Valdemar faz mistério com libertação de Bolsonaro, que não adiantará nada

O recado de Valdemar Costa Neto aos ministros do STF sobre a eleição | VEJA

Costa Neto aposta na libertação do mito pela Segunda Turma

Vicente Limongi Netto

Com a candidatura do Tariflávio Rachadinha derretendo cada vez mais, outro amigão dele, Marcio Canella, candidato a senador, foi preso no Rio de Janeiro, levando o presidente do PL, Waldemar Costa Neto, a apelar para confusas previsões futurológicas.

Parece que passou a ler livros de ficção, sobretudo contos policiais. Valdemar agora iniciou um joguinho de pegadinhas insossas com jornalistas. E diz que breve haverá reviravolta no caso Bolsonaro.

TENSÃO NO AR – Em meio a curiosidade e especulações, a maioria já percebe que ventos de desespero rondam o PL do Valdemar, que resolveu virar mágico por correspondência e garante que nos próximos dias revelará ao mundo a boa nova sobre Bolsonaro.

 Misterioso, Valdemar começou a encher a bola do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Dando a entender que o Brasil conhecerá o chicote de justiça de Fachin.

O clã Bolsonaro desconhece o espirito que baixa para fazer Valdemar antever coisas estranhas na política.o corpo de Flávio e Michele desconhecem o que Valdemar está escondendo.

SEM BLEFE – Na verdade, não há nenhuma novidade nas previsões do ex-presidiário do Mensalão. É que só agora ele descobriu que Bolsonaro pode ser solto pela Segunda Turma do STF, que está revendo sua condenação, conforme a Tribuna da Internet tem anunciado, com absoluta exclusividade.

Na Segunda Turma, Bolsonaro está sendo julgado por cinco ministros, e três deles são a favor de sua libertação – o relator Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça. Os outros dois, Gilmar Mendes e Dias Toffoli são contra, mas serão vencidos por 3 a 2.

Bolsonaro será solto, mas não muda nada, porque está com os direitos políticos suspensos pelo TSE e não poderá fazer campanha pelo filho.

FILHO AMADO – Carluxo, outro filho de Bolsonaro, abriu o bico: “querem enterrar meu pai vivo”. Ora, alguém precisa dizer para o vereador carioca que Jair já foi enterrado faz tempo.

Outros dois que estão sepultados, graças a Deus, são Ibaneis Rocha, que desistiu de disputar o Senado, e Aécio Neves, que não vai disputar a Presidência da República. Duas notícias que alegram a política e evitam o mofo em ambientes sadios.  

Flávio Dino cita indícios de desvio de R$ 119 milhões e mira Valdemar Costa Neto

O silêncio após o amor, na poesia romântica de J.G. de Araújo Jorge

Tribuna da Internet | Uma poética confissão de amor, por J.G. de Araújo  JorgePaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, político e poeta acreano José Guilherme de Araujo Jorge (1914-1987) ou, simplesmente, J. G. de Araújo Jorge, ficou conhecido como o Poeta do Povo e da Mocidade, por sua mensagem social e política e por sua obra romântica, como no poema “O Resto é Silêncio”, no qual  J.G. sabe que estão um no outro, com se estivessem sozinhos, o resto é silêncio.

O RESTO É SILÊNCIO
J.G. de Araújo Jorge

E então ficamos os dois em silêncio,
tão quietos como dois pássaros na sombra, recolhidos ao mesmo ninho,
como dois caminhos na noite,
dois caminhos que se juntam
num mesmo caminho…

Já não ouso… já não coras…
E o silêncio é tão nosso,
e a quietude tamanha
que qualquer palavra bateria estranha
como um viajante, altas horas…

Nada há mais a dizer,
depois que as próprias mãos
silenciaram seus carinhos…
Estamos um no outro
como se estivéssemos sozinhos…

