump, têm mais o que fazer.

O teatrinho das reuniões de cúpula pode estar saindo da moda.

Estudo exibe facetas desconhecidas da violência por armas nos EUA

Ilustração de Anette Schwartsman (Folha)

Hélio Schwartsman
Folha

Para a esquerda, o crime é resultado de disparidades econômicas. Para a direita, é uma questão moral. Gente ruim, as famosas maçãs podres, é que se mete em comportamentos antissociais.

Não é que as duas visões estejam totalmente erradas. Determinantes sociais estão na origem de parte da criminalidade e psicopatas são uma realidade. Mas ambas explicam pouco. E explicam particularmente pouco do tipo de crime que mais nos incomoda, que são os assassinatos.

ARMAS DE FOGO – Em “Unforgiving Places” (lugares implacáveis), Jens Ludwig (Universidade de Chicago) se propõe a explicar o fenômeno dos homicídios por armas de fogo nos EUA. Com base em dados e alguns experimentos naturais, Ludwig mostra que assassinatos são um tipo particular de crime que não responde muito a estratégias de dissuasão racional, como o clássico aumento de penas.

É que apenas 20% dos homicídios nos EUA têm motivação econômica. São as disputas entre quadrilhas e latrocínios. Os outros 80% são conflitos interpessoais que vão escalando até que alguém puxe a arma e a dispare. É por isso que há muito mais assassinatos no verão, quando há mais gente interagindo nas ruas, do que no inverno (especialmente na gélida Chicago).

COMO REDUZIR? – E o que podemos fazer para reduzir as mortes? Um experimento natural de Chicago traz pistas interessantes. Great Grand Crossing e South Shore são dois bairros demograficamente muito semelhantes, com as mesmas leis e servidos pela mesma polícia, mas o primeiro ostenta taxas de homicídio bem maiores que o segundo. O que explica a diferença?

Coisas triviais, como a disposição do transporte urbano, a presença de comerciantes e agentes de segurança privada e outros elementos que criem o efeito olhos da comunidade, isto é, que façam com que pessoas que estão nas imediações esfriem as disputas interpessoais antes que elas se tornem uma briga fatal. Em geral, são dez minutos entre o desentendimento e o tiro.

Em muitos casos, as soluções têm mais a ver com urbanismo que com aumento de penas.

Quando ninguém esperava mais, Trump sai em defesa de Bolsonaro, e Lula reage

Vaquinha para pagar passeio de submarino para Bolsonaro supera arrecadação da vaquinha oficial

Bolsonaro vibra com o apoio e a disposição de Trump

Carlos Newton

Nas redes sociais, o presidente americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira estar acompanhando o que classificou como uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro no Brasil e defendeu que “o julgamento dele deve ser nas urnas”.

Trump referia-se ao fato de o ex-presidente brasileiro já ter sido declarado inelegível em duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e atualmente responder a processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

GRANDE SURPRESA – Ninguém acreditava mais que Eduardo Bolsonaro conseguisse uma declaração de Trump sobre a política brasileira. Assim, a iniciativa de Trump foi uma grande surpresa na rede Truth Social.

Para Trump, o Brasil está fazendo uma “coisa terrível” no tratamento dado a Bolsonaro e afirmou que ele, “assim como o mundo”, está acompanhando “como eles (o STF) não fizeram nada além de ir atrás dele (Bolsonaro), dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano!”.

Em resposta, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que recebeu “com muita alegria” a manifestação de apoio do político americano, que disse estar acompanhando a “caça às bruxas” contra Bolsonaro e declarou que o julgamento do ex-presidente brasileiro “deve ser nas urnas”.

COMPARAÇÃO – Exultante, Bolsonaro comparou sua situação jurídica à enfrentada por Trump nas eleições americanas de 2020, quando o republicano perdeu para Joe Biden e, posteriormente, alegou fraude na votação — exatamente igual a Bolsonaro, que contestou o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

Agora, o ex-presidente chega a chamar o processo sobre a tentativa de golpe, no qual é réu no STF, de “aberração jurídica”.

