Na prisão dos coronéis da PM, mais um erro clamoroso de Moraes e do STF

PGR rejeita tese de "apagão de inteligência" no 8 de Janeiro

Coronel Naime estava de férias e foi condenado por omissão

Carlos Newton

Nesta quarta-feira, o Supremo ratificou mais um erro clamoroso do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo do 8 de janeiro, e mandou para a penitenciária da Papudinha cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal, por crime de omissão no enfrentamento à vandalização da Praça dos Três Poderes.

Os coronéis foram condenados a 16 anos de prisão e perda do cargo. O entendimento da Primeira Turma seguiu o voto de Moraes, considerando que eles não somente se omitiram na repressão ao 8 de Janeiro, como também cometeram os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

EXCESSO DE RIGOR – Os erros no julgamento de Moraes foram múltiplos, a começar pelo rigor excessivo, que redundou numa condenação em grupo, como se formassem uma quadrilha, quando a realidade era totalmente diversa.  

Para Moraes, houve uma atuação “omissiva, dolosa e estruturada” da Polícia Militar do Distrito Federal nos atos do 8 de Janeiro e a ação golpista não foi resultado de “falhas pontuais ou imprevistos operacionais”. Esse parecer genérico e mambembe foi seguido por unanimidade pelos outros ministros da Primeira Turma – Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O erro na generalização do crime principal – de omissão – chega a ser grotesco, porque um dos coronéis (Jorge Barreto Naime) estava de férias. Ao assistir na TV à transmissão do ato público, ele percebeu a gravidade da situação e imediatamente se dirigiu à Praça dos Três Poderes para se integrar à tropa que enfrentou os manifestantes. Assim, como condená-lo por omissão, se ele agiu prontamente, durante as férias? Se tivesse viajado para fazer turismo, não teria sido condenado, é óbvio, nem teria sido citado no inquérito.

CONTORCIONISMO – O relator Alexandre de Moraes fez um espalhafatoso contorcionismo jurídico para condenar os coronéis por omissão, adicionada aos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Ou seja, considerou que os cinco coronéis da PM integraram a suposta “organização criminosa” que teria sido liderada pelo então presidente Jair Bolsonaro. “Cabe destacar, ainda, que a horda criminosa golpista atuava desde a proclamação do resultado das eleições gerais de 2022, em intento organizado que procedeu em escalada de violência até culminar no lamentável episódio do início de janeiro deste ano”, justificou Moraes.

MONSTRUOSIDADE – Essa conclusão do relator é uma monstruosidade, porque não há notícia de que nenhum desses oficiais tenha algum dia dirigido a palavra a Bolsonaro, pois sequer se conheciam pessoalmente.

Além disso, se realmente houve omissão, era preciso que Moraes provasse ter sido “imprópria/comissiva” (art. 13, § 2º, Código Penal), em que o réu é considerado “garante” (pelo dever de cuidado/proteção) e responde pelo resultado que deveria evitar.

Portanto, mesmo considerando-se que tenha havido omissão, teria sido apenas dos oficiais que estavam de plantão naquele domingo e não cuidaram de evitar o quebra-quebra.

E o coronel Jorge Barreto Naime, que estava de férias, deveria ter sido homenageado por sua dedicação ao serviço público, ao invés de perder o cargo e pegar 16 anos de prisão.

PENA ESTICADA – Além disso, no caso dos cinco coronéis da PM, há a questão da dosimetria da pena, que parece ser um erro contumaz nos relatórios draconianos do ministro Alexandre de Moraes.

Na forma da lei, no caso mais grave de omissão, que é a imprópria/comissiva, a pena vai de 2 meses a 12 anos, dependendo das provas apresentadas em juízo, segundo o artigo 136 do Código Penal.

Portanto, a pena foi esticada impiedosamente até alcançar 16 anos e perda do cargo. É mais uma decisão vergonhosa da Primeira Turma, adotada por unanimidade, para impossibilitar a apresentação de Embargo Infringente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os condenados já estão cumprindo pena, mas ainda podem recorrer, requerendo “revisão criminal”. Porém, até agora não há notícia de que nenhum condenado no 8 de Janeiro tenha exercido o direito de recorrer, nem mesmo Bolsonaro ou os generais de quatro estrelas, vejam só como os advogados de defesa são omissos. Mas quem se interessa? (C.N.)

Aumentam as suspeitas de que Sicário pode ter sido ‘suicidado’ na PF mineira

Superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, comenta sobre a deflagração da Operação Rejeito realizada em 17/9.

Murad, superintendente da PF, sonega divulgação das imagens

Carlos Newton

Sem a menor dúvida, desde a Operação Laja Jato, em 2014, a Polícia Federal está se firmando como a mais importante e confiável instituição nacional, combatendo com firmeza a corrupção e outros crimes de colarinho imundo cometidos por autoridades dos Três Poderes, além de seguir enfrentando a criminalidade como um todo.

A disposição dos integrantes da PF é tamanha que recentemente seu diretor-geral, Andrei Rodrigues, quebrou todos os protocolos que blindam os integrantes do Supremo Tribunal Federal e entregou pessoalmente ao presidente Edson Fachin um relatório com mais de 200 páginas contra o ministro Dias Toffoli, exigindo que ele fosse afastado da relatoria do caso Master.

Foi uma denúncia fora do padrão e das regras, algo jamais visto na História Republicana, mas a Suprema Corte foi obrigada a atender.

HÁ CONTROVÉRSIAS – No entanto, como diria o grande ator Francisco Milani, há controvérsias, pois a Polícia Federal está sofrendo uma campanha de descrédito na imprensa amestrada e nos múltiplos espaços petistas na web.

Tenta-se menosprezar e desmoralizar a Polícia Federal, apontando supostos excessos e abusos de poder. Já se fala até em “República da PF”, como se isso não fosse salutar para quem trabalha e procura progredir, sem cair na tentação do enriquecimento ilícito, depois de aturar Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e de novo Lula, em sequência, e com possibilidade de uma nova  “reprise” nefasta na eleição deste ano.

A meu ver, a “República da PF” seria bem-vinda, para liquidar com a patologia criminal nos três Poderes, acabar com os penduricalhos e reduzir nossa desigualdade social, a maior do mundo civilizado, que aumenta cada vez que é concedido o mesmo percentual de reajuste para o menor e o maior salário, uma prática que nada tem de cristã, republicana, democrática ou civilizada.

HÁ PROBLEMAS – Mas é claro que nem tudo é acerto na Polícia Federal. Existem também graves problemas. Por exemplo: a corporação está em dívida com a opinião pública, porque até agora não revelou as imagens do tal suicídio do Sicário Luiz Mourão, aquele que tentou se matar na cadeia, morreu no hospital, foi ressuscitado e acabou morrendo de novo dois dias depois…

O superintendente da PF em Minas, Richard Murad Macedo, disse que o suicídio foi inteiramente gravado “sem pontos cegos”. Mas cadê as imagens? No domingo, o “Fantástico” disse ter recebido imagens da gravação na cela, mas era conversa fiada, só exibiu duas “simulações”. 

Ora, se até no caso de Vladimir Herzog, existiu uma foto mostrando a encenação do “suicídio” dele, porque no caso de Vicário as imagens são sigilosas? Isso não faz o menor sentido.

QUEIMA DE ARTIGO – Diante desse mistério, as suspeitas de queima de arquivo aumentam cada vez mais e foram reforçadas com a notícia  de que Daniel Vorcaro, do Banco Master, ordenou a seus capangas que fizessem intimidações e agressões contra uma empregada doméstica e um chefe de cozinha.

Sobre a doméstica, Vorcaro enviou mensagens ordenando “tem que moer essa vagabunda”, sob alegação de que ela estaria fazendo ameaças contra ele. Após a frase, ele teria instruído o grupo a “puxar o endereço” e dados pessoais dela.

Em outro episódio, após descobrir que um chefe de cozinha teria feito uma gravação considerada indesejada, Vorcaro sugeriu intimidação, escrevendo em seu linguajar trôpego: “o bom de dar sacode no chefe de cozinha. Primeiro o outro já vai assustar”.

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P.S.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Federal está devendo importantíssimas informações à opinião pública. É preciso encontrar a empregada e o chefe de cozinha para saber se estão bem ou sofreram agressões. Além disso, não se pode desprezar o poder que a família de Vorcaro tem em Minas Gerais, pois seu pai operava na lavagem do dinheiro. Portanto, a PF tem obrigação de exibir as imagens do suicídio de Sicário, que era um homem que sabia demais, como diria Alfred Hitchcock. E as imagens devem ser exibidas sem pontos cegos, como disse no início o esquivo delegado federal Richard Murad Macedo, e nunca mais tocou no assunto. O povo quer saber. (C.N.)

