Hang diz que apenas expressou opinião sobre escala 6×1
Thaísa Oliveira
Folha
O MPT (Ministério Público do Trabalho) entrou com uma ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por assédio eleitoral em razão de um discurso contra o fim da escala de trabalho 6×1 dirigido aos empregados da unidade de Caldas Novas (GO).
“Eles querem ganhar o voto de vocês. E depois, sabe o que vai acontecer? No caso da Havan, o custo da mão de obra vai crescer 15%”, afirmou Hang em 29 de agosto, durante a inauguração da loja, sobre o projeto que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga.
ESTELIONATO ELEITORAL – Hang também chama a mudança de estelionato eleitoral e afirma que os empregados vão precisar conseguir um subemprego, porque perderão poder de compra. “Como vocês não vão poder trabalhar mais de cinco dias aqui na Havan e vão ficar com o mesmo salário, e o salário de vocês vai comprar menos produtos, vocês vão ter que arranjar outro emprego. Um subemprego. Um emprego que não é cadastrado como nós aqui, que tem tudo certinho.”
Assédio eleitoral é a pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de benefício para influenciar voto, posição política ou participação eleitoral no trabalho. O MPT afirma que a fala de Hang configura o ilícito porque faz uma associação direta entre as eleições de outubro e um suposto prejuízo pessoal aos empregados que votarem em candidatos que apoiam o fim da escala 6×1.
“O que separa o exercício legítimo da liberdade de expressão do ilícito não é o conteúdo da opinião, e sim a presença do elemento coercitivo e a assimetria de poder inerente à relação de emprego. Dirigentes representam a empresa institucionalmente e suas manifestações naturalmente são lidas como orientação, pressão ou favorecimento”, afirma o MPT na ação.
“PERSEGUIÇÃO” – Em nota, Hang disse que apenas deu a opinião dele durante a inauguração da loja “sobre uma proposta que está sendo discutida no país”. O empresário disse que é perseguido desde que declarou a posição política dele em 2018 —a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não falei de candidato. Não falei de partido. Não pedi voto para ninguém. Não determinei em quem ninguém deveria votar. Apenas falei o que penso”, declarou Hang A ação foi ajuizada na Justiça do Trabalho em Goiânia na última quarta-feira (16). O MPT pede indenização de R$ 30 milhões por dano moral coletivo, além do pagamento de danos morais individuais equivalentes a, no mínimo, 20 vezes o último salário de cada empregado.
O Ministério Público também quer que Hang grave um vídeo se retratando em até 48 horas e assegure que os funcionários serão liberados para participar das eleições, em 4 de outubro e em 25 de outubro, se houver segundo turno, sem desconto no salário.
ÍNTEGRA DA NOTA DE LUCIANO HANG
A Justiça não pode ter lado. A Justiça não pode ser parcial e prejudicar quem gera empregos no país.
Tenho direito de dar a minha opinião. Foi exatamente o que fiz durante a inauguração em Caldas Novas. Eu estava falando sobre a liberdade de poder trabalhar, que o emprego é sinônimo de felicidade e sobre a importância de trabalhar para conquistar seus objetivos. Nesse contexto, expressei minha opinião sobre uma proposta que está sendo discutida no país.
Não falei de candidato. Não falei de partido. Não pedi voto para ninguém. Não determinei em quem ninguém deveria votar. Apenas falei o que penso.
Desde que me manifestei publicamente, em 2018, vivo situações como essa. Quando um empresário se posiciona, fala o que pensa e defende o caminho que acredita ser melhor para o Brasil, passa a ser perseguido.
Não posso abrir mão da minha liberdade de expressão. Muito menos aceitar que uma opinião seja transformada em assédio eleitoral.
Respeito o Ministério Público do Trabalho e respeito a Justiça. Mas também precisam respeitar quem gera emprego, investe no país e acredita no Brasil.
Afinal, vivemos em uma democracia ou ela só vale quando concordamos com o que é dito?
“Após polêmicas declarações de Elon Musk sobre Burkina Faso, Elon Musk é rebatido por Ibrahim Traoré.
O trilionário norte-americano declarou que “Traoré deve receber instruções da América caso deseje unir a Africa; em situação contrária, perderá as orientações necessárias”.
O presidente interino de Burkina Faso respondeu: “Ser bilionário não significa que podes dirigir-te a mim dessa forma.
Sou chefe de Estado e mereço ser respeitado. Não estás ao meu nível. Que o próprio Trump se dirija a mim, se possível, mas não tu”.
O recente dinamismo do Burkina Faso e a busca por um desenvolvimento socioeconômico autônomo têm atraído o interesse de potências ocidentais, em especial dos Estados Unidos. Em um cenário marcado por expressivas reservas minerais (com destaque para a extração de ouro) e por uma posição geopolítica estratégica no Sahel, empresas e investidores norte-americanos monitoram de perto os rumos políticos e econômicos do país.
Sob o discurso de cooperação técnica, fomento comercial e apoio à estabilidade, contudo, multiplicam-se os questionamentos sobre o real alinhamento dessas iniciativas com as prioridades nacionais burkinabes ou se tratam de estratégias para assegurar o controle de recursos e a hegemonia regional.
Essa presença corporativa e diplomática gera divergências internas e debates acalorados sobre soberania no continente africano. Críticos sustentam que os modelos tradicionais de investimento estrangeiro tendem a perpetuar a dependência e a remessa desproporcional de lucros para o exterior.
Em um momento em que Burkina Faso redefiniu suas parcerias internacionais e busca maior autonomia sobre suas riquezas naturais, a relação com o setor privado dos Estados Unidos permanece equilibrada no delicado limite entre a oportunidade econômica e a preservação do interesse público nacional.”
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Veja as pesquisas presidenciais previstas para esta semana
Quaest
Data de divulgação: segunda-feira (21/9)
Data de registro: 15 de setembro
As entrevistas foram realizadas entre 17 e 20 de setembro
Número de identificação: BR-06004/2026
Número de entrevistados: 2004
Real Time Big Data
Data de divulgação: quinta-feira (24/9)
Data de registro: 18 de setembro
As entrevistas foram realizadas entre 19 e 23 de setembro
Número de identificação: BR-04202/2026
Número de entrevistados: 2 mil
Datafolha
Data de divulgação: quinta-feira (24/9)
Data de registro: 18 de setembro
As entrevistas foram realizadas entre 22 e 24 de setembro
Número de identificação: BR-00304/2026
Número de entrevistados: 2002
Metrópoles, 20/09/2026.
O cúmulo da imoralidade Jurídica. A Justiça não pode ter lado Politico Partidário, a Empresa não pertence a Justiça e nem ao Ministério Público para falar e pensar o querem os ideólogos do PeTralhismo dentro das Instituições Públicas, ele falou a verdade para quem conhece e vive a Economia em sua amplitude de atuação. A realidade de mais esse crime do Desgoverno Lula em criar a PEC DA MALANDRAGEM E VADIAGEM OFICIAL . O Empresário está sustentando a manutenção do Emprego e Renda de seus Colaboradores, porque, se essa PEC for aprovada, nenhum Empresário vai sustentar Colaborador sem trabalharem ou produzirem durante toda semana pagando os mesmos salários e os mesmos impostos, ninguém é doido ou suicida, vão fechar e ir embora do Brasil como muitas Empresas já estão fazendo diante do agravamento do desgoverno e as imoralidades e corrupção dentro do Judiciário. Quem vai continuar em um país que reduz a carga de trabalho, a produtividade e os lucros de seus Empreendimentos para sustentar vagabundos tomando cervejinhas todos os dias e seus Empreendimentos sendo destruídos????