“Este processo ao qual respondo é uma aberração jurídica (lawfare), clara perseguição política, já percebida por todos de bom senso”, disse Bolsonaro. “Agradeço ao ilustre presidente e amigo. Vossa excelência passou por algo semelhante. Foi implacavelmente perseguido, mas venceu, para o bem dos Estados Unidos e de dezenas de outros países verdadeiramente democráticos”, destacou.

LULA PROTESTA – Conforme divulgado pelo Correio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à manifestação de Trump.

Por meio de nota oficial, distribuída à imprensa, o o presidente afirmou que “a defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros”.

“Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito”, completou.

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P.S. – Agora ficou mais provável que o governo e o Congresso dos Estados Unidos determinem sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e outros membros do Supremo. Vamos aguardar. (C.N.)

Um comovente texto de Sarney lembra a presença eterna de d. Kiola

O nascer da memória – A Página do Sarney

Dona Kiola ia ao palácio abençoar seu filho

Vicente Limongi Netto

Belo e carinhoso artigo do ex-presidente e acadêmico José Sarney, homenageando a mãe dele, dona Kiola, que dia 4 de julho completaria 114 anos de idade. O texto saiu no Correio Brasiliense. Sarney recorda os traços marcantes da mãe. Para ele, “santa de altar”, que representava “devoção e segurança”.

Mãe é a semente divina germinando vidas. Minha mãe, Alcy, estaria completando 109 anos. Como dona Kiola, a professora Alcy, nascida em Coari, interior do Amazonas, tinha o dom de cativar todos em sua volta. Kiola e Alcy alimentavam esperanças e otimismo. Eram mulheres simples, lúcidas, respeitadas, dignas, amadas e fortes.

Sarney conclui o fervoroso artigo, emocionado, enfatizando sua devoção eterna a dona Kiola: “Esta é a história de amor de um menino de 95 anos que não tem mais seu tesouro, e uma saudade que não passa permanece em seu coração, em sua alma, em sua vida”.

O fantasma de Trump continuará pairando sobre os países do Brics

A imagem mostra um grupo de líderes de diferentes países em frente a grandes letras brancas formando a palavra 'BRICS', com a inscrição 'Brasil 2025' na parte inferior. Os líderes estão de mãos dadas, sorrindo, e ao fundo é possível ver um cenário com montanhas e barcos em um corpo d'água. O ambiente é ensolarado e parece ser um evento oficial.

Tarifas de Trump são criticadas e Lula articula Sul Global

Eliane Cantanhêde
Estadão

Segundo o presidente Lula, ao lado do trumpista Javier Milei, na Cúpula do Mercosul, “a Ásia (não os EUA…) é o centro dinâmico da economia mundial”. Foi uma senha para o que está em jogo numa cúpula muito mais poderosa, a dos Brics, que começa neste domingo no Rio de Janeiro e reúne oito países asiáticos, a começar da China e da Rússia e, para piorar, o Irã, o que empurra o foco da reunião para o “outro lado”, Estados Unidos e Israel. Com o presidente de Cuba, Miguel Diaz Canel, presente…

As questões temáticas são razoavelmente consensuais: valor monetário dos dados da IA, “saúde dos pobres” (problema comum a todos) e responsabilidade dos países ricos sobre a sustentabilidade ambiental dos não tanto.

SEMPRE TRUMP – Até nelas, porém, o alvo continua sendo Donald Trump que, por exemplo, suspendeu recursos para a saúde dos próprios americanos, asfixiou a USAID, braço dos EUA para ajuda humanitária, e rompeu com o Acordo de Paris. De quebra, reativou todas as sanções contra Cuba.

A ausência de Xi Jinping e Vladimir Putin (que entrou por vídeo) tem dois lados. Se esvazia o peso da Cúpula – e da foto -, alivia a tensão no grupo e a pressão sobre Brasil e Lula.