Supremo vive o momento mais vergonhoso desde sua fundação em 1829

André Mendonça toma posse como ministro efetivo do TSE | CNN Brasil

Cármen e Mendonça são os únicos com reputação ilibada

Carlos Newton

Jamais se viu nada igual na história do Supremo , criado em 1829, durante o período imperial, quando ainda era denominado como Supremo Tribunal de Justiça. Quase 200 anos depois, a vergonha e o arrependimento da maioria de seus ministros chegam a ser comoventes, jamais imaginaram que a situação chegasse a tamanha gravidade.

Hoje, entre os dez ministros do STF, pelo menos oito deles estão envolvidos diretamente em episódios de enriquecimento ilícito, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ou então ajudaram a montar a impressionante indústria de escritórios de advocacia com sobrenomes famosos, que se faz presente nos tribunais superiores, especialmente no Supremo e no Superior Tribunal de Justiça.

BARROSO ESCAPOU – Na verdade, até o ano passado eram nove ministros praticando esses desvios de caráter, mas Luís Roberto Barroso sentiu o cheiro de queimado e repentinamente se aposentou, apresentando uma justificativa patética.

Disse que havia prometido à mulher deixar o Supremo para viajarem pelo mundo. Porém, como ela ficou doente e morreu, o ministro então resolveu se aposentar e viajar sozinho, em homenagem à memória dela. Sinceramente, teria sido melhor Barroso não dar qualquer justificativa e simplesmente sumir de Brasília.

Assim, no início de 2026 pelo menos oito ministros têm parentes advogando em processos na corte, totalizando mais de uma dezena de familiares atuando no tribunal. Os integrantes do STF que incentivam essa prática indecorosa são Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux, Edson Fachin, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

SOBRARAM DOIS – Por incrível que pareça, apenas dois ministros – Cármen Lúcia e André Mendonça – adotam o procedimento correto e jamais permitiram que seus parentes, especialmente cônjuges e filhos, abrissem escritórios em Brasília para defender causas no Supremo.

Assim, como as exceções apenas confirmam a regra, Cármen Lúcia e André Mendonça são obrigados a conviver com ministros que decididamente preferiram enriquecer do que seguir as regras de sua profissão, a magistratura, que deve ser considerada a mais importante das atividades.

Afinal, a sociedade só existe e funciona porque há leis e normas a serem obedecidas por todos, sem distinção. Cabe aos juízes a tarefa de exigir que não haja infrações, para que a vida transcorra da melhor maneira possível para todos os cidadãos. Mas no Brasil isso ainda é apenas um sonho. Aqui reina a esculhambação.

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P.S. –
O fato concreto é que a  magistratura não somente se corrompeu, como também criou os penduricalhos salariais, que foram aprovados pelo Supremo nos últimos anos. Agora, é preciso lavar, enxovalhar e passar a limpo os três Poderes. Essa tarefa hercúlea está entregue a Carmen Lúcia e André Mendonça, os únicos em que podemos confiar. Eles sabem o que fazer, o exemplo que devem dar a nação. Quanto aos demais ministros, o futuro deles já está na lata de lixo da História. (C.N.)

Moraes e a mulher Viviane pensam (?) que todos os brasileiros são estúpidos

Saiba o que Moraes e esposa recuperam após saída da Lei Magnitsky

São dois pilantras, que já perderam o direito de sair às ruas

Carlos Newton

É preciso ter inesgotável paciência para ser brasileiro, continuar honesto e com a reputadação ilibada, em meio a uma administração pública infestada por trambiqueiros de todos os níveis nos Três Poderes.

Os exemplos de corrupção se amontoam, denunciados a cada dia pela imprensa, e a coisa mais rara é ver um milionário na cadeia, como está acontecendo com Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ambos enriquecidos ilicitamente, embora o ex-presidente só cumpra pena (exageradíssima1)  por um golpe que planejou dar, mas não concretizou.

As pilantragens do Supremo chegaram a tal ponto que transformaram o Brasil no único país do mundo em que criminoso não é preso após condenação em segunda instância, quando se esgota juridicamente a discussão do mérito, fica estabelecido se o réu era culpado ou não.

ILEGALIDADES – Para libertar Lula da Silva da prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes pelos quais nunca foi inocentado judicialmente, mas condenado em três instâncias, sempre por unanimidade, em 2019 o Supremo (presidido pelo Dias Toffoli) decidiu sujar o nome do país no cenário mundial e adotou essa estranha tese jurídica.

Julgava-se que tivesse sido uma iniciativa extraordinária do STF, tomada para evitar a reeleição de Bolsonaro, um presidente esquisito, que não acreditava em vacinas e avanço da ciência. Mas não era um fato isolado, pois a bizarrice jurídica passou a comandar o país.

E as patuscadas pareciam não ter fim. Moraes multiplicou crimes e penas, inventando a existência de 1,5 mil terroristas, que formavam uma “organização criminal armada”, embora nem se conhecessem entre si e jamais tivessem sido vistos portando armas. Entre os terroristas estava a mulher do batom, vejam quanta maluquice jurídica.

ENRIQUECIDOS – Devido ao escândalo do Banco Master, agora sabe-se que todas essas insanidades ocorreram no Brasil por causa de enriquecimento ilícito, com fica provado nos casos de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e outros ministros, que são mais discretos, pelo menos.

No caso de Moraes, ele é tão delirante e irresponsável que chegou ao cúmulo de emitir decisões no Brasil a serem cumpridas pela Justiça americana. Resultado, está sendo processado por duas empresas do presidente Donald Trump, e Moraes está fugindo da Justiça, para não ser intimado nesse processo nos Estados Unidos, onde acabará sendo condenado à revelia, sem se defender, pois não tem condições de fazê-lo.

Agora, vem a mulher dele, Viviane de Moraes, a tripudiar da Justiça e da opinião pública, tentando esclarecer (?) seu incansável trabalho em favor do banqueiro Vorcaro. Suas justificativas atingem o nível da debilidade mental, porque ela e o marido pensam (?) que só existem imbecis no Brasil.

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P.S. –
O mais inacreditável nisso tudo foi o fato de o casal Moraes ter nos enganado durante tanto tempo, pois ele chegou até a ser admirado como “salvador da Pátria”. Se os dois conhecessem Abraham Lincoln, saberiam que ninguém engana a todos, durante todo o tempo. (C.N.)

Aguarda-se a candidatura do PSD, a última esperança contra polarização

Gilberto Kassab PSD

Kassab está apostando na alta rejeição de Lula e de Flávio

Carlos Newton

Nada de novo no front ocidental. A pesquisa Datafolha atrasou um dia a exibição dos resultados, até levantou suspeitas de comentaristas aqui na Tribuna da Internet, mas acabou sendo divulgada neste sábado, sem despertar qualquer surpresa.

Os dois candidatos favoritos – Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) – estão tecnicamente empatados em quase todas as pesquisas, e o Datafolha confirma que, num eventual segundo turno da eleição presidencial, Lula teria 46% das intenções de voto, enquanto Flávio apareceria com 43%.

POLARIZAÇÃO NEFASTA – Foi a primeira pesquisa do Datafolha em 2026 e demonstrou que a nefasta polarização continua prevalecendo na política brasileira, e isso significa que o país poderá ter mais um presidente pouco confiável em termos de competência e reputação, duas condições que deveriam ser pré-requisitos de quem se propõe a governar o país.

Os dois favoritos são candidatos nada recomendáveis, ambos enriquecidos ilicitamente. Lula é um ex-presidiário, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Flávio escapou por pouco, envolvido em rachadinhas e nebulosos negócios comerciais e imobiliários.

A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e sinaliza um avanço do senador em relação aos levantamentos anteriores.

ESCOLHA DE SOFIA – Quem conhece o histórico dos dois não aceita votar neles. Somente o faz quando não há outra opção e o eleitor entra em desespero, para tentar votar no “menor pior”, fazendo uma escolha de Sofia, quando é necessário cortar a própria carne, digamos assim.

O cenário ainda é nebuloso e somente começará a clarear quando o cartola Gilberto Kassab, criador e dono do PSD, escolher o candidato do partido entre os governadores Ratinho Jr. (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO), que ainda nem se filiou.