Investigação da PF indica que Vorcaro manipulava avaliações do Banco Master

PL ignora Michelle e confirma aliança com Ciro Gomes no Ceará

O Globo erra, ao dizer que não há chances de Bolsonaro ser “inocentado” no STF

O novo normal da instabilidade entre Washington e Teerã é a guerra

Cada ataque é instrumento de pressão política

Pedro do Coutto

A sucessão de ataques, retaliações pontuais e tréguas provisórias entre Estados Unidos e Irã indica que o Oriente Médio entrou em uma nova fase estratégica. Não se trata propriamente de paz, mas também não é uma guerra convencional em larga escala. O que surge é um modelo de confronto permanente, no qual o uso calculado da força passa a conviver com canais diplomáticos ativos. A lógica deixa de ser derrotar o adversário e passa a ser administrar o conflito.

Essa dinâmica representa uma mudança importante em relação às últimas décadas. Tanto Washington quanto Teerã parecem reconhecer que uma guerra aberta produziria custos políticos, militares e econômicos muito superiores aos possíveis ganhos. Os Estados Unidos procuram preservar seu poder de dissuasão sem serem arrastados para mais um conflito prolongado no Oriente Médio.

CAPACIDADE DE RESPOSTA – O Irã, por sua vez, busca demonstrar capacidade de resposta suficiente para manter sua credibilidade regional, evitando, ao mesmo tempo, um confronto que coloque em risco a sobrevivência do próprio regime. O resultado é um equilíbrio instável, sustentado muito mais pelo cálculo dos riscos do que por uma aproximação política efetiva.

Esse “novo normal” aproxima-se do conceito de conflito permanente de baixa intensidade. Cada ataque deixa de ser interpretado como o início inevitável de uma guerra total e passa a funcionar como um instrumento de pressão política. A força militar transforma-se em mecanismo de negociação. Bombardeios, ataques cibernéticos, operações de inteligência e demonstrações de poder naval deixam de ser exceções para integrar uma diplomacia coercitiva, na qual momentos de escalada e de distensão se sucedem quase simultaneamente.

Entretanto, a estabilidade produzida por esse modelo é apenas aparente. Quanto mais frequentes se tornam os episódios de violência controlada, maior é o risco de erros de cálculo. Um ataque que provoque um número elevado de vítimas, uma interpretação equivocada das intenções do adversário ou mesmo a atuação de grupos aliados fora do controle direto de Washington ou de Teerã pode romper rapidamente os mecanismos informais que hoje limitam a escalada do conflito. A história das crises internacionais demonstra que guerras muitas vezes não começam por decisão deliberada, mas pela incapacidade dos próprios atores de controlar a dinâmica que criaram.

DIMENSÃO ECONÔMICA –  Outro aspecto relevante é a dimensão econômica desse confronto. O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de vulnerabilidade da economia mundial. Sempre que as tensões aumentam, os mercados reagem imediatamente com oscilações no preço do petróleo, no custo dos fretes marítimos e na percepção global de risco. Assim, mesmo quando os confrontos permanecem limitados, seus efeitos extrapolam o campo militar e atingem cadeias de abastecimento, inflação e decisões de investimento em diversas partes do mundo.

Há, porém, uma consequência geopolítica que costuma passar despercebida. O prolongamento desse estado de tensão permanente favorece a consolidação de uma ordem internacional mais fragmentada, na qual a diplomacia tradicional perde espaço para relações baseadas na demonstração contínua de força. O conflito deixa de ser uma ruptura da política para se tornar um de seus instrumentos permanentes. Trata-se de uma realidade compatível com um sistema internacional cada vez mais multipolar, em que as grandes potências procuram evitar confrontos diretos, mas aceitam conviver com crises recorrentes como parte da competição estratégica.

Nesse contexto, talvez a maior ilusão seja imaginar que o Oriente Médio caminha para uma paz duradoura. O cenário mais provável não é o fim das hostilidades, mas a consolidação de um ciclo permanente de tensão, negociação e novos confrontos. A guerra deixa de ser um episódio extraordinário para se tornar uma ferramenta recorrente da política regional. A paz, por sua vez, transforma-se apenas em um intervalo precário entre duas crises.

