Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36% em 1º turno; rivais empatam em 2º turno

Lula e Flávio oscilaram para cima em relação à rodada anterior

Bernardo Mello
O Globo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, a dez dias para o primeiro turno, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno.

Lula aparece agora com 47%, enquanto Flávio marca 45%. Votos brancos e nulos somam 7% nesse cenário, enquanto 1% não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro é de dois pontos. Na rodada anterior, divulgada no último dia 17, Lula aparecia com 46% na simulação de segundo turno contra Flávio, que marcava 44%.

REAJUSTE DO BOLSA FAMÍLIA – Este é o primeiro levantamento realizado pelo Datafolha após Lula ter anunciado um reajuste de 15% no Bolsa Família, na semana passada, e após o discurso do presidente na Assembleia-Geral da ONU, no qual fez uma série de críticas ao que chamou de “ingerência externa em processos eleitorais” – uma referência velada ao apoio de aliados do presidente dos EUA, Donald Trump, a Flávio.

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores entre terça e quinta-feira. O levantamento, contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo, está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00304/2026. O índice de confiança do levantamento é de 95%.

OUTROS CENÁRIOS –  Lula pontua de forma semelhante em outros cenários de segundo turno simulados pelo Datafolha, com as candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). O quarteto, porém, aparece distante da hipótese de ultrapassar Flávio Bolsonaro para disputar um segundo turno.

Nas simulações, o atual presidente fica tecnicamente empatado com Caiado e Cury, e aparece quase dez pontos à frente de Zema e de Renan Santos.

PRIMEIRO TURNO –  Na pesquisa estimulada de intenções de voto para o primeiro turno, Lula oscilou um ponto para cima em relação à rodada anterior e agora aparece com 40%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue com 36%.

Em patamar mais baixo, aparece o escritor Augusto Cury (Avante), com 5% das intenções de voto. Já Ronaldo Caiado (PSD) soma 4%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm, respectivamente, 3% e 1%. O cenário é de estabilidade, considerando a margem de erro.

3 thoughts on “Datafolha: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36% em 1º turno; rivais empatam em 2º turno”

  1. Após negação, Lula parece entender risco de derrota

    Expectativa para jantar do presidente com empresários é de reconhecimento de necessidade de mudança na política fiscal e, se possível, de nome para comandar a economia

    Em dezembro, o clima no Planalto e no PT era de “já ganhou”. Não demorou três meses para a maré virar. Os ganhos de avaliação obtidos no semestre anterior rapidamente se esvaíram.

    Depois de um período de negação da própria dificuldade, o presidente parece ter entendido o risco real de derrota.

    A decisão de Lula se reunir na sexta-feira (25/9) com um grupo de empresários ligados ao grupo Esfera, com organização do grupo Prerrogativas, vem da constatação de que é preciso propor pontes e defender a política econômica e fiscal.

    A ideia é sensibilizar o setor produtivo, que predomina no Esfera em relação ao financeiro. O quórum confirmado é de quase 300 empresários (…).

    Empresários que confirmaram presença no encontro esperam compromissos mais concretos. Sonham que Lula possa anunciar o futuro ministro da Fazenda e arriscam até o nome: Luiz Carlos Trabuco Cappi, ex-presidente do Bradesco.

    Esta, sim, seria uma cartada capaz de balançar o extremo ceticismo que existe hoje não só no mercado, mas também no empresariado, com mais quatro anos de Lula no poder.

    Fazer um gesto de impacto como esse seria descer do salto, admitir a chance de derrota, alertar quem tem o dinheiro sobre o risco da volta da instabilidade bolsonarista e comprometer-se com mudanças profundas — cuja necessidade ainda não reconheceu — para conter gastos e a expansão da dívida.

    Fonte: O Globo, Opinião, 23/09/2026 01h08 Por Vera Magalhães

  2. A CBF transcendeu o limite do amadorismo e transformou a gestão do futebol brasileiro em uma comédia pastelão.

    Não bastasse a proeza de renovar — de forma tão antecipada quanto estranha — um contrato bilionário com Carlo Ancelotti, a entidade resolveu desafiar a própria lógica do esporte.

    Para o ‘delírio dos torcedores’, a Seleção Brasileira cruzará o planeta para uma turnê de gala: enfrentará a Austrália duas vezes seguidas em solo australiano (nos dias 25 e 29 de setembro) e, para fechar com chave de ouro o “planejamento de alto nível”, fará um amistoso contra a Índia, em Calcutá.

    Resta saber se o objetivo é preparar o time para o hexa ou testar o limite do fuso horário dos atletas e a paciência da torcida brasileira.

  3. Eleito, Rachadinha vai pôr todo mundo para fora:

    O ex-mito fora da prisão domiciliar, anistiado;

    Os “generais” fora da cadeia, anistiados;

    Os “bolsotários” do 8 de Janeiro fora das prisões, anistiados;

    E o Xandão fora do STF, com o impeachment aprovado.

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