Kassab é considerado o maior oportunista da política brasileira. Até agora, jamais apresentou candidato a Presidência e nunca apoiava ninguém. Ficava na moita e depois fechava acordo com o novo presidente, garantindo ministérios, estatais e cargos públicos em profusão.

OUTRA REALIDADE – Com essa estratégia realista, Kassab tornou-se importantíssimo e seu partido cresce como nenhum outro, já tem quase 900 prefeituras. Desta vez, porém, sentiu que a polarização está enfraquecida devido aos clamorosos erros de Lula e Bolsonaro. Animou-se e resolveu apostar na candidatura própria.

Ele está pressionado por Caiado, Ratinho e Leite, para escolher logo o candidato. Não importa quem seja, vai concorrer com alguma chance, porque pode herdar os votos de Simone Tebet, Ciro Gomes, Soraya Thronicke e Felipe D’Ávila, que tiveram 8%, e vai correr atrás dos eleitores tipo “neném”, que não aceitam nem Lula nem Bolsonaro.

Portanto, podem apostar, seja quem for o mais votado nesta eleição, o grande vencedor será Kassab.

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P.S.
Nos próximos dias, quando Kassab escolher o candidato do PSD, a campanha eleitoral então vai começar para valer. E se o candidato do PSD for derrotado em outubro, nenhum problema para Kassab. Ele simplesmente mandará o partido apoiar o vencedor e irá em frente, sempre roendo o poder pelas beiradas. (C.N.)

Mendonça demonstra independência e coloca Gonet no seu devido lugar

Mendonça aprova pedido da PF para quebrar sigilos de Lulinha, filho do presidente Lula - Rádio Guaíba

André Mendonça mostra ser “tremendamente” correto

Carlos Newton

Neste início do importantíssimo ano eleitoral, o maior destaque da política nacional é hoje o ministro André Mendonça. Demonstrando firmeza e competência, ele está comandando as investigações que envolvem os três Poderes e podem mudar o país – as fraudes no INSS e o escândalo do Banco Master.

Sua mais recente façanha foi enquadrar o procurador-geral da União, Paulo Gonet, que é da mesma coudelaria dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que têm comandado o Supremo nos últimos anos.

PRISÃO DO VORCARO – Quando a Polícia Federal detectou a imensa gravidade do caso do Banco Master, houve reação do STF e o ministro Dias Toffoli, como relator, fez o possível e o impossível para estancar a sangria. A direção da PF então teve de recorrer a uma medida desesperada e jamais vista, louve-se a coragem do diretor Andrei Rodrigues.

Junto com os delegados que conduzem a apuração, o diretor da PF entregou um relatório de 200 páginas ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo-lhe que substituísse o relator Toffoli.

Fachin reuniu os ministros, enfrentou enorme resistência de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, mas conseguiu atender à PF e o ministro André Mendonça foi sorteado relator.

PURIFICAÇÃO – De lá para cá, o Supremo está passando por uma experiência de purificação. As investigações dos importantíssimos casos INSS e Master aceleram a todo vapor, incriminando autoridades de República, ministros do próprio STF e até o filho fenômeno do atual presidente Lula da Silva.

Diante da gravidade dos fatos e da existência do capanga Sicário como pistoleiro de aluguel, a Polícia Federal pediu a prisão de Vorcaro e dos principais cúmplices, mas o procurador-geral da União, Paulo Gonet, tentou fazer corpo mole.

Mendonça não teve dúvidas. Determinou que a PF fizesse logo a operação e fez até um desabafo, ao lamentar publicamente o posicionamento subalterno do procurador Gonet, que teve de engolir a prisão preventiva dos criminosos.

EVANGÉLICO? – Ao indicar Mendonça para o Supremo, o então presidente Jair Bolsonaro, disse que o escolhera por ser “tremendamente evangélico”. Na época julgava-se que seria pastor de alguma dessas seitas pentecostais que se multiplicam no país, mas na verdade Mendonça é pastor presbiteriano, de um dos tradicionais ramos protestantes,  diplomou-se na Faculdade Teológica Sul Americana e presta serviços religiosos sem remuneração.

Mendonça está indo bem no STF e agora demonstra ser terrivelmente correto. Sabe que tem a oportunidade de limpar o país e escrever seu nome na História. Para isso, é claro, terá de neutralizar a troika que comandou o Supremo nos últimos anos, formada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que agora está inteiramente esfacelada.

Curiosamente, esses três ministros são os que acumularam grandes fortunas e têm pavor que alguém possa acessar suas contas bancárias. Por que será?

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P.S.
No intrincado xadrez político do Supremo, uma peça-chave é hoje Flávio Dino, que está investindo contra os penduricalhos, uma outra vergonha nacional. Se ele tiver juízo e se afastar da influência de Toffoli, Moraes e Gilmar, pode se fortalecer a tal ponto que lhe permita sonhar com uma eleição presidencial, conforme o comentarista José Perez previu em recente artigo aqui na Tribuna da Internet. (C.N.)

Jornal Nacional desmoraliza Moraes e desmente nota em que ele se defendia

Renata Vasconcellos: “A camisa do Jornal Nacional pesa muito” – Os Guedes

Renata Vasconcellos leu a nota que desmascarou Moraes

Carlos Newton

Conforme temos informado aqui na Tribuna da Internet, a imprensa livre conseguiu vencer a amestrada e agora, com apoio irrestrito também das emissoras de televisão, o processo de combate à corrupção no Supremo Tribunal Federal e nos outros poderes deverá avançar em alta velocidade.

Essa operação de limpeza, digamos assim, fatalmente redundará no impeachment de alguns ministros, algo jamais ocorrido na História Republicana, e a eles só resta agora pedir aposentadoria e tentar escapar da prisão, que passou a ser uma possibilidade ainda remota, mas real.

NOTA CONSTRANGEDORA – Desesperado com a reportagem de Marilu Gaspar que foi manchete de O Globo nesta sexta-feira, dia 6, o ministro Alexandre de Moraes mandou seu gabinete distribuir uma nota oficial.

No texto, o ministro tenta alegar que as mensagens de visualização única recebidas por Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025 não teriam sido enviadas por ele ao banqueiro, porque os dados de contato não bateriam com o número do telefone celular do próprio Moraes.

A tal nota do STF foi um prato feito para o Jornal Nacional, que enfim conseguiu se livrou das amarras impostas pelos irmãos Marinho e deu um banho, levando ao ar uma documentada denúncia das relações espúrias entre o temido ministro Alexandre de Moraes e o megaestelionatário Daniel Vorcaro.

DESMORALIZAÇÃO – Lida com firmeza pela apresentadora Renata Vasconcellos, a resposta do Jornal Nacional foi arrasadora e desmoralizou o ministro do Supremo.

Com base em informações técnicas da Polícia Federal, a TV Globo mostrou que não existe qualquer maneira de atribuir a outra pessoa o envio das respostas que Moraes remeteu a Vorcaro, que estava desorientado com a possibilidade de ser preso, o que aconteceria minutos antes da última troca de mensagens entre os dois.

Bem, com a cobertura desta sexta-feira, o Jornal Nacional prega o último prego no caixão de Alexandre de Moraes, um ministro indigno e fanfarrão, que jamais poderia chegar ao Supremo, mas foi o escolhido pelo então presidente Michel Temer, que era conhecido em Brasília como chefe do quadrilhão do PMDB e chegou a ser preso pela Lava Jato, porque “você tem de manter isso, viu?”.

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P.S 1
 – Aqui na filial Brasil a coisa funciona assim. Primeiro, a imprensa livre faz a denúncia e a imprensa amestrada tenta desmentir. Quando a situação se agrava e não tem mais jeito, então a imprensa amestrada adere à imprensa livre para liquidar literalmente a fatura e sair bem na foto. No caso, a denúncia original partiu do portal de O Globo e o Jornal Nacional levou um século até entrar no assunto, quando tudo já tinha sido revelado. Ou seja, antes tarde do que nunca.

P.S. 2 –  Se ainda tivesse um mínimo de juízo, Moraes deveria imitar o filho de Lula e fugir para a Espanha. Como se sabe, Moraes não pode ir para os Estados Unidos, porque lá na matriz o filme dele queimou bem antes, quando resolveu dar ordens à Justiça americana e em Brasília ninguém tomou a iniciativa de interná-lo. (C.N.)