Ancelotti quis jogar no contra-ataque, como se a Noruega fosse a França, diz Tostão

Será que a figurinha do Neymar está no álbum de Carlo Ancelotti? 👀🤔 📸 Charge de Mario Alberto #futebol #selecaobrasileira #copadomundo #neymar # charge

Charge do Mário Alberto (Arquivo Google)

Tostão
Folha

A Argentina perdia por 2 x 0. Não se afobou, continuou trocando passes no meio-campo e, no final, comandado por Messi, virou o jogo e ganhou do Egito por 3 x 2. Messi fez um gol e deu passe para outro. Enzo marcou o da vitória. Quando terminou a partida, Messi chorou copiosamente, como um garoto que estreava no Mundial.

A decisão da Fifa, durante a Copa do Mundo, de mudar a regra, acabar com a suspensão automática no jogo seguinte após uma expulsão, foi absurda. Beneficiou os EUA, que escalaram seu melhor jogador contra a Bélgica. Trump pediu e o presidente da Fifa aceitou. A Bélgica protestou antes do jogo, ficou mais aguerrida e goleou os EUA por 4 x 1.

FRACASSO DO BRASIL – Após a eliminação do Brasil, escrevi uma coluna com o título: “A crônica de um fracasso inesperado”. Retiro a palavra inesperado. Não foi surpresa. O Brasil, mesmo contra seleções que não são candidatas ao título, como Noruega, Japão, Marrocos e outras, estará, com frequência, próximo da vitória e da derrota.

O Brasil foi derrotado por inúmeros fatores. Pelos detalhes, como no pênalti e em outros gols perdidos, pela qualidade individual e coletiva da Noruega, pela estratégia de Ancelotti de marcar mais atrás e contra-atacar, como se o Brasil enfrentasse a França, e pelas alterações equivocadas no segundo tempo, quando deslocou Endrick para a direita. Ele perdeu uma grande chance pelo centro, mas, provavelmente, teria outra clara oportunidade se continuasse na posição.

Ancelotti, na sua carreira de treinador, nunca se entusiasmou com a marcação por pressão no campo do adversário. Preferiu sempre iniciá-la no meio-campo ou na própria intermediária, para contra-atacar, ainda mais com atacantes hábeis e velozes como Vinicius Junior.

SEM PRESSIONAR – Porém, independentemente de onde começa a marcação, é fundamental pressionar para recuperar a bola, o que não ocorreu contra a Noruega. O Brasil assistiu a Odegaard e Berg tomarem conta do jogo. O Brasil teve um terço de posse de bola na partida.

Se o Brasil tivesse feito o gol de pênalti e aproveitado outra clara chance no primeiro tempo, poderia golear e todos exaltariam a estratégia de Ancelotti. O futebol não tem “se”, mas o “se” ajuda a entender o futebol.

O Brasil perdeu também por muitos outros fatores conhecidos e desconhecidos. No futebol moderno, não há mais motivo para dividir o meio-campo entre os volantes que marcam e o meia que avança (camisas 5, 8 e 10). Falta à seleção um craque no meio-campo, pois o Brasil só se preocupa em formar pontas e atacantes. A imprensa colabora ao exaltar somente os artilheiros.

RODRI DÁ SHOW – No confronto entre os maiores meio-campistas do futebol mundial, que gostam de ficar com a bola, a Espanha, merecidamente, ganhou de Portugal por 1 x 0. Rodri é o elo, o pêndulo, o condutor do time espanhol, pois inicia as jogadas, de um lado e de outro, com precisos passes.

Outro motivo da sequência de eliminações do Brasil nos Mundiais é o crescimento do futebol em todo o mundo, devido à globalização, ao grande desenvolvimento científico e tecnológico e à evolução da qualidade individual e das estratégias de jogo.