O Brics criticou a invasão de Israel e dos EUA no Irã, que agora quer mais: uma condenação contundente, com citação explícita aos dois países, o que não convém nem aos interesses do bloco, nem aos de cada país. Um documento final assim teria consequências graves e duradouras

MALA ANTISSEMITA – O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou ao Rio trazendo na mala a velha negação do Estado de Israel, renovada com os ataques de Netanyahu e depois de Trump a suas usinas de enriquecimento de urânio.

Mas, do outro lado, Índia, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita não querem confusão com os EUA. O Brasil está no grupo que atua para equilibrar – e amenizar – uma posição final.

Lula também receberá em Brasília, em visitas separadas, Narendra Modi, da Índia, e Prabowo Subianto, da Indonésia.

PAÍSES IMPORTANTES – A Índia passou a China como maior população mundial, quase 2,5 bilhões de habitantes, e a Indonésia tem 280 milhões.

A Índia é top em tecnologia, na área farmacêutica e em medicamentos genéricos e a Indonésia, com poderosas florestas tropicais e o foco nas energias renováveis, deve ter destaque na COP 30.

Além de driblar as pressões do Irã e calibrar o tom contra EUA e Israel, o desafio foi Lula deixar de lado os improvisos e ler os textos dos profissionais. Quem banca a política externa é o presidente, mas quem entende do recado é a diplomacia. Ainda mais num momento delicado – e explosivo – dentro e fora do Brasil.

Machado de Assis despediu-se de sua amada dedicando-lhe um soneto

Brazil Imperial - Machado de Assis e o Brasil Império Joaquim Maria Machado  de Assis nasceu no dia 21 de Junho de 1839 no morro do livramento, Rio de  Janeiro, filho do

Machado exaltava seu amor por Carolina

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, crítico literário, dramaturgo, folhetinista, romancista, contista, cronista e poeta carioca Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) é amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. O poeta escreveu “A Carolina”, este belíssimo soneto sobre o amor.

A CAROLINA
Machado de Assis

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.

Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.

Trago-te flores, restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.

Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Veja como Lula é corrupto e fez questão de corromper os próprios filhos

STF pede que caso do Instituto Lula retorne à fase de alegações finais |  Jovem Pan

O petista usava o Instituto Lula para corromper a família

Deu no Estado de Minas

O Ministério Público Federal rastreou a entrada e a saída dos recursos do Instituto Lula e da LILS Palestras, ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e revelou que a entidade e a empresa pagaram, entre 2011 e 2014, R$ 1.763.206,59 a empresas dos filhos do petista. Lula é alvo da Operação Aletheia, o ápice da Lava Jato.

O ex-presidente foi conduzido coercitivamente – quando o investigado é levado para depor e liberado – e falou por mais de três horas em uma unidade da Polícia Federal, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

LULA CORRUPTO – Em documento de 89 páginas, a investigação da força-tarefa da Lava Jato detalhou as finanças do Instituto Lula e da LILS Palestras.

Para a Procuradoria, “há evidências de que o ex-presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento tríplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos ao ex-presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras.

“Sociedades empresárias ligadas a pessoas próximas do ex-presidente da República e a pessoas que ocuparam cargos/funções de destaque no Poder Executivo federal na época em que Lula governava o País foram destinatárias de recursos recebidos pelo Instituto Luiz Inácio Lula da Silva”, apontaram 11 procuradores que subscreveram o documento.

FILHOS DE LULA -“Destaque-se que a entidade que mais recebeu recursos foi a G4 Entretenimento e Tecnologia Digital LTDA. (R$ 1.349.446,54 entre 2012 e 2014), empresa de que são sócios Fabio Luís Lula da Silva, filho de Lula, Fernando Bittar e Kalil Bittar. Outra empresa que recebeu recursos foi a FlexBR Tecnologia LTDA., que tem o mesmo endereço da G4, e cujos sócios são Marcos Claudio Lula da Silva, filho de Lula, Sandro Luís Lula da Silva, filho de Lula, e Marlene Araujo Lula da Silva, nora de Lula. A FlexBR também recebeu R$ 72.621,20 da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, entre 2013 e 2014”, relata a força-tarefa.