Dino anulou quebra de sigilo da amiga de Lulinha, mas sua decisão foi inócua

Supremo Tribunal Federal

A Polícia Federal está pouco ligando para a decisão de Dino

Carlos Newton

Ao suspender a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, amiga íntima de Lulinha, o filho fenômeno do presidente, com quem ela costuma viajar no Brasil e no exterior, o ministro Flávio Dino deu uma das maiores mancadas de sua vida, porque anulou apenas a decisão recente da CPMI do INSS, que já não tinha nenhum valor, pois juridicamente era apenas repetitiva, não trazia nenhuma novidade.

Foi uma festa no Planalto, na direção do PT e nas hordas lulistas, mas essa decisão de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal é absolutamente inócua e não terá o menor efeito.

COMEMORAÇÃO – A chamada imprensa amestrada chegou a comemorar, anunciando que Flávio Dino abrira espaço para que a decisão beneficiasse também o empresário fenômeno Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, cujas estrepolias financeiras ameaçam implodir a campanha do pai.

Se Fino aceitar novos recursos, é claro que podem se beneficiar da decisão os outros 86 envolvidos nas irregularidades no INSS e que tiveram seu sigilo quebrado em 26 de fevereiro, em uma mesma votação. Mas isso logo será sanado, basta a CPMI votar separadamente cada quebra de sigilo.

No afã de servir aos interesses do presidente Lula da Silva, que o nomeou para o STF, Dino se apressou em abrir caminho para a blindagem de Lulinha. No entanto, repita-se, sua decisão não tem o valor de uma moeda de dois reais, apenas revela a falta de experiência e o amadorismo do ministro.

APURAÇÃO AVANÇA – Enquanto Dino se perde tentando descobrir a pólvora, a Polícia Federal e a força-tarefa montada pelo ministro André Mendonça avançam na apuração do escândalo.

Como juiz natural da causa, ou seja, o único que pode se manifestar sobre a questão no Supremo, Mendonça já tinha autorizado em janeiro a quebra de sigilo de Lulinha e de Roberta Luchsinger, lobista muito conhecida em Brasília.

Assim, desde fevereiro a Polícia Federal está estudando a situação fiscal e bancária dos dois amigos, já tendo descoberto que o filho fenômeno de Lula, em apenas um de suas contas bancárias, movimentou quase R$ 20 milhões em quatro anos.

AMIGOS ÍNTIMOS – Roberta Luchsinger tem uma relação de amizade íntima com Lulinha. O excelente portal Poder360 mostrou recentemente que eles viajaram juntos ao menos seis vezes em 2024 e 2025. As reservas de ambos haviam sido registradas sob o mesmo código localizador. Foi uma viagem para Portugal e cinco dentro do Brasil.

A lobista é o elo entre Lulinha e o fraudador Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde setembro de 2025. A Polícia Federal investiga se a lobista recebeu dinheiro oriundo dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de outras pessoas, como o filho de Lula, que vive na Espanha.

E agora a Polícia Federal está vasculhando as contas de Lulinha, em busca de depósitos mensais de R$ 300 mil, que o Careca do INSS teria feito através de Roberta Luchsinger, conforme depoimento de um empregado do Careca do INSS. No Planalto, como diria o genial jornalista e compositor Miguel Gustavo, o suspense é de matar o Hitchcock.

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P.S. –
Estamos de olho em Flávio Dino, que é um pêndulo, dá uma no cravo e outra na ferradura. É corajoso a ponto de combater os penduricalhos, mas depois revoga decisões de CPI usando expressões tipo “parece que”. Legalmente, isso nada significa. Vamos acompanhar como ele se comporta daqui para a frente, torcendo para que ele seja do bem e não se submeta à troika de Gilmar, Toffoli e Moraes. (C.N.)

Se continuar foragido, Lulinha vai implodir a candidatura de seu pai

Charge do JCaesar: 3 de março | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Carlos Newton

Na folha de antecedentes criminais do presidente Lula da Silva, consta sua condenação a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, decidida por dois juízes criminais e confirmada por três desembargadores federais e cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça, sempre por unanimidade.

Cumpriu apenas 580 dias, porque o Supremo mudou a jurisprudência e tornou o Brasil o único país que não prende criminoso após condenação em segunda instância, uma situação assaz vexaminosa. Depois, limpou a ficha dele, anulando as condenações por erro no CEP, sob alegação de que deveria ter sido julgado em Brasília e não em Curitiba.

FICHA LIMPA – Relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin foi o operador desse esquema de limpeza da ficha. Como se sabe, Fachin era conhecido militante petista, fez campanha para Dilma Rousseff em 2010 e cinco anos depois ela o nomeou para o STF.

Em 2021, Fachin então teve a oportunidade de retribuir a gentileza partidária e conduziu a aprovação da tese que anulou ilegalmente as condenações de Lula. Sem o menor pudor, aceitou o argumento da defesa, que ele próprio já havia rejeitado, e o advogado voltou a apresentar.

A tese era ridícula, alegando “incompetência territorial absoluta”, algo inexistente no Direito Universal, pois todos os países da ONU adotam a “incompetência territorial relativa” em processos criminais, e jamais se anula condenação, hipótese só cabível em ações imobiliárias.

FILHO FENÔMENO – Cinco anos depois, o presidente Lula corre riscos políticos em plena campanha eleitoral, por causa do filho que ele considera “fenômeno”, Fábio Luís, chamado de Lulinha.

Nesta segunda-feira, dia 2, oportuna reportagem de Luiz Vassallo e Aguirre Talento, no Estadão, revela que Lulinha já admite a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em viagem a Portugal, conforme a Polícia Federal está apurando (ou já apurou, pois a investigação é muito fácil).

Até agora, o filho do presidente jamais reconhecera ter relações com o lobista do esquema de desviar dinheiro de aposentados e pensionistas, mas passou a alegar que viajou com ele para avaliar negócios com plantação e industrialização de cannabis.

MESADA GORDA – As investigações sobre Lulinha foram abertas porque seu nome foi mencionado por um ex-funcionário do Careca do INSS, Ao depor à Polícia Federal, ele revelou que os dois eram sócios e que o lobista pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente.

As investigações também encontraram trocas de mensagens em que Careca providenciava pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, e a PF abriu investigação para confirmar se o tal “filho do rapaz” é Lulinha.

O Careca está preso em razão de pagamentos milionários a ex-dirigentes do INSS e Lulinha teve o sigilo bancário quebrado pelo ministro André Mendonça, a pedido da Polícia Federal e virou prato feito na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, em razão de sua relação com o lobista. A chapa está esquentando cada vez mais.

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P.S.
Lulinha está foragido na Espanha, onde se relaciona com os dirigentes da ONG Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), uma falsa instituição internacional que no governo Lula passou a faturar mais de R$ 1 bilhão por ano no Brasil, prestando desnecessários “serviços” ao Planalto, a governos estaduais e a prefeituras, como a do Rio de Janeiro. A OEI recebeu cerca de R$ 400 milhões, limpos e sem impostos, para “organizar” o fracasso da CPO30 em Belém, conforme denunciamos aqui na Tribuna da Internet, com absoluta exclusividade, e ninguém teve coragem de nos processar. Detalhe importante: Desde 2023, Janja da Silva é a coordenadora da OEI no Brasil. Neste cenário, se Lulinha não voltar e continuar foragido, vai explodir a candidatura do pai. Comprem pipocas. (C.N.)

Entre bolsonaristas e lulistas, o Brasil está precisando achar uma quarta via

Charge - Angelo Rigon

Charge do Quinho (Estado de Minas)

Carlos Newton

Foi o banqueiro, senador, governador e ministro mineiro Magalhães Pinto que criou aquela definição imortal de que a política é como as nuvens no céu. Você olha para cima, as nuvens, estão de um jeito; daqui a pouco você olha de novo e as nuvens já estão diferentes. Realmente, assim é a política.

Lula e PT estavam convictos de que, sem Jair Bolsonaro, a próxima eleição seria facilmente vencida. Mas as nuvens se moveram e o quadro agora é outro, com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. E de repente se implantou um clima de terror no PT e no Planalto.

ÚLTIMA CAMPANHA – Todos sabem que é a última candidatura de Lula, que já esta mais para lá do que para cá. Suas condições físicas são precárias, ele vive de uma maneira ilusória, fingindo ser mais novo e saudável, porém a idade pesa cada vez mais.

Para Lula aguentar o desfile do Carnaval, Janja exigiu um quarto fechado no camarote da Prefeitura, para ele dormir entre uma escola e outra. Por isso, Janja ficou de fora e não deixava ninguém entrar, barrando ministros e até Lurian, a filha que ele teve fora do casamento.