Além disso, segundo as pesquisas, os profissionais de outros países, em quase todas as atividades, possuem, na média, produtividades superiores às do Brasil. O mesmo deve ocorrer no futebol. Nas últimas décadas, o Brasil tem sido um fracasso, pela incapacidade de resolver ou mesmo diminuir bastante os graves problemas sociais, de criminalidade, de corrupção e de educação. O fracasso continua no futebol.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Quando classifiquei Ancelotti de retranqueiro, muitos comentaristas me criticaram. Mas agora Tostão refletiu com mais clareza e chegou à mesma conclusão. E o pior é que teremos de aturar esse farsante até a Copa de 2030, se antes Romário não expulsá-lo do país aos pontapés… (C.N.)

Caiado diz que Flávio Bolsonaro não tem “estatura ética” para disputar Presidência

Ministros do STF seguem “roteiro” da Lava Jato para tentar anular o caso Master

Charge: Enquanto isso no STF. - Blog do AFTM

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Carlos Newton

As notícias de que a Polícia Federal determinou o afastamento do perito João Cláudio Nabas, por vazamento de informações incriminando os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, indicam que integrantes da Suprema Corte realmente estão empenhados em evitar a punição dos envolvidos no escândalo do Banco Master.

O esquema segue o roteiro da ardilosa manobra feita em 2019, que conseguiu anular todas as condenações da Lava Jato, com base em provas ilegais apresentadas pelo hacker Walter Delgatti, contratado para gravar ilegalmente os celulares do então juiz Sérgio Moro e de procuradores federais

PROVAS ILÍCITAS – Destaque-se que, para destruir a Lava Jato, os ministros do STF aceitaram usar provas ilícitas sem ao menos periciá-las, e foi assim, desprezando as exigências legais, que rapidamente declararam uma suposta “imparcialidade” da força-tarefa da Lava Jato.

Com essa manobra, não somente anularam todas as condenações, mas também providenciaram que muitos bilhões de reais fossem devolvidos aos empresários corruptos.

Agora, no caso Master, o novo esquema de impunidade tentará se basear no vazamento de provas contra ministros, atribuído ao perito federal João Cláudio Nabas, além de outros argumentos que já estão sendo colocados por Gilmar Mendes, o decano do STF.

NO RODA-VIVA – Em recente entrevista no programa Roda-Viva, ao comparar o caso Master à Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes citou o vazamento de mensagens pessoais das conversas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua então noiva Martha Graeff. Disse ele: 

“O ministro André [Mendonça] libera uma ordem que havia sido dada pelo então relator no sentido de não permitir que a CPI [do INSS] fizesse aquela quebra de sigilo. E houve aquilo que nós conhecemos, a quebra de sigilo, inclusive de conversas íntimas e a revelação. […] Muitos vazamentos, prisões de familiares, são elementos que levam a pelo menos uma preocupação e similitudes com o que ocorreu anteriormente”.

O ministro também fez críticas sobre uma reunião de Mendonça com um advogado que lhe falou sobre delação premiada no caso do Master. “Na conversa que nós tivemos, por exemplo, André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva. E aqui já há uma impropriedade. Por quê? A lei não permite que o relator ou o juiz participe da delação. O acordo é entre Ministério Público ou a Polícia Federal e o delator. Então, aqui, já há algo de erro crasso.”

CONTESTADO NO ATO – O ministro foi imediatamente contestado pelos jornalistas, porque Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, discutia normalmente com advogados a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, e assim Gilmar ficou numa saia justa no Roda-Viva. 

Os jornalistas lembraram também que, na Lava Jato, um dos episódios mais emblemáticos envolveu a divulgação de escutas telefônicas de conversas entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, em 2016, quando ex-presidente estava respondendo a vários processos e teve seu celular grampeado judicialmente.

Lula, na época, foi impedido de tomar posse na Casa Civil por decisão do próprio Gilmar Mendes. O ministro aceitou usar como prova as gravações que tinham sido feitas com o prazo legal já encerrado e até  citou os diálogos com a então presidente como argumento para a tese de “desvio de finalidade” na nomeação dele para ministro, para evitar ser preso por corrupção e lavagem de dinheiro, o que depois acabou acontecendo.