O documento aponta ainda que Luís Claudio Lula da Silva, também filho do ex-presidente, recebeu entre 2011 e 2013, R$ 227.138,85 da LILS Palestras, Eventos e Publicações LTDS.

A FlexBR Tecnologia, informou a Procuradoria ao juiz federal Sérgio Moro, recebeu R$ 114 mil do Instituto Lula em 2014. A empresa tem como atividade empresarial “consultoria em tecnologia da informação”.

SEM EMPREGADOS – “Destaque-se o fato de que no período de 2009 a 2014 a empresa não registrou funcionário algum. Registre-se, também, que, no sistema do Ministério da Fazenda, consta como endereço da FLEXBR Rua Padre João Manoel, nº 450, andar 3, Cerqueira Cesar, São Paulo/SP. Trata-se do mesmo endereço da empresa G4”, apontou o Ministério Público Federal.

A Procuradoria informou que a G4 Entretenimento, que recebeu R$ 1.349.446,54 do Instituto Lula, entre 2012 e 2014, tem como atividade empresarial “suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação”.

“De longe, dentre os destinatários dos recursos da entidade, é a empresa que mais recebeu recursos. Como parâmetro, repisando que se trata de análise dos dados ora disponíveis, a G4 recebeu em 2014 mais que todas as demais empresas destinatárias de valores do instituto e, entre 2011 e 2014, recebeu mais recursos que as cinco empresas que mais receberam da entidade após a própria G4”, sustentam os procuradores.

CADÊ OS EMPREGADOS? – Os procuradores afirmam que entre 2009 a 2014 a G4 teve “modesto quadro de empregados”: em 2009, zero empregados; em 2010, zero empregados; em 2011, um empregado; em 2012, três empregados; em 2013, oito empregados; e em 2014, seis empregados.

“Relevante indicar que, entre 2013 e 2014, quando teve uma redução no quadro de empregados, os recebimentos da G4 vindos do instituto saltaram de R$ 263.489,54 para R$ 1.067.657,0041”, destaca o documento.

A investigação apura “pagamentos vultosos” feitos por construtoras beneficiadas no esquema Petrobras em favor do Instituto Lula e da LILS Palestras. Entre 2011 e 2014, os maiores doadores do Instituto Lula são os mesmos maiores contratantes de palestras junto à LILS: Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez, todas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato.

AS EMPREITEIRAS – “Entre 2011 e 2014, o Instituto Luiz Inácio Lula da Silva recebeu R$ 34.940.522,15. Desse montante, R$ 20,74 milhões, ou seja, cerca de 60%, foram oriundos das construtoras Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez, todas envolvidas nas investigações levadas a cabo na Operação Lava Jato”, aponta a Procuradoria.

“Entre 2011 e 2014, a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações LTDA. recebeu R$ 21.080.216,67. Desse montante, R$ 9.920.898,56, ou seja, cerca de 47%, foram oriundos das construtoras Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez, todas envolvidas nas investigações levadas a cabo na Operação Lava Jato.”

No período, destaca a força-tarefa, juntos, o Instituto Lula e a LILS receberam mais de R$ 55 milhões, sendo mais de R$ 30 milhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato.

“Entre 2011 e 2014, a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações LTDA distribuiu ao sócio Lula, a título de lucro, R$ 7.589.936,14, ou seja, 36% do total auferido pela entidade no período (destacando-se que a maior retirada, de R$ 5.670.270,72 aconteceu em 2014, ano da deflagração da fase ostensiva da Operação Lava Jato).”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Sensacional matéria, de 2016, enviada por Armanda Gama. Mostra que não somente Lula é um descarado corrupto, como também corrompeu os próprios filhos. E ainda quer ganhar o Nobel da Paz. Tragam o balde grande, por gentileza. (C.N.)