Assim, a campanha vai ser uma maratona para um velho que está chegando aos 81 anos, tem de percorrer o país inteiro em viagens cansativas até para jovens, suportando o incômodo “jet lag” e tudo mais.

TUDO OU NADA – Para os petistas, é um lance do tudo ou nada. Eles sabem que, sem Lula, o partido tende à extinção, porque o presidente não quis deixar herdeiros políticos. Aliás, um dos filhos até tentou se eleger vereador em São Bernardo, mas não conseguiu.

Neste cenário negativo, surge o efeito Lulinha, o filho que o presidente considera um fenômeno empresarial. E agora as investigações da Polícia Federal e o cerco político no Congresso transformam Fábio Luís Lula da Silva no centro das preocupações do Planalto.

O fato concreto é que Lulinha ficou rico com apoio da telefônica Oi e de outras empresas, e agora está envolvido com o principal responsável pelas fraudes do INSS, criando o clima ideal para enfraquecer da candidatura do pai.

EMPATE TÉCNICO – As pesquisas já mostram Lula e Flávio Bolsonaro em situação de empate. Esse cenário é interessante, porque indica que uma candidatura de terceira via poderia surpreender a nefasta polarização entre lulistas e bolsonaristas.

Calcula-se que um terço dos eleitores não apoiam diretamente Lula ou Flávio e para votar em um deles teriam de tampar o nariz. Diante dessa situação, o dono do PSD, Gilberto Kassab, que é um termômetro da política brasileira , sabe ler as nuvens, pode lançar a terceira via com um de seus pré-candidatos – Eduardo Leite (RS), Ratinho Jr. (Paraná) ou Ronaldo Caiado (GO).

Nenhum deles é conhecido nacionalmente, mas Fernando Collor, Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff também não eram. Com esse argumento, Kassab diz que o PSD vai disputar, mas só escolherá o candidato mais perto da eleição, mas nenhum deles entusiasma o eleitorado. Ou seja, o Brasil precisa é de uma quarta via.

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P.S.A estratégia de Kassab é levar vantagem em tudo. Ele vai lançar um candidato à Presidência pelo PSD que nem precisa ganhar, pois o objetivo real é fortalecer o partido cada vez mais, para se aliar ao futuro presidente, não interessa quem seja, e indicar ministros e dirigentes de estatais. Não importa quem vença as eleições, Kassab sairá sempre ganhando. (C.N.)

Gilmar agravou escândalo, ao anular quebra de sigilo que incrimina Toffoli

Tribuna da Internet | Segunda Turma: recurso final de Bolsonaro não será  decidido na gestão de Gilmar

Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google0

Carlos Newton

Ninguém pode saber como essa crise vai acabar, mas já se pode dizer, sem medo de errar, que as tentativas de blindar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estão destinadas a agravar um inevitável confronto entre o Congresso e os outros poderes, porque o governo e o Supremo funcionam como se estivessem em conluio para proteger autoridades envolvidas em gravíssimos episódios de corrupção.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, ao anular nesta sexta-feira, entre outras medidas, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, que iria incriminar o ministro Dias Toffoli, vai funcionar como um tiro no pé e provocar revolta na maioria dos parlamentares.

LULA EM MINORIA – Em recente artigo aqui na Tribuna da Internet, destacamos o fato de que o governo Lula da Silva, que já era minoritário no Senado, agora está também em minoria na Câmara, conforme fica comprovado na atuação da CPMI do INSS, que também quer mergulhar de cabeça no caso do banco Master, seguindo o comportamento a CPI do Crime Organizado e da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, .

Para socorrer Dias Toffoli e impedir sua imediata incriminação no caso Master., o ministro Gilmar Mendes tomou a iniciativa de incentivar a reabertura de um antigo processo que ele próprio mandara arquivar no Supremo em 2021. 

Deu certo a jogada ensaiada, como se diz no futebol, mas o jogo ainda não terminou. Pelo contrário, está apenas começando e Gilmar Mendes é apenas o árbitro do VAR. O verdadeiro juiz em campo é André Mendonça, que não gosta de regras criadas de surpresa e deve responder à altura.

UMA RESPIRADA – De qualquer forma, com essa audaciosa e criativa decisão de Gilmar Mendes, ressuscitando um processo que ele próprio arquivara, o ministro Tofolli vai dar uma respirada até terça ou quarta-feira, quando as CPIs voltam a se reunir, para apertar ainda mais o cerco a Toffoli e também a Moraes, que tem 129 milhões de motivos para estar envolvido no caso Master, como diz o jornalista Mário Sabino, do Metrópoles.

Além disso, há várias maneiras de quebrar sigilo, e não se pode esquecer que o ministro André Mendonça pode ser acionado pela Polícia Federal ou pela própria CPI do Crime Organizado para devassar o sigilo fiscal e bancário da empresa Maridt e dos irmãos de Toffoli, o que deixará Gilmar Mendes de calças arriadas, como se dizia antigamente.

Aliás, a direção da CPI do Crime Organizado – comandada por dois delegados de polícia, o presidente Fabiano Contarato (PT-ES) e o relator Alessandro Vieira (MDB-SE), e tendo como vice-presidente o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que é general de quatro estrelas – já anunciou que vai recorrer da blindagem feita por Gilmar Mendes.

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P.S. –
Conforme afirmamos recentemente, o Supremo é comandado informalmente por uma troika, formada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que se impõem aos demais ministros. Mas todo reinado ilegítimo tem vida curta. Hoje, a maioria do Senado apoia a CPI do Crime Organizado e pode acabar pressionando e obrigando o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) a votar impeachments de ministros do Supremo, algo que já se tornou objeto de desejo da opinião pública brasileira e vai influenciar as eleições deste ano, quando o consumo de pipocas tende a aumentar. (C.N.)

Em minoria no Senado, Lula não terá como impedir impeachments no STF  

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #DiasToffoli #bancomaster #justiça #master #STF #lula #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc *digital

Charge de Thiago Lucas (@thiagochargista)

Carlos Newton

A histórica sessão da CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira, comprovou uma realidade que dificultará muito o governo Lula da Silva em pleno ano eleitoral. A aprovação das quebras dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Master, da empresa Maridt Participações e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários representou uma brutal derrota para o Planalto.

O fracasso da base aliada demonstra que o governo está em franca minoria no Senado e mais à frente Lula não terá como impedir os impeachments de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, fato que jamais aconteceu no Supremo.

FORMIDÁVEIS PRESSÕES – Conforme informamos aqui na Tribuna da Internet, houve formidáveis pressões sobre os senadores para blindar o caso Master na CPI do Crime Organizado, que foi convocada originalmente para investigar as principais facções criminosas do país.

Além de Toffoli e Moraes, diretamente interessados, também fizeram pressões sobre a CPI o próprio presidente Lula; o ministro Rui Costa, da Casa Civil; os senadores Jaques Wagner, ex-líder do PT, Randolfe Rodrigues, líder do governo, e Davi Alcolumbre, presidente do Congresso. Mesmo com essa tropa de choque e a caneta nas mãos, Lula não conseguiu formar maioria na CPI nem no Senado.

E o pior é que a CPI mista do INSS, integrada por senadores e deputados, também está em maioria contra Lula e aprovou a quebra de sigilo dos documentos sobre a fraude contra aposentados e pensionistas, além da quebra do sigilo bancário e fiscal do filho Lulinha, nesta quinta-feira, numa sessão tumultuada pela minoria governista, que ia votar também a quebra de sigilo de Frei Chico, irmão de Lula.

REELEIÇÃO DIFÍCIL – Quando ocorre uma situação dessa natureza num ano em que o presidente está se lançando candidato, é sinal de que não será nada fácil conquistar a reeleição.

Nas duas CPIs, daqui para frente, o tempo todo será paulada nas cacundas da Lula, Moraes e Toffolli. E já alertamos aqui na Tribuna que os dois delegados de polícia que comandam a importantíssima CPI do Crime Organizado – Fabiano Contarato (PT-ES) e Alessandro Vieira (MDB-SE) – são imunes a pressões e têm apoio irrestrito do vice-presidente da CPI, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), um general de quatro estrelas.

Detalhe importante: Contarato não é petista-raiz. Estreou na política em 2018 e foi logo conquistando uma cadeira no Senado, como o mais votado no Espírito Santo. Entrou no PT em 2021, porém jamais foi submisso a Lula. Ele saberá levar a CPI a bom termo, podem acreditar.