###
P.S. – As situações não são semelhantes, mas o grupo de ministros integrado por Gilmar, Moraes,  Toffoli e outros, sem a menor dúvida, fará o possível e o impossível para tumultuar o caso do Banco Master e garantir a mesma impunidade conseguida na Lava Jato. Para conseguir essa neta, porém, terão de neutralizar o relator André Mendonça, e isso não será nada fácil. (C.N.)

O maior desafio do Itamaraty é blindar da polarização política a diplomacia

Após maratona de entregas, Lula concentra forças na largada oficial da campanha

Lula decidiu realizar em SP ato que marca a nova fase

Sérgio Roxo
O Globo

Depois de concluir a fase de inaugurações de obras do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se concentrar a partir desta semana em um período de preparação para o lançamento de sua candidatura à reeleição, previsto para acontecer na convenção do PT no dia 2 de agosto.

Até lá, a previsão de aliados é que o petista se dedique, à noite e nos fins de semana, a atividades em locais fechados como encontros setoriais. A convenção que estava prevista inicialmente para acontecer em Brasília no dia 1º foi mudada para São Paulo no dia 2 a pedido de Lula. Só depois disso, é que o petista começará oficialmente a campanha de rua.

BERÇO POLÍTICO – O presidente avaliou que era importante realizar o ato no estado que é o berço político do PT e será decisivo para o resultado da eleição. O entorno do presidente entende que há necessidade de, pelo menos, repetir o desempenho de 2022 entre os paulistas. No segundo turno daquela disputa, Lula teve 44,76% dos votos válidos no estado contra 55,24% de Jair Bolsonaro.

Na sexta-feira, o presidente concluiu a fase de inaugurações do governo com uma cerimônia no Palácio do Planalto para acompanhar entregas simultâneas nas áreas de educação, saúde e habitação em diferentes estados do país.

A legislação eleitoral proíbe, nos três meses que antecedem o primeiro turno, a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas e restringe a realização de atos que possam ser interpretados como promoção institucional de agentes públicos em disputa eleitoral

INTERAÇÕES – A cerimônia de sexta-feira contou com interações por vídeo com representantes do governo em 12 cidades de sete estados: Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Piauí, Alagoas e Pernambuco.

Ao longo da semana passada, Lula teve uma sequência de compromissos que incluiu o lançamento do programa Desenrola para adimplentes, os anúncios do Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial e familiar e viagens à Bahia, ao Rio Grande do Norte e ao Ceará para inauguração de obras e entrega de equipamentos públicos.

A passagem pelo Nordeste, porém, também foi marcada por um contratempo. Na quinta-feira, em Luís Gomes (RN), Lula inaugurou o Túnel Major Sales, no ramal do Apodi da transposição do Rio São Francisco, antes de a água chegar ao local da cerimônia.

“ERO DE CÁLCULO” – O presidente afirmou que esperava acompanhar a entrada da água no túnel e atribuiu o episódio a um “erro de cálculo”. O Palácio do Planalto informou posteriormente que não houve falha na estrutura e que a água ainda percorria o sistema de canais da transposição no momento da inauguração.

A equipe de campanha de Lula também será reforçada com pessoas que deixarão o governo a partir desta semana. Um deles é o fotógrafo Ricardo Stuckert, um dos auxiliares mais próximos do presidente. Stuckert deixará o cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência e ficará responsável pela coordenação das redes sociais de Lula, incluindo Instagram e TikTok, em parceria com Nicole Briones, responsável pela estratégia digital do PT.