O Globo, 100 Anos de História e o papel insubstituível da Imprensa no Brasil

O Globo celebrou 100 anos com resgate de sua história

Pedro do Coutto

No domingo em que completou um século de existência, o jornal O Globo foi celebrado em uma edição especial que não apenas enalteceu sua trajetória, mas também reforçou a importância histórica e contemporânea da imprensa para a vida democrática do país. Em um tempo de transformações vertiginosas no modo de produzir e consumir informação, alcançar 100 anos de circulação ininterrupta é, por si só, um feito monumental. Mais que isso: é a prova de que o jornalismo, mesmo desafiado pelas novas tecnologias, continua sendo um pilar da cidadania e da memória nacional.

Fundado em julho de 1925 por Irineu Marinho — e conduzido desde então por seus sucessores na família Marinho — O Globo esteve presente nos grandes episódios que marcaram o Brasil no século XX e neste início do XXI. Desde o Estado Novo de Getúlio Vargas até o regime militar de 1964, passando pela redemocratização, os planos econômicos, as manifestações populares e as recentes disputas eleitorais polarizadas, o jornal exerceu, com maior ou menor intensidade crítica, a função de espelho e ator da história brasileira.

OLHA CRÍTICO – É impossível, no entanto, celebrar o centenário sem olhar criticamente para o papel que o jornal desempenhou em momentos controversos. Em 2013, por exemplo, O Globo publicou um editorial histórico reconhecendo que o apoio editorial dado ao golpe de 1964 foi um erro. “Em 1964, O Globo apoiou o movimento que derrubou o presidente João Goulart. Em retrospecto, esse apoio foi um equívoco”, escreveu o jornal, em um gesto raro de autocrítica na grande imprensa brasileira. A admissão não apaga os erros, mas sinaliza a capacidade de revisão e amadurecimento — algo essencial no jornalismo que se pretende ético e comprometido com os fatos.

Ao longo de sua história, O Globo também foi espaço para vozes plurais. De colunistas consagrados a repórteres investigativos, o jornal contribuiu para colocar sob análise os fatos da vida pública e dar visibilidade a questões fundamentais para a sociedade. Temas como desigualdade social, crise climática, violência urbana, direitos humanos e corrupção ganharam destaque em suas páginas, influenciando a formação da opinião pública e pressionando instituições.

ATAQUES – Não por acaso, a imprensa profissional — da qual O Globo é um dos protagonistas — continua sendo alvo de ataques de setores que se incomodam com a crítica, a checagem de fatos e a fiscalização do poder. Em tempos de desinformação viralizada por redes sociais e algoritmos, o jornalismo sério, com apuração rigorosa e compromisso público, torna-se ainda mais essencial.

O jornal da família Marinho, com todas as contradições que sua história carrega, representa também a resistência em defesa da liberdade de expressão, da consciência crítica e da diversidade de ideias.

Assim, ao completar 100 anos, O Globo não celebra apenas a si mesmo, mas reafirma a relevância da imprensa como guardiã da memória e ferramenta de transformação social. É um marco que merece não apenas parabéns, mas também reflexão sobre o futuro do jornalismo no Brasil.

Valdemar Costa Neto diz que só Michelle, além de Bolsonaro, venceria Lula

PF devolve passaporte e bens de Valdemar Costa Neto

Costa Neto faz malabarismos para fortalecer seu partido

Manoela Carlucci e Yasmin Silvestre
da CNN

O presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, afirma que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seria a única, além de seu marido e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), candidatura capaz de vencer um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

O político deu a declaração em evento do PL Mulher em Guarulhos, na Grande São Paulo. Valdemar também elogiou o desempenho de Michelle nas pesquisas. “E, para nossa surpresa, ela, depois do Bolsonaro, é a única que bate o Lula no segundo turno. Em todas as pesquisas que nós fizemos, todas”, disse.