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P.S.
Para os eternos descrentes, que não acreditam em CPIs, recordo uma das mais importantes, a CPI Atos de Corrupção, que funcionou na Câmara durante o regime militar e provocou a extinção de duas importantes autarquias – a Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunamam) e o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O presidente da CPI era o deputado paulista João Cunha, do chamado MDB autêntico, famoso pela coragem. Ele esteve em visita oficial ao Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, foi entrevistado e declarou que o general deveria subir de joelhos a escadaria do Palácio de La Moneda, para pedir perdão ao povo chileno. Foi um escândalo internacional, mas Pinochet não teve disposição para prendê-lo, devido à interferência do embaixador brasileiro. Recordar é viver e CPI às vezes funciona. (C.N.)  

Toffoli e Moraes se desesperam com a quebra de sigilo que pode incriminá-los

Saída de Toffoli do caso Master complica situação de Alexandre de Moraes

Moraes e Toffoli estão na mira da CPI do Crime Organizado

Carlos Newton

Conforme anunciamos aqui na Tribuna da Internet, no final do ano passado, com absoluta exclusividade, a CPI do Crime Organizado pode revirar esse país pelo avesso e acabar com a chamada “Ditadura do Judiciário”. E não deu outra.

Logo em sua primeira sessão de trabalhos após o recesso, nesta quarta-feira (25), a CPI aprovou, de uma vez só, requerimentos para convocar ou convidar os principais envolvidos no caso Master, para que prestem depoimentos, incluindo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do Supremo.

EM DESESPERO – Os dois ministros entraram em desespero, porque a CPI conseguiu aprovar também a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do banco Master, da empresa Maridt Participações e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações. A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021.

O pior é que extratos bancários indicam que fundos de investimento ligados a Daniel Vorcaro, dono do  Master, foram utilizados para realizar aportes milionários. Mensagens interceptadas mostram Vorcaro relatando cobranças de Toffoli e mencionando pagamentos divididos em “20 milhões lá atrás” e “mais 15 milhões”, muito depois de o resort ter sido vendido por Toffoli.

ENORME VEXAME – Pode-se alegar que o chamamento para depor em CPI é inócuo, porque o envolvido pode ganhar o direito de não comparecer ou de permanecer calado, mas apenas a convocação ou convite já é um enorme vexame, uma mancha indelével na biografia e uma prévia do que pode acontecer no futuro.

Constam da longa lista a mulher de Moraes, advogada Viviane Barci, assim como José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos e sócios do ministro Toffoli, o banqueiro Daniel Vorcaro e seus principais cúmplices.

O mais importante, porém, é que a CPI conseguiu aprovar também a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Master, da empresa Maridt Participações e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

LULA DERROTADO – Conforme informamos aqui na Tribuna da Internet, nesse episódio, saíram derrotados o presidente Lula da Silva; o ministro Rui Costa, da Casa Civil; os senadores Jaques Wagner, ex-líder da bancada petista, Randolfe Soares, líder do governo, e Davi Alcolumbre, presidente do Congresso. Mesmo com essa tropa de choque, Lula não conseguiu formar maioria na CPI.

E como relatou nesta quarta-feira o colunista Lauro Jardim, de O Globo, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também lutaram como leões para impedir que a comissão votasse as quebras de sigilos e as convocações para depoimentos, mas foi tudo em vão.

Motivo: esta CPI é muito diferente das demais. Está sob comando de dois delegados de Polícia (Fabiano Contarato e Alessandro Vieira) e de um general de quatro estrelas (Hamilton Mourão). Eles têm apoio de ampla maioria na comissão e podem conseguir levar as apurações até o fim.

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P.S.
Diante da realidade dos fatos, não tenham dúvidas. A CPI do Crime Organizado pode ser a mais importante comissão da História Republicana. Se o governo não conseguir “comprar” a maioria dos membros, a CPI poderá virar o país pelo avesso, em pleno ano eleitoral, e teremos de importar milho para pipocas. (C.N.)

Fachin envergonhou o país, ao arquivar pedido da PF sobre suspeição de Toffoli

Fachin é contra benefícios fiscais a pesticidas; Mendonça é a favor – O Brasilianista

Enquanto Fachin vacila, Mendonça cresce e aparece no STF

Carlos Newton

Mais uma vez o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, causa surpresa e espanto, ao interpretar e descumprir importantes leis, a pretexto de acomodar situações políticas e/ou criminais envolvendo destacadas autoridades da República.

A primeira vez ocorreu em 2021, quando era relator da Lava Jato. Para permitir que o então ex-presidente Lula da Silva pudesse se candidatar na eleição seguinte, depois de cumprir 580 dias de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, condenado em três instâncias, Fachin aceitou um já recusado e desmoralizado pedido do advogado de Lula, Cristiano Zanin, para anular todas as sentenças e acórdãos contra o petista.

REPETINDO A DOSE – A mesma petição já tinha sido feita desde a primeira instância, tendo sido seguidamente recusada pelo então juiz Sérgio Moro, e depois pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo próprio Fachin no Supremo.

Porém, não mais que de repente, como dizia Vinicius de Moraes, o ministro Fachin pediu e conseguiu que as condenações de Lula  fossem anuladas por uma alegação vil e inteiramente ilegal – de que a 13ª Vara Criminal de Curitiba tinha “incompetência territorial absoluta” para julgar Lula, porque ele não morava na capital paranaense.

A alegação foi tão vexaminosa que nem Fachin nem qualquer outro ministro do Supremo, na hora da anulação, foi capaz de dizer qual seria o local certo para condenar Lula, ninguém sabia… Somente na sessão do dia seguinte é que se combinou que a vara competente seria de Brasília, onde Lula morava à época dos crimes.

DECISÃO TERATOLÓGICA – Os juristas consideram essa forma de decisão como “teratológica”, ou seja, um ato judicial manifestamente absurdo, ilegal ou irracional, que viola gravemente as normas jurídicas e o senso comum. Outros, mais rigorosos, chamam de “escatológica”, porque emanaria dos esgotos da Justiça.

O motivo da revolta dos juristas é que, no Direito Universal, só existe “incompetência territorial absoluta” em causas imobiliárias. Em causas criminais, a incompetência territorial é apenas “relativa” e não provoca anulação de condenações. Portanto, é algo que não existe em nenhum outro país.

Agora, na presidência do STF, Fachin repete o vexame anterior e arquiva o pedido de suspeição feito oficialmente pela Polícia Federal para impedir que Dias Toffoli continuasse como relator do caso Master – um escândalo dentro de outro escândalo.

FACHIN DESORIENTADO – Arquivar a suspeição de Toffoli foi uma grande mancada de Fachin. Não precisava de nada disso.

Como o ministro André Mendonça foi escolhido eletronicamente como novo relator do caso Master, porque a investigação e o processo correm na Segunda Turma do STF, da qual Toffoli faz parte. Ou seja, Fachin não precisava estar se curvando a ele, arquivando uma suspeição mais do que evidente, bastava ficar quieto, porque Toffoli já é carta fora do baralho.

O fato lamentável é que Fachin tem diante de si uma chance de limpar o passado e fechar sua biografia com chave de ouro, mas não tem coragem de enfrentar a troika que manda no Supremo, integrada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, não necessariamente nesta ordem.

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P.S. – Enquanto Fachin recolhe os flaps, como se diz na Força Aérea, o ministro André Mendonça cresce e aparece. Se realmente fizer uma dobradinha com a Polícia Federal, Mendonça vai entrar direto na História do Brasil, sem pedir licença a ninguém. Comprem pipocas. (C.N.)

Possibilidade de delação de Vorcaro cresce com o escândalo dos bacanais

Banco Master: CPMI do INSS adia depoimento de Daniel Vorcaro para 26 de  fevereiro

Delação premiada é a única alternativa para Daniel Vorcaro

Carlos Newton 

O pedido ao Tribunal de Contas da União para que mande a Polícia Federal investigar os bacanais organizados pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Trancoso, região paradisíaca do Sul da Bahia, muda inteiramente de feição o chamado caso do banco Master. Não se trata mais de uma simples maracutaia financeira, mas de um escândalo político da maior gravidade, envolvendo importantes figuras da República em ambientes de sexo, drogas e rock and roll.

Torna-se explícita a estratégica adotada pelo banqueiro, para se proteger da lei e da ordem. Ele se comportava com uma desenvoltura tamanha, que somente poderia haver duas explicações – ou estava com seu equilíbrio mental afetado ou tinha controle sobre importantes autoridades dos três Poderes, a ponto de se julgar totalmente impune.