Republicanos temem custo político de apoiar Flávio e avalia optar pela neutralidade

Aécio Neves desiste da disputa presidencial e PSDB ficará sem candidato em 2026

Aliados de Eduardo Bolsonaro ampliam pressão sobre campanha de Flávio

Valdemar apela por união da direita para pôr fim à crise entre Flávio e Michelle

Lula insiste na candidatura do PT em Minas após a recusa de Marília Campos

Patrus Ananias vira opção consensual para o partido

Catia Seabra
Augusto Tenório
Mariana Brasil
Folha

Frustrada a tentativa de convencimento da ex-prefeita de Contagem Marília Campos para a disputa pelo Governo de Minas Gerais, o presidente Lula (PT) reiterou, nesta terça-feira (7), a necessidade de definição de seu palanque no estado. Foi apresentado como alternativa o nome do deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT).

Lula recebeu cerca de 30 auxiliares da campanha no Palácio da Alvorada, como o senador Camilo Santana (PT-CE) e o ex-ministro Gilberto Carvalho. Lá, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que há expectativa de escolha de cabeça de chapa nesta semana.

DEFINIÇÃO – O presidente endossou sua fala, afirmando que os nomes de Minas Gerais precisam ser definidos em breve. A reunião durou cerca de três horas e foi a prioridade de Lula, que precisou encurtar uma agenda com o ministro da Defesa, José Múcio, segundo pessoas que estavam na residência oficial do presidente.

O impasse em Minas Gerais envolveu inicialmente a objeção do PT mineiro ao lançamento de um nome de outro partido. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) é cotado para concorrer e desejava reunir apoio da esquerda. Mesmo sem endosso dos petistas, ele mantém a pré-candidatura.

Além disso, houve a resistência de Marília aos apelos para que disputasse o governo. Segundo relatos, ela cogitou a possibilidade de não concorrer a cargo algum caso insistissem para que entrasse na corrida pelo Palácio da Liberdade.

ARGUMENTO – A ex-prefeita de Contagem é pré-candidata ao Senado. Segundo aliados, ela considera que tem mais chances de ser eleita senadora do que governadora. Um dos argumentos é que o PT não poderia arriscar perder uma cadeira na Casa, na qual bolsonaristas planejam ter maioria a partir de 2027, para sacrificá-la em uma eleição difícil ao governo do estado.

Como o PT defende, oficialmente, uma candidatura própria, o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias passou a figurar como alternativa do partido. Veterano do partido, Patrus, 74, foi prefeito na década de 1990. Também foi ministro de Lula nos primeiros mandatos petistas, de 2004 a 2010 (Desenvolvimento Social), e no governo Dilma Rousseff (Desenvolvimento Agrário), entre 2015 e 2016.

Ainda na reunião desta terça, o nome do ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), foi apresentado pelo presidente como novo integrante do comando de sua campanha, tendo como tarefa a organização do palanque em Minas.

RELEVÂNCIA – O estado é considerado crucial para as campanhas presidenciais. Desde 1950 um presidente não é eleito sem conquistar a maioria dos votos desse estado. Além de Minas, Edinho afirmou que o partido deverá definir sua candidatura em Goiás, onde uma ala do partido ainda insiste no nome da deputada petista Adriana Accorsi para o governo. Ela, no entanto, já lançou sua candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados.

Segundo participantes, a reunião foi convocada para apresentação geral das áreas da campanha e planejamento de atividades até a convenção de 2 de agosto. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), falou, por exemplo, sobre o lançamento de comitês de pré-campanha.

PLANO DE GOVERNO – Lula também ouviu o relato sobre a elaboração do plano de governo para os próximos quatro anos. Ainda segundo participantes, o petista mostrou-se otimista para as eleições, repetindo que a ideia é mostrar como recebeu o governo do antecessor, Jair Bolsonaro (PL), e como será entregue ao brasileiro.

Mais uma vez, o presidente disse que o desafio será mostrar à população tudo o que foi feito durante sua gestão, uma vez que, nas palavras dele, nem sequer todos petistas têm conhecimento das ações implementadas. O presidente repisou ainda que não discriminou prefeitos por sua coloração partidária, mas que muitas vezes seu trabalho não chega à ponta.

