
Lula quer concentrar campanha em agenda social
Bela Megale
O Globo
Em conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana, Lula disse que quer fazer uma reunião com os magistrados da corte nos próximos dias. A ideia do presidente é se encontrar com integrantes do tribunal depois de retornar dos Estados Unidos.
Lula embarcou neste domingo (20) para Nova York, onde participa da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O principal compromisso é o discurso de abertura do debate geral, na terça-feira (22).
AUMENTO DO BOLSA FAMÍLIA – Além de falar sobre a agenda, Lula também comentou com ministros sobre o aumento de 15% do Bolsa Família, medida tomada a pouco mais de duas semanas da eleição, e falou sobre suas expectativas para a reta final da campanha.
O presidente tinha conversado com magistrados também no início da semana, após o julgamento de terça-feira (15) no plenário, que tinha como foco a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes pelas mensagens com Daniel Vorcaro. O julgamento acabou paralisado por um pedido de vista de Flávio Dino e foi marcado por troca de acusações e ofensas entre magistrados da ala de Moraes e de André Mendonça. Depois da sessão do plenário da corte, Lula falou com alguns ministros para entender melhor o que foi decidido.
Entre integrantes do governo, a ordem é mudar a página da crise do STF e colocar o presidente em outras agendas, como o aumento do Bolsa Família, o combate às bets, o anúncio das canetas emagrecedoras pelo SUS, além da pauta econômica.
O Lula foge como cachorro que tem uma lata amarrada no rabo. Quanto mais corre, mais barulho a lata faz.
O discurso de Lula na ONU talvez possa ter sido sua última participação em um evento internacional de grande relevância.
Apática, a sociedade brasileira parece caminhar rumo a um regime autoritário iminente, alimentando a falsa ilusão de que as instituições deslegitimadas da República sustentariam uma democracia que já se esvai diante da ditadura que desponta no horizonte.
A eventual eleição e posse de Flávio na Presidência representaria a consolidação do retorno da extremista ala político-familiar do bolsonarismo ao Poder Executivo Federal.
Abaixo estão os principais desdobramentos e medidas possíveis associados a esse cenário:
Medidas Políticas e Judiciais
Anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro: Articulação junto ao Congresso Nacional para aprovar o projeto de lei de anistia, beneficiando os presos pelos atos e buscando a reversão da inelegibilidade de Jair Bolsonaro (referido pelo eleitorado como “ex-mito”).
Pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF): Fortalecimento do movimento no Senado para pautar pedidos de impeachment de ministros da Corte, com foco central em Alexandre de Moraes.
Retorno e projeção de aliados: Fortalecimento da bancada de oposição e protagonismo de figuras centrais da família, como o deputado Eduardo Bolsonaro, em missões diplomáticas ou na liderança de pautas conservadoras.
Pautas Legislativas e Governamentais
Alinhamento com o Congresso: Tentativa de consolidar uma maioria robusta na Câmara e no Senado para aprovar reformas de teor conservador e econômico liberal.
Indicações ao Judiciário: Nomeação de perfis explicitamente conservadores e “terrivelmente evangélicos” para vagas que venham a se abrir no STF e em tribunais superiores.
Pauta de Costumes: Retomada e priorização de projetos como o endurecimento do aborto legal, flexibilização do porte de armas e oposição a agendas de identidade de gênero.
Além da entrega de riquezas do País aos Estados Unidos.
Como é que é ? Quer dizer que o STF vai fazer o Plano de Governo do Desgoverno PeTralha e prometer ao povo que a esculhambação e o crime organizado vão continuar mandando no Brasil ?
Imaginem aguentar uma reunião de umas duas horas com um boquirroto falando bobagens, cuspindo e fazendo piada de mau gosto. Os togados merecem.