MAIS VAZAMENTOS – Para desespero dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo, os vazamentos não cessam. Pelo contrário, aumentaram em profusão, devido à quebra da criptografia que blindava o principal celular de Vorcaro, e agora não há como sufocar o escândalo, ao contrário do que ocorreu no episódio anterior, a Lava Jato.

Naquela época, o então senador Romero Jucá, um dos líderes do chamado Quadrilhão do MDB, a mais forte e inatingível facção do crime organizado do país, ensinou como destruir a Lava Jato e “estancar essa sangria, por meio de um acordo com o Supremo, com tudo”…

Agora, não será possível repetir a exitosa estratégia, porque desta vez um dos principais envolvidos na corrupção é o próprio Supremo, cuja resposta corporativista tem sido blindar os denunciados Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ao invés de puni-los por enlamear a imagem da Suprema Corte. É evidente que isso não vai dar certo.

VÍDEOS REVELADORES – Durante o ano eleitoral, a atenção continuará concentrada nos escândalos do grupo Master. São devastadoras as notícias de que existem vídeos clandestinos que Vorcaro mandou gravar nos bacanais, para garantir o apoio dessas festivas autoridades que ele convidava.

Se realmente existem esses vídeos no celular que Vorcaro julgava ser “blindado” pela criptografia, logo saberemos quem são os amigos do banqueiro, que somente convidava políticos e autoridades de grande influência, para desfrutar do apoio deles no futuro.

O novo relator, ministro André Mendonça, que substituiu o trêfego Dias Toffoli, sabe que o caso Master é sua grande oportunidade de se tornar um jurista respeitado. Portanto, saberá usar a lei com seu devido rigor.

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P.S.
Diante dessa realidade altamente adversa, o banqueiro/estelionatário Daniel Vorcaro não tem saída e será obrigado a requerer uma delação premiada, que vai abalar as estruturas da República em pleno ano eleitoral. Por isso a pipoca vai substituir o feijão como principal alimento dos brasileiros. (C.N.)

Bacanais de Vorcaro explicam por que tantas autoridades tentam protegê-lo

Charge do JCaesar: 2 de fevereiro | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Carlos Newton

A elite brasileira detesta o país e tem um atroz complexo de inferioridade, que faz com que imite os estrangeiros em tudo, inclusive em suas mazelas. Assim, com os países do Primeiro Mundo enlameados no caso Epstein, um monstruoso escândalo de corrupção e pedofilia, o Brasil teve de correr atrás e agora surgem os bacanais organizados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para agradar autoridades e políticos que pudessem colaborar para sua bilionária escalada no enriquecimento ilícito. 

Com aval do correto e eficiente subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, a denúncia dos bacanais de Vorcaro exibe o complexo de inferioridade da elite brasileira masculina, que o banqueiro atendia sempre com material importado – jovens arianas da Ucrânia, Croácia e Rússia, que o banqueiro mandava vir em seu superjatinho que foi apreendido pela Polícia Federal.

FESTAS DE ARROMBA – As reportagens de Alexa Salomão e Joana Cunha, na Folha, exibem declarações da proprietária da mansão que Vorcaro alugava em Trancoso, região paradisíaca no Sul da Bahia, denunciando a intensidade das festas sexuais.

Os jornalistas contam que, em mensagens de WhatsApp, reproduzidas no processo, a antiga dona da casa se declarou furiosa com o que aconteceu no local e acabou vendendo a propriedade a ele.

“O Vorcaro encheu a minha casa de putas. Ele, amigos e muitas putas! Desde anteontem, reclamações por causa do som acima do permitido. Ontem foi pior”, escreveu Sandra ao corretor no dia 5 de outubro de 2022. Era a véspera do aniversário de Vorcaro.

FAZIA GRAVAÇÕES – A reportagem revela que era proibido entrar com celulares nas festas, mas Vorcaro mandava fazer gravações clandestinas, que foram encontradas pela Polícia Federal em seus celulares.

O assunto é altamente explosivo e balança a República, porque Vorcaro deu festas simultaneamente a eventos com políticos, empresários e magistrados. Os bacanais aconteceram não somente em Trancoso, mas também em São Paulo e até em Lisboa, durante o chamado Gilmarpalooza, assim como em Nova York, no badalado seminário Semana do Brasil.

É claro que essas gravações estão despertando pânico e explicam o motivo da forte influência de Vorcaro sobre altas autoridades, políticos e magistrados.

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P.S.
Vejam que as elites brasileiras estão se esforçando para serem comparadas ao Primeiro Mundo. A diferença é que, enquanto no Reino Unido o príncipe Andrew foi preso pela polícia britânica, devido ao caso Espstein, aqui no Brasil é enorme a dificuldade para prender um banqueiro, um político ou um ministro do Supremo que tenham enriquecido ilicitamente. Ou seja, ainda temos de pastar muito até nos considerarmos desenvolvidos. (C.N.)

Em causa própria, Moraes descumpre leis e está desmoralizando o Supremo

Lei Magnitsky: Moraes e esposa são retirados da lista de sancionados | Radioagência Nacional

Moraes evita que se discuta o enriquecimento da mulher

Carlos Newton

É inacreditável o que está acontecendo neste país. De uma hora para outra, um ministro do Supremo Tribunal Federal entra em crise existencial, passa a se julgar uma espécie de “dono do Brasil” e começa a pairar acima da lei e da ordem, ultrapassando todos os limites e comprometendo as instituições básicas do país.

E tudo isso acontece impunemente, sem que nenhuma autoridade pelo menos tente impor limites a esse ministro usurpador de poderes, pois nada acontece a ele, nada mesmo. Seu único problema é estar sendo contestado com firmeza pela imprensa livre, que o desmoraliza a cada empulhação, enquanto a imprensa amestrada insiste em aplaudi-lo, vejam a que ponto chegamos.

ABUSO DE PODER – Desta vez, o ministro Alexandre de Moraes atingiu o ápice do abuso de poder, ao determinar operação de busca e apreensão contra quatro servidores da Receita Federal e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), em plena terça-feira de Carnaval,  

Não havia nenhuma emergência, nada que pudesse configurar “fumus boni iuris” (fumaça do bom direito), requisito essencial para a concessão de medidas cautelares, liminares ou tutelas de urgência, quando não se exige prova exaustiva imediata.

Nada disso existia, não era caso de emergência, o que havia era a sede de vingança do ministro Moraes para punir antecipadamente quem possa ter vazado informações sobre o enriquecimento ilícito de sua família.

É PRECISO PROVAR – Segundo o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, entrevistado pelo Estadão, para haver punições é preciso comprovar o delito. Assim, se o servidor da Receita acessar sem ter um motivo funcional, como seria o caso de Ruth dos Santos, e a pena é de simples advertência.

Ou seja, para transformar esse procedimento em crime, é preciso provar que houve vazamento oriundo da Receita, porque o já famoso contrato dos R$ 129 milhões pode ter sido vazado por outra fonte ao jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

“Essa apuração que a Receita está fazendo só ficou na superfície, ou seja, apenas mostrou que houve um acesso. Mesmo assim já foi imposto à pessoa o cumprimento de pena final, com tornozeleira eletrônica, como se já tivesse sido condenada. Estou criticando essa falta de proporcionalidade, de razoabilidade”, disse Cabral ao Estadão. E por causa dessas declarações, passou a ser “investigado” no caso e já prestou depoimento, embora tenha alegado o direito à livre manifestação.

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P.S. –
Como se vê, o ministro Moraes paira acima da lei e da ordem. Ele pensa que pode se limpar e se impor intimidando e perseguindo quem possa contribuir para denunciar o enriquecimento ilícito de sua família, cuja fortuna aumentou de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões em apenas um ano, com crescimento de 232%. Aliás, essa informação também é de Lauro Jardim, o mesmo colunista de O Globo que denunciou o contrato de R$ 129 milhões. Será que Moraes vai alegar que esse vazamento também partiu daquela dedicada funcionária que está no serviço público há 32 anos, sem jamais ter cometido a menor falta? (C.N.)

Mendonça destrói blindagem de Toffoli e Moraes, que serão investigados pela PF

STF: Moraes reclama de 'demonização de palestras' - 04/02/2026 - Política -  Folha

Moraes e Toffoli serão investigados livremente pela PF

Carlos Newton

Aos poucos, a imprensa livre vai impondo seu poder e começa a colocar a imprensa amestrada em seu devido lugar. O primeiro resultado dessa demonstração de força é a certeza de que Alexandre de Moraes jamais será considerado salvador da pátria, e a consequência maior é a implosão da chamada “Ditadura do Judiciário”, que está desmoronando a olhos vistos.