BEM COLOCADA – Apesar não ter confirmado se concorrerá à Presidência da República no ano que vem, Michelle aparece bem colocada nas pesquisas eleitorais.

Michelle ligou a líder do PL pedindo que evitem contato com Bolsonaro

Na pesquisa recente divulgada pelo Paraná Pesquisas, em 26 c estados e no Distrito Federal, a ex-primeira-dama, seu marido Jair Bolsonaro e o presidente Lula apresentaram empate técnico em eventuais cenários de primeiro turno nas eleições de 2026.

APOIO A BOLSONARO – Mesmo elogiando Michelle, Valdemar não descarta a candidatura do ex-presidente para as próximas eleições. Hoje, Bolsonaro está inelegível por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral.

Em março deste ano, por decisão dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro também se tornou réu por tentativa de golpe de Estado.

“Quero deixar bem claro para vocês uma coisa: o nosso candidato a presidente vai ser o Jair Bolsonaro, não tenham dúvida disso”, afirmou o presidente do PL.

INJUSTIÇA – Na leitura de Valdemar, a inelegibilidade de Bolsonaro é uma “injustiça”. O ex-presidente foi punido por, segundo o TSE, abusar de poder político e usar indevidamente os meios de comunicação.

“Se acontecer uma injustiça no Brasil e o impedirem, quem escolhe o candidato não é o partido, é o presidente Bolsonaro, porque ele é que tem os votos”, disse Valdemar.

O líder da sigla também criticou Lula, afirmando que os petistas já “perderam” as eleições de 2026. “O Lula, para crescer, precisa melhorar. Eles precisam mudar tudo no governo. Tudo vai mal. Então, o que eu acho é o seguinte: eles não vão conseguir essa vitória contra nós. A eleição do ano que vem, na minha opinião, o PT já perdeu. Como nós perdemos a outra, eles já perderam esta”, disse Valdemar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Valdemar Costa Neto, um dos grandes espertalhões da política brasileira, luta desesperadamente para continuar a ter o maior partido do país, com as maiores verbas, incluindo a superdotação do Fundo Eleitoral, de dois em dois anos. Sabe muito bem que Bolsonaro não será candidato em nenhuma hipótese, mas tenta manter no ar a pipa da candidatura dele, que nem mesmo a anistia poderia garantir. (C.N.)

Documentário expõe Malafaia como “pastor de palanque” e “mau profeta”

Apocalipse nos Trópicos • Cinema com Crítica

Lula também aparece no filme, “pedindo” votos aos fiéis

Bernardo Mello Franco
O Globo

Silas Malafaia não gostou de “Apocalipse nos trópicos”, o novo documentário de Petra Costa. Convidado para uma sessão especial na quinta-feira, o pastor saiu aos berros da sala de cinema. Deve ter se irritado com a própria performance diante das câmeras.

O filme mostra como o crescimento dos evangélicos e a ascensão de pastores fundamentalistas influenciaram a política brasileira na última década. Personagem desses tempos estranhos, Malafaia não se constrange em usar o nome de Deus para direcionar o voto dos fiéis.

TRAJETÓRIA – O pastor pulou de galho em galho em sua peregrinação palanqueira. Apoiou Lula, José Serra e Aécio Neves até firmar aliança com Jair Bolsonaro às vésperas da eleição de 2018. Dois dias depois da vitória, o capitão marchou até a igreja de Malafaia, onde foi recebido com o coro de “Mito!”.

“Deus escolheu as coisas fracas para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas vis, de pouco valor, as desprezíveis, que podem ser descartadas, as que não são, que ninguém dá importância, para confundir as que são, para que nenhuma carne se glorie diante dele. É por isso que Deus te escolheu”, disse o pastor, dirigindo-se ao presidente eleito.