Ibaneis desiste do Senado e redesenha o tabuleiro político do DF

Romário diz que a CBF deveria ter rasgado o contrato com Ancelotti

Deu em O Globo

A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo aumentou a pressão sobre Carlo Ancelotti. Depois da derrota por 2 a 1 para a Noruega, Romário subiu o tom contra o treinador italiano e pediu publicamente sua saída do comando da Seleção.

Em vídeo publicado no canal RomarioTV, o campeão mundial de 1994 afirmou que Ancelotti não deveria permanecer no cargo. “Ele não pode continuar como técnico do Brasil, de jeito nenhum. Disse que, se estivesse no comando da CBF, teria entrado no vestiário, mandado ele embora e rasgado o contrato na hora, mandando ele recorrer à Justiça, se estivesse insatisfeito. “A partida contra a Noruega foi uma vergonha” — afirmou Romário.

TOMAR DECISÕES – O ex-jogador, que já vinha fazendo críticas à Seleção nos últimos dias, direcionou desta vez as cobranças diretamente a Ancelotti. Para Romário, o Brasil precisa tomar decisões mais duras se quiser mudar o cenário após mais uma Copa sem o título.

Ele também comparou a situação atual com o ciclo de Tite, que permaneceu no cargo após a eliminação para a Bélgica nas quartas de final da Copa de 2018 e só deixou a Seleção depois da queda diante da Croácia, em 2022.

Romário ainda questionou decisões tomadas por Ancelotti durante a partida contra a Noruega. Uma das críticas foi à substituição de Bruno Guimarães por Ederson, improvisado em uma função que, segundo ele, expôs problemas na convocação.

PERGUNTA – “Eu nem entendi o que ele estava pensando: tirar o Bruno Guimarães para colocar o Ederson na lateral. E você faz isso porque não convocou nenhum outro lateral? Um lateral se machuca e você convoca um zagueiro?” — disse.

A cobrança também se estendeu à imprensa brasileira. Romário afirmou que Ancelotti estaria sendo menos pressionado por ser estrangeiro e disse que um técnico brasileiro já teria recebido críticas mais duras no mesmo cenário.

“se ele fosse um técnico brasileiro, já o teriam massacrado. Mas, como é estrangeiro, ninguém diz uma palavra” — completou.

Apesar da insatisfação manifestada por Romário e por parte da torcida, Ancelotti segue no comando da Seleção e pretende cumprir o contrato com a CBF, até 2030, ganhando R$ 6 milhões mensais.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se tivessem vergonha na cara, esses caipiras da CBF teriam demitido o retranqueiro Ancelotti no vestiário, como diz Romário, e depois renunciado a seus cargos na Confederação. O Brasil não merece sofrer mais quatro anos nas mãos do enganador Ancelotti. Já temos problemas demais por aqui, aturando os dirigentes dos Três Poderes. (C.N.)

“Covarde sei que me podem chamar, porque não calo no peito essa dor…”

Eu fiz um acordo com o tempo. Nem ele me... Mário Lago ...Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, ator, radialista, poeta e letrista carioca Mário Lago (1911-2002) é autor de alguns clássicos da MPB, entre eles, “Atire a Primeira Pedra”, em parceria com Ataulfo Alves.

A letra versa sobre o grande desejo de um homem de se reconciliar com a mulher, a despeito do que os demais e até a própria amada, pensem a respeito. O título faz referência às palavras de Jesus Cristo em João 8:7. O samba “Atire a Primeira Pedra”foi gravado por Orlando Silva, em 1943, pela Odeon.

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA
Ataulfo Alves e Mário Lago

Covarde sei que me podem chamar
Porque não calo no peito essa dor.
Atire a primeira pedra, ai, ai, 
Aquele que não sofreu por amor.

Eu sei que vão censurar meu proceder.
Eu sei, mulher,
Que você mesma vai dizer
Que eu voltei pra me humilhar…

É, mas não faz mal,
Você pode até sorrir,
Perdão foi feito pra gente pedir