Nessa equação, a mais relevante notícia desse pós-carnaval foi a reportagem de Caio Junqueira na CNN, informando que o ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo, já anunciou que a Polícia Federal terá “carta branca” para atuar no caso.

PLENA LIBERDADE – Essa importantíssima declaração de André Mendonça, que foi confirmada à CNN pelo gabinete do ministro, mostra que a tal “Ditadura do Judiciário” foi para o espaço antes mesmo de se concretizar.

A direção da Polícia Federal estava precisando desse apoio, porque tem sido abertamente criticada pelos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, por ter encaminhado diretamente ao presidente do STF, Édson Fachin, o relatório de 200 páginas sobre as revelações do celular criptografado do mega-estelionatário Daniel Vorcaro, mostrando suas ligações intimas com Toffoli e Moraes.

Os três ministros, que formam uma espécie de “troika” (carroça puxada por três cavalos), estão cada vez mais isolados no Supremo.

HAVERÁ PUNIÇÃO – Pelos excessos cometidos e pelo enriquecimento ilícito, Toffoli e Moraes serão punidos, não há dúvida sobre isso. Quanto a Gilmar, por ser muito mais experiente, habilidoso e matreiro, continuará em cena até completar a idade limite, em 2030.

E tudo agora está nas mãos de André Mendonça, como relator do caso Master. Ao dar carta branca à Polícia Federal, ele simplesmente arrebentou com a blindagem que Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estavam tentando construir.

No Congresso, enquanto o presidente Davi Alcolumbre (União-Amapá) faz o possível e o impossível para impedir a convocação da CPI do Master, o Senado se prepara para entrar cena na próxima semana, com três frentes de luta – a CPI do Crime Organizado, a CPI do INSS e a Comissão de Assuntos Econômicos.

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P.S. –
Conforme temos avisado aqui na Tribuna da Internet, a novela do Master está apenas começando. Portanto, façam como o cantora Roberta Miranda, que no carnaval comprou logo R$ 800 de pipocas, de uma só vez. (C.N.)

Acuado, Moraes “incrimina” servidores e busca passar por “perseguido político”

Tribuna da Internet | Alexandre de Moraes tornou-se campeão de pedidos de impeachment no Senado

Charge reproduzida da revista Fórum

Carlos Newton

Como diz o jornalista Mário Sabino, do site Metrópoles, o ministro Alexandre de Moraes tem 129 milhões de motivos para achar que não escapará incólume desse escândalo do banco Master. Mesmo assim, sempre que pode, ele ainda exibe injustificada revolta diante das críticas quem vêm sendo feitas ao Supremo e à chamada “Ditadura do Judiciário”, e reage com violência máxima.

Como se sabe, Moraes é o eterno relator do Inquérito do Fim do Mundo, assim apelidado pelo ministro Marco Aurélio Mello em 2021, antes de se aposentar, porque se tratava de uma investigação que começara em 2019, a pretexto de combater fake news, e foi estendida indefinidamente por Moraes para nela incluir qualquer assunto que lhe interessasse.

SETE ANOS DEPOIS… – Bem, o Inquérito do Fim do Mundo já está completando sete anos, mais inchado do que um porco Duroc-Jersey, com alto teor de gordura intramuscular, e o ministro Alexandre de Moraes continua a usar o inquérito qual fora papel higiênico jurídico.

Na tentativa de limpar a esposa e a si mesmo, que jamais deveriam se relacionar com um super-estelionatário como Daniel Vorcaro, agora Moraes mandar incriminar quatro servidores públicos de elite na categoria fazendária.

Eles serão denunciados, julgados e condenados pelo ministro, perderão os empregos duramente conquistados em concursos públicos e até poderão ser presos, para satisfazer a sanha vingativa de Moraes.

SÃO CRIMINOSOS? – É claro que há perguntas a serem respondidas, além da clássica “Que país é esse?”, feita pelo deputado Francelino Pereira, quando defendia o regime militar.

Uma delas: “Esses servidores são criminosos?”. Claro que não. Todos têm ficha limpíssima e serviços prestados ao país. São pessoas de bem, que se revoltaram diante de tanta impunidade e sem-vergonhice de ministros como Dias Toffoli e Moraes. Esses funcionários federais simplesmente caíram em tentação e foram conferir, de forma irregular, o enriquecimento ilícito dessa gentalha que ocupa o poder. Apenas isso.

Agora, esses quatro servidores perderão tudo e colocarão suas famílias em dificuldades, porque Moraes quer sujá-los, na ilusão de que possa se limpar. Mas “isso non ecziste”, diria Padre Quevedo, que nunca fumou charutos nem bebeu vinhos nobres com pilantras.

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P.S. 1
Uma coisa é certa. Enquanto tiver resquícios de poder, Alexandre de Moraes ainda vai prejudicar muita gente neste país. E agradeçam tudo isso a Michel Temer, aquele presidente eventual que nomeou Moraes para o Supremo e depois foi preso pela Lava Jato, porque era chegado a uma corrupção e até recomendava: “Tem de manter isso, viu?”.

P.S. – O Jornal Nacional fez o jogo sujo de Moraes e colocou no ar uma matéria fortíssima contra os servidores, como se fossem uma ameaça à nação. Eles cometeram uma ilegalidade, é certo, mas em comparação às ilegalidades que Moraes e Toffoli têm praticado, os servidores mereceriam uma anistia presidencial, caso estivéssemos numa democracia e realmente houvesse um presidente em Brasília. (C.N.)  

Brasília em pânico! Desbloqueio do celular abre possibilidade de delação premiada

Charge do JCaesar: 29 de janeiro | VEJACarlos Newton

O crise do Supremo se agravou de forma absoluta, porque os peritos da Polícia Federal, após quase dois meses de trabalho intenso, conseguiram quebrar a criptografia e acessar os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, gerando um clima ainda maior de apreensão em Brasília.

Com o desbloqueio do celular, cuja senha Vorcaro se recusara a fornecer quando foi alvo de busca e apreensão em dezembro, cresce a possibilidade de o banqueiro fraudador se oferecer para delação premiada, visando a reduzir as penas a que inevitavelmente será condenado.

TENTÁCULOS – O fato concreto é que o escândalo do Banco Master vai ganhando contornos cada vez mais aterradores e mostra claramente que o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro tinha ligações diretas com integrantes dos três poderes.

Com o análise do celular pessoal e dos outros quatro que foram apreendidos, a Polícia Federal vai descobrir as autoridades com as quais o banqueiro se relacionava diretamente, sem intermediários. A partir daí, o desdobramento será um rolo compressor em diferentes campos ideológicos, devido à extensão das relações mantidas pelo empresário.

Vorcaro buscava se aproximar de políticos fazendo doações a suas campanhas, através de seu cunhado e operador em falcatruas, o pastor evangélico Fabiano Zettel. Na campanha anterior, ele fez patrocínios a diferentes candidatos, como os governador Cláudio Castro (RJ) e Tarcísio de Freitas (SP), além de Jair Bolsonaro e outros políticos, independentemente de partidos.

PT ENVOLVIDO – Porém, o banqueiro fraudador  mantinha ligação muito mais estreita com o PT, através de suas relações diretas e pessoais com o senador Jaques Wagner, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski e  o ex-ministro Guido Mantega, que foi seu assessor durante quase um ano, recebendo R$ 1 milhão mensais, além de o dono do Master ter vínculos com o próprio presidente Lula, que o recebeu fora da agenda no Planalto.

Portanto, os celulares de Vorcaro  aterrorizam esquerda, direita e centro. As autoridades dos três Poderes reagem, é claro, e querem colocar uma pedra no assunto, mas é impossível, devido ao liberação das informações pela Polícia Federal.

Detalhe fundamental: desta vez, não houve vazamento, mas um comportamento exemplar da direção da Polícia Federal, que desconheceu o sigilo imposto por Toffoli, desafiou as ameaças de Moraes e cumpriu sua obrigação de atuar suprapartidariamente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A quebra da criptografia do celular de Vorcaro é uma das mais importantes notícias dos últimos tempos. Ao sofrer busca e apreensão, em 18 de dezembro, Vorcaro se recusou a fornecer a senha de seu celular pessoal. Agora, com o desbloqueio feito pelos peritos, o WhatsApp do banqueiro fraudados está sendo uma festa para os agentes e delegados da Polícia Federal. Logo saberemos a verdade sobre as relações nada republicanas que Vorcaro mantinha nos três poderes. (C.N.)