COISAS LOUCAS – Ao fim da cena, a diretora repete o que foi dito no púlpito. “Deus escolheu as coisas loucas, fracas, vis e desprezíveis”, sublinha. “Usando esses versos bíblicos, Malafaia inaugura um novo tipo de líder para o Brasil”, arremata, numa síntese do que o país viveria nos anos seguintes.

O documentário retrata o jogo bruto do pastor para defender seus interesses terrenos. Quando Bolsonaro indicou André Mendonça ao Supremo, ele ameaçou fazer campanha contra senadores que resistiam a aprovar o ministro “terrivelmente evangélico”.

Quando outros pastores se aproximaram de Lula em 2022, ele ameaçou demonizar um a um nas redes sociais. “Aqui a gente destrói os caras”, disse, exibindo o celular. “Não vem, que a gente arrebenta eles”, prometeu.

SADISMO  – Em outra cena reveladora, Malafaia despeja ira sobre um motoqueiro que ousou mudar de faixa diante do seu carro. Depois avisa, sem esconder o sadismo, que seus seguranças dariam um “susto” no rapaz. Os amigos de Bolsonaro em Rio das Pedras ficariam orgulhosos.

O pastor é um caso de sucesso da teologia da prosperidade. Transformou uma pequena igreja no subúrbio do Rio num império milionário de empresas e templos, não necessariamente nesta ordem. Vaidoso, ele se deixou filmar ao volante de uma BMW blindada e a bordo de um jatinho batizado de “Favor de Deus”.

Malafaia sabe multiplicar o dízimo, mas emerge de “Apocalipse nos trópicos” como um mau profeta.

PREVISÃO ERRADA – Antes da eleição de 2022, ele assegurou que Lula seria batido nas urnas. “Sabe por quê? Ele tá ferrado no mundo evangélico. Não vai dar para ele, não”, vaticinou, em entrevista para o documentário.

Após a derrota do capitão, o pastor passou a incitar abertamente o golpe.

“O senhor tem poder de convocar as Forças Armadas para botar ordem”, bradou, em vídeo dirigido a Bolsonaro. Curiosamente, Malafaia não foi incluído na denúncia da Procuradoria-Geral da República contra militares e civis que tramaram contra a democracia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Malafaia não gostou do documentário porque não é ele que anda atrás dos políticos. Na verdade, são os políticos que procuram os líderes evangélicos, para mendigar votos. (C.N.)

No Fluminense, o goleiro Fábio mostra que devia ser lembrado por Ancelotti

Fábio, goleiro do Fluminense

Um goleiro que desafia o tempo e acumula recordes

Vicente Limongi Netto

O goleiro Fábio do Fluminense, 43 anos de idade, contrato renovado, profissional e cidadão com trajetória marcante e cativante, não é de hoje que precisava entrar no radar dos comandantes da seleção brasileira. O que Fábio está pegando, defesas difíceis, algumas quase impossíveis, merece, faz tempo, ser lembrado pelo treinador Carlo Ancelotti.

Fábio é atleta perfeito. Creio que não existe no futebol mundial outro goleiro com a qualidade do Fábio. Não convoca-lo para a seleção brasileira é um crime de lesa Pátria. Amargura a bola e entristece o torcedor. Nessa linha, enfatizo e saliento que o gênio eterno, o cerebral Gerson, Canhotinha de Ouro, também é amplamente favorável a entrada de Fábio no radar de Ancelotti. 

GÊMEOS – Com as devidas proporções, méritos e qualidades, o técnico espanhol do fabuloso PSG, Luis Henrique, é o Renato Gaúcho do futebol europeu. Profissionais impecáveis e exemplares.

Ex-jogadores que sabem lidar com os atletas. Cativam a alma e o coração de seus craques. Elevam a autoestima deles. Luis Henrique e Renato Gaúcho explodem na hora certa. Não complicam. Não desperdiçam adrenalina.

Quanto à reta final, cada jogador do Real Madrid ganhará 1 milhão de euros se conquistar o título da Copa. Tá na hora do Vini Jr devolver meu cartão Visa que pediu